O Significado das Quatro Espécies
Os sábios judeus procuram responder sobre o significado das Quatro Espécies (Arbaat HaMinim), comparando-as aos quatro tipos de pessoas que formam o povo.
Essa linda comparação leva em conta duas características principais de cada planta: o sabor (que representa o estudo da Torá) e o aroma (que representa a prática de boas ações).
O Significado de Cada Espécie:
- O Etrog (Cidra): Possui sabor e aroma. Representa aqueles que têm o crédito tanto do estudo quanto das boas ações.
- O Lulav (Ramo de Palmeira): Possui sabor, mas não tem aroma. Simboliza quem se dedica ao estudo, mas carece de ações práticas.
- O Hadass (Murta): Possui aroma, mas não tem sabor. Representa quem pratica o bem, mas não tem o estudo aprofundado.
- A Aravá (Salgueiro): Não possui nem sabor e nem aroma. Retrata aqueles a quem faltam ambas as virtudes.
Assim como essas quatro variedades precisam ser reunidas para que o mandamento bíblico seja cumprido, assim também é necessário que todas as categorias de pessoas estejam unidas para formar uma comunidade real. A união é a base da existência.
O Segredo de Cada Símbolo em Sucot
1. Etrog (A Cidra)
Quando seguramos as Quatro Espécies nas mãos, a tradição judaica ensina que o Etrog deve estar encostado nas Aravot (salgueiros).
Com isto, ele mostra que não se recusa a se misturar com as espécies teoricamente de "menor valor". O Etrog expressa a humildade e o desejo de união absoluta.
Além disso, a cidra não tem uma época certa de amadurecimento, sendo encontrada na árvore o ano todo. Isso simboliza o verdadeiro fiel, cuja devoção não depende de circunstâncias ou épocas do ano.
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| Lulav |
2. Lulav (A Palmeira)
O Lulav serve de alerta para os chamados "judeus de ocasião" ou "judeus de temporada". São aqueles cuja fé só se manifesta nas horas difíceis ou exclusivamente durante as Grandes Festas.
O verdadeiro Lulav exige constância e firmeza espiritual em qualquer cenário.
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| Murta |
3. Hadassím (A Murta)
Os ramos de Hadass trazem um perfume persistente. Eles nos lembram que o aroma das boas ações deve exalar de nossas vidas diariamente, alcançando o próximo através da caridade.
4. Aravá (O Salgueiro)
Mesmo sem sabor e sem aroma, a Aravá é indispensável. Ela nos ensina a inclusão: ninguém, por mais simples ou distante da tradição que esteja, deve ser excluído do povo.
A União das Quatro Espécies Dentro do Indivíduo
Dizem ainda os sábios que as Quatro Espécies representam a união dos membros dentro do próprio corpo humano:
- O Etrog tem a aparência do coração.
- O Lulav assemelha-se à espinha dorsal.
- Os Hadassím simbolizam os olhos.
- A Aravá representa a boca.
Todos os nossos sentidos devem atuar em perfeita integridade. Se o coração sente uma coisa e a boca diz outra, o homem perde sua honestidade. Se os olhos veem a verdade e a espinha dorsal se curva diante da mentira, a conduta falhou.
Lealdade Espiritual
A regra principal em relação à cidra é que ela deve ser de propriedade da própria pessoa. Com um Etrog alheio, não se cumpre o mandamento bíblico.
O Etrog — o coração do povo — deve ser leal a Deus, compartilhando as alegrias e tristezas de sua gente, sem se preencher com ideias ou opiniões alheias.
Da mesma forma, o Lulav (a espinha dorsal) deve ser reto e firme, orgulhoso de sua identidade, sem se deixar influenciar negativamente. Os Hadassim (os olhos) devem focar em enxergar e ajudar o próximo.
Por fim, a Aravá (a boca) deve ser leal à verdade, evitando a calúnia e usando a fala para defender e acolher sua comunidade.
(Fonte do Texto: Chabad.org)
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