COSTUMES BÍBLICOS: ISRAEL o Povo que Deus escolheu

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ISRAEL, o Povo que Deus escolheu

Israel acabou por constituir-se
 definitivamente como nação
no dia em que o o Eterno
ditou sobre o Sinai as Tábuas da Lei.
A glória indiscutível de Israel havia sido, no decorrer dos séculos, a de ser o povo religioso por excelência; o único povo cujas grandes forças determinantes estiveram, por motivos sobrenaturais, situadas expressamente em sua história e nas perspectivas divinas.
Quando, nos alvores do primeiro milênio, Abraão abandonou Ur, em Sinear, e foi com seu clã para as colinas de Harã, e em seguida para a Terra Prometida, que outro desígnio o empurrou, além do de resistir ao domínio das idolatrias mesopotâmicas e estabelecer o culto ao único Deus? Cinco séculos depois, Moisés, o chefe da fronte brilhante, arrancou do Egito as tribos escravizadas e selou a unidade do seu povo ao redor da mesma convicção engrandecida por suas experiências e sua fé.
Israel acabou por constituir-se definitivamente como nação no dia em que o o Eterno ditou sobre o Sinai as Tábuas da Lei. Jamais se produziu no meio daquele povo nenhum acontecimento que não revelasse a vontade de Deus, que já havia recompensado ou castigado Israel, já havia permitido a glória de Salomão e o ataque de Sião, por Nabucodonosor. O Senhor Deus foi responsável por tudo isso, mas o nome dele continuou sendo bendito.
Ao longo dos anos, a religião israelita passou por sucessivas fases, afastando-se cada vez mais da exclusiva dominação do rito que caracterizava os povos primitivos, para acabar por ser verdadeiramente o que uma religião parece aos homens de hoje: um marco seguro ao desenvolvimento do ser. Produziu-se nela um constante engrandecimento, ou seja, uma progressiva iluminação, como se a Revelação contida na promessa da aliança do Senhor com Abraão tivesse se tornado cada vez mais evidente. (Veja O Povo Escolhido e Abraão)
Assim, desde a fé de Abraão e a doutrina de Jó, produziu-se uma transformação que fez Israel o povo mais elevado do mundo na ordem espiritual. (Veja O Povo do Livro) Mas, ao tornar-se mais interior, a religião israelita não perdeu nada do seu caráter nacional. (Leia também: Por que Jerusalém foi a capital de Israel?)
Desde os tempos dos patriarcas, a identificação do Deus de Israel como Senhor da justiça foi sempre absoluta. Como o povo das doze tribos havia sido encarregado pelo Senhor de defender a glória do Seu nome, justo era que recebesse dele favores e recompensas. E, se no momento estas coisas lhes faltava, era porque o peso dos pecados individuais era tão grande que arrastava toda a nação para o abismo. Salvar cada um e salvar o seu povo era a mesma coisa. Este complexo de religião interior e de religião nacional constituiu, mais do que nunca, a base espiritual da comunidade judaica, e suas grandes desventuras fizeram da fé o único fundamento sólido sobre o qual poderiam tentar manter em pé o edifício da pátria.
Deserto da Judeia
Em 586 a.C., colocando fim a uma longa série de horrorosos acontecimentos, a suprema calamidade abateu-se sobre o povo eleito. Os terríveis soldados de Nabucodonosor, assenhoreados de toda a Ásia
Ocidental, tomaram a Cidade Santa, destruíram o Templo e exilaram o melhor de Israel para as margens do Eufrates. Tal foi a consequência lógica de três séculos e meio de desordens, de infidelidade a Deus e de crimes.
Durante  cinquenta anos, às margens dos rios da Babilônia, a multidão dos deportados conheceu a amargura da pátria perdida e a tristeza da permanência em uma terra estrangeira. Mas o povo judeu em nenhum momento renunciou ao pensamento e à esperança do regresso. Somente a fé lhe permitiu guardar sua consciência nacional, e, por isso, suplicava a Deus, ao seu Rei, que tivesse misericórdia dele.

A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM OS DEPORTADOS

LEIA SOBRE:
A TERRA DE ISRAEL⇧
Deus apiedou do povo eleito. No ano 539, Babilônia, a cidade invencível, caiu sob os ataques de Ciro, tal como Isaías havia profetizado. E, no ano seguinte, o rei persa, muito humanamente, autorizou aos exilados que empreendessem a viagem de volta pelo caminho bendito que conduzia à Terra Santa, e os judeus puderam, então, reconstruir o Templo de Deus.
Depois disso, tornou-se a se formar uma espécie de nação residual, uma comunidade, um governo constituído por uma estreita aliança de família e de religião, de legislação civil e religiosa, fundamentada em uma mesma lei, pelo exercício de uma mesma autoridade: a do sumo sacerdote. Isso basta para indicar que a fé era, entre os judeus, a base de tudo; era o verdadeiro fundamento do edifício nacional. Em semelhante regime, não se poderia conceber outras instituições senão aquelas fundadas pela vontade de Deus.

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