COSTUMES BÍBLICOS: maio 2018


O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS


As pessoas parecem esquecer que
o Rabino Y'shua (Jesus) é judeu.
Ele não começou uma nova religião.
Ele reformou o judaísmo.
Yeshua nasceu, viveu
e foi executado como judeu.
Ele era um professor de Torá,
Ele é a Torá, a palavra viva,
ele NÃO aboliu a Lei,
Ele deu significado a isso,
Ele é Mashiach (Ungido de Deus).

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS
A libertação do domínio pagão por meio do Messias tornou-se a base de toda aspiração judaica. A esperança messiânica tinha-se envelhecido até certo ponto; havia perdido em grande parte seu caráter religioso. Tal era a ideia formal que quase todos os judeus haviam formado gradualmente acerca do Messias. 
Quem era, pois, esse Messias? Os cognomes que se lhe aplicavam o designavam como personagem de muita elevada qualidade. Chamavam-no de o Eleito, o Consolador, o Redentor, o Filho do Homem; às vezes, o Filho de Deus, num sentido muito amplo; e o Filho de Davi, no sentido estrito. Chamavam-no também e acima de tudo de o Messias, palavra hebraica que significa o Ungido e que simbolizava a eleição que o Senhor havia feito dele e o poder real que lhe tinha dado. 
Muitos poucos, porém, eram aqueles que, seguindo as indicações dos profetas, criam na divindade dele; isto é demonstrado no exemplo dos apóstolos, que só reconheceram muito tarde e em virtude da revelação especial a natureza divina do Salvador (Mt 16.16-17), que estava investido de atribuições superiores, incompatíveis com a pura e a simples natureza humana. Ele havia sido criado antes do mundo e viveria eternamente. Elevado acima dos anjos, era dotado de sabedoria e de poder extraordinários. O Messias possuía uma santidade perfeita e estava isento de todo pecado. 



Convencidos de sua grandeza humana, os judeus não podiam compreender, apesar da clareza e da precisão das profecias, que o Messias haveria de submeter-se à lei do sofrimento. Rejeitavam, geralmente, como suprema inconveniência e manifesta contradição, a ideia de um Messias sofredor e pacífico. A atitude dos apóstolos de Jesus revela a insuperável repugnância que os correligionários sentiam quanto a essa ideia (Mt 16.21-23; Mc 9.29-31; Lc 18.31-34). (Leia sobre o Messiado Escondido, AQUI)
Analisado em seu conjunto, o judaísmo rabínico fechou os olhos para os textos bíblicos que profetizavam sobre os sofrimentos do Messias. Esqueceu que, precedido pelo arauto, cuja missão era anunciar o Messias ao mundo, o Rei dos judeus haveria de nascer em Belém e permanecer invisível e oculto durante algum tempo. Depois, ocorreria de repente sua manifestação gloriosa e triunfante. 
Os judeus costumavam apresentá-lo como conquistador invencível contra todas as potências pagãs e, em especial, contra o Império Romano, para domá-los inteiramente. 
Alguns documentos da época não estão perfeitamente de acordo entre si. Conforme alguns (o Saltério de Salomão, Os Oráculos Sibilinos e Fílon de Alexandria), a ruína do paganismo aconteceria como uma sangrenta batalha. Conforme outros (o Apocalipse de Baruque e o Apocalipse de Esdras), não haveria tal luta propriamente dita. Um julgamento de Deus e do Messias reduziria à impotência os inimigos de Israel. 
O FALSO RETRATO DO MESSIAS
Que ideia, porém, faziam deste Messias, cuja vinda tão ardentemente desejavam todos os verdadeiros israelitas? Que descrição haviam traçado dele os rabinos e os escritores apocalípticos? O retrato do Messias, pintado por esses escritores e gravado na imaginação popular, não condizia com as antigas profecias. Eles o desfiguraram com o pretexto de aformoseá-lo! Levando ao pé da letra o que, nas profecias inspiradas, não era mais do que uma expectativa ideal dando uma interpretação política a certas passagens cujo sentido era espiritual ou figurado (Is 35.10; 40.9-11; 41.1-2), tais escritores profanaram lamentavelmente o espírito das profecias e turvaram sua significação.
Mesmo depois do cativeiro na Babilônia, submetidos ao jugo da Pérsia, da Grécia e de Roma, os judeus haviam se acostumado a associar a ideia do Messias à esperança de sua restauração social e de sua independência reconquistada. Isto era para eles o essencial. Viam no Messias, antes de tudo, um poderoso instrumento divino que os ajudaria a recuperar a sua glória e os seus privilégios de antigamente. Ao pensarem nele e ao invocarem-no de todo o coração, tinham o olhar muito mais voltado para sua própria exaltação do que para a saúde moral que ele haveria de trazer, tanto para os judeus como para os demais homens.
COMO SERIA O REINADO DO MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS
Aplacada a cólera de Deus com o castigo dos pagãos, e lançados estes fora da Palestina, começaria o reinado do Messias. Os judeus que estariam dispersos pelo mundo seriam trazidos milagrosamente para a Terra Santa a fim de gozar da felicidade daquele reino maravilhoso. Jerusalém seria reconstruída, embelezada e admiravelmente engrandecida. O templo também seria erguido de suas ruínas, e seriam restabelecidas as cerimônias do culto.
Os rabinos não encontraram cores bastante brilhantes para pintar o esplendor dessa idade de ouro, que se prolongará daqui por diante por milhares de anos. Será uma era de paz, de glória e de felicidade não interrompida.
A natureza estará dotada de fecundidade surpreendente; os animais mais cruéis perderão sua ferocidade e se tornarão dóceis a serviço dos judeus; todas as árvores, sem exceção, darão saborosos frutos. Já não haverá mais nem pobreza nem sofrimento. Os partos serão sem dor; as colheitas, sem fadiga. As injustiças terminarão; o pecado já não existirá na terra.
Para poder acolher todos os seus habitantes, a cidade de Jerusalém será tão grande como a Palestina, e a Palestina será tão grande como o mundo inteiro. Da Cidade Santa, as portas e janelas serão enormes pedras preciosas; os muros serão de ouro e prata. Além do mais, as colheitas de inaudita riqueza que a terra produzirá sem cultivo proporcionarão material para magníficos vestidos e manjares saborosos. O trigo alcançará a altura das palmeiras, e até se elevará acima do cume dos montes.
Eis algumas descrições do reino messiânico!
Compare esse texto com este: O Reino de Cristo no Milênio
O MOTIVO QUE LEVOU OS JUDEUS A REJEITAREM O SALVADOR
O mais triste de tudo isto é que quando Yeshua [Jesus], o verdadeiro Messias, apresentou-se manso e humilde, sem aparato político nem belicoso, sem nada que o identificasse com o conquistador terrível e sempre triunfante que os judeus esperavam, e sim como o reformador religioso [do judaísmo] e a vítima a ser oferecida para expiar os pecados dos homens, os judeus recusaram-se a aceitá-lo como Messias.
TESTEMUNHAS LEVANTADAS POR DEUS PARA FALAR DO MESSIAS
Felizmente, mesmo naquele Israel, com a ideia de um Messias político e guerreiro, Deus não deixou seu povo ficar sem testemunha. verdade é que eles não escolheu entre os escribas e os fariseus essas testemunhas.
Mesmo que as almas escolhidas que vemos perto do Filho de Deus ainda menino não figurassem entre os poderosos da nação judaica, pelo menos praticavam de antemão, quanto podiam, a santidade cristã, obedecendo por amor e sem estreiteza de coração à lei divina. Além disso, haviam compreendido o verdadeiro significado das profecias messiânicas. Estas almas representavam a piedade sincera. Maria e Jose, Zacarias e Isabel, os humildes pastores de Belém, Simeão e a profetiza Ana - estes e outros esperavam a redenção de Israel, e foram os primeiros a saborear a doçura do Messias.
No iminente advento do Messias, estes nobres e santos corações viam, antes de tudo, o perdão dos pecados de seu povo, a paz que haveria de reinar perpetuamente entre Deus e a humanidade, o estabelecimento na terra de um reino espiritual, cujo líder seria Cristo, que daria a felicidade verdadeira neste mundo e no outro a quem cumprisse as leis deste glorioso e santíssimo monarca. Os cânticos e as palavras destes servos do Altíssimo são admiráveis testemunhos de fé que neles brilha com toda a sua pureza e com todo o seu esplendor.
A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.
E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos. 
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia; 
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre.
(Cântico de Maria, em Lucas 1:46-55) 
Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. 
(Cântico de Simeão, em Lucas 2:29-32) 

A VOLTA DO SENHOR

A VOLTA DO SENHOR

Quando Yeshua [Jesus] Cristo?

Sua primeira aparição: Ele retornará no ar (1Ts 4.16,17) para buscar a Sua Igreja.
a) Quando Seu Corpo estivar completo (1Co 12.12; Ef 5.30). Isso se refere ao momento em que o último pecador arrependido tiver sido acrescentado àquele Corpo, quando então, o Corpo será unida à Cabeça (Ef 1.22,23; 5.23; Cl 1.17; 3.4).
b) Quando Sua Noiva estivar pronta (2Co 11.2). O Noivo, então aparecerá (Ef 5.25-27).
Sua segunda aparição: Ele retornará à terra (Zc 14.4) com o Seu povo. Isso ocorrerá no final da grande tribulação de sete anos (Dn 9.24-27; Mt 24.29,30; Ap 1.7; 19.11,14). Veja mais sobre A GRANDE TRIBULAÇÃO E A GRANDE TRIBULAÇÃO - CONTINUAÇÃO

Por que o Senhor voltará?

Existem (pelo menos) 12 razões principais.
Para cumprir as diversas previsões encontradas nas Escrituras que prometem o Seu retorno.
  1. Conforme previsto por Isaías (Is 25.9; 40.5).
  2. Conforme previsto por Ezequiel (Ez 43.4).
  3. Conforme previsto por Ageu (Ag 2.6,7).
  4. Conforme previsto por Zacarias (Zc 8.3).
  5. Conforme previsto pelo próprio Jesus (Mt 24.30).
  6. Conforme previsto pelos anjos celestiais (At 1.11).
  7. Conforme previsto por Paulo (Rm 11.26).
  8. Conforme previsto por João (Ap 1.7).
Para derrotar o anticristo e as nações do mundo reunidas no Armagedom (Ap 19.17-21). Veja mais sobre A BATALHA DO ARMAGEDOM.
Para trazer de volta, regenerar e restaurar os fiéis de Israel (Is 43.5,6; Ez 36.28; Am 9.14,15).
Para julgar e punir os infiéis de Israel (Ez 11.21; 20.38; 1Ts 2.15,16).
Para separar as ovelhas gentias das cabras (Mt 25.31-33).
Para amarrar Satanás (Rm 16.20; Ap 20.1-3).
Para ressuscitar os santos do Antigo Testamento e da tribulação (Jó 19.25,26; Is 26.19).
Para julgar os anjos caídos (1Co 6.3).
Para galardoar o Seu povo (Is 40.10; Mt 5.12; 16.27; Ap 22.12).
Para ministrar pessoalmente ao Seu povo (Is 35.5,6; 40.11; 45.6; 49.10,11).
Para redimir a criação. Em Gênesis 3, Deus amaldiçoou a natureza por causa do pecado de Adão. A partir daquele momento, o paraíso do homem tornou-se um deserto. As rosas, de repente, passaram a ter espinhos, o dócil tigre tornou-se um carnívoro faminto. Mas, durante o milênio, tudo isso irá mudar. Paulo descreve essa transformação para nós em Sua epístola aos Romanos (Rm 8.19-22).
Para introduzir Seu glorioso Reino terreno de mil anos e reinar sobre ele (Is 2.4; 11.6-9; 40.5). Veja mais sobre O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO

Quais são algumas das últimas atividades de Jesus descritas na Bíblia?

Suas atividades em relação aos não salvos.

  1. Advertindo-os (Ap 21.8; 22.18,19).
  2. Julgando-os (Ap 20.11-15).
Suas atividades em relação aos salvos.

  1. Enxugando as nossas lágrimas (Ap 21.4).
  2. Suprindo as nossas necessidades (Ap 21.6).
  3. Galardoando nossa fidelidade (Ap 22.12).

