COSTUMES BÍBLICOS: junho 2019


A Pregação do Reino dos Céus

Jesus prega na Galileia
De fato, o início do ministério do Salvador na Galileia foi muito agradável e promissor. Teve, como alguém disse, "um caráter de primavera". Foi um período "ensolarado", de divino ardor da parte de Jesus e de jubilosa confiança por parte das multidões, que recorriam a Cristo e por ele se deixavam guiar.
Nem bem havia chegado à Galileia, a reputação de Jesus, que o havia precedido já alguns meses atrás, espalhou-se por toda a província, em parte, por conta dos relatos que os galileus havia feito dos milagres do Rabi realizados em Jerusalém, os quais eles presenciaram durante a última Páscoa (Jo 2.23; 3.2; 4.45). A pregação de Jesus nas sinagogas, nos dias de Sábado e nas festas religiosas, não fez senão aumentar sua gloriosa fama. Marcos resumiu o riquíssimo conteúdo desta pregação em uma bela frase rimada: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Mc 1.15)
Todo o programa do Messias está contido nestas poucas palavras que, depois de indicarem a ideia fundamental do cristianismo - o estabelecimento do reino de Deus na terra -, assinalam as condições preliminares e essenciais da saúde que o Messias trouxe: a fé e a conversão. Que profundidade na primeira proposição: O tempo está cumprido!
Até cumprir-se esse tempo, transcorreram longos séculos, através dos quais Deus havia encaminhado a trajetória da vida no mundo para preparar a vinda de Seu Filho, Jesus Cristo. Após séculos, finalmente chegara a hora em que o Senhor cumpriria os decretos que o seu amor sugeriu desde a eternidade, a fim de levantar a linhagem humana caída. A era antiga havia terminado; uma nova estava começando com a pregação sobre aquele que é o centro da história do mundo. Neste mesmo sentido, falou o apóstolo Paulo da plenitude dos tempos (Gl 4.4; Ef 1.10).
O precursor de Jesus também havia anunciado o iminente estabelecimento do reino de Deus e a necessidade do arrependimento (Mt 3.2). Mas entre as predições havia uma diferença importante, pois Jesus, conforme Marcos 1.15, acrescentou um elemento novo. Ele não disse aos seus ouvintes apenas arrependei-vos, como João Batista. Jesus adicionou outra recomendação essencial: crede no evangelho (Mc 1.15), porque ele anunciou o evangelho de Deus, enquanto João Batista pregou a boa nova por excelência (Lc 3.18), precedendo o advento do Messias; João era antes de tudo o pregador do advento.

O QUE É O REINO DOS CÉUS?

