Costumes Bíblicos: A importância do Tabernáculo

A importância do Tabernáculo



As tribos de Israel acampavam ao redor do Tabernáculo de Moisés ao marchar no deserto. Era o centro da vida israelita e da sociedade. A Arca da Aliança estava dentro do Santo dos Santos. Solomon iria copiar este modelo em uma escala muito maior e mais grandioso.
A importância do Tabernáculo
O povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria o monte (Êx 19.16-22), pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. Foi durante a permanência naquele lugar que, instruídos por Moisés, eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo". No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida, "a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo" (Êx 40.34). O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo. Este é o significado maior do tabernáculo.
A cerimônia
A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. Dela faziam parte os seguintes elementos:
A) O altar, com suas 12 colunas (v.4), simboliza que todo o povo de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). A verdade foi expressa numa pedra, ou seja, esse relacionamento deveria ser permanente.
B) Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar à presença de Deus. O pecado inevitavelmente significa morte; ele traz afastamento da presença de Deus. Mas uma vez feita expiação do pecado, as pessoas podem ser trazidas a deus e desfrutar da sua presença.
C) A seguir, Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v.7).
D) O povo se compromete com uma vida de obediência, e Moisés borrifa o povo com a outra metade do sangue (v.8), criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia.
Assim, o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Êx 6.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". Deus trouxera para junto de si e, no sangue derramado, deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele.
A presença de Deus
E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (Êx 6.7). Ao fixar residência entre eles, armando a sua Tenda entre as tendas deles, o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo. Ele é, de fato, o Deus deles. O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus. Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (Êx 29.43-46).
Em toda a narrativa que trata do tabernáculo, a grande ênfase é a presença de Deus. Esta ênfase é expressa de duas maneiras:
A) Há uma série de textos que tratam deste assunto (p.ex., Êx 25.8,22; 29.42-46; 40.34-38). Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele.
B) Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar. Ele decidiu habitar entre eles, caminhar com eles. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24.18 com 40.35). Eles não ficaram com o brilho desvanecente de uma experiência que, com o passar do tempo, se tornaria cada vez menos importante. Ao contrário, habitando entre eles, o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença.
A narrativa do tabernáculo é interrompida e machada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32--34). Antes desse ato de rebeldia aparece, em todos os detalhes, no texto, o projeto do tabernáculo (Êx 25--31). Depois dele, aparecem, passo a passo, os detalhes da execução do projeto (Êx 35--40). Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Êx 40.16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebelião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia levá-lo a mudar de ideia. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar, mas Deus é paciente e insiste em continuar.
Uma religião centrada em Deus
Portanto, o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo, e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção.
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A partir de Êx 25.10, a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília, a arca, a mesa e o candelabro (25.10-40), depois a cobertura (26.1-37), o altar e o pátio (27.1-19).
É uma narrativa bem ordenada, mas, pensando bem, a ordem é surpreendente e inesperada. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar, seguindo pelas coisas que estavam dentro dele. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível, quando, na verdade, o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível, quando este descia para estar com o seu povo. O fato determinante é Deus e sua natureza, não os homens e suas necessidades.
Desta forma, o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas. Agora, se a religião não corresponder com a vontade de Deus, ela será, em última análise, vã e sem sentido (veja, p.ex., Is 29.13).
A arca da aliança
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Dentro da arca estavam as tábuas da Lei, a declaração verbal suprema da santidade de Deus (Êx 25.16). Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado).Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. Tudo apontava para ela. Três entradas correspondentes (Êx 26.31-32,36-37; 27.16-17) levavam até ela, pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27.1-8), o altar do incenso (30.1-6), e o propiciatório (a tampa da arca), sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25.17-22; Lv 16.14), para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício, oração e a eficácia do sangue derramado.
Portanto, toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (1Co 3.16; Ef 2.19-22); que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7.6-13); e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2.11-18; Hb 10.19-25/ veja: HEBREUS).
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SIGNIFICADO DOS DETALHES
O tabernáculo era uma tenda para deus , com dois compartimentos, montada dentro de um espaço fechado onde era oferecidos os sacrifícios. Naquele espaço, quem estava no comando eram os sacerdotes e levitas.
A ideia básica de uma estrutura portátil é atestada no Egito desde antes de 2000 a.C. Os exemplos que foram encontrados possuem uma estrutura de vigas e hastes de madeira, revestidas de metal precioso e feitas com encaixes e cavidades para facilitar a montagem. Desenhos antigos mostram como era a decoração com cortinas. Artesãos israelitas, treinados no Egito, saberiam fazer tal estrutura, e todo o material usado podia ser obtido no Sinai, se é que o povo já não o tinha (como no caso de ouro e prata, por exemplo).
Após a conquista de Canaã, o tabernáculo foi levado de um lugar a outro, até Salomão fixá-lo no edifício do Templo. (Veja: 1Rs 8.4-11)
*Lâmpadas permaneciam acesas a noite inteira no candelabro de sete braços. (Menorah)
*Doze pães, um para cada tribo, eram colocados numa mesa especial,onde ficavam de um sábado até o outro.
*O incenso era queimado no altar. As hastes para transporte lembram que todo o tabernáculo foi feito para ser portátil.

(*Ilustrados na imagem acima).

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