Costumes Bíblicos: Estudando HEBREUS

Israel Institute of Biblical Studies

Estudando HEBREUS

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HEBREUS CAP. 4.14 AO CAP.13
Durante os tempos difíceis e as perseguições, os cristãos são sempre orientados a "confiar em Jesus pela fé". Mas geralmente durante esses momentos, parece mais difícil confiar e ter fé. A dúvida e o desespero se agarram à nossa alma, arrastando-nos para longe da fé e dizendo-nos que ninguém entende o nosso desespero. Podemos até começar a imaginar se não perderemos completamente a nossa fé. Hebreus, como qualquer outro livro do Novo Testamento, chama-nos de volta para perseverarmos em nossa fé e ficarmos firmes na mensagem de Jesus.
Hb 4.14--5.10: Jesus, o grande sumo sacerdote
O autor passa de Jesus, o Filho de Deus, para Jesus, nosso grande sumo sacerdote, título dado a ele somente neste livro do NT.
Arão (5.4) foi escolhido por Deus para ser o primeiro sumo sacerdote de Israel. Ele era intermediário entre o Deus santo e o povo pecaminoso, o mediador que representava um perante o outro. A religião judaica - o sistema ao qual esses cristãos de origem judaica estavam tentados a voltar - ainda tinha seu sumo sacerdote. Mas em Cristo, segundo o autor, temos um sumo sacerdote que, além de preencher os requisitos necessários, tem a vantagem de não precisar oferecer sacrifícios pelos próprios pecados. É o sumo sacerdote perfeito, designado por Deus como mediador para sempre.
Melquisedeque (5.6,10) O rei/sacerdote de Salém a quem Abraão deu o dízimo dos despojos recuperados dos reis invasores (Gn 14.18-20). O cap. 7 desenvolve o raciocínio destes versículos.
5.8 Não aprendeu a obedecer, mas aprendeu qual era preço total e o significado da obediência através do sofrimento.
5.9 Veja nota em 2.10.
Hb 5.11--6.20: Cresçam e apareçam
O autor estava frustrado com relação ao que queria dizer por causa da falta de entendimento de seus leitores. Eles pararam no nível básico de sua fé (5.11--6.3). Essa falta de progresso já era ruim em si. Mas era sintomática de algo muito mais sério. Eles corriam o risco de abandonar sua fé por completo. Assim, o autor lhes dirige a sua advertência mais severa (6.4-8). Se, apesar do conhecimento e de experiência cristã que tinham, eles deliberadamente rejeitassem a sua fé, se tornariam inimigos de Cristo, praticamente crucificando Jesus outra vez (6). Então não haveria mais esperança para eles, pois recusaram o único meio disponível de receber o perdão. Era nessa direção que sua forma de pensar os estava levando, embora ainda não houvessem chegado ao ponto de onde não poderiam mais voltar.
 
O véu do Templo é uma cortina que separava o Lugar Santíssimo do Lugar Santo. Somente o sumo sacerdote tinha permissão de passar pelo véu, e somente no Dia da Expiação.