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A Ascensão

Quem previu a ascensão de Jesus Cristo?
Quando e como Ele ascendeu?
Quem previu que Ele ascenderia?

No Antigo Testamento, Davi, o rei de Israel (Sl 68.18).
No Novo Testamento, Jesus, o Rei dos reis (Jo 6.62; 16.28; 20.17).

Quando Ele ascendeu?
Exatamente 40 dias após a Sua ressurreição (At 1.1-3).
Como Ele ascendeu?
Acredita-se que a nuvem mencionada em Atos dos Apóstolos 1 refira-se à nuvem da glória shekinah de Deus, mencionada pela primeira vez em Êxodo 13.21,22. Essa ocasião em Atos dos Apóstolos, então, marcaria a quarta das seis principais aparições da nuvem de glória associada à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Estas são: 
No seu nascimento (Lc 2.8-14). 
Durante a visita dos magos (Mt 2.1,2,9,10). Muitas pessoas acreditam que a estrela especial aqui era uma referência à glória shekinah de Deus. 
Durante a Sua transfiguração (Mt 17.1-5). 
Na Sua ascensão (At 1.9). 
Na Sua vinda antes da tribulação (1Ts 4.17). 
Na Sua vinda após a tribulação (Mt 24.30; Mt 26.64; Ap 1.7). 
De onde e para onde Jesus Cristo ascendeu?
De que lugar da terra Ele ascendeu (At1.12)?
Informações sobre o monte das Oliveiras.
Ele é 97m mais alto do que o monte Moriá. 
Ele eleva-se até uma altura de 836m acima do nível do mar. 
Seu nome é derivado das oliveiras plantadas ali. 
Às vezes, ele é chamado de monte das Luzes. 
A importância do monte das Oliveiras.
Essa montanha teve um lugar de destaque no ministério terreno de Jesus.
Segundo a tradição, ela teria sido o lugar onde o Senhor fez a oração do Pai-Nosso pela primeira vez (Mt 6.9-13). A Igreja do Pai-nosso,construída em 1868, tem a oração gravada em 32 línguas em 32 placas de mármore, cada uma medindo 90cm de largura por 1,80m de comprimento. A Bíblia diz que Jesus visitava esse monte com frequência (Lc 22.39). 
Foi dali que Ele saiu para a entrada triunfal [em Jerusalém] (Mt 21.1,2). 
Foi ali que Ele ensinou Sua longa lição profética (Mt 24.3). 
É possível que Ele tenha passado as últimas noites antes da Sua morte ali (Lc 21.37,8). 
É possível que Ele tenha feito Sua grande oração sacerdotal (Jo 17) ali (Mt 26.30). 
Foi dali que Ele ascendeu (At 1.12). 
É ali que, um dia, Ele retornará à terra (Zc 14.4). 
Para onde Ele ascendeu no céu?
Para a destra de Deus, uma posição da mais alta honra. Por isso hoje o Senhor Jesus Cristo ocupa a posição mais proeminente, privilegiada e poderosa em todo o universo!
Conforme previsto. a) Por Davi (Sl 24.7-10; 110.1). b) Por Jesus (Lc 22.69). 
Conforme cumprido. a) O testemunho de Pedro (At 2.33; 5.31; 1Pe 3.22). b) O testemunho de Paulo (Rm 8.34; Ef 1.20; Cl 3.1). c) O testemunho de Hebreus (Hb 1.3; 8.1; 10.12). d) O testemunho de Estêvão (At 7.55,56). 
Por que Jesus Cristo ascendeu? O que Ele está fazendo agora?
Basicamente, Ele ascendeu para encarregar-se de determinados ministérios importantíssimos em favor do povo que remiu pelo Seu sangue. 
Para funcionar como nosso precursor (Hb 6.19,20). - Jesus é descrito como o nosso precursor. Essa palavra tem sido associada a um pequeno barco, chamado de precursor. No mundo antigo, grandes navios oceânicos, muitas vezes, tinham dificuldade de aproximar-se dos portos gregos que eram muito rasos. Para lidar com esse problema, um pequeno barco precursor, frequentemente, era enviado para ajudar a prender a âncora do navio ao porto. O Dr. Kenneth Wuest faz uma analogia: A âncora do crente, portanto, é afixada ao interior do véu do Lugar Santíssimo no céu. Aqui, temos algumas figuras riquíssimas. Nossa vida presente é o oceano: a alma [...] do crente, como um navio agitado pela tempestade, está presa pela âncora ao interior do véu, atada pela fé à realidade abençoada no interior do véu. (Hebrews in the Greek New Testament.p.125) 
Para preparar um lugar para nós. 1) Esse lugar (na verdade, uma cidade) é prometido por Jesus em João 14 (Jo 14.2). 2) Esse lugar (cidade) é descrito em Apocalipse 21 (Ap 21.2,10,11,23). 
Para conceder dons espirituais ao Seu povo (Ef 4.7,8,11-13). Um dom espiritual é uma habilidade sobrenatural concedida por Cristo ao cristão por intermédio do Espírito Santo (1Co 12.7-11) no momento da salvação, com um propósito duplo. a) Glorificar a Deus (Ap 4.11). b) Edificar a Igreja (Ef 4.12). 
Para oferecer encorajamento ao Seu povo (Hb 4.14-16; 12.1-3). 
Para fazer orações sacerdotais por nós. Muitos crentes consideram o apóstolo Paulo como o cristão mais importante e espiritual que já viveu até hoje. Certamente, ele era um guerreiro de oração poderoso e efetivo. Quando Paulo falava com Deus, prisões eram sacudidas, portas eram abertas, cadeias eram desatadas, e pessoas eram salvas (At 16.25-34)! Com tudo isso em mente, suponhamos que, no meio do seu momento mais obscuro de dor e aflição, o telefone toque, e o apóstolo Paulo esteja do outro lado da linha. "Querido irmão", diz ele, "eu queria que você soubesse que estou ciente dos seus terríveis sofrimentos e, por isso, planejo passar as próximas 24 horas de joelhos em oração, clamando exclusivamente por você!" Que consolo e segurança isso lhe traria! Imagine só - o grande apóstolo Paulo, escritor de metade do Novo Testamento, está orando por você! Mas espere! Em meio à sua angústia e às suas lágrimas, você escuta outra voz. "Filho amado, preciso que você saiba que eu estou plenamente ciente de toda a sua tristeza, angústia e desespero. Por isso, planejo fazer hoje aquilo que venho fazendo desde o momento da sua salvação e que continuarei a fazer por toda a sua vida, a saber, pretendo passar cada segundo de cada minuto de cada hora de cada dia à destra do Meu Pai, orando por você!" Isso não serviria como um bálsamo abençoado para aliviar a alma ferida? Isso não curaria o ferimento aberto do coração humano? Certamente que sim, e é exatamente isso que o Salvador está fazendo neste exato momento por cada cristão que está lendo estas palavras (Rm 8.34; Hb 9.25). Aqui, Ele opera de uma maneira dupla: 1) Agindo como nosso intercessor (por causa das fraquezas e fragilidades do cristão). Enquanto estava na terra, nosso Senhor disse a Pedro certa vez: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. (Lc 22.31,32) - De acordo com muitas passagens do Novo Testamento, o Salvador continua a exercer do céu Seu ministério abençoado pelo Seu povo (Hb 7.25). 2) Agindo como nosso advogado (por causa dos pecados do crente) (1Jo 1.9; 2.1; Ap 12.10). 
Para enviar a promessa do Pai (At 1.4). Muita tinta já foi usada tentando explicar estas quatro palavras: A promessa do Pai. Várias passagens das Escrituras deixam claro que a promessa do Pai (Jl 2.28; At 2.16) e também a promessa do Filho (Jo 14.16-26; 15.26; 16.7) referem-se à chegada do Espírito Santo de Deus. Simão Pedro testifica isso durante o seu sermão no Dia de Pentecostes (At 2.32,33). 
Para cuidar das Suas igrejas (Ap 1.10; 3.22). Nessa passagem extraordinária, o apóstolo João, na ilha de Patmos, vê o Cristo ressurreto e glorificado entre sete castiçais de ouro, vestindo trajes de sumo sacerdote. João é informado de que os castiçais simbolizam igrejas locais na terra. Essa maravilhosa passagem descreve a última das três posições, por assim dizer, do Cristo ressurreto no céu. Ele é visto: 1) Sentado (Hb 10.12). 2) De pé (At 7.56). 3) Andando (Ap 2.1).
ORA VEM SENHOR YESHUA!
Para trabalhar por intermédio do Seu povo (Jo 14.12). É claro que, aqui, devemos entender que a palavra maiores refere-se à quantidade, e não à qualidade. Isso significa, simplesmente, que Jesus, agindo por intermédio do Espírito Santo, encarregaria o Seu povo de fazer aquelas coisas que Ele mesmo não fez enquanto esteve na terra. Essas tarefas incluiriam: 1) Escrever livros cristãos, artigos, folhetos etc. 2) Pregar o evangelho em todo o mundo por meio da televisão, do rádio, da internet etc. 3) Traduzir a Palavra de Deus para diversas línguas. 4) Organizar institutos, universidades e seminários bíblicos para treinar obreiros para o ministério. 
Para esperar até que Ele esteja pronto para derrotar os Seus inimigos. a) Esse ministério conforme predito (Sl 2.8,9; 110.1). b) Esse ministério conforme cumprido (Ap 19.11-16).

A fé ajuda-nos a responder ao sofrimento

 
Ruminando o livro de Jó

Como a fé ajuda-nos a responder ao sofrimento.

O livro de Jó convida-nos a examinar a base da nossa fé em Deus. A perda de bens e dos familiares, bem como a alienação de seus amigos, abalou a base da fé de Jó. No entanto, ele manteve sua fé em Deus e mostrou que as acusações de Satanás eram infundadas. Mesmo em suas queixas, Jó reconhecia que somente Deus poderia dar-lhe as respostas de que precisava. E quando ele desejou a morte, era, na verdade, para obter alívio, até que Deus pudesse lidar com ele em condições mais favoráveis (Jó 14.13). Quando Jó desejou um mediador, era para ajudá-lo a encontrar graça diante de Deus (Jó 9.33-35). E quando Jó queixou-se de que Deus não o ouvia, era porque ele sabia que suas respostas tinham de vir do Pai (Jó 19.25-27). Essa é a essência da fé. O pecado traz sofrimento, mas a acusação de Satanás de que quem sofre deve ter pecado não é necessariamente verdadeira (Is 54.17; Rm 8.1). Hoje, algumas pessoas cegamente agem como os amigos de Jó, que relacionam piedade à bênção. Contudo, em sua raiz, esta relação ignora que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18). E como o apóstolo Paulo lembra-nos, "é certo que com ele padecemos" (Rm 8.17). [Desde que esses sofrimentos, não sejam consequências de pecados. Principalmente por desobediência à Deus. O quê não foi o caso de Cristo e Jó. Que nossos sofrimentos sejam por amor à Verdade de Deus e por uma vida reta. (Fp 2.15; 1Co 1.8; Mt 5.10; 2Tm 2.3; 1Pe 2.19; etc...)] Não devemos saber ou entender tudo (ver Gn 2.17; Dt 29.29; At 1.7; 1Ts 5.1,2). Algumas coisas, só Deus sabe e opera segundo Sua vontade soberana. Nossa resposta deve ser aceitar pela fé o que Ele proporciona-nos. Portanto, mesmo quando sofremos, podemos confiar nele (veja Rm 8.26-39).

