COSTUMES BÍBLICOS: GÊNESIS - Bereishit (“No Princípio”)

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GÊNESIS - Bereishit (“No Princípio”)

O primeiro livro da Torá é conhecido em hebraico como Bereishit (“No Princípio”), porque as linhas de abertura descrevem como Deus criou o céu e a terra. Em inglês, é chamado de Gênesis (do grego para “origem”).
O primeiro dos Cinco Livros de Moisés , relata a história da criação e do Dilúvio de Noé , e descreve as vidas e feitos dos Patriarcas , Matriarcas e das Doze Tribos . Gênesis termina com a descida dos israelitas ao Egito e a morte de Jacó.
Ele conta a história do início da raça humana em geral e do início da raça hebraica em particular. Na Bíblia Hebraica é B'reshit ("No Princípio"), conforme a primeira palavra do texto hebraico. As páginas de Gênesis introduzem os conceitos básicos da mensagem bíblica. Deus é apresentado como um ser pessoal absoluto que se importa com Sua criação e com a luta humana no mundo caído.
As páginas desse livro incrível descrevem o início do cosmo (Gn 1.1), do mundo natural (Gn 1.2-25), da raça humana (Gn 1.26-28), do casamento (Gn 2.22-24), do pecado (Gn 3.1-7), do sacrifício (Gn 3.21), da salvação (Gn 3.15), da família (Gn 4.1-15), da civilização (Gn 4.16-21), do governo (Gn 9.1-6), da aliança (Gn 15.1-5) e da fé (Gn 15.6).
Em certo sentido, Gênesis é a história de Deus. Ele fala, cria, chama, abençoa, promete e visita Sua criação a fim de intervir pessoalmente na vida de Seu povo. Por outro lado, o Gênesis é a história dos homens e das mulheres que foram precursores das gerações futuras. Gênesis conta, de maneira singular, a história da vida e dos desafios de pessoas como Adão e Eva, Caim e Abel, a família de Noé, Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, as esposas de Jacó e seus 12 filhos. Ao contrário da antiga literatura mitológica, Gênesis mostra seus heróis como eles realmente eram, oferecendo uma visão realista da natureza humana no mundo antigo.
O livro de Gênesis é uma obra anônima tradicionalmente atribuída, até o século 18, a Moisés. Os defensores da Hipótese Documentária argumentam que Gênesis, assim como o restante do Pentateuco, é resultado de vários documentos - muitas vezes conflitantes - que foram editados, redigidos e reunidos em sua forma atual muitos séculos depois de Moisés. Alguns críticos bíblicos chegam a negar a existência de um Moisés histórico. No entanto, a despeito da aceitação popular do ponto de vista crítico, estudiosos conservadores ainda sustentam a autoria mosaica de Gênesis.¹ A educação egípcia de Moisés, por ter sido adotado pela filha do Faraó, concedeu-lhe as habilidades para compor esse livro. Embora ele possa ter usado fontes, como antigos registros patriarcais da família (Gn 5.1), Moisés, e não alguém da posteridade, foi o autor, compilador e editor final do registro de Gênesis.
O livro de Gênesis envolve três cenários básicos. Gênesis 1--11 relata a antiga história do mundo, desde a criação até o nascimento de Tera (cerca de 2296 a.C.), e passa-se no Crescente Fértil. Gênesis 12--36 abrange a época desde o nascimento de Tera (2296 a.C.) até a chegada de José ao Egito (1899 a.C.) e passa-se, na maior parte, em Canaã. Gênesis 37--50 trata desde a chegada de José ao Egito (1899 a.C.) até a morte de José (1806 a.C.) e passa-se principalmente no Egito. Muitos estudiosos conservadores datam os patriarcas da seguinte forma:
Patriarca Data
Abraão 2166-1991 a.C.
Isaque 2066-1886 a.C.
Jacó 2006-1859 a.C.
José 1916-1806 a.C.
Um importante marcador estrutural presente ao longo do livro são os 10 toledoth, cujo significado é "os registros sobre" (Gn 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 25.12,19; 36.1,9; 37.2). Esta repetição produz o seguinte esquema literário, após a introdução das gerações (Gn 1.1--2.3):
  1. Registros sobre os céus e a terra (Gn 2.4--4.26)