Imediatamente após a advertência vem o incentivo (9-12). O autor não acreditava que chegariam a esse ponto - ou que Deus pudesse permiti-lo. A promessa de Deus é certa (13-18). Portanto, nossa esperança de receber a bênção de Deus também é. Jesus entrou no "Lugar Santíssimo celestial" antes de nós, para, em favor de nós, estar na presença de Deus (19.20). E nós tomaremos parte na sua glória.
6.2 "Batismos" - Não se trata da palavra normal para batismo cristão. É possível que se tratasse de ensinos sobre a diferença entre o batismo cristão e as lavagens rituais judaicas. A "imposição de mãos", no batismo e no ato de comissionar alguém para um serviço especial, era uma maneira de simbolizar o recebimento do poder do Espírito Santo.
6.18 A promessa e o juramento são considerados as duas testemunhas exigidas pela lei de Moisés (Dt 17.6; Hb 10.28).
Hb 7: Um novo sumo sacerdote
Em 6.20 o autor volta à afirmação feita 5.10 e, agora, no cap. 7, ele dá continuidade à sua argumentação. Jesus suplantou o sacerdócio levítico, ao se tornar sumo sacerdote para todo o sempre. Esse fato foi previsto no Sl 110, no qual o Messias é descrito como sacerdote de uma ordem diferente. A misteriosa figura de Melquisedeque (Gn 14.18-20) reflete algo da natureza do sacerdócio de Cristo: sua dupla função de rei e sacerdote; sua eternidade; sua superioridade em relação à ordem antiga. De certa forma Levi reconheceu isso, ao dar o dízimo a Melquisedeque através de seu antepassado Abraão (9)!
Se o sacerdócio de Arão e dos levitas fosse suficientemente bom, não haveria necessidade de mudança (11-12). Mas, na verdade, nem esses homens nem o antigo sistema religioso podiam suprir as necessidades da humanidade em pecado. Era necessário um sacerdócio diferente e melhor, um que não dependesse da correta linhagem de descendência física ou familiar.
Jesus, que veio da tribo real de Judá, não da tribo sacerdotal de Levi (14), é aquele que nos deu "esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus" (19) e a garantia de uma superior aliança (22). Ele se ofereceu como sacrifício de uma vez por todas (27). Assim, ele é capaz de salvar, para sempre, aqueles que chegam a Deus através dele (25). A antiga ordem foi substituída por outra, superior.
Hb 8: A promessa de coisas melhores
Jesus é diferente de todos os outros sumos sacerdotes. Seu ofício sacerdotal no céu é a realidade da qual o sacerdócio dos outros era simples cópia e reflexo. "Pois, se a primeira aliança tivesse sido perfeita, não seria necessária uma nova aliança" (7). Mas o povo de Deus era incapaz de manter sua parte do acordo, como o profeta Jeremias deixou claro ao prever o dia em que Deus firmaria nova aliança. O antigo acordo era exterior, baseado na obediência às leis de Deus. Estava destinado a fracassar. O novo se baseia em conhecimento e entendimento, uma unidade de coração e mente entre Deus e o seu povo (10-11).
V. 5 Os judeus alexandrinos, influenciados pelo pensamento do filósofo grego Platão, entendiam que o tabernáculo "era apenas uma cópia imperfeita do tabernáculo que já existia no céu, e que o próprio Moisés havia visto" (Donald Guthrie).
Vs. 8-12 Este trecho é uma citação de Jr 31.31-34, segundo a versão grega. Essa é a citação bíblica mais longa no NT.
Hb 9.1--10.18: Sombra e realidade; o sacrifício perfeito
O pensamento do autor se volta novamente ao tempo do êxodo, quando Deus fez sua aliança com Israel através de Moisés, e lhes deu o modelo segundo o qual deviam construir a Tenda de Deus, o tabernáculo. (Posteriormente o Templo seguiu esse modelo, mas não é o Templo que o autor tem em mente aqui.) Embora Deus houvesse escolhido viver no meio de seu povo numa tenda como aquelas que eles tinham, as pessoas do povo não tinham acesso direto a Deus. A planta do tabernáculo (Veja "A importância do tabernáculo") e todo o sistema dos sacrifícios de animais enfatizavam que Deus era santo ("separado") e que o povo era pecador.O sumo sacerdote, a única pessoa que podia entrar no Lugar Santíssimo, entrava de ano em ano, no Dia da Expiação (o Yom Kippur, que até hoje é o grande dia do jejum entre os judeus; 9.7). E a própria repetição do sacrifício deixava bem clara sua ineficácia (9.25). E o sistema tinha as suas limitações. Para o pecado "com atrevimento", o pecado deliberado ou feito de propósito (Nm 15.30), não havia expiação, apenas castigo.