Estudando Jó 9.20,21

Jó sabia que Deus não lhe devia nada. Ele estava vivo pela graça divina, mesmo que estivesse sofrendo. E também acreditava que não havia pecado de maneira que merecesse tamanho sofrimento.Jó achava que sua vida não merecia tanta dor; então, quis que seu caso fosse apresentado diante de Deus (Jó 9.32-35). Entretanto, ele também reconheceu que discutir com o Senhor seria inútil e improdutivo (Jó 9.4). Jó sabia que se trouxesse seu caso contra Deus, pecaria por fazer falso testemunho contra Ele. "Se eu me justificar, a minha boca me condenará".
Quando enfrentamos dificuldades, grandes ou pequenas, podemos ficar indignados, acreditando que não fizemos nada pra merecê-las. Por isso, a atitude de Jó pode guiar-nos aqui. Devemos ser cuidadosos para não acusarmos Deus ou acreditar que estamos certos e Ele errado. Deus está sempre certo, mesmo se não compreendermos nossas circunstâncias. Deus está sempre certo. Ponto final.
Como Jó, devemos viver em temor ao Senhor. Essa sabedoria nos protegerá do pecado e cultivará humildade para os tempos em que os caminhos de Deus não fizerem sentido!
Basta ir até onde está Jesus. Jamais desanimar. Apresentar todos os problemas a Ele. Esperar a Palavra dele (Mt 9.1,2; 15.21-28).

Leia mais sobre Jó:

Você sabia?

O Deus de Israel tem que lidar com várias entidades de oposição, incluindo deuses (chamados de "demônios" no NT), Satanás e pecado. Deus permite que seres espirituais "maus" interajam no conselho divino (por exemplo, o adversário em Jó 1-2) e até envia seres espirituais deletérios do conselho celestial para a Terra (por exemplo, Juízes 9:23) [Leia sobre Anjos de Destruição, AQUI]

CURIOSIDADE DO HEBRAICO-SALMO 23(*)

O que é o Salmo 23?
O Salmo 23, que começa com as palavras "Mizmor le David" ("Um cântico de Davi "), é sem dúvida o mais famoso de todos os Salmos . Nele, o rei Davi canta a proteção de D'us , referindo-se a Ele como pastor. Davi descreve como sua confiança em D'us nunca falha, e como, mesmo quando ele atravessa o vale da sombra da morte, D'us o protege do mal, derrota seus inimigos e o entroniza na casa de D'us .
Em todos os seis versículos, o salmo é uma prova atemporal da fé sólida do povo judeu em saber que D'us está sempre conosco, protegendo e guiando nosso caminho.

O Salmo 23 em hebraico

  1. מִזְמור לְדָוִד ה׳ רֹעִי לֹא אֶחְסָר.
  2. בִּנְאוֹת דֶשֶׁא יֵרְבִּיצֵנִי, עַל-מֵי מְנֻחוֹת יְנַהֲלֵנִי.
  3. נַפְשִׁי יְשׁוֹבֵב, יַנְחֵנִי בְמַעְגְלֵי-צֶדֶק לְמֵעֵן שְׁמו
  4. גַם כִּי-אֵלֵךְ בְּגֵיא צַלְמָוֶת לֹא-אִירָא רָע כִּי-אַתָּה עִמָדִי, שִׁבְטְךָ וּמִשְׁעַנְתֶּךָ הֵמָה יְנַחֲמֻנִי
  5. תַּעֲרֹךְ לְפָנַי שֻׁלְחָן נֶגֶד צֹרְרָי, דִשַנְתָּ בַשֶמֶן רֹאשִי כּוֹסִי רְוָיָה
  6. אַךְ, טוֹב וָחֶסֶד יִרְדְפוּנִי כָּל-יְמֵי חַיָי, וְשַׁבְתִּי בְּבֵית-ה׳ לְאֹרֶךְ יָמִים

Transliteração do Salmo 23

  1. Miz-mohr leh-dah-vid, ah-doh-noi roh-ee loh ekh-sar.
  2. Bin-oht deh-sheh yahr-bee-tzay-nee, ahl pode meh-noo-khoht yeh-nah-hah-lay-nee.
  3. Nahf-shee yeh-shoh-vayv, yahn-chay-nee veh-mah-geh-lay tzeh-dek leh-mah-ahn sheh-moh.
  4. Gahm keep ay-laykh beh-gay tzahl-mah-veht, loh ee-rah rah, mantenha ah-tah ee-mah-dee, shiv-teh-khah oo-mish-ahn-teh-khah ha-mah yeh-nah -khah-moo-nee.
  5. Tah-ah-rohkh leh-fah-nai shool-khahn neh-gehd tzoh-reh-rai, dee-shahn-tah vah-sheh-mehn roh-shee, koh-veja reh-vah-yah.
  6. Ahkh tohv vah-kheh-sehd yir-deh-foo-nee kohl yeh-may khah-yai, veh-shahv-tee beh-vayt ah-doh-noi leh-oh-rehch yah-mim.
(*Este texto é parte de um artigo publicado por Shlomo Chaim Kesselman no Chabado.org)

Texto do Salmo 23 pintado
com um vale simbólico ao fundo,
 por Alyse Radenovic


A Suposta aparição de Samuel para Saul

A Teologia ocidental diz:
Foi um demônio ou Satanás personificando Samuel. "Uma leitura elementar do texto bíblico leva à conclusão de que a aparição não era realmente de Samuel, e sim uma personificação dele". Além disso, "alguns detalhes da suposta profecia de Satanás não se cumpriram, porque ele é o "pai da mentira (Jo 8.44), e não tinha o conhecimento profético necessário para revelar". Em 1 Samuel 28.19, o falso Samuel diz a Saul: [...] e amanhã tu e teus filhos estareis comigo (a morte de Saul ocorreu oito dias após aquela seção espírita, e nem todos os filhos de Saul morreram naquela guerra), e pela forma como Saul morreu, em pecado e suicidando-se, ele jamais iria ao encontro do verdadeiro Samuel (1Cr 10.13,14).
Era um embuste.
"A feiticeira não estava realmente diante de Samuel, mas enganou Saul, levando-o a acreditar que a voz dela ou de outra pessoa fosse a do profeta. Apenas a mulher viu Samuel e relatou as palavras dele. Saul nada viu ou ouviu. "Ele entendeu que era Samuel (1Sm 28.14). Mesmo que o texto não diga que a mulher relatou as palavras de Samuel, ele evidencia claramente que não foi o profeta quem falou diretamente com Saul, e sim um espírito maligno. Como a obra do príncipe das trevas é alicerçada em mentiras e imperfeições, ele "chutou" sobre o resultado da batalha, sendo capaz de prever com precisão quando ela ocorreria (não aconteceu no dia seguinte), e foi também incapaz de prever o verdadeiro destino que tiveram Saul e os seus filhos (Saul suicidou-se, 1Sm 31.4,5. Não há lugar para suicidas no paraíso, onde está o verdadeiro Samuel).

Não era realmente Samuel.
Esse é um consenso geral e ortodoxo. "Foi uma suposta aparição de Samuel, fingida pelo diabo. Saul cometeu um pecado gravíssimo, e morreu por causa dele (1Cr 10.13,14). A surpresa da feiticeira (1Sm 28.12) e a inclinação reverente de Saul (1Sm 28.14) também sustentam essa tese. [Deixe o Hebraico desvendar a verdade pra você]
Qual foi o propósito de Deus nesse acontecimento?
"As afirmações desse falso Samuel para Saul (1Sm 28.15) não devem ser consideradas como prova de que a feiticeira de En-Dor ou mesmo o rei teriam conseguido trazer o profeta de volta dos mortos [...]".
Tendo condenado os feiticeiros, os que consultassem um espírito adivinhante, ou quem consultasse os mortos (Dt 18.10,11), o Senhor jamais cometeria o ato contraditório de tirar o Seu servo Samuel, tão prestigiado como Moisés (Jr 15.1), do seu descanso eterno para trazê-lo à arapuca de uma seção espírita, atendendo à evocação de uma feiticeira (Êx 22.18), e ao pedido de um homem a quem Deus rejeitara e a quem já não respondia (1Sm 28.6).
Moisés e Elias também apareceram depois de mortos , quando ocorreu a transfiguração de Jesus (Mt 17.3; Lc 9.30,31). "Eles, contudo, apareceram 'em glória'", [e não foram evocado ou "consultados"] enquanto Samuel apareceu com o manto do engano que lhe é próprio. Portanto, em seu sentido completo, a aparição desse mentiroso Samuel é um alerta bíblico quanto aos perigos de quem resolve envolver-se com o espiritismo.
O que havia de errado com Saul ter invocado Samuel dos mortos para consultá-lo?
O Antigo Testamento proíbe a prática do ocultismo, incluindo a tentativa de contatar os mortos (Dt 18.9-12). As pessoas costumavam entrar em contato com os mortos para buscar orientações acerca do futuro. Consultá-los tratava-se de uma ofensa capital (Lv 20.6,27). Em vez disso, o povo de Deus deveria buscar direção nele.
Deus enterrou Moisés em uma tumba sem marcação (Dt 34.6), pois não queria que os israelitas tornassem o líder um santuário, oferecessem ofertas para seu espírito, adorasse-o ou tentasse consultar seu espírito.
O Antigo Testamento deixa claro que os mortos não podem ser contatados (Jó 14.10-12). O pecado cometido por Saul de consultar um médium, por exemplo, foi tão grave que o escritor de Crônicas destacou esse erro ao discorrer sobre a queda de Saul (ver 1Cr 10.13,14). Não há qualquer justificativa para buscar-se direção de mortos quando se tem o Deus vivo e Sua Palavra para servir de norte (2Tm 3.15-17; Hb 4.12,13).
No entanto, se estudarmos todo o texto no original hebraico, descobriremos as verdades contidas na história e que foi, infelizmente, perdida nas traduções do inglês e nas interpretações equivocadas. Uma leitura abrangente do texto indica que não apenas a mulher, mas Saul também conversou com o profeta (veja 1Sm 28.15).
O falecido Samuel interage com Saul (ver 1 Sam 28:1-19) e não há razão para pensar que esta é uma ocorrência "demoníaca". O médium em Endor está envolvido em uma espécie de "necromancia" (consulta com os mortos), que é uma das razões pelas quais os médiuns foram banidos de Israel (cf. 1 Sam 28:3; Lev 19:31; Deut 18:11), mas a Bíblia assume a eficácia da necromancia - daí a necessidade de sua proibição. Samuel está vestindo o "manto" que sua mãe lhe deu e que Saul rasgou (cf. 1 Sam 2:19; 15:27), então fica claro que é, de fato, Samuel (não um demônio), e que ele mantém uma espécie de "corpo espiritual" na vida após a morte.




Leituras recomendadas:

 