O que significa, porém, o reino dos céus ou o reino de Deus, cujo estabelecimento Jesus, depois de João Batista, os apóstolos com seu Mestre (Mt 10.7; Lc 10.9) e também depois dele, não cessariam de pregar e propagar com todas as suas forças? Por ser elemento principal da doutrina pregada pelo Salvador, importa explicar sua natureza.
Acabamos de mencionar duas expressões que encontramos nos evangelhos. Comecemos por examiná-las. A primeira, reino dos céus, é encontrada apenas no evangelho de Mateus (há 31 referências). Marcos e Lucas só empregam a segunda expressão, reino de Deus. Em Marcos, há 15 referências; em Lucas, 32; em Mateus, há cinco (Mt 6.33; 12.28; 19.24; 21.31,43); em João, duas (Jo 3.3-5; 18.36); em Atos dos Apóstolos, seis (At 1.3; 8.12; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23,31); nas epístolas de Paulo, oito (Rm 14.17; 1Co 4.20; 6.9,10; 15.50; Gl 5.21; Cl 4.11; 2Ts 5.1).
Graças a isto, vemos que a ideia deste reino celestial e divino constitui o alicerce da revelação evangélica. O reino de Deus foi o tema das primeiras pregações de Jesus, do qual falou frequentemente em toda a sua vida pública, e deste mesmo assunto falou aos seus discípulos horas antes de sua morte (Mt 26.29; Mc 14.25).
Nenhuma dessas duas expressões oferece dificuldade. O reino dos céus é, conforme já ensinaram os mais antigos escritores da Igreja, um reino instituído pelo céu, que se inclina e conduz ao céu. É celestial por sua origem, por sua finalidade, por suas leis, por sua consumação e, finalmente, por seu Rei, que é o Rei Eterno dos séculos.
O reino de Deus, bem distinto dos reinos da terra, é um reino fundado por este supremo Senhor, um reino no qual só Ele exerce legítimo senhorio. Mas convém observar que a palavra grega reino, calcada na hebraica malkut, teria sido melhor traduzida aqui por governo ou reinado, em vez de por reino.
Do reinado de Deus e de seu governo real, foi, pois, o que Jesus quis falar, pelo menos na maioria das vezes.
Costuma-se admitir que as duas expressões reino dos céus e reino de Deus são equivalentes, pois Mateus usa as duas sem fazer nenhuma distinção entre elas. Conforme o parecer dos melhores intérpretes, a primeira expressão, reino dos céus, é a forma primitiva que Jesus empregou mais frequentemente, e era então muito comum entre os judeus. Marcos, Lucas e Paulo a modificaram levemente, a fim de torná-la mais inteligível aos cristãos greco-romanos.
Galileia.Planície fértil e cultivada.
Ao fundo o Mar da Galileia
O reino dos céus é uma ideia religiosa fundamental que foi enunciada de maneira simples nos livros do Antigo Testamento e se desenvolveu logo, com muita rapidez, e quase sempre de modo perigoso, nos escritos rabínicos, para manifestar-se, finalmente, em plena luz da Nova Aliança.
Um simples olhar na literatura religiosa de Israel, e depois nos evangelhos, convence-nos desse triplo fato. É, em primeiro lugar, verdade averiguada que a ideia do reinado absoluto de Deus harmoniza-se com o conteúdo do Antigo Testamento em todas as fases de sua história. Esse domínio se mostra desde o princípio da existência do mundo. Assim que Deus criou os seres humanos livres, capazes de conhecê-Lo e amá-Lo, passou a existir imediatamente de fato um reino cujo único Senhor era Ele, Deus. Tudo era seu e dependia de sua providência. Foi, a princípio, um reino santíssimo, enquanto Adão e Eva permaneceram submissos às ordens divinas; mas, infelizmente, devido à desobediência do primeiro casal, o pecado entrou nesse reino.
O mundo teria sido transformado em reino de Satanás se o Criador, por sua imensa misericórdia, não tivesse providenciado remédio para salvar a mísera linhagem humana, essa "massa estragada", conforme a chamou Agostinho. Graças ao plano divino, o reino de Cristo começou em um sentido amplo, com a primeira profecia messiânica (Gn 3.14,15). Mas houve dois longos períodos de pregação: o dos patriarcas e o da teocracia judaica.