  2. Registros sobre os descendentes de Adão (Gn 5.1--6.8)
  3. Registros sobre Noé (Gn 6.9--9.29)
  4. Registros sobre os filhos de Noé (Gn 10.1--11.9)
  5. Registros sobre Sem (Gn 11.10-26)
  6. Registros sobre Tera (Gn 11.27--25.11)
  7. Registros sobre Ismael (Gn 25.12-18)
  8. Registros sobre Isaque (Gn 25.19--35.29)
  9. Registros sobre Esaú (Gn 36.1--37.1)
  10. Registros sobre Jacó (Gn 37.2--50.26)
Assim, os toledoth introduzem uma seção; não a concluem. O toledoth diz o que aconteceu com alguém. Cada toledoth começa de forma ampla e, então, reduz-se a uma pessoa, uma linhagem ou um grupo de interesse especial em determinada seção.
No entanto, o esquema seguido aqui é temático, com foco na história primitiva (Gn 1--11.9) e patriarcal (Gn 11.10--50.26), que representam as duas divisões principais do livro. (Essas duas seções também podem ser classificadas como o início da raça hebraica.) Tendo-se em vista que os quatro acontecimentos principais da história primitiva incluem a criação (cap. 1--2), a queda (cap. 3--5), o dilúvio (cap. 6--9) e a dispersão das nações (Gn 10.1--11.9). E as quatro pessoas principais da história patriarcal incluem Abraão (Gn 11.10-25.11), Isaque (Gn 25.12--26.35), Jacó (cap. 27--36) e José (cap. 37--50).
História primitiva (Gn 1--11.9)
O prólogo do livro (cap. 1 ao 11) explica a Israel seu propósito traçando o plano redentor de Deus e a linhagem messiânica desde o Éden até Abraão. Essa seção explica o terrível progresso do pecado e a necessidade do plano redentor de Deus.
A. Criação (Gn 1--2) - Veja: A Criação 
Sendo assim, ela é a base da cosmovisão bíblica, sem a qual o restante da Escritura seria um tanto incompreensível.
B. Queda (Gn 3--5)
C. Dilúvio (Gn 6--9)
O crescente poder do pecado alcançou proporções épicas, uma vez que a raça humana envolveu-se em contínua perversidade (Gn 6.1-7). Então, Deus agiu par destruir a humanidade por meio do dilúvio. Em razão de Noé ser um homem justo e íntegro que andava com Deus (Gn 6.9), Ele o preservou em segurança na arca, bem como sua família, enquanto o mundo era inundado. A extensão global do dilúvio é indicada pelo fato de que todas as montanhas altas foram cobertas (Gn 7.19), todas as criaturas terrestres pereceram (Gn 7.21), o dilúvio durou 371 dias, e a arca era muito grande (40 mil metros cúbicos). Isso também se evidencia no testemunho de fontes extrabíblicas e do Novo Testamento (1Pe 3.3-7), além do usou de termos exclusivos para o dilúvio [hb.mabbul;gr.kataklusmos].
A intenção divina de restaurar a criação é vista em Sua provisão da aliança de Noé após o dilúvio (Gn 8.20--9.17). A criação do governo humano com a força da pena capital serviria como impedimento à regressão da humanidade ao nível de violência alcançado no mundo pré-diluviano. O desejo divino de restaurar a criação também é visto na ordem para que Noé subjugasse a criação e na promessa, simbolizada pelo arco-íris, de nunca mais destruir a humanidade com um dilúvio.
No entanto, apesar da aliança de Deus com Noé, a natureza pecaminosa do homem continuou perversa mesmo após o dilúvio (Gn 8.21). Isso é ilustrado pela embriaguez de Noé, pelo pecado de Cam e pela maldição subsequente de Canaã (Gn 9.18-28). Assim, o servo escolhido de Deus, Noé, não viveu como um raio de luz no novo mundo após o dilúvio.
D. Nações (Gn 10.1--11.9)
A dispersão das nações na torre de Babel (Gn 10.1--11.9) mostra que a obediência resulta em bênção e a desobediência resulta em dispersão. Infelizmente, tal dispersão se repetiria muitas vezes ao longo da história de Israel (Lv 26; Dt 28). A confusão das línguas permaneceu até o dia de Pentecostes, em Atos 2. E a dispersão das nações após o incidente em Babel ("portão de Deus") preparou o palco para o chamado e a eleição de Abraão.
História patriarcal (Gn 11.10--50.26)