Ruminando Filipenses 4:5-7

A certeza da presença do Senhor, a confiança em poder aproximar-se de Deus mediante oração e ações de graças e a consequente paz no coração se manisfestarão numa atitude de cortesia para com todos.
Fp 4.5 - A moderação inculcada aqui é traço do caráter cristão. Em 2 Coríntios 10.1, Paulo fala "mansidão" ou "benignidade" de Cristo, mediante a qual o crente consegue suportar com paciência até mesmo o abuso da parte de outrem (veja Ec 2.19). Mediante a moderação o crente sabe como parar pela graça, não insistindo em seus direitos. Matthew Arnold traduziu o termo grego por "doce razoabilidade", que se tornou termo de uso comum.
Os crentes devem manifestar esta virtude em seu relacionamento com as demais pessoas, e perante o Senhor. [É difícil...sim. Mas a graça do Espírito Santo, nos concede gerar um fruto chamado "longanimidade"!] Lembra? é um fruto do Espírito Santo! Veja aqui: O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO. Um velho comentarista do Evangelho escreveu que Jesus, antes de morrer, fez o seu testamento: para o Pai destina o espírito; o corpo fica com José de Arimatéia; as vestes vão para os soldados; Maria, a mãe, deixa aos cuidados de João. E para os discípulos, que largaram tudo e seguiram o Mestre, qual seria a herança? Cristo lega àqueles que o amam, a sua paz.
Perto está o Senhor. Pode significar que "a volta do Senhor está próxima", "o Senhor vai regressar em breve"; é algo que Paulo poderia ter dito (Fp 3.20), no espírito das instruções de Jesus a seus discípulos, que deveriam proceder como servos que aguardam a seu senhor (Lc 12.42-48). Entretanto, as palavras do apóstolo podem implicar perto quanto a lugar ou perto no tempo. "Perto está o Senhor" é certeza reiterada perante seu povo no AT (veja Sl 34.18; também Sl 119.151; 145.18). Se o único elemento em vista fosse o tempo, alguém poderia julgar que essa certeza seria mais válida para os que estarão vivos um pouco antes da data desconhecida do advento do Senhor, e menos válida para os que viveram muito antes; contudo, segundo o sentido provável das palavras de Paulo, aqui, o Senhor está sempre igualmente perto de seu povo, sempre "perto". "Cristo está, portanto, sempre à nossa porta; tão perto estava há dois mil anos como está agora".
Fp 4.6 - Visto que "perto está o Senhor", a exortação a seu povo é: não andeis ansiosos por coisa alguma. Isto se enquadra no ensino do próprio Jesus a seus discípulos: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haver de vestir...não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo" (Mt 6.25-34). Na Igreja primitiva, a existência cristã num mundo pagão é cheia de incertezas: perseguições de um tipo ou outro sempre constituía uma possibilidade, e tornar-se membro de qualquer associação patrocinada por divindades pagãs era algo impossível, o que resultava em desvantagem econômica. Entretanto, se o Senhor estivesse perto, não havia razão para ansiedade. Jesus havia estimulado seus discípulos a eliminarem a ansiedade porque o Pai celeste, que alimenta os pássaros e veste a erva do campo com flores, sabia de suas necessidades e podia muito bem supri-las (Mt 6.26-32; Lc 12.24-30). De modo semelhante Paulo ensina: mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. O apóstolo usa três palavras gregas para "oração", aqui. Há pequenas diferenças de sentido entre essas palavras mas o principal efeito no uso de todas as três é a ênfase na importância, na vida cristã, da constância na oração de fé, plena de expectativa. À semelhança de seu Mestre, Paulo age com máxima certeza de que um elemento essencial da oração é que peçam coisas a Deus com o mesmo espírito de confiança que as crianças demonstram quando pedem coisas a seus pais. Na oração que Jesus ensinou a seus discípulos, para que a usassem ao dirigir-se ao Pai celeste, o Senhor inclui o pão de cada dia ao lado da vinda do reino à terra. (Veja O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO) Acima de tudo, a lembrança de bênçãos passadas constitui salvaguarda contra a ansiedade quanto ao futuro: essa memória acrescenta confiança à oração que roga mais bênçãos. Eis aqui a importância das ações de graças na verdadeira oração. Fp 4.7 - Se os filipenses acatassem esse estímulo, em lugar da ansiedade eles gozariam de paz no coração. Jesus, em João 14.27, concedeu a seus discípulos "a minha paz", que ele deu não "como o mundo a dá." Portanto, aqui, a paz que os filhos de Deus recebem é a paz de Deus, que excede todo o entendimento. Paz que "ultrapassa toda imaginação"; vai além de tudo quanto a sabedoria humana consegue planejar. Esta paz será "fortaleza", guardará os vossos corações e as vossas mentes, mantendo do lado de fora a ansiedade e outros intrusos: guardará os crentes em Cristo Jesus.
A paz de Deus pode significar não apenas que Ele mesmo concede (Rm 5.1) mas a serenidade em que o próprio Deus vive: Deus não está sujeito à ansiedade. [Esta paz, contribui e acrescenta ao crente, capacidade de se manter sereno diante das mais inesperadas situações difíceis e lagrimosas.]

Ebede-Meleque, o cuxita




Uma das histórias mais comoventes dessa seção narrativa (Jr 38.1-13) é o resgate de Jeremias por um oficial da corte africano chamado Ebede-Meleque ("servo do rei"). Sob pressão de seus próprios oficiais, o rei Zedequias deu-lhes permissão para prender Jeremias em um calabouço no átrio da guarda (Jr 38.1-6). Mergulhado na lama e nos próprios detritos, Jeremias foi abandonado à morte. Ele foi jogado em uma prisão imunda e vazia (Jr 38.1-3). No palácio, a pressão dos oficiais religiosos que desprezavam Jeremias, por fim, forçaram Zedequias a reenviar o profeta para um confinamento mais grosseiro.
Dessa vez, ele foi descido com cordas em uma cisterna no átrio da guarda, onde logo afundou em uma grossa lama no fundo (Jr 38.1-6). Porém, um oficial da corte de origem africana, um cuxita da Etiópia, propôs-se a resgatar o profeta. Ebede-Meleque arriscou a própria vida insistindo para que Jeremias fosse liberto e tratado de forma mais humana (Jr 38.7-10). Por fim, o etíope, Ebede-Meleque persuadiu Zedequias a tirá-lo daquele lugar horrível. Foi preciso 30 homens para tirá-lo da cisterna. Ele foi levado novamente à prisão do palácio (Jr 38.7-13).
Nessa história, o etíope dedicou-se ao resgante do profeta e, mais tarde, foi salvo por sua intervenção (Jr 39.13-18). Na história oposta de Atos 8.26-39, o profeta e evangelista Filipe foi ao auxílio de um oficial etíope na estrada para Gaza. Ele ouviu-o ler o texto de Isaías 53 e conduziu-o à fé em Jesus como o Messias prometido.

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Até a próxima!
Fica na paz!

O Nome hebraico de EVA


 
O nome hebraico de Eva
A primeira mulher da Bíblia foi criada a partir de um lado de um homem - Adão. Deus tinha um propósito para sua criação e plantou esse propósito no nome de Eva. 
Qual era o plano Divino e o que o nome de Eva pode nos ensinar? 
O som "e" em “Eva” obscurece o verdadeiro significado do nome em hebraico de Eva. O nome hebraico חַוָּה (chavá) tem uma conexão de raiz com o verbo לחיות (lichyot)"viver" e com palavras como חַי (chai) e חַיִּים (chayim) que comunicam a ideia de "vida". Por isso faz muito sentido chamar a mulher de Adão de חַוָּה (chavá), porque um dia ela se transformará na mãe "de todos os vivos" כָּל־חָי (kol chai).

O segundo nome de Eva, אִשָּׁה (ishá) (Gên. 2:23), significa "mulher" em hebraico. Geralmente é considerada como a forma feminina da palavra hebraica para "homem", אִיש (ish). No entanto, a verdadeira raiz de onde אִשָּׁה (isha) é derivada, é diferente do seu masculino. A raiz é A.N.SH. (א.נ.ש) que significa fragilidade e delicadeza. Interessantemente, a palavra "fogo", אֵשׁ (esh) também repercute neste nome belo e complexo para "mulher" na Bíblia.
Cronologia de EVA
Sua criação por Deus.
Ela foi criada (assim como Adão) à imagem de Deus (Gn 1.27). 
Ela foi tirada do lado de Adão e não da costela - צלע ( tsela ) não significa “costela” (Gn 2.22). Veja mais AQUI
Ela era casada com Adão (Gn 2.24,25). 
Ela recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20). 
Sua corrupção pela Serpente. (Veja mais sobre a "serpente do jardim AQUI)
O motivo do seu pecado.
A falsidade - A serpente encorajou Eva a desobedecer a Deus e a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, prometendo que ela não morreria (Gn 3.5).
A fascinação - Eva viu que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e uma árvore desejável para dar entendimento (Gn 3.6).
A queda (Gn 3.6).
A reação a seu pecado.
Ela tentou cobrir sua nudez (Gn 3.7). 
Ela tentou esconder-se de Deus (Gn 3.8). 
Ela tentou culpar a serpente (Gn 3.13). 
Os resultados do seu pecado.
Ela sofreria dor ao dar a luz (Gn 3.16). 
Ela seria governada pelo esposo (Gn 3.16). 
Suas concepções por Adão.
Caim (Gn 4.1). A afirmação de Eva: Alcancei do SENHOR um varão. 
Abel (Gn 4.2). 
Sete (Gn 4.25). A afirmação de Eva: Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. 
Sumário Teológico:
Jesus referiu-se a Adão e Eva em seus comentários sobre a santidade do casamento (Mt 19.4).
Paulo referiu-se a Eva em duas ocasiões.
Ele alertou os crentes de Corinto de que eles estavam correndo perigo de serem enganados pelos artifícios astutos das serpente, assim como Eva (2Co 11.3). 
Ele explicou a lógica divina para colocar o homem acima da mulher (1Tm 2.13,14). 
Dados
Esposo: Adão (Gn 2.23-25).
Filhos: Caim, Abel, Sete e outros, cujos nomes não são mencionados (Gn 4.1,2,25; 5.4).
Filhas: muitas, cujos nomes não são mencionados (Gn 5.4).
Citada pela primeira vez na Bíblia: Gênesis 3.20.
Citada pela última vez: 1Tm 2.13.
Significado do nome: "Vida, fonte de vida". Em hebraico: "Chavá" "mãe dos viventes"
Mencionada: quatro vezes.
Livros da Bíblia que citam Eva: três livros (Gênesis, 2 Coríntios, 1 Timóteo).
Lugar onde nasceu: dentro do jardim do Éden (Gn 2.15,21,22).
Detalhes importantes sobre a vida de Eva: ela foi a primeira mulher da história e o primeiro humano a cair em tentação (Gn 2.22; 1Tm 2.14).

O QUE EVA SIGNIFICA EM HEBRAICO(*)

A palavra inglesa Eve não é o nome original da primeira fêmea humana. Seu nome era חַוָּה (chava) em hebraico , que tem uma conexão raiz com um verbo לִחְיוֹת (lichyot) “viver”, e palavras como חַי (chai) e חַיִּים (chayim) comunicando a ideia de “vida”.

וַיִּקְרָא הָאָדָם שֵׁם אִשְׁתּוֹ חַוָּה כִּי הִוא הָיְתָה אֵם כָּי הִוא הָיְתָה אֵם כָּיָּכָּכָּכָּ

O homem chamou sua esposa de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes. (Gn 3:20)

Em hebraico, portanto, faz todo o sentido chamar a mulher de Adão de חַוָּה (chava) , porque um dia ela se tornará a mãe de “todos os viventes” כָּל־חָי (kol chai).
A acusação de Deus contra Adão tinha a ver com Adão preferindo a voz da bela e graciosa criação de Deus (Eva) à voz de seu Criador, apesar do mandamento explícito de não comer da árvore proibida. No entanto, em grande misericórdia para com a humanidade, Deus não amaldiçoou nem Adão nem Eva, mas o solo אֲרוּרָה הָאֲדָמָה (arurah haadama) que Adão trabalhará.
A Adão Ele disse: “Porque fizeste como tua mulher disse e comeste da árvore sobre a qual te ordenei: 'Não comerás dela', maldita seja a terra por causa de ti; Com trabalho comerás dela todos os dias da tua vida… (Gn 3:17)
A maldição sobre a terra e suas consequências sobre a humanidade serão posteriormente amenizadas por causa da fidelidade do 10º filho de Adão – Noé, cujo nome do hebraico significa “consolo” (Gn. 5:29). Será totalmente removido apenas no último Adão, filho de Eva – Jesus Cristo, cujo nome do hebraico significa “salvação”.
(*Esse texto é parte de um artigo publicado originalmente em Israel Bible Center)

O Messiado escondido

O MESSIADO ESCONDIDO
Pouco antes da famosa cena com a mulher Samaritana (João 4), é revelado que os "discípulos de Jesus foram até a cidade para comprar carne". Os detalhes parecem insignificantes. Mas, na verdade, esconde um dos segredos mais profundos do Messias!

Filho do homem ou Messias?

Quando Jesus perguntou a Pedro "Quem você diz que eu sou?" Pedro respondeu "O Cristo (Messias) de Deus" (Lucas 9:20-21) Jesus não se referia a si mesmo como Messias durante todo o seu ministério na terra. Ele se chamava de "Filho do homem". Além disso, ele proibiu que os outros falem do seu messiado. Por quê? De acordo com a tradição judaica, o Messias seria reconhecido primeiro e apenas depois seria revelado para aqueles que não o reconheceram.



Revelando o segredo

O único momento em que Jesus revela seu messiado, ele fala, não com um judeu, mas com uma mulher Samaritana. Ele disse "Eu sou ele (Messias), quem vos fala." (João 4:26) A Bíblia especifica que esta revelação aconteceu quando seus discípulos foram até a cidade. Apenas o contexto da tradição judaica explica porque era tão importante que não houvesse nenhuma pessoa judia por perto!

O Contexto Judaico do Novo Testamento

Esta história é um lindo exemplo de como o Novo Testamento testemunha suas raízes judaicas.