Durante a era patriarcal o reino de Deus esteve como que latente na alma daqueles que o livro de Gênesis chama de filhos de Deus (Gn 6.2). Depois, manifestou-se mais claramente na teocracia, quando o Senhor resolveu escolher os hebreus como seu povo predileto e estabeleceu um concerto com eles, no Sinai. Uma aliança solene por meio da qual, bem antes desse período, o Senhor reino sobre eles de modo particularíssimo. Foi o próprio Deus quem ditou a Moisés a legislação pela qual queria governá-los. Ao longo de sua história, renovou-lhes suas ordens por intermédio dos profetas. Seus líderes foram juízes ou reis que "se sentavam no trono do reino do SENHOR", em seu nome e como seus representantes. O governo divino era o fundamento de toda a teocracia. O Senhor tinha seu palácio no templo de Jerusalém, e os sacerdotes e os levitas eram seus primeiros-ministros.
No entanto, sobretudo desde Davi, esta ideia se particularizou ainda mais, e o reino de Deus se apresentou mais ostensivamente como sendo o reino do Messias, cujo esplendoroso quadro as profecias esboçaram. Segundo essas profecias, haveria de ser um reino espiritual,desembaraçado de qualquer elemento político ou terreno e tão vasto como o mundo, pois todos os reis da terra e todas as nações seriam iluminados com sua luz. Mesmo no tempo das humilhações do deserto, quando tudo parecia para sempre perdido, os profetas proclamaram o futuro restabelecimento desse reino venturoso (Dn 2.44; Jr 3.13-17; 30.16-23; Sf 3.8-20; Zc 14.9).
Depois do exílio, a noção do reino dos céus tornou-se mais viva do que nunca. Os rabinos o mencionam com frequência, os livros apocalíptico o invocam com veementes desejos. Em sua devoção da manhã e da tarde, todo israelita piedoso orava, e ainda ora, usando uma fórmula por meio da qual toma sobre si o jugo do reino. O reino dos céus estava no pensamento de todos; dele se falava em todas as conversas; era uma ideia corrente.
Temos, porém, comprovado fartamente, em diversas ocasiões, como essa ideia havia sido falsificada gradualmente. Contudo, algumas almas santas a haviam conservado em toda a sua pureza, mas em muitos casos de modo incompleto, antes que Jesus a propusesse solenemente.
Não era, pois, difícil entender o Salvador, quando ele fez ressoar por toda a Galileia o evangelho do reino, porque essa boa nova já havia sido anunciada há muito tempo e, um pouco antes dele, por seu precursor João Batista, que o fizera com ardente zelo. Mas era necessário consertar aquilo que se tinha enveredado pelo mau caminho no espírito do povo. Era necessário levar à perfeição o que era bom. Era necessário erguer a esferas superiores aquilo que ainda não havia sido revelado em toda a sua extensão. E, para isso, voltar ao magnífico ideal dos profetas e, ainda, ultrapassá-lo.
Biblos é a cidade continuamente
habitada mais antiga do mundo,
desenvolvida dentro de uma muralha 
desde o período Neolítico até 2.150 a.C.
Por isso, Jesus, rejeitando as mesquinhas e vulgares ideias da maior parte dos seus compatriotas, desembaraçando a noção do reino de Deus das quimeras da escatologia judaica, protestando singularmente contra a pretensão dos fariseus e dos escribas de dar às esperanças messiânicas uma tendência puramente exterior e política e de transformá-las em monopólio da nação judaica, ele não cessou de manifestar sua natureza espiritual e sua índole universal.
Basta recordar alguns textos que, entre outros muitos do mesmo gênero, destacam esta dupla condição. À pergunta de Pilatos: Tu és rei? (Jo 18.37), Jesus deu a resposta afirmativa , mas acrescentou que seu reino não era deste mundo (Jo 18.36); antes de tudo, era um reino interior, que se refere ao espírito e ao coração. Daí que as obrigações impostas aos cidadãos de seu reino sejam principalmente espirituais e consistam em qualidades morais e em virtudes, como se pode ver pelas bem-aventuranças, por todo o conjunto do Sermão do Monte e de outras passagens dos evangelhos (Mt 18.4). Daí também que este reino se estabeleça, antes de tudo, na alma, e não por conquistas exteriores.