O restante do livro de Gênesis concentra a atenção do leitor na história patriarcal (Gn 11.10--50.26). O objetivo de Moisés nessa parte é relacionar os propósitos redentores de Deus, presentes nos capítulos 1--11, com as gerações posteriores, a fim de dar, à geração do êxodo, um incentivo para cooperar com os propósitos da aliança de Deus. Desse ponto em diante, Gênesis concentra-se em quatro grandes patriarcas: Abraão, Isaque, Jacó e José, embora Judá tenha surgido como ancestral da linhagem messiânica.
A. Abraão (Gn 11.10--25.11)
As promessas redentoras de Deus concentram-se agora em um único indivíduo, Abraão. Inicialmente chamado Abrão ("grande pai"), Abraão se tornaria o "pai de uma multidão", incluindo Isaque, o filho da promessa. Assim, Moisés tem o cuidado de traçar a linhagem hebraica desde Sem, filho de Noé, até o pai de Abrão, Tera (Gn 11.10-26). Em Gênesis 12.2,3,7, as promessas de Gênesis 3.15 são reformuladas como promessas abraâmicas. (Veja mais sobre Abraão, aqui: ABRAÃO & ISAQUE)
B. Isaque (Gn 25.12--26.35)
Gênesis 25.12-18 diferencia a linhagem de Isaque da linhagem de Ismael. Uma vez que a aliança fora feita com Isaque, os descendentes de Ismael não tinham direito legítimo à Terra Prometida. O restante do capítulo 25 esclarece que a linhagem seguiria do filho mais novo de Isaque, Jacó, e não do filho mais velho, Esaú. A eleição divina de Jacó, em vez de Esaú, é evidenciada na profecia de que o mais velho serviria o mais novo (Gn 25.23). A fraqueza do caráter de Esaú é revelada quando ele despreza o direito de primogenitura, vendendo-o a Jacó (Gn 25.27-34), e casa-se, em rebeldia, com mulheres heteias (Gn 26.34,35). A aliança abraâmica foi confirmada a Isaque (Gn 26.1-5,23-25) com promessas de bênçãos e proteção pessoais (Gn 26.12-16). (veja mais sobre Isaque, aqui: O maior teste de todos os tempos)
C. Jacó (Gn 27--36)
O tema engano é recorrente na história da vida de Jacó. O patriarca entra em cena em Gênesis 27--36. Apesar do fato de Jacó ter enganado Isaque e trapaceado Esaú, roubando-lhe a bênção da primogenitura (Gn 27.1-40), a aliança abraâmica foi reafirmada a Jacó no capítulo seguinte (Gn 28.10-17). (Veja mais sobre Jacó, aqui: Jacó)
D. José (Gênesis 37.1--50.26)
Gênesis 37--50 coloca o foco em José como instrumento humano utilizado por Deus para mudar a nação no Egito. O fato de Deus ter escolhido o irmão mais novo para realizar Sua vontade revela um padrão (Isaque em lugar de Ismael, Jacó em lugar de Esaú, Judá  e José em lugar de Rúben, Efraim em lugar de Manassés) ao longo do livro, indicando que Ele não é limitado por preferências humanas ou costumes da tradição. (Veja mais sobre José, aqui: José)

Importância Teológica

Gênesis começa com o ato da criação e termina com as palavras num caixão no Egito (Gn 50.26). E ao longo dessa trajetória, o autor lança as bases de toda a teologia bíblica. O versículo inicial da Bíblia pressupõe, em vez de tentar provar, a existência de Deus e a realidade da criação por Sua vontade soberana e Sua palavra falada (Gn 1). Gênesis define o ser humano como uma criação única e distinta feita à imagem de Deus (Gn 1.26) e encarregada de governar Sua criação (Gn 1.28). No entanto, o pecado de Adão trouxe morte e desordem à criação, resultando, com frequência, em julgamento divino (Gn 1.24; 6.5-7; 11.8). Enquanto o mundo afastava-se de Deus, Ele voltou-se para um homem, Abraão, convidando-o a crer, confiar e segui-Lo (Gn 12.1-) e prometendo fazer de seus descendentes uma "grande nação" por meio da qual abençoaria todos os povos. A eleição de Israel foi confirmada aos descendentes Isaque, Jacó e os 12 filhos deste - antepassados da nação de Israel. Paul House observa: "Gênesis funciona como um prelúdio fundamental para o maior momento decisivo de Israel (Sinai) e para seu futuro imediato (a conquista de Canaã)".

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