Detalhando agora com interpretação do *Hebraico Bíblico:

JESUS E A MULHER SAMARITANA

As terras samaritanas foram imprensadas entre a Judéia e a Galiléia, embora não exclusivamente. Estavam situados dentro dos limites da terra destinada aos filhos de José, Efraim e Menashe. (Hoje, a maioria da Samaria e grande parte da Judéia constituem os territórios disputados / ocupados localizados na Autoridade Palestina). Dadas as tensões judaico-samaritanas, que são semelhantes em muitos aspectos ao conflito israelense-palestino de hoje, ambos os grupos tentaram evitar a passagem pelos territórios um do outro ao viajar.
O caminho em volta de Samaria para os judeus que viajavam para a Galiléia levou o dobro da jornada direta de três dias da Galiléia para Jerusalém, pois evitar Samaria exigia atravessar o rio Jordão duas vezes para seguir um caminho que corria a leste do rio. ( Vita 269) O caminho através de Samaria era mais perigoso porque as paixões samaritanas-judaicas eram muitas vezes elevadas . ( Ant. 20.118; Guerra 2.232) Não nos dizem a razão pela qual Jesus e seus discípulos precisavam passar por Samaria. João simplesmente diz que Jesus "teve que ir", [1] implicando que, para Jesus, assim como era para todos os outros judeus, isso era incomum.
É claro que é possível que Jesus precisasse chegar à Galiléia relativamente rápido . Mas o texto não nos dá nenhuma indicação de que ele tinha um convite pendente para um evento na Galiléia, para o qual estava atrasado. O texto apenas afirma que ele saiu quando sentiu um confronto iminente com os fariseus por causa de sua popularidade entre os israelitas era inevitável. Isso foi associado ao entendimento de Jesus de que ainda não havia chegado o momento de um confronto desse tipo. Na mente de Jesus, o confronto com os agentes religiosos da Judéia naquele momento era prematuro, e era preciso fazer mais antes de ir para a Cruz e beber o cálice da ira de Deus em nome de seu povo.
A maneira como Jesus viu os samaritanos e seu próprio ministério entre eles pode nos surpreender ao continuarmos investigando essa história.
A jornada de Jesus através de território hostil e herético tem um significado além de qualquer explicação superficial . Num sentido muito real, o plano e a missão insondáveis ​​de Deus, desde o momento em que Seu Filho Real foi eternamente concebido em Sua mente, deveriam vincular toda a sua amada criação em unidade redentora. Jesus foi enviado para fazer as pazes entre Deus e o homem, assim como entre homem e homem. A realização desse grande objetivo começou com a missão de unificar os israelitas samaritanos com os israelitas da Judéia. Os movimentos e atividades de Jesus foram todos feitos de acordo com a vontade e liderança de seu Pai. Ele apenas fez o que viu o Pai fazer. (João 5:19) Sendo assim, podemos ter certeza de que a jornada de Jesus através de Samaria naquele tempo foi dirigida por seu Pai, e também foi sua conversa com a mulher samaritana.

O encontro

Ao descrever o encontro, João faz várias observações interessantes que têm implicações importantes para o entendimento dos versículos 5-6:
Então ele chegou a uma cidade em Samaria, chamada Sychar, perto do terreno que Jacó dera a seu filho Joseph. O poço de Jacó estava lá, e Jesus, cansado como estava da jornada, sentou-se ao lado do poço. Era mais ou menos a sexta hora.
John menciona a cidade samaritana chamada Sychar . Não está claro se Sychar era uma vila muito perto de Shechem ou se Shechem está à vista. O texto simplesmente chama nossa atenção para um local próximo ao terreno que Jacó deu a seu filho Joseph. Se era ou não o mesmo lugar, certamente estava na mesma vizinhança, aos pés do Monte. Gerizim. Embora isso seja interessante e mostre que João era de fato um local, conhecendo a geografia detalhada do lugar, não é menos importante, e talvez ainda mais significativo, que o autor do Evangelho chame a atenção do leitor para a presença de uma testemunha silenciosa de que esse encontro: os ossos de José. [2] É assim que o livro de Josué relaciona esse evento:
Enterraram agora os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, em Siquém, no terreno que Jacó havia comprado aos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem moedas; e eles se tornaram a herança dos filhos de José. (Josué 24:32)
A razão dessa referência a Joseph no versículo 5 só ficará clara quando vemos que a mulher samaritana sofreu de maneira semelhante a Joseph . Se esta leitura da história estiver correta, assim como José sofreu um sofrimento inexplicável com o objetivo de trazer a salvação a Israel; da mesma forma, a mulher samaritana sofreu um sofrimento que levou à salvação dos israelitas samaritanos naquele local. (4: 39-41)
“ 6 O poço de Jacó estava lá, e Jesus, cansado como estava da jornada, sentou-se junto ao poço. Foi por volta da sexta hora.
Tradicionalmente, supõe-se que a mulher samaritana era uma mulher de má reputação. A referência à sexta hora (por volta do meio-dia) foi interpretada como significando que ela estava evitando a multidão que atraía a água de outras mulheres na cidade. A sexta hora bíblica [3] era supostamente a pior hora possível do dia para deixar a casa e se aventurar no calor escaldante. "Se alguém viesse tirar água a essa hora, poderíamos concluir adequadamente que eles estavam tentando evitar as pessoas", continua o argumento. Estamos, no entanto, sugerindo outra possibilidade.
A teoria popular a vê como uma mulher particularmente pecaminosa que havia caído em pecado sexual e, portanto, foi chamada a prestar contas por Jesus sobre a multiplicidade de maridos em sua vida. Jesus disse a ela, como a teoria popular diz, que sabia que ela tinha cinco maridos anteriores e que estava morando com seu atual "namorado" fora dos laços do casamento e, portanto, não estava em condições de brincar com ele. ! Neste ponto de vista, a razão pela qual ela evitou a multidão era precisamente por causa de sua reputação de compromissos conjugais de curta duração. Mas há problemas com essa teoria:
Primeiro, o meio-dia não é a pior hora para sair ao sol. Se fossem três da tarde (nona hora), a teoria tradicional faria mais sentido. Além disso, não está claro que isso ocorreu durante os meses de verão, o que poderia tornar o clima em Samaria totalmente irrelevante. Em segundo lugar, é possível que estejamos fazendo muito dela para tirar água em “um momento incomum? ”Todos nós às vezes não fazemos coisas regulares em horários incomuns e seria possível que esse seja o caso? Isso não significa necessariamente que estamos escondendo algo de alguém. Por exemplo, lemos que Rachel chegou ao poço com suas ovelhas provavelmente também na mesma época. (Gênesis 29: 6-9)
Há também outros problemas com esta leitura do texto:
Quando tentamos entender essa história com a mentalidade tradicional, não podemos deixar de imaginar como era possível, nessa sociedade conservadora samaritana israelita, que uma mulher com um histórico tão ruim de apoiar os valores da comunidade poderia ter causado toda a vila largar tudo e ir com ela ver Jesus. (4:30) A lógica padrão é a seguinte: Ela levara uma vida tão sem Deus que, quando outros ouviram falar de sua excitação e interesse espiritual recém-encontrado, responderam com admiração e foram ver Jesus por si mesmo.. Embora possível, essa tradução parece improvável para o autor deste livro e parece ler muito mais tarde abordagens teológicas (evangélicas) dessa história antiga, que tinha seu próprio cenário histórico. Estou convencido de que ler a história de uma nova maneira é mais lógico e cria menos problemas interpretativos do que a visão comum.
Vamos dar uma olhada em João 4: 7-9:
“Quando uma samaritana chegou para tirar água, Jesus disse-lhe: 'Você me dará uma bebida?' (Seus discípulos foram à cidade comprar comida.) A mulher samaritana disse-lhe: 'Você é judeu e eu sou samaritana. Como você pode me pedir uma bebida? (Para os Ioudaioi,(judeus) não se associem aos Samaritanoi / Samaritanos.) ”
Apesar do fato de que, para os olhos modernos, as diferenças eram insignificantes e sem importância, Jesus e a mulher samaritana sem nome eram de duas pessoas diferentes e historicamente adversas, cada uma das quais considerou que a outra se desviou drasticamente da fé antiga de Israel. . Como mencionado acima, um paralelo moderno ao conflito judaico-samaritano seria a forte animosidade entre xiitas e muçulmanos sunitas. Hoje, para a maioria de nós, muçulmanos somos muçulmanos, mas no Islã essa não é uma proposição acordada. Ambas as partes se consideram o maior inimigo do verdadeiro Islã. O mesmo vale para as pessoas do mundo antigo. Esses dois grupos de pessoas em guerra eram israelitas e faziam parte da mesma fé. No entanto, eles eram inimigos amargos. Isso não era porque eram tão diferentes, mas precisamente porque eram muito parecidas. Ambos os grupos israelitas consideravam o outro impostores. Embora não tenhamos fontes samaritanas para nos dizer sua posição oficial, sabemos que uma fonte posterior, o Talmude Babilônico, referindo-se às visões e práticas do passado distante, declara: “As filhas dos samaritanos são menstruadas desde o berço ”(Nidd. 31b) e, portanto, qualquer item que eles manejassem seria impuro para a Judéia. [4]
A mulher samaritana provavelmente reconheceu que Jesus era judeu por suas distintas roupas tradicionais judaicas e seu sotaque (é altamente provável que a conversa tenha ocorrido na língua familiar a ambos). Jesus certamente usaria franjas rituais (tzitzit) em obediência à Torá / Lei de Moisés (Núm. 15: 38 e Dt. 22:12), mas como os homens israelitas samaritanos também observavam a Torá, isso não teria sido um fator distintivo ( samaritano significa os "guardiões" da Lei e não as pessoas que moravam em Samaria). A diferença entre esses dois grupos não era se a Torá de Moisés deveria ser obedecida, mas como deveria ser obedecida.

Jesus continua:

10 “Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que lhe pede uma bebida, você teria perguntado a ele e ele lhe daria água viva. ' 11 'Senhor', disse a mulher, 'você não tem nada com que desenhar e o poço é profundo. Onde você pode conseguir essa água viva? 12 Você é maior do que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e bebeu dele, como também seus filhos, seus rebanhos e manadas? 13 Jesus respondeu: 'Todo aquele que bebe esta água terá sede novamente, 14 mas quem beber a água que eu lhe der nunca terá sede. De fato, a água que eu der a ele se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna. 15A mulher disse-lhe: 'Senhor, me dê essa água para não ficar com sede e ter que continuar vindo aqui para tirar água'. 16 Ele lhe disse: 'Vá, chame seu marido e volte'. 17 'Não tenho marido', respondeu ela. Jesus disse-lhe: 'Você está certo quando diz que não tem marido. 18 O fato é que você teve cinco maridos, e o homem que você tem agora não é seu marido. O que você acabou de dizer é bem verdade. 19 'Senhor', disse a mulher, 'posso ver que você é um profeta. 20 Nossos pais adoraram nesta montanha, mas você Ioudaioi (Judeu) afirma que o lugar onde devemos adorar é em Jerusalém.
Esta passagem tem sido frequentemente interpretada da seguinte forma: “Jesus inicia uma conversa espiritual. (v. 10) A mulher começa a ridicularizar a declaração de Jesus, apontando sua incapacidade de fornecer o que ele parece oferecer. (versículos 11-12) Após um breve confronto em que Jesus aponta a falta de uma solução eterna para o problema espiritual da mulher (versículos 13-14), a mulher continua com uma atitude sarcástica. (vs. 15) Finalmente, Jesus já teve o suficiente e, em seguida, expõe com força o pecado na vida da mulher - um padrão de relacionamentos familiares desfeitos. (versículos 16-18) Agora, cortada ao coração pela visão onisciente de raio-x de Jesus, a mulher reconhece seu pecado em um momento de verdade (v. 19), chamando Jesus de profeta. Mas então, como todo incrédulo costuma fazer, ela tenta evitar os problemas reais de seu pecado e sua necessidade espiritual, levantando questões doutrinárias,
Como essa interpretação popular pressupõe que a mulher era particularmente imoral , vê toda a conversa à luz desse ponto de vista negativo. Eu gostaria de recomendar uma trajetória totalmente diferente para entender essa história. Embora não seja um caso hermético, essa trajetória alternativa parece se encaixar melhor no resto da história, e especialmente em sua conclusão. No mínimo, merece sua atenção e avaliação.