A universalidade desse reino não é menos evidente. Somente Satanás e seus anjos não poderão entrar nele. O direito de preferência para ingresso de entrada neste reino havia sido reservado aos judeus, como povo teocrático. Mas Jesus os adverte, assim como antes havia feito João Batista, de que, se eles não cumprissem as condições requeridas, o reino de Deus lhes seria tirado e dado a uma nação que desse frutos (Mt 21.43). E essa nação seria formada por pagãos e pecadores, cujas vidas seriam transformadas (Mt 21.31).
Em outra parte, na doutrina do Salvador, o reino dos céus se apresenta, com relação ao seu estabelecimento, com algo presente e já fundado, bem como um acontecimento futuro. A expressão é, pois, complexa, por causa de sua própria riqueza. Mas é fácil distinguir seus vários aspectos, que, manifestam outros tantos aspectos do reinado descrito por Jesus.
A fundação real do reino data do instante em que o nosso Senhor Jesus Cristo começou a pregá-lo. Por isso, Jesus afirmou: O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós (Lc 17.20,21). Em outro lugar, disse: Desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele (Mt 11.12). E prosseguiu com seus comentários: Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele (Mc 10.15).
Contudo, como o reino divino estava destinado a alcançar um crescimento cada vez maior, Jesus o descreveu melhor também como uma realidade futura em várias parábolas do reino, que representam os progressos mais ou menos rápidos deste crescimento (Mt 13.24-30,31-33; Mc 4.26-29). A plenitude do reino de Deus só alcançará a sua consumação no período que hoje se costuma chamar de escatológico, porque será no fim dos tempos, quando Cristo retornar glorioso para o juízo final (Mt 19.28,29; 22.29,30; 24.29-35; Mc 13.24-34; Lc 21.25-33; Jo 5.28,29).
Nesse tempo, quando a morte e o pecado já estiverem destruídos, e a natureza inteira estiver regenerada, [Veja este artigo curioso: O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO e JESUS E O REINO] Cristo, conforme a doutrina de Paulo (1Co 15.24-28), resignará seus poderes - sem deixar de ser rei - nas mãos de seu Pai celestial, e o reino de Deus brilhará em todo o seu resplendor, em toda a sua santidade, e sua duração será eterna.
Enquanto esperamos por esta venturosa eternidade, o reino de Deus se apresenta aqui na terra. Um reino cujas primeiras bases Jesus estabeleceu durante sua vida mortal, como uma poderosa organização: sua Igreja. Jesus assentou os fundamentos dela sobre uma rocha: Ele próprio (Mt 16.17,18).
Jesus deixou seus apóstolos como líderes - sob a proteção do Espírito Santo e de sua sábia lei. O Senhor Jesus dotou sua Igreja com sua graça e prometeu-lhe assistência até o fim (Mt 28.20). A Igreja lutará com e por Jesus até transformar-se em uma Igreja triunfante e viva para sempre, junto a ele, feliz e gloriosa.
A Igreja lhe pertence, já que Jesus é o seu fundador e a dirige dos céus. Por isso, a ele é atribuído, ao lado de seu Pai, o governo deste reino, um reino real, cuja história acabamos de descrever (Mt 16.28; 20.21; Ef 5.5; Cl 1.13; 2Tm 4.1).
Tais são os principais aspectos do reino anunciado por João Batista e por Jesus Cristo. Uma análise de 119 passagens, em que se acham as expressões reino dos céus e reino de Deus demonstra que elas significam, em conjunto, o governo divino, tal como fora revelado em e por Cristo, e tal como se apresenta visível na Igreja.
A Igreja se desenvolve pouco a pouco, apesar dos obstáculos que encontra, mas triunfará plenamente quando ocorrer o segundo advento de Cristo e, por fim, alcançará sua perfeição no mundo futuro. Convocamos o reino de Deus em todas essas formas, e fazemos isso muitas vezes, durante todos os dias, sempre que repetimos a formosa oração que Jesus nos ensinou: Venha o teu reino (Mt 6.10; Lc 11.2). [Leia sobre a Oração do Senhor, AQUI]

