COSTUMES BÍBLICOS: março 2018


Outro Evangelho? - Apologética

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;
O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.
Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

Gálatas 1:6-12
Outro Evangelho
Satanás não é um iniciador; ele é um imitador. Deus tem um Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo; de modo similar, Satanás tem o “filho da perdição” (2 Ts 2.3). Existe uma Trindade Santa; de maneira semelhante, existe a Trindade do Mal (Ap 20.10). Lemos nas Escrituras a respeito dos “filhos de Deus”? Lemos também sobre os “filhos do maligno” (Mt 13.38). Deus realmente realiza em seus filhos tanto o querer como o executar a sua boa vontade? Somos informados que Satanás é o “espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2). Existe um “mistério da piedade” (1 Tm 3.16)? Também existe um “mistério da iniquidade” (2 Ts 2.7). A Bíblia nos diz que Deus, por meio de seus anjos, sela os seus servos em suas frontes (Ap 7.3)? Aprendemos igualmente que Satanás, por meio de seus agentes, coloca uma marca sobre as frontes de seus servidores (Ap 13.16). As Escrituras nos revelam que o “Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2.10)? De maneira semelhante, Satanás possui as suas “coisas profundas” (Ap 2.24). Cristo realiza milagres? Satanás também pode fazer isso (2 Ts 2.9). Cristo está assentado em seu trono? De modo semelhante, Satanás tem o seu trono (Ap 2.13). Cristo possui uma Igreja? Satanás tem a sua sinagoga (Ap 2.9). Cristo é a luz do mundo? De modo similar, o próprio Satanás “se transforma em anjo de luz” (2 Co 11.14). Cristo designou os seus apóstolos? Satanás também possui os seus apóstolos (2 Co 11.13). Tudo isso nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”.


PRECISA-SE:
Compreender o valor do verdadeiro Evangelho.
Identificar os falsos evangelhos pregados hoje.
Reconhecer a necessidade de espalhar a fragrância do verdadeiro Evangelho através de nossa vida. Veja também abaixo:


Satanás é um arqui-imitador. Ele está agora em atividade no mesmo campo em que o Senhor Jesus semeou a boa semente. O diabo está procurando impedir o crescimento do trigo, utilizando-se de outra planta, o joio, que em aparência se assemelha muito ao trigo. Em resumo, por meio de um processo de imitação, Satanás está almejando neutralizar a obra de Cristo. Portanto, assim como Cristo tem um evangelho, Satanás também possui um evangelho, que é uma imitação sagaz do evangelho de Cristo. O evangelho de Satanás se parece tanto com aquele que procura imitar, que multidões de pessoas não salvas são enganadas por este evangelho.
O apóstolo Paulo se referiu a este evangelho, quando disse: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7). Este falso evangelho estava sendo proclamado mesmo nos dias do apóstolo, e uma