Relendo a história

Como foi sugerido anteriormente, é possível que a mulher samaritana não estivesse tentando evitar ninguém. Mas, mesmo que ela estivesse, existem explicações para sua fuga além de se sentir culpado por sua imoralidade sexual. Por exemplo, como você bem sabe, as pessoas não querem ver ninguém quando estão deprimidas. A depressão estava presente no tempo de Jesus, assim como está presente na vida das pessoas hoje. Em vez de supor que a mulher samaritana trocou de marido como luvas, é tão razoável pensar nela como uma mulher que havia sofrido a morte de vários maridos, ou como uma mulher cujos maridos possam ter sido infiéis a ela, ou mesmo como uma mulher cujos maridos se divorciaram por sua incapacidade de ter filhos. Na sociedade israelita antiga, as mulheres não iniciavam divórcios. Qualquer uma dessas sugestões e outras são possíveis neste caso.
O livro de Tobit (século 2 aC), por exemplo, fala de uma judia chamada Sarah, que tinha sete maridos que, com a ajuda de forças demoníacas, morreram no dia de seu casamento. Ela era desprezada pela comunidade, encarada como amaldiçoada e culpada de suas mortes. Deprimida a ponto de se suicidar, Sarah orou a Deus para acabar com sua vergonha, insistindo em sua pureza até o fim. (Tobit 3: 7-17) As pessoas se comportaram severamente com Sarah. Sem dúvida, a posição social da mulher samaritana também trouxe sua grande angústia. Minha tia-avó tinha quatro maridos e sobreviveu a todos. Então eu sei que isso acontece.
Jesus afirmou que ela morava com um homem que não era seu marido. Muitos assumem que isso significava que a mulher morava com o namorado, mas isso não é afirmado. Talvez ela precisasse de ajuda e morasse com um parente distante , ou em algum outro arranjo indesejável, para sobreviver. Jesus não a estava pregando na cruz da justiça, mas a deixando saber que ele sabia tudo sobre a dor que ela sofreu. Isso certamente está mais de acordo com o Jesus que conhecemos de outros casos em sua vida.
Se estou correto em minha sugestão de que essa mulher não era uma “mulher caída”, talvez possamos conectar seu testemunho incrivelmente bem-sucedido à vila com a inesperada, mas extremamente importante, referência de João aos ossos de José. É digno de nota que, para os leitores samaritanos deste evangelho, a referência ao local dos ossos de José e do poço de Jacó seria altamente significativa. Quando entendemos que a conversa ocorreu ao lado dos ossos de Joseph , somos imediatamente lembrados da história de Joseph e de seu sofrimento quase imerecido. Como você deve se lembrar, apenas parte do sofrimento de Joseph foi autoinfligido. No entanto, no final, quando ninguém viu isso acontecer, os sofrimentos de José se transformaram em eventos que levavam da fome à morte e à salvação.
Agora vamos considerar a conexão com Joseph com mais detalhes. Siquém era uma das cidades de refúgio onde um homem que matara alguém sem querer recebera um refúgio em Israel. (Jos. 21: 20-21) [5] Enquanto os habitantes de Siquém estavam vivendo suas vidas à sombra da prescrição da Torá, sem dúvida estavam profundamente cientes do status incomum da graça e da função protetora de Deus que lhes era atribuída. cidade especial. Eles deveriam proteger as pessoas infelizes, cujas vidas foram ameaçadas por membros vingadores da família, mas que não eram realmente culpados de nenhum crime intencional que merecesse a punição ameaçada.
Joseph nasceu em uma família muito especial, onde graça e salvação deveriam ter sido uma descrição característica. Jacó, descendente de Abraão e Isaac, teve onze outros filhos, cujas ações (além de Benjamim), em vez de ajudar o pai a criar José, variaram de explosões de ciúmes ao desejo de se livrar do irmão mimado, mas "especial" para sempre. . Mas havia mais. Foi em Siquém que Josué reuniu as tribos de Israel, desafiando-as a abandonar seus antigos deuses em favor de YHWH e, depois de fazer uma aliança com eles, ele enterrou os ossos de José ali. Nós lemos em Josh. 24: 1-32:
Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Ele convocou os anciãos, líderes, juízes e oficiais de Israel, e eles se apresentaram diante de Deus ... Mas se servir ao Senhor lhe parece indesejável, escolha neste dia a quem você servirá, se os deuses que seus antepassados ​​serviram além do rio , ou os deuses dos amorreus, em cuja terra você está vivendo. Mas eu e minha casa serviremos ao Senhor. ... Naquele dia, Josué fez um pacto para o povo, e lá em Siquém, ele elaborou para eles decretos e leis. E Josué registrou essas coisas no Livro da Lei de Deus. Então ele pegou uma pedra grande e a colocou ali embaixo do carvalho, perto do lugar santo do SENHOR ... Israel serviu ao SENHOR durante toda a vida de Josué e aos anciãos que sobreviveram a ele e que haviam experimentado tudo o que o SENHOR havia feito por Israel. E os ossos de José, que os israelitas haviam trazido do Egito, foram sepultados em Siquém, no terreno que Jacó comprou por cem moedas de prata dos filhos de Hamor, pai de Siquém. Isso se tornou herança dos descendentes de José. ”
É interessante que o local para esse encontro com a mulher samaritana tenha sido escolhido pelo Senhor da providência de uma maneira tão bonita: uma mulher emocionalmente alienada, que se sentia insegura , ironicamente morava em ou perto de uma cidade de refúgio e está tendo uma fé. encontrando uma conversa renovadora de convênios com o Filho Real de Deus, Jesus, que veio reunir todo o Israel com seu Deus. Ela o faz exatamente no lugar em que os antigos israelitas renovaram sua aliança em resposta às palavras de Deus, selando-os com duas testemunhas: 1) a pedra (Jos. 24: 26-27) - confessando com a boca suas obrigações e fé na aliança. Deus de Israel, e 2) os ossos de José (Jos. 24: 31-32) - cuja história os guiou em suas viagens.
Em certo sentido, a mulher samaritana faz o mesmo que os antigos israelitas - confessando sua fé em Jesus como o Cristo e o convênio Salvador do mundo , a seus companheiros de aldeia, como lemos em João 4: 29-39:
“Venha ver um homem que me contou tudo. Poderia ser o Cristo? ”Eles saíram da cidade e seguiram em direção a ele ... Muitos dos samaritanos daquela cidade acreditaram nele por causa do testemunho da mulher…”
A conexão entre José e a mulher samaritana não termina aí. Podemos lembrar que Joseph havia recebido uma bênção especial de seu pai na época da morte de Jacó. Era uma promessa de que ele seria uma videira frutífera subindo por um muro. (Gên. 49:22) O Salmo 80: 8 fala de uma videira trazida do Egito, cujos brotos se espalham por toda a terra, trazendo a salvação ao mundo através da videira verdadeira . Em João 15: 1, lemos que Jesus se identificou como essa videira verdadeira. Como Israel, Jesus também foi simbolicamente trazido do Egito. (Mat. 2:15) Em sua conversa com a mulher samaritana, Jesus - a videira prometida na promessa de Jacó a José - estava de fato escalando o muro de hostilidade entre os israelitas da Judéia e samaritano para unir essas duas partes do Seu Reino através Sua pessoa, ensino e ações. De uma maneira profundamente simbólica, essa conversa se dá no muito bem construído por Jacó, a quem a promessa foi feita!
Agora que revisamos alguns dos simbolismos relevantes da Bíblia Hebraica / Antigo Testamento, vamos reler essa história sob uma lente diferente. Pode ter sido algo como isto:
Jesus iniciou uma conversa com a mulher: “Você vai me dar uma bebida?” Seus discípulos haviam ido à cidade comprar comida. A mulher se sentiu segura com Jesus porque, não apenas ele não é da vila dela, mas ele não sabia sobre a vida fracassada dela nem sobre o quão deprimida ela pode se sentir por meses. Na sua opinião, ele fazia parte de uma comunidade religiosa herética, embora relacionada. Jesus não teria tido contato com os líderes samaritanos israelitas de sua comunidade.
“Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que pede uma bebida, você teria perguntado a ele e ele teria lhe dado água viva”, diz Jesus.
É importante que imaginemos a mulher. Ela não estava rindo; ela estava tendo uma discussão informada, profundamente teológica e espiritual com Jesus. Essa foi uma tentativa ousada de averiguar a verdade que estava fora de sua estrutura teológica aceita e certamente não passaria no teste das sensibilidades culturais dos samaritanos "fiéis". Ela levou um problema com Jesus, precisamente porque levou a palavra de Deus (Torá samaritana) a sério:
“'Senhor', disse a mulher, 'você não tem nada com que desenhar e o poço é profundo. Onde você pode conseguir essa água viva? Você é maior que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço e bebeu dele, como também seus filhos, seus rebanhos e manadas? Jesus respondeu: 'Todo aquele que bebe esta água terá sede novamente, mas quem beber a água que eu lhe der nunca terá sede. De fato, a água que eu der a ele se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna. A mulher disse-lhe: 'Senhor, me dê essa água para não ficar com sede e ter que continuar aqui para tirar água'. ”
Esse tema da água [6] será repetido muitas vezes no evangelho de João, mas mesmo neste momento, podemos ver a preocupação de Jesus e João com a água como relacionada às imagens do templo . Voltaremos a esse tema nos próximos capítulos.
Após a interação acima, que toca um acorde familiar para o cristão que experimentou o poder vivificador da presença e renovação espiritual de Jesus, Jesus continuou a conversa. Ele informou à samaritana sem nome que compreendia seus problemas muito mais plenamente do que ela pensava . Ele fez isso, mostrando a ela que estava ciente da dor e do sofrimento que ela havia sofrido durante sua vida.
“Ele disse a ela: 'Vá, ligue para o seu marido e volte'. "Não tenho marido", respondeu ela. Jesus disse-lhe: 'Você está certo quando diz que não tem marido. O fato é que você teve cinco maridos, e o homem que você tem agora não é seu marido. O que você acabou de dizer é bem verdade. '”
Devemos tentar nos desconectar da visão usual desta passagem e permitir outra possibilidade interpretativa. Você se lembra da referência aparentemente obscura aos ossos de José, que foi muito significativa para os israelitas do primeiro século, sendo enterrada perto deste mesmo local onde a conversa ocorreu? No início da história, João queria que lembrássemos de Joseph. Ele era um homem que sofreu muito em sua vida; [7]mas cujo sofrimento foi finalmente usado para a salvação de Israel e do mundo conhecido. Sob a liderança de Joseph, o Egito se tornou a única nação que agiu com sabedoria, economizando grãos durante os anos de abundância e, em seguida, sendo capaz de alimentar outras pessoas durante os anos de fome. (Gên. 41: 49-54) É altamente simbólico que essa conversa tenha ocorrido na presença de uma testemunha silenciosa: os ossos de José. Deus primeiro permitiu que terríveis injustiças físicas, psicológicas e sociais fossem feitas a José; Ele então usou esse sofrimento para abençoar grandemente aqueles que entraram em contato com ele. Em vez de ler esta história em termos de Jesus pregando a mulher imoral na cruz do padrão de moralidade de Deus, devemos lê-la em termos da misericórdia e compaixão de Deus pelo mundo destruído em geral, e pelos israelitas marginalizados (samaritanos) em particular.
De acordo com a visão popular, é neste ponto, convencido pela repreensão profética de Jesus, que a mulher procura mudar de assunto e evitar a natureza pessoal do encontro, envolvendo-se em controvérsia teológica sem importância. O problema é que, embora esses assuntos possam não ter importância para o leitor moderno, eles eram uma preocupação muito real para os leitores antigos, especialmente aqueles que viviam com o conflito judaico-samaritano. Portanto, consideremos uma interpretação alternativa: tendo visto o íntimo conhecimento de Jesus sobre sua situação miserável e sua empatia compassiva, a mulher sentiu-se segura o suficiente para também quebrar a tradição e escalar o muro de associações proibidas. Ela faz uma declaração que convida os comentários de Jesus sobre o assunto da principal diferença teológica entre os Ioudaioi e os samaritanos.
“'Senhor', disse a mulher, 'posso ver que você é um profeta. Nossos pais adoraram nesta montanha, mas você Ioudaioi afirma que o lugar onde devemos adorar é em Jerusalém. '”
Os samaritanos eram o Monte. Os israelitas centrados em gerizim na compreensão do Pentateuco (Torá), enquanto os judeus eram o Monte. Sião-centrado [8] em sua interpretação essencialmente do mesmo corpo de literatura, reconhecidamente com variações ocasionais. Esta questão parece trivial para um cristão moderno que normalmente pensa que é realmente importante é que se pode confessar: “Jesus está em minha vida como uma pessoa Senhor e Salvador. ”Mas, embora a pergunta da mulher samaritana possa não nos interessar hoje, foi uma questão importante no primeiro século. De fato, essa conversa profundamente teológica e espiritual foi um cruzamento muito importante no caminho da história humana, devido ao tremendo impacto que teve sobre o mundo inteiro, desde que esse encontro aconteceu.
Com medo e apreensão, a mulher samaritana, deixando de lado seu sentimento de humilhação e amargura em relação aos judeus / judeus, fez sua pergunta na forma de uma declaração. O que ela recebeu de Jesus, ela definitivamente não esperava ouvir de uma Judéia:
“Jesus declarou: 'Acredite em mim, mulher, está chegando um tempo em que você adorará o Pai nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês samaritanos adoram o que não sabem; adoramos o que sabemos, pois a salvação é dos Ioudaioi. No entanto, está chegando um momento em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, pois eles são o tipo de adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e seus adoradores devem adorar em espírito e em verdade. '”
Ela deve ter ficado surpresa com a declaração dele. Jesus desafiou o ponto principal da divisão judaico-samaritana - o Monte. Gerizim vs. Controvérsia de Sião - argumentando que havia chegado a hora de outro tipo de culto. Em Inglês, podemos dizer “vamos adorar sobre aquela montanha”, mas quando estamos a falar sobre a cidade dizemos “vamos adorar em que cidade.” Este também é o caso em grego, mas em hebraico, em que sem dúvida este Quando a conversa ocorreu, Jesus teria literalmente dito: “Acredite em mim, mulher, está chegando um tempo em que você adorará o Pai nem“ nesta ”montanha nem"Em" Jerusalém. Ainda está chegando um tempo e agora chegou quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai "em" espírito e verdade. O terceiro “in”, portanto, sugere que a frase enigmática: “adorar a Deus em espírito e em verdade” deve ser entendida no contexto de três montanhas, não duas (Monte Gerizim, Monte Sião e Monte [de] Espírito e Verdade.) Jesus está dizendo à mulher samaritana que ela deve olhar para outra montanha. A escolha não foi entre Jerusalém e Siquém (Monte Sião e Monte Gerizim). A escolha foi entre o Monte. Gerizim e a montanha [do] espírito e verdade.
A impressionante fraseologia que Jesus usou em sua próxima declaração: “Vocês samaritanos adoram o que não sabem; adoramos o que sabemos, pois a salvação é dos Ioudaioi ” (4:22), indica o fim da idéia de que esse evangelho é samaritano, como alguns estudiosos (observando profundamente o interesse samaritano) erroneamente concluíram. Jesus não poderia ter esclarecido esse ponto. Quando se tratava do conflito judaico-samaritano, ele estava com os judeus. “Nós (judeus) sabemos” e “vocês samaritanos não sabem” o que adoramos. A declaração mais marcante de todo o Evangelho, no entanto, dada a sua superabundância de retórica antijudaica, é: “A salvação é de Ioudaioi./ Judeus. ”O que Jesus poderia significar aqui? Certamente não pode ser seriamente divertido que ele estivesse dizendo que o subgrupo que buscou sua morte e, pelo menos em sua liderança, o rejeitou decisivamente, iria levar todo Israel à salvação. O que ele quis dizer com isso? A pergunta preliminar a ser feita é se, ao ouvir essa declaração de Jesus, a mulher samaritana, que agora percebemos ser bem versada na Torá e na observância da Torá, manteria sua paz. O que Jesus deve apelar para que a mulher samaritana seja convencida? A resposta é: a tradição compartilhada da Torá entre judeus e samaritanos. Há um texto na Torá que se encaixa perfeitamente nisso.