ORA VEM SENHOR JESUS!

Profecias sobre Jesus

A. AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO QUE JESUS CUMPRIU.

SEU NASCIMENTO.

  • Que Ele seria chamado de Emanoel (Is 7.14).
  • Que Ele nasceria em Belém (Mq 5.2).
  • Que Ele seria adorado por sábios e receberia presentes (Sl 72.10; Is 60.3,6,9).
  • Que Ele ficaria no Egito por uma temporada (Nm 24.8; Os 11.1).
  • Que Seu local de nascimento sofreria um massacre de crianças (Jr 31.15).
  • Que Ele seria chamado de Nazareno (Is 11.1).

SUA ASCENDÊNCIA HUMANA.

  • Que Ele nasceria de uma mulher (Gn 3.15).
  • Que Ele seria da linhagem de Abraão (Gn 12.3,7; 17.7).
  • Que Ele seria da tribo de Judá (Gn 49.10).
  • Que Ele seria da casa de Davi (2Sm 7.12,13).

SUA NATUREZA (Is 9.6).

  • Que Ele seria filho do homem: Porque um menino nos nasceu.
  • Que Ele seria o filho de Deus; Um filho se nos deu [...] e o seu nome será [...] Deus Forte.

SEU PRECURSOR.

  • Que João Batista serviria como Seu precursor (Is 40.3-5; Ml 3.1).

SEU RELACIONAMENTO COM O PAI.

  • Que Ele seria zeloso pelo Pai (Sl 69.9; 119.138).
  • Que Ele seria cheio do Espírito de Deus (Sl 45.7; Is 11.2; 61.1,2).

SEU MINISTÉRIO NA TERRA.

  • Que Ele curaria a muitos (Is 53.4,5).
  • Que Ele trataria bem os gentios (Is 9.1,2; 42.1-3).
  • Que Ele falaria em parábolas (Is 6.9,10).

SUA ENTRADA TRIUNFAL.

  • Que Ele faria uma entrada triunfal em Jerusalém (Zc 9.9).
  • Que Ele seria exaltado por crianças pequenas (Sl 8.2).

SEUS SOFRIMENTOS.

  • Que Ele seria um homem de dores [devido Seu suplício na crucificação] (Is 53.5).
  • Que Ele seria rejeitado pelos Seus (Sl 69.8; Is 53.3).
  • Que Ele seria a pedra angular rejeitada (Sl 118.22,23).
  • Que não acreditariam em Seus milagres (Is 53.1).
  • Que Ele seria desamparado por Seus discípulos (Zc 13.7).
  • Que Seu amigo o trairia por 30 moedas de prata (Sl 41.9; 55.12-14; Zc 11.12,13).
  • Que Ele seria vendido por 30 moedas de prata que, depois, seriam usadas para comprar o campo de um oleiro (Zc 11.12).
  • Que Ele seria afrontado e cuspido (Is 50.6).

SUA CRUCIFICAÇÃO.

  • Que Ele seria crucificado entre dois ladrões (Is 53.12).
  • Que lhe dariam vinagre para beber (Sl 69.12).
  • Que Ele teria sede (Sl 22.15).
  • Que Ele seria cercado e ridicularizado por Seus inimigos (Sl 22.7,8).
  • Que Ele teria as mãos e os pés transpassados (Sl 22.16; Zc 12.10).
  • Que Suas vestes seriam divididas e sorteadas (Sl 22.18).

SUA MORTE.

  • Que Ele morreria ao final da sexagésima nona semana, conforme a profecia de Daniel (Dn 9.24-27).
  • Que Ele entregaria o Espírito ao Pai (Sl 31.5).
  • Que Seus ossos não seriam quebrados (Êx 12.46; Nm 9.12; Sl 34.20).
  • Que olhariam para Ele quando morresse (Zc 12.10).

SEU ENTERRO.

  • Que Ele seria enterrado com os ricos (Is 53.9).

SUA RESSURREIÇÃO.

  • Que Ele seria ressuscitado dos mortos (Sl 16.10).

SUA ASCENSÃO.

  • Que Ele ascenderia (Sl 24.7-10).

B. AS PROFECIAS DO NOVO TESTAMENTO FEITAS POR JESUS.

A IGREJA.

  • Que Ele a fundaria, protegê-la-ia e outorgaria autoridade a ela (Mt 16.13-19).

A ELE MESMO.

  • Sua transfiguração (Mt 16.28).
  • Seu sofrimento (Mt 16.21; 17.12).
  • A traição de Judas contra Ele (Mt 26.21-25; Mc 14.18-21; Lc 22.21-23; Jo 13.21-26).
  • Que Pedro o negaria (Mt 26.30-35; Mc 14.26-31; Lc 22.31-24; Jo 13.36-38).
  • Sua morte (Mt 17.23; 20.18; Jo 3.14; 12.32,33).
  • Sua ressurreição (Mt 17.23; Mc 9.31).

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (Jo 11.11).

ELE SERÁ CHAMADO DE NAZARENO
ENTENDA ESSA PROFECIA - CURIOSIDADES DO HEBRAICO BÍBLICO (*)

Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus “foi morar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: 'Ele será chamado Nazareno'” (Mt 2,23). Aqui está o problema: em nenhum lugar os Profetas dizem que o Messias (ou qualquer outro) “será chamado de Nazareno” – a afirmação simplesmente não aparece nas Escrituras de Israel. Mateus está enganado? Os leitores do Evangelho estão sendo enganados? Ou podemos oferecer uma resposta melhor para essa aparente inconsistência?
Longe de ser biblicamente ignorante ou intencionalmente enganador, Mateus se refere a Jesus como um “Nazareno” para fazer uma alusão grega a uma palavra hebraica encontrada nos Profetas. Especificamente, Isaías fala de uma figura real emergindo da linhagem de Davi: “Um rebento crescerá do tronco de Jessé, e um ramo de suas raízes dará fruto. E o Espírito do Senhor repousará sobre ele” (Is 11:1-2). A palavra que Isaías usa para “ramo” é נצר ( netser ) – uma metáfora agrícola que, nos dias de Mateus, era entendida como uma referência à vinda do Messias (cf. Manuscritos do Mar Morto 4Q161; 4Q285).
As palavras “Nazaré” e “Nazareno” estão relacionadas foneticamente – isto é, elas têm um som semelhante – ao termo de Isaías para “ramo” ( נצר ; netser ). No grego do Primeiro Evangelho, “Nazaré” (Ναζαρέτ) é pronunciado Natsar et. Mateus faz um jogo de palavras entre “Nazaré” ( natsaret ) e “netser” para igualar Jesus o “Nazareno” com o “ramo” messiânico de Isaías. Ao viver em Nazaré, Jesus passa seus anos de formação no que poderíamos chamar de “Netserhood” ou “Branchville”! Assim, enquanto a frase “ele será chamado Nazareno” não aparece explicitamente nas Escrituras de Israel, Mateus se refere à cidade natal de Jesus para fazer uma engenhosa conexão interlinguística entre seu Messias e o “ramo” da profecia de Isaías. (*Este texto é parte de um artigo publicado em Israel Bible Center por  Dr. Nicholas J. Schaser-Editado aqui por Costumes Bíblicos)

E depois das sessenta e duas semanas
 será cortado o Messias, mas não para si mesmo;
 e o povo do príncipe, que há de vir,
 destruirá a cidade e o santuário,
e o seu fim será com uma inundação;
 e até ao fim haverá guerra;
estão determinadas as assolações. Daniel 9:26

A Preparação Imediata de Jesus para o Seu Ministério

Yardenit (em hebraico: ירדנית‎),
também conhecido como 
o Local de Batismos de Yardenit. 
Está localizado ao longo do rio Jordão,
na região da Galileia do norte de Israel, 
que é frequentada por peregrinos cristãos,
pois, de acordo com a tradição cristã,
Jesus foi batizado no rio Jordão.
Ainda que toda a vida que antecedeu o ministério de Jesus tenha sido uma contínua preparação para a sua missão como Messias, ele não quis começar a exercer seu ministério, a não ser depois de uma consagração solene. Esta consagração teve, por assim dizer, duas etapas. Foi inaugurada, em primeiro lugar, pelo batismo que lhe conferiu, caso seja lícita tal expressão, seus títulos oficiais. Em segundo lugar, pela tentação, que o colocou no crisol da prova e manifestou o vigor de sua alma e de sua fidelidade para com o Pai.

O DIA EM QUE JOÃO BATISTA VIU JESUS

Um homem de uns 30 anos chegou sozinho e se misturou à multidão que estava ali para ouvir o profeta do deserto. O homem que acabara de chegar não tinha o aspecto áspero dos profetas, nem a atitude autoritária dos escribas e dos doutores da lei. Vestia uma túnica talar de linho branco e um manto de lã de Damasco, Magdala ou Tiro. Os cabelos e barba, de tonalidade escura, davam ao seu semblante reflexo de ouro antigo. Ninguém notou a presença dele entre a multidão que se aglomerava junto ao rio, onde João batizava e pregava. Ninguém percebeu que Jesus estava ali. Os evangelistas, admiradores e discípulos de Cristo, poderiam ter iluminado a narração do episódio mais importante do aparecimento do Mestre na vida pública, referindo-se a coisas prodigiosas. Porém, a honestidade e a veracidade deles não deixam margem para imaginarmos sequer o efeito da presença daquele homem entre a multidão. Concluímos, pois, que, a chegada do moço de Nazaré, às margens do Jordão onde João batizava, a princípio não causou nenhum impacto. Para todos, ele era mais um dos milhares de peregrinos ou curiosos que iam ali atraídos pela mensagem de um estranho profeta que dizia coisas estranhas à margem do rio.
Pelo asseio e pela compostura, diria-se que o homem era um saduceu; mas os saduceus eram ricos, e o moço parecia pobre. Talvez fosse um fariseu, mas os fariseus eram sutis e amaneirados, e aquele jovem tinha um ar de perfeita naturalidade. Poderia também ser um essênio, mas os essênios eram ásperos e ascetas,, como João Batista. Já os zelotes, infestados pelas reminiscências de Judas Macabeu, eram taciturnos e austeros patriotas, de aspecto sóbrio. E os publicanos eram conhecidos imediatamente por seus trajes e por seus gestos burocráticos.
Tais comparações poderiam ter sido feitas por alguém que o tivesse percebido ali, mas o mais provável é que o nazareno, que trazia luz e alegria de viver em seu olhar cheio de juventude, nem tivesse sido notado na margem que deslizava até o rio. Lá embaixo, com água pela cintura, João Batista batizava todos os que se apresentavam para isto. A multidão ondulava entre os penhascos, os canaviais, as palmeiras e os juncos; derramava-se pelos barrancos e concavidades extremas das margens do Jordão.
Era uma bela manhã de céu azul, com nuvens dispersas de uma brancura muito alva. O Sol brilhava nas copas das árvores, nos penhascos úmidos, na superfície clara do rio. Do alto da colina, o jovem nazareno contemplava o espetáculo da multidão ondulante no cenário de pedras e palmeiras. Do outro lado, sobre a linha do barranco, aflorava o perfil dos cumes de Gileade. Diante da multidão heterogênea de camponeses, artistas, soldados, publicanos, homens e mulheres de todas as idades e condições sociais, erguia-se João Batista, o atlético e áspero profeta. De sua boca, desprendiam-se, como raios, fulminantes anátemas contra os pecados, e suas mãos estavam prontas para batizar as pessoas arrependidas.
Vista de um local
de batismo no rio Jordão;
O homem de Nazaré olha para o povo e para aquele profeta, cuja fama havia chegado até Esdrelom, a Galileia e as montanhas setentrionais levada pela voz das caravanas e dos peregrinos. E, abrindo caminho entre as pessoas, dirige-se até João e se detém à margem do rio. João treme ao vê-lo. Esse encontro estava marcado desde a distante aurora dos tempos. A primeira impressão de João Batista é seu espantoso isolamento da terra e dos homens. Sente-se extremamente só, com sua certeza; reconhece aquele cujo caminho está preparando.
Tudo naquele homem de túnica branca difere do profeta de tronco desnudo e de desnudas pernas, com cinto de couro de camelo, um rude bordão na mão, um olhar chamejante que parece soltar centelhas. O homem que se aproxima é puro, sem afetação de santidade; é austero, sem asperezas; é humilde, sem ares de servilismo; é todo espírito, sem menosprezo e degradação do corpo. Realiza-se nele (e João percebe isso perfeitamente) a harmonia dos ritmos perfeitos, o sentido dos equilíbrios exatos. Aquele homem não é propriamente um homem, mas, apesar de tudo, é o Homem. É o Filho do Homem, e consequentemente, na suprema expressão humana, é o Filho de Deus.
Em suas longas meditações no deserto, João Batista havia refletido muitas vezes acerca da espantosa revelação que lhe fizera Aquele cuja voz escutara no imenso silêncio. Mas João Batista ignorava o aspecto sob qual Jesus apareceria. É provável que o precursor o tivesse imaginado de acordo com o modelo dos profetas (Isaías, Ezequiel e Jeremias): alto, de ar severo, um tanto pavoroso, irradiando aquela terrível luz que obrigava os próprios justos a lançarem-se sobre a terra.
João, porém, perscrutando diariamente a multidão e ansiando descobrir o Esperado entre os milhares de rostos que se voltavam para ele no rio, nunca havia sentido, nem mesmo no semblante taciturno dos essênios, nem nas caras sérias dos fariseus, nem nos rudes perfis dos soldados, nem na silhueta dos publicanos, nem ainda na efígie dos homens mais santos, a presença por ele aguardada como o sinal comovedor do coroamento de sua missão apostólica.
João sabia agora que seus dias estavam contados, pois logo ele não teria nada a fazer no mundo, a partir do momento em que os clarins da boa nova começassem a despertar o gênero humano do longo sono do paganismo.
Ao contemplar o homem de 30 anos que se aproxima do rio afastando os caniços, João exclama: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Todos os olhares se voltam para aquele jovem de túnica branca, que marchava resolutamente cortando as águas na direção de João Batista. A multidão olha para os dois homens que se aproximam dentro do rio. Parece que eles conversam. Alguns conseguem ouvir o estranho diálogo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu (Mt 3.14,15).

COMPLETE SUA LEITURA COM OS ARTIGOS ABAIXO:


O BATISMO DE JESUS
A POMBA E SUA IMPORTÂNCIA NOS ESCRITOS SAGRADOS
A TENTAÇÃO DE JESUS
AS TRÊS FASES DA TENTAÇÃO
A DERROTA DE SATANÁS

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