Costumes Bíblicos: As grandes festas religiosas

As grandes festas religiosas

 
As grandes festas religiosas
As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel"), lembrando ao povo como Deus cuidava deles. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo, momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. Assim, combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus.
Cada ano, havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa, Colheita e "Tabernáculos".
Atualmente, a Páscoa
 é essencialmente 
uma celebração familiar nos lares judeus.

Páscoa e Pães Asmos - Êx 12.1-20; 23.15
A Páscoa era celebrada no primeiro mês do ano (março/abril). Esta celebração comemora a saída do povo do Egito, sob a liderança de Moisés.
Nos tempos do AT e do NT, cada família sacrificava um cordeiro na véspera da Páscoa. Para esta festa, todos os que podiam se deslocavam a Jerusalém. Mas a refeição da Páscoa era - e ainda é - uma celebração em família. O cardápio simboliza diferentes aspectos da escravidão no Egito e do êxodo. E cada ano se reconta a história de como o anjo de Deus "passou por cima" das casas dos israelitas, deixando-os com vida, na noite em que foram mortos os primogênitos do Egito (veja "A Páscoa e a última ceia").
Na festa da Páscoa, e durante toda a semana seguinte, apenas se podia comer "pães asmos", isto é, pães feitos sem fermento, porque as mulheres não tiveram tempo de deixar o pão crescer por ocasião da saída do Egito.
Hoje, por ocasião da Páscoa, somente os samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos velhos tempos. Os judeus deixaram de fazê-lo quando os romanos destruíram o templo em 70 d.C.

"Tabernáculos"-Êx 23.16;Lv 23.33-43
Um segundo grupo de festas importantes ocorria no sétimo mês do calendário judaico (setembro/outubro).
No primeiro dia do mês (depois do exílio, a Festa do Ano Novo), um toque de de trombetas (shofar) sinalizava o início do mês mais importante do calendário de Israel. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e ninguém podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas; [shofar] Nm 29.1).
No décimo dia daquele mês, era observado o Dia da expiação (Lv 16), um momento em que todos confessam o seu pecado e pediam a Deus que lhes concedesse perdão e purificação. Havia jejum desde o pôr do sol do nono dia até o pôr do sol do dia seguinte. O sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. Ele matava um boi em sacrifício pelos seus pecados e os pecados de sua família, borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. Esta era a única oportunidade em que o sumo sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo do da Tabernáculo (ou, mais tarde, do Templo). Ele sacrificava um bode pelos pecados do povo e um segundo bode era mandado para o deserto, indicando que os pecados do povo haviam sido levados embora.
A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caía no dia 15. Era uma festa que durava sete dias e celebrava  o final da colheita das frutas, ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. O povo morava em abrigos feitos com ramos, lembrando o tempo em que viveram em tendas, no deserto.


























                                                                 
Hanukah (Dedicação),
 em dezembro,
 é a festa das luzes.
Purim e Festa da Dedicação
Essas duas festas não estão
 previstas na Lei.
Purim (Et 9)
 comemora a libertação dos
judeus da sanha assassina de
 Hamã
 na época do Império persa.
Festa da Dedicação
 (Jo 10.22) celebrava a purificação
 e dedicação do templo após sua
 profanação no tempo
 de Antíoco Epífanes,
 em 168 a.C.
(época do Império grego).
Festa da colheita
(Êx 23.16; Lv 23.15-21)
Ao final da colheita dos cereais,
 50 dias
(sete semanas) depois da Páscoa,
vinha a Festa das Semanas,
 posteriormente
chamada de Pentecostes.
Trazendo suas ofertas
para Deus, o povo era lembrado
 de que a terra
e tudo o que ela produzia
 era dádiva de Deus.
Este era um tempo
de profunda gratidão.

Sábado e lua nova
Além das "três grandes festas",
 havia ainda outras.
No sétimo dia da semana,
 todos paravam de trabalhar.
 Esta é a lei. O modelo para isto 
era a criação
 do mundo em seis dias, seguido pelo
 descanso no sétimo.
 Correspondia à necessidade
 que todos os seres humanos têm de 
descanso regular para reporem energias.
As leis do sábado passaram a ser
 rigorosamente observadas
 depois do exílio
Desde os tempos antigos,
 havia refeições 
especiais e sacrifícios  em família 
que marcavam
a festa da lua nova. 
As trombetas eram tocadas
 para anunciar essa festa.






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