Em Gênesis 49: 8-10, uma passagem que está nas versões judaica e samaritana da Torá, lemos:
Judá, seus irmãos te louvarão; sua mão estará no pescoço de seus inimigos; os filhos de seu pai se curvarão a você. O cetro não se apartará de Judá, nem o cajado do governante entre seus pés, até que aquele a quem ele pertence venha e a obediência das nações seja dele.
A dominação dos inimigos e a garantia da segurança foram os elementos essenciais do antigo conceito de salvação. Ninguém naquela época havia pensado em salvação em termos individualistas ocidentais. Judá lideraria e governaria todos os outros até que alguém viesse , a quem até as nações servirão com alegria. Quando Jesus se referiu a este texto, a mulher samaritana concordou silenciosamente.
Você deve se lembrar que Jesus já havia declarado que o centro do culto terrestre deveria ser transferido da Jerusalém física para a Jerusalém celestial e espiritual, concentrada em Si Mesmo, quando falou com Natanael. (1: 50-51) Ele havia invocado a grande história da Torá do sonho de Jacó dos anjos de Deus subindo e descendo na Terra Santa de Israel, onde ele estava dormindo. (Gên. 18:12) Ele disse a Natanael que muito em breve os anjos subiriam e desceriam, não em Betel (em hebraico - Casa de Deus), que os samaritanos identificaram como o Monte. Gerizim, mas sobre a derradeira Casa de Deus - o próprio Jesus. (João 1:14; João 2:21)
A religião samaritana oficial, pelo menos até onde sabemos, de fontes muito posteriores, não incluía escritos proféticos, o que significa que a mulher samaritana teria apenas a Torá em quem confiar na definição de uma figura semelhante ao Messias.
A mulher disse: 'Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está chegando. Quando ele vier, ele nos explicará / ensinará tudo. '”Lemos em Deuteronômio 18: 18-19, que é perfeitamente consistente com o que a mulher disse:“ Eu levantarei para eles um profeta como você dentre seus irmãos. ; Colocarei minhas palavras na boca dele, e ele lhes dirá tudo o que eu ordeno. Se alguém não ouvir minhas palavras de que o profeta fala em meu nome, eu mesmo o chamarei de conta.
Embora um texto samaritano posterior fale de uma figura semelhante ao Messias (Taheb, Marqah Memar 4: 7, 12), os samaritanos do tempo de Jesus esperavam apenas um grande professor-profeta. O "Messias" como rei e sacerdote era um israelita judeu, e não um conceito samaritano israelita, tanto quanto sabemos. Por esse motivo, a resposta da mulher samaritana mostra que não foi uma conversa imaginária ou simbólica ("ele nos explica tudo"). Em vista disso, parece que agora a mulher usava graciosamente a terminologia judaica para se relacionar com Jesus - o judeu. Assim como Jesus estava escolhendo escalar o muro de tabus, agora a mulher samaritana também.
25 A mulher disse: “Eu sei que o Messias” (chamado Cristo) “está chegando. Quando ele vier, ele nos explicará tudo. ” 26 Então Jesus declarou: 'Eu, que falo com você, sou ele'.
A história muda rapidamente para o retorno dos discípulos, sua reação e interação semelhante a comentários com Jesus. Esse intercâmbio é imprensado entre os encontros com a mulher samaritana e os homens de sua aldeia. Os discípulos ficaram surpresos ao vê-lo conversando com a mulher samaritana, mas ninguém o desafiou pela inadequação de tal encontro.
27 Nesse momento, seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “O que você quer?” Ou “Por que você está falando com ela?” 28 Então, deixando a jarra de água, a mulher voltou para a cidade e disse ao povo: 29 “Venha ver um homem. que me contou tudo o que eu já fiz. Poderia ser esse o Cristo? ” 30 Eles saíram da cidade e seguiram em direção a ele. 31 Enquanto isso, seus discípulos lhe pediram: “Rabi, coma alguma coisa”. 32 Mas ele lhes disse: “Eu tenho comida para comer que você nada sabe.” 33 Então seus discípulos disseram entre si: “Alguém poderia lhe trazer comida? ? ” 34 “Minha comida”, disse Jesus, “é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar sua obra.” (João 4: 27-34)
Embora seja possível que os discípulos tenham ficado surpresos por ele estar sozinho conversando com uma mulher, o contexto geral da história parece indicar que a resposta deles tinha mais a ver com ele conversando com uma mulher que era samaritana. É interessante que nenhum dos discípulos pudesse imaginar que Jesus participaria da comida da aldeia samaritana vizinha(mais uma vez devido a questões de requisitos de pureza variantes entre samaritanos e judeus). Em vez disso, eles se perguntaram se outros discípulos tinham ido lhe trazer comida. (O Evangelho não diz que todos os discípulos foram comprar comida na cidade vizinha.) Mais tarde, Jesus mostraria a seus discípulos que ele não tinha problemas com as leis de pureza que os samaritanos seguiam. Mais tarde na história, vemos que ele se alojou com eles por dois dias. (João 4:40) Mas antes que isso acontecesse, Jesus tinha muito a explicar.
Deixando para trás a jarra, a mulher correu para a cidade para falar sobre Jesus a seu povo, colocando uma pergunta importante para eles: “Poderia ser aquele que Israel aguarda há tanto tempo?” Falando como ele no contexto do encontro Jesus apontou para seus discípulos que o que ele estava fazendo era pura e simplesmente a vontade de Deus. Fazer a vontade de seu Pai lhe deu sua energia divina de vida. Essa energia divina permitiu que ele continuasse seu trabalho. Continuamos lendo:
35 “Você não diz: 'Mais quatro meses e depois a colheita?' Eu lhe digo, abra seus olhos e olhe para os campos! Eles estão maduros para colher. 36 Agora mesmo o ceifeiro ganha o seu salário; mesmo agora ele colhe a colheita para a vida eterna, para que o semeador e o ceifador se alegrem juntos. 37 Assim, o ditado 'Um semeia e outro colhe' é verdadeiro. 38 Enviei-lhe para colher o que não trabalhou. Outros fizeram o trabalho duro e você colheu os benefícios do trabalho deles.
Nesses versículos, Jesus desafiou seus discípulos a considerar a colheita que estava pronta para a colheita . É quase certo que os discípulos de Jesus pensaram que a colheita espiritual pertencia apenas aos israelitas afiliados a Jerusalém. Jesus os desafiou a olharem para fora da caixa, para a comunidade herética e adversária vizinha, para a colheita - um campo de colheita que eles não haviam considerado até esse encontro. O significado do comentário de Jesus sobre o encontro não foi para destacar a importância do evangelismo em geral, mas para chamar a atenção para os campos que antes eram invisíveis, ou considerados inadequados para a colheita. [9]
Ele, o rei de Israel, unirá o norte e o sul como parte de seu programa de restauração para Israel . Lemos em Amós 9: 11-15:
Naquele dia levantarei a cabine de Davi que caiu e repararei suas brechas, e levantarei suas ruínas e a reconstruiremos como nos dias antigos, para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome ', declara o Senhor que faz isso. 'Eis que os dias estão chegando', declara o senhor, 'quando o lavrador ultrapassará o ceifeiro e o pisador de uvas, quem semeia a semente; as montanhas pingarão vinho doce, e todas as colinas fluirão com ela. Restaurarei a sorte do meu povo Israel, e eles reconstruirão as cidades em ruínas e as habitarão; plantarão vinhas e beberão seu vinho, e farão jardins e comerão seus frutos. Plantá-los-ei na terra deles, e eles nunca mais serão arrancados da terra que lhes dei ', diz o Senhor teu Deus.
No livro de Atos, lemos sobre um movimento significativo do Espírito de Deus entre os samaritanos e a abertura que as comunidades seguidoras de Jesus da Judéia tinham para esses irmãos e irmãs recém-encontrados na fé. (Atos 8)
Enquanto Jesus estava, sem dúvida, conversando com seus seguidores sobre a adequação de ensinar aos samaritanos os caminhos de Deus, ele ouviu vozes da multidão se aproximando dele à distância. A testemunha fiel deste evangelho descreve assim:
“Muitos dos samaritanos daquela cidade acreditaram nele por causa do testemunho da mulher: 'Ele me contou tudo o que eu já fiz.' Então, quando os samaritanos chegaram até ele, pediram que ele ficasse com eles, e ele ficou dois dias. E por causa de suas palavras, muitos mais se tornaram crentes. Eles disseram à mulher: 'Não acreditamos mais apenas no que você disse; agora ouvimos por nós mesmos e sabemos que esse homem é realmente o Salvador do mundo. '”(versículos 39-42)
Interpretar a Bíblia é uma tarefa difícil. Trazemos nosso passado, nossas noções preconcebidas, nossa teologia já formada, nossos pontos cegos culturais, nossa posição social, nosso gênero, nossas visões políticas e muitas outras influências em nossa interpretação da Bíblia. Em resumo, tudo o que somos de alguma maneira determina como interpretamos tudo. Isso não implica que o significado do texto dependa de seu leitor. O significado permanece constante. Mas a leitura do texto difere e depende de muitos fatores que cercam o processo interpretativo. Em outras palavras, como um leitor ou ouvinte entende o texto pode diferir bastante de pessoa para pessoa.
Uma das maiores desvantagens do empreendimento de interpretação da Bíblia é a incapacidade de reconhecer e admitir que uma interpretação específica pode ter um ponto fraco. O ponto fraco é geralmente determinado por preferências pessoais e desejos sinceros de provar uma teoria específica, independentemente do custo. Considero que ter consciência de nossos próprios pontos cegos e estar honestamente disposto a admitir problemas com nossas interpretações quando elas existem, é mais importante do que o brilho intelectual com o qual argumentamos nossa posição.
Uma oportunidade para exercer uma abordagem honesta é quando os comentaristas reconhecem que há algo em sua interpretação que parece não se encaixar no texto e eles não sabem exatamente como explicá-lo. O que eu sinto que pode ser legitimamente sugerido como um desafio para a nossa leitura da história da mulher samaritana, são as palavras que a autora do evangelho coloca em seus lábios quando conta a seus companheiros de aldeia sobre seu encontro com Jesus. Ela diz: “Ele me contou tudo o que eu já fiz. "Teria sido perfeitamente compatível com a interpretação tradicional, se as palavras dela tivessem sido:" Ele me contou tudo o que aconteceu comigo "ou, melhor ainda," foi feito comigo ".
Penso que, mais uma vez, somos tão pré-condicionados a pensar em termos cristãos (“somos todos pessoas caídas, mas principalmente a mulher samaritana”) que somos incapazes de ler essa frase positivamente. Em outras palavras, tudo que eu já fiz pode ser exatamente isso - uma simples declaração de que toda a vida da mulher era conhecida por Jesus (não necessariamente uma vida de imoralidade sexual). Em outras palavras, esse versículo deve ser entendido de maneira diferente - “ele sabe tudo sobre mim”. De fato, ela dificilmente teria se gabado para as pessoas da cidade que “esse estranho me contou todos os atos pecaminosos que cometi em minha vida”. Quando nós pense bem, isso dificilmente os teria enviado correndo para encontrá-lo, mas sim os enviado correndo na outra direção! Mas percebo que superar as noções preconcebidas e o pré-condicionamento interpretativo não é fácil. Foi Krister Stendahl quem disse: "Nossa visão é muitas vezes mais abstraída pelo que achamos que sabemos do que por nossa falta de conhecimento".
43 Depois de dois dias, ele partiu para a Galiléia 44, porque o próprio Jesus havia testemunhado que um profeta não tem honra em sua própria cidade natal. 45 Assim, quando ele chegou à Galiléia, os galileus o receberam, tendo visto tudo o que ele havia feito em Jerusalém na festa. Pois eles também foram ao banquete. 46 Voltou, pois, a Caná, na Galiléia, onde havia feito a água vinho. E em Cafarnaum havia um oficial cujo filho estava doente. 47 Quando este homem soube que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, foi até ele e pediu que ele descesse e curasse seu filho, pois estava na hora da morte. 48 Então Jesus lhe disse: “A menos que você veja sinais e maravilhas, não acreditará”. 49 O oficial disse-lhe: “Senhor, desce antes que meu filho morra.” 50 Jesus lhe disse: “Vá; seu filho viverá. ”O homem creu na palavra que Jesus lhe falou e seguiu seu caminho. 51 Ao descer, seus servos o encontraram e disseram que seu filho estava se recuperando. 52 Perguntou- lhes, então, a hora em que ele começou a melhorar, e eles lhe disseram: “Ontem, na sétima hora, a febre o deixou.” 53 O pai sabia que era a hora em que Jesus lhe dissera: "Seu filho viverá". E ele próprio creu, e toda a sua casa. 54 Este era agora o segundo sinal que Jesus fez quando ele veio da Judéia para a Galiléia.
Quando termina o relato dos eventos relacionados à parada de Jesus no Samaritano Siquém, chegamos a João 4: 43-45. Aqui vemos que Jesus não retorna à Judéia, mas continua sua jornada para a Galiléia. Além da ausência do incidente com a mulher samaritana dos Synoptics, há outra característica importante na qual a Synoptics e John se separam. João declara que Jesus não retornou à Judéia, mas prosseguiu para a Galiléia, porque "o próprio Jesus havia testemunhado que um profeta não tem honra em sua própria terra natal". (Literalmente: "pátria" no sentido de "pátria" em a língua inglesa). (4:44) O que é notável aqui é que João nomeia a Judéia como pátria de Jesus, sua pátria, e não a Galiléia, como os sinóticos. (Mt 13: 54-57, Marcos 6: 1-4, Lucas 4: 23-24) É provável que os sinóticos tratem a Galiléia, o lugar da educação de Jesus, como sua pátria. Para João, porém, Jesus é judeu por causa de seu nascimento em Belém da Judéia. Para João, Jesus viveu na Galiléia por causa da missão de Deus e não por causa de sua identidade galileana. Para John, ele era judeu (mas mais sobre isso mais tarde).
Juntamente com essa leitura alternativa da identidade de Jesus, João pinta uma imagem para seus leitores da rejeição e aceitação de Jesus, que também é muito diferente da figura dos Sinóticos. Galiléia e Samaria foram muito receptivas a Jesus. As pessoas de lá o receberam com muito poucas exceções; enquanto tudo o que ele fazia em sua terra natal da Judéia parecia encontrar oposição significativa.
Há paradoxo e tensão aqui. Na Judéia (pátria de Jesus em João), Jesus enfrentou perseguição. Ele nasceu lá e a casa de seu Pai, o Templo do Deus de Israel, estava em Jerusalém (não na Galiléia e nem em Samaria), mas é a partir daí que a oposição real ao seu ministério veio. Não é que a descrença tenha sido encontrada apenas na Judéia, afinal alguns discípulos judeus da Galiléia deixariam Jesus após suas declarações sobre seu corpo e sangue. (João 6:66) Mas, apesar de tudo, não se pode negar que Samaria e Galiléia eram muito mais receptivas a Jesus do que a Judéia. Sugiro mais uma vez, portanto, que devemos entender João 1:11 dentro deste contexto de: "Ele veio para o seu próprio país, e seu próprio povo não o recebeu".
Jesus parte de Samaria e chega em Caná. Por que Jesus voltou a Caná? Este foi o lugar onde seu primeiro milagre foi realizado. (João 2: 1–11) É importante, como lemos em João 4:47, que seu segundo milagre também ocorra aqui. (vs. 46) É muito provável que Cana fosse um assentamento da Judéia na Galiléia. Lembramos que quando Jesus transformou água em vinho, havia vasos que eram usados ​​para purificação ritual, de acordo com o costume dos Ioudaioi. (João 2: 6) Em outras palavras, Jesus foi continuar seu ministério em “um lar, longe de casa”.