Quando Cristo veio, todo o sistema foi reformado (9.10): uma nova ordem entrou em vigor. Como sumo sacerdote perfeito, ele se ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito (9.14) - uma única oferta voluntária, eficaz por toda toda a eternidade, libertando as pessoas dos erros que cometeram. E sua morte fez com que entrassem em vigor os termos do seu testamento, a nova aliança (9.16-22). Pois Cristo entrou no próprio céu, onde agora aparece na presença de Deus para pedir em nosso favor (9.24). O pecado foi removido. Quando ele voltar, será para salvar (9.28).
10.1-18: O autor continua a enfatizar que os antigos sacrifícios, que eram repetidos, só serviam para fazer as pessoas se lembrarem de seus pecados, não podendo, todavia, removê-los. O que a lei não podia fazer, Cristo fez. Seu sacrifício é eficaz para sempre. Nenhum outro sacrifício é necessário. Pecados e delitos são não apenas perdoados, mas esquecidos (17-18).
9.22 O contexto desse perdão é o culto (e o perdão diante de Deus). Não se está falando, aqui, do perdão mútuo.
Hb 10.19-39: "Cheguemos perto de Deus"
Jesus nos conquistou o acesso à presença de Deus. Sendo assim, "cheguemos perto de Deus", incentiva o autor (19-22). Apeguemo-nos à esperança que é nossa em Cristo. Podemos confiar que Deus cumprirá a sua promessa.
Não há sacrifício que possa salvar aqueles que se opõem a Deus, desprezam o Filho de Deus e insultam o seu Espírito. É coisa terrível enfrentar o juízo nas mãos do Deus vivo (26-31).
Os primeiros leitores da carta eram pessoas que haviam sofrido por sua fé, e suportaram isso com alegria. Não percam a coragem, incentiva o autor. Fiquem firmes. A persistência com paciência será recompensada. "Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo..." (35-39).
Pelo véu (20) Veja Mc 15.38.
Hb 11.1--12.11: Tenham fé!
Quanto a seu conteúdo, esta passagem é uma continuação, de 10.39: "Não somos gente que volta atrás e se perde. Pelo contrário, temos fé e somos salvos." A fé que se espera é uma contínua e confiante dependência de Deus, aconteça o que acontecer. Ter fé é ter certeza - não do presente, das coisas tangíveis - mas das realidades que não podemos ver (1). Crer que Deus fez o mundo, criando o que vemos a partir do que não se vê, é em si uma questão de fé (3).
O AT está repleto de exemplos de pessoas que receberam a aprovação de Deus por confiarem que ele era fiel no cumprimento das promessas. Há um registro de como essas pessoas viveram e morreram "em fé", e o autor de Hebreus destaca alguns dos exemplos mais marcantes dessa fé. Todos aguardavam o momento em que Deus cumpriria suas promessas, mas nenhum deles viveu o suficiente para ver seu cumprimento (13). Tinham seus olhos voltados para uma "pátria melhor". E Deus tem um lugar preparado para eles: ele não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus (16).
  • A oferta de Abel revelou a fé que ele tinha  - e seu irmão invejoso o matou (Gn 4).
  • Foi pela fé que Enoque escapou da morte (Gn 5.21-24).
  • No caso de Noé, a fé fez com que ele levasse a sério a advertência de Deus, e assim ele salvou toda a sua família (Gn 6--8).
  • A confiante obediência de Abraão ao chamado de Deus o levou a sair de sua terra (Gn 12.1-7) para se tornar um estrangeiro e refugiado pelo resto de sua vida. Sua fé fez com que aceitasse oferecer seu próprio filho em sacrifício, confiando que Deus o ressuscitaria (Gn 22).
  • Isaque, Jacó e José também demonstraram sua confiança na promessa de Deus (Gn 27; Gn 48; Gn 50.24-25).
  • A fé leva a vencer o medo (23).
  • Pela fé, Moisés decidiu deixar o palácio e correr os riscos de viver em meio a uma nação de escravos (Êx 2; 12; 14).
  • Foi pela fé, e não por superioridade bélica, que foi conquistada a cidade de Jericó (Js 2; 6).
