Costumes Bíblicos: A Terra prometida

A Terra prometida

Nebo
A Terra prometida
Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana, como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano, chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina).
Numa espécie de "aliança" especial, Deus se comprometeu a fazer quatro coisas:

• fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12.2); veja também "A aliança de Deus"
• dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17.8);
• estabelecer um relacionamento especial com eles, para ser o Deus deles (Gn 17.7);
• e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12.2-3).
Na continuação da história, o livro de Gênesis mostra como, um a um, foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa.
Uma fome naquela terra, por exemplo, obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12.10-20). Depois, uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13.1-18).
Durante muito tempo, Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra, até comprar uma área perto de Hebrom, onde foi sepultada Sara, sua mulher (Gn 23.1-20).
Mais tarde, outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito, onde se encontraram com José. Mas Jacó estava decidido a manter laços familiares com aquela terra. Por isso, fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família, em Israel (Gn 49.29-33).
E, ma última cena do livro de Gênesis, vemos José, prestes a morrer, pedindo a seus irmãos que, sob juramento, prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais  (Gn 50.24-26).
No restante do AT, são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra:
A terra pertence a Deus, porque - diz Deus - "a terra é minha" (Lv 25.23).
A dádiva da terra é condicional. Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido, perderia  o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4.27).
Se, durante um tempo de exílio, o povo, arrependido, voltasse para Deus, poderia outra vez voltar à pátria (Dt 30.1-5).
Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada , para fazer parte de "novos céus e nova terra" (Is 65.17-25).
Hoje, alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. Acreditam que os judeus de nossos dias, como descendentes de Abraão, têm o direito de possuir aquela terra, um direito que lhes teria sido dado por Deus.
No entanto, a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão - promessas quanto ao povo, a terra, o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo, e a benção a todos os povos da terra - se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus.
Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus - qualquer que seja a sua nacionalidade - são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3.29). Assim sendo, os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo mundo e entendem que a sua "herança", como membros dessa família, consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus.
A "terra prometida" do período do AT, interpretada à luz do que acaba de ser dito, é o cenário no qual Deus foi, aos poucos, fazendo a revelação de si mesmo, uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. Aponta, também, para a esperança de "novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça" (2Pe 3.13).

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