TÓPICOS DE REFERÊNCIAS

[1]   A palavra “é necessário” (δεῖ) ocorre 10x em João (3: 7, 14, 30; 4: 4, 20, 24; 9: 4; 10:16; 12:34; 20: 9) . Cf. o uso de δεῖ em Lucas-Atos.

[2]   Js. 24:32; Josephus, Ant. 2.8.2

[3]   Daí o choque das trevas na sexta hora em que Jesus morreu. (Mat. 27:45; Marcos 15:33; Lucas 23:44)

[4]   A Mishnah também explora o ritual e a identidade étnica dos samaritanos. (mDem.3: 4; 5: 9; 6: 1; 7: 4; mShev. 8:10; mTer. 3: 9; mSheqal. 1: 5; mKetub. 3: 1)

[5]   Cidades de refúgio: Num. 35: 1-15; Siquém como cidade de refúgio. (Jos. 20; 1 Cr. 6:67)

[6]   Cf. João 1: 26-33; 2: 6-9; 3: 5, 23; 4: 7-28; 4:46; 5: 7; 7:38; 13: 5; 19:34.

[7]   É intrigante pensar que, talvez, também haja alguma conexão com o estupro de Dinah e com a violência que se seguiu como resultado (Gên.34), uma vez que esses eventos também estão associados a esse local.

[8]   Mt. Sião como epicentro. (Sal. 2: 6; 9:11, 14; 14: 7; 20: 2; 48: 2; 48: 11-12; 50: 2; etc .; 1QM 12:13; 19: 5)

[9]   Podemos lembrar as instruções pós-ressurreição de Jesus aos discípulos para não deixar Jerusalém. Ele lhes disse: “vocês serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéiae Samaria, e até na parte mais remota da terra.” (Atos 1: 8) Tradicionalmente se supunha que Samaria era simplesmente uma metade geográfica caminho entre a Judéia judaica e os confins dos gentios da terra. Como discutirei mais adiante, esse certamente não foi o caso. Lemos que os apóstolos pregaram o Evangelho nas aldeias samaritanas, na verdade implementando a diretiva de Jesus: “… eles começaram a voltar para Jerusalém e estavam pregando o evangelhoem muitas aldeias dos samaritanos.. ”(Atos 8:25) Dizem-nos que“ os apóstolos em Jerusalém ouviram que Samaria havia aceitado a palavra de Deus ”. Ou seja, em comparação com muitos outros, as terras samarianas eram muito receptivas ao evangelho. (Atos 8: 9-14) Os israelitas samaritanos, ao contrário de hoje, constituíam um número considerável de pessoas que alegavam ter sido remanescentes das tribos do norte de Israel. Alguns estudos recentes em respeitáveis ​​revistas científicas seculares sobre pesquisa de DNA mostram que existe um vínculo genético entre os samaritanos modernos e os sacerdotes israelitas da antiguidade (veja o artigo de Oefner, Peter J. e outros na lista de leituras sugeridas). É muito difícil falar em números precisos, mas os estudiosos que concentram suas pesquisas nos samaritanos sugerem que a população do primeiro século era aproximadamente igual (ou quase igual) ao tamanho dos israelitas da Judéia, tanto na terra quanto na diáspora. Os outros evangelhos, especialmente Mateus, eram muito centrados na Judéia e até anti-samaritanos, para serem adequados para uso entre os israelitas samaritanos. Lemos em Matt. 10: 5-6: “Estes doze Jesus enviaram depois de instruí-los: 'Não sigam o caminho dos gentios e não entrem em nenhuma cidade dos samaritanos; mas antes, vá às ovelhas perdidas da casa de Israel. '”O Jesus de Mateus acopla os gentios aos samaritanos e enfatiza a ordem (pelo menos nesta fase do ministério) de não ir às aldeias samaritanas. Em sua grande comissão (Mateus 28: 19-20), Mateus novamente mostra essa visão ao pedir que Jesus ordenasse que seus discípulos israelitas judeus simplesmente fizessem discípulos de todas as nações, sem prestar atenção especial aos israelitas samaritanos.
(*Texto original por: Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg/Israel Bible Weekly - Categoria: Evangelhos Judeus/ Editado por Costumes Bíblicos)

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