E assim por diante, passando pelo período dos Juízes (Gideão, Jz 6--7; Baraque, Jz 4; Sansão, Jz 15--16; Jefté, Jz 11--12) e chegando até o rei Davi e os profetas.
  • Pela fé, Daniel foi salvo dos leões (33; Dn 6).
  • Pela fé, Elias e Eliseu ressuscitaram mortos (35; 1Rs 17; 2Rs 4).
Em resposta à fé, Deus deu triunfos e vitórias memoráveis. Mas nem sempre. A fé é demonstrada, igualmente, através daqueles que sofreram prisão, tortura e morte.
  • Jeremias foi espancado e jogado na prisão (36; Jr 38).
  • Isaías, segundo a tradição, foi serrado ao meio (37).
  • Zacarias foi apedrejado (37; 2Cr 24).
E houve muitos outros como esses. Porém, nenhum deles recebeu o que Deus prometera. Isto porque, segundo o autor, Deus tinha um plano melhor, plano que também incluía a nós (39-40).
JESUS
Nosso mediador: Hb 12.24.
Nosso precursor: Hb 6.20.
Nosso sacerdote: Hb 4.14.
Nosso santificador: Hb 13.12.
Quanto a nós (12.1), estamos rodeados por estes heróis da fé. Acotovelando-se, por assim dizer, junto à pista de corrida, eles nos observam, enquanto corremos. Assim, deixem de lado tudo o que os atrapalha, e completem a corrida cristã. Olhem firmemente para Cristo, o exemplo supremo: ele é o autor e consumador da fé (em 12.2, no grego, não existe um "nossa" antes de "fé"). Ao ver-se diante da cruz, ele não desistiu. Fixem os olhos nele. Pensem no sofrimento dele, e não desistam (1-3).
Vs. 5-12: Aceitem o sofrimento como a correção de um Pai amoroso, evidência de que ele cuida de nós e quer o nosso bem. Essa disciplina é como o treinamento de um atleta. A dor é passageira; a recompensa, duradoura. Assim, fortaleçam os joelhos trôpegos e sigam em frente!
12.5-6 O autor cita Pv 3.11-12 e Jó 5.17.
Hb 12.13-29: Sem volta
Essa seção é de encorajamento e advertência. Contem as vantagens que vocês têm (22-24) e não desistam.
Vocês chegaram a Deus por um caminho melhor do que os terrores do Sinai, diz o autor (18-21; Êx 19), e nos apresenta a glória da Jerusalém celestial (22-24,28). Sejam agradecidos a deus e o adorem de um modo que o agrade. Vivam para agradá-lo (14). Não há escapatória para aqueles que se recusam a ouvi-lo: eles encontrarão um Deus que é "fogo consumidor" (15,25,29).
Esaú (16-17) Veja Gn 25.29-34; 27.34-40.
Monte Sinai (18-19) Veja Êx 19.16-22; 20.18-21.
V.23 "Primogênitos": aqueles especialmente dedicados a Deus. "O nome deles escrito no céu": veja também Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 3.5.
Sangue de Abel (247) Veja Gn 4.10.
V.26 Citação de Ag 2.6 (versão grega).
Hb 13.1-19: Como agradar a Deus
Deus se interessa por todos os aspectos de nossa vida: a hospitalidade, a ajuda aos outros, o casamento, o uso do dinheiro. O amor (1) é demonstrado na vida prática (2-5). Sigam o bom exemplo dos líderes do passado, porque Cristo não muda (7-8). Vivam, não segundo o livro de regras, mas valendo-se da força interior que vem de Deus (9).
Vs. 10-15: O autor retorna, ainda que brevemente, a seus temas anteriores. Optem, não pela ordem antiga, mas pela nova. Cheguem para perto, não dos antigos sacrifícios, mas de Jesus. Busquem, não uma cidade passageira neste mundo, mas a cidade que há de vir.
Vs. 16-19: Um apelo final. Façam o bem e ajudem uns aos outros. Sigam os seus líderes. E, finalmente, um toque pessoal: "orem por nós".
Hb 13.20-25: Oração final e mensagens pessoais
O autor termina com uma oração muito comovente e uma bênção (20-21). Ele escreveu para incentivar, não censurar. Esperava que os leitores aceitassem com carinho o que havia escrito e que pudesse vê-los em breve.
Da Itália (24) A epístola pode ter sido da Itália. Outra possibilidade é que o autor estava com cristãos da Itália que acrescentaram suas saudações a uma carta enviada para aquele país (a Itália).



Como podemos chegar a Deus? Podemos encontrá-Lo, não como Moisés e o povo de Israel O encontraram, no passado, em meio ao fogo e a nuvem no monte Sinai. Agora podemos chegar a Ele por um caminho melhor, através do próprio Cristo - e este Caminho está aberto a todos. Amém!

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