Costumes Bíblicos: JESUS É AÇOITADO

Israel Institute of Biblical Studies

JESUS É AÇOITADO

JESUS É AÇOITADO!
Entre os romanos, a flagelação era imposta algumas vezes como castigo isolado e completo em si mesmo, e outras vezes como o prelúdio da crucificação. Os fatos demonstram que, nesse caso, a flagelação foi uma decisão que Pilatos tomou para arrancar Jesus da morte, procurando despertar a compaixão do povo.
O condenado, sem roupa na parte superior e com as mãos amarradas, era preso a uma coluna pouco elevada ou em uma coluna baixa, com as costas encurvadas, de modo que, ao serem lançados sobre elas, os golpes fossem com toda a força. Obedeciam às ordens daquele que presidia o suplício dois lictores, pelo menos, mas podiam ser quatro e até seis! Os lictores eram homens vigorosos aptos a manejar o chicote, e golpeavam com toda a força, sem compaixão, o condenado.
Os primeiros açoites rasgavam a carne, e o sangue saía das veias em borbulhas. Eram usados para a flagelação chicotes feitos de cordas ou tiras de couro, em cujos extremos colocavam-se ossos ou pedaços de ferro ou chumbo. Ainda que os golpes desferidos pegassem diretamente sobre as costas, as pontas do chicote enroscavam-se no corpo e feriam o peito e a barriga. Entre os judeus, a lei limitava o número de açoites. Mas os romanos não impunha limite algum, de modo que o condenado era entregue sem defesa à ferocidade dos lictores.
Depois do suplício, podia acontecer de as veias e as vísceras dos flagelados ficarem expostas. O próprio rosto ficava desfigurado pelos golpes. Muitos dos flagelados eram retirados quase mortos, e não demoravam a sucumbir. Em muitos casos, a morte do supliciado ocorria antes do término da flagelação. Várias leis diziam que nenhum cidadão romano podia ser submetido a esse tratamento bárbaro, reservado somente aos escravos. Mas os habitantes das províncias dominadas pelo Império Romano não estavam isentos dele. Por isso, Jesus sofreu o castigo sem a menor atenuação, como um criminoso qualquer.
Os soldados escarnecem de Jesus
Depois da flagelação, tornaram a colocar em Jesus a sua túnica, mas depois a tiraram e o vestiram com um velho manto de soldado, da cor escarlate, para simbolizar a púrpura com que se vestiam os reis.
Com ramos flexíveis, teceram uma tosca coroa e a colocaram sobre a cabeça de Jesus, como se fosse um diadema. Na Palestina, os arbustos espinhosos são abundantes e podem ter servido a esse objetivo. Em lugar do cetro, puseram na mão direita do Salvador uma cana, parecida com o junco do Chipre ou da Espanha.
Depois da burlesca "cerimônia de posse", os soldados passaram a simular uma homenagem. Obrigaram Jesus a sentar-se em um tablado e ajoelhavam-se diante dele, dizendo: Salve, rei dos judeus! - uma paródia da célebre saudação a César. Depois, cuspiram-lhe no rosto, substituindo com essa grotesca injúria o beijo cerimonial. E foram ainda mais longe: alguns, arrancando-lhe a cana da mão, golpeavam com ela a cabeça do Mestre, fincando-lhe os espinhos da coroa. Outros lhe deram fortes bofetadas. Jesus suportava tudo isso com uma paciência incomparável, sem proferir uma só queixa. Consolava-se oferecendo por nós os seus horríveis sofrimentos ao Pai.

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