Costumes Bíblicos: A concepção sobrenatural de JESUS

Israel Institute of Biblical Studies

A concepção sobrenatural de JESUS

A CONCEPÇÃO SOBRENATURAL
DE JESUS
Gabriel se apressou em explicar o que Maria tinha todo direito de querer saber. Ele respondeu, ao modo dos hebreus em circunstâncias solenes, em linguagem rimada, cadenciosa, de grande força e delicada beleza: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc 1.35).
As palavras de Gabriel significavam claramente: este Filho nascerá de maneira inteiramente sobrenatural. O próprio Espírito Santo operaria esse milagre no qual a carne não teria parte alguma. O anjo não podia explicar a Maria em termos mais precisos e mais discretos como ela ficaria grávida, sem a participação humana. Ele falou da concepção do Messias como uma demonstração do poder do Altíssimo, pois o mistério da encarnação, a união do Verbo com a nossa natureza, é uma obra incomparável, totalmente divina.
Maria, não havendo duvidado um só instante das palavras do anjo, não lhe pediu sinal algum, nenhuma garantia da promessa feita a ela. Mas o anjo, espontaneamente, deu-lhe uma prova irrecusável de sua veracidade. Essa prova consistiu no anúncio de outra gravidez maravilhosa, ainda que de uma ordem muito diferente, que antecederia o nascimento do Messias: E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. Porque para Deus nada é impossível (Lc 1.36,37).
O Senhor é Todo-Poderoso. O anjo não podia encerrar melhor sua mensagem senão por este princípio indiscutível, ao qual se referiu como a causa soberana dos nascimentos milagrosos. Já tranquilizada, Maria deu seu pelo consentimento tão simples como sublime: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1.38).
É uma linguagem de fé e de obediência, que supera todos os sacrifícios, pela entrega incondicional. A concordância de Maria não é como obrigação do escravo ou do servo de cumprir totalmente a vontade do seu senhor? E não é aqui o Senhor o próprio Deus em pessoa? Maria, pois, ofereceu-se inteiramente e com toda a sua alma para cooperar com a grandiosa obra do Criador.
Talvez a jovem tivesse previsto seus dolorosos sofrimentos, especialmente as suspeitas que sobre ela cairiam, até mesmo do seu próprio noivo José, sem que ela pudesse defender-se devido à dificuldade de alguém acreditar em suas explicações. Mas a aceitação de Maria foi ilimitada, e ela deixou tudo nas mãos de Deus, pronunciando seu generoso cumpra-se em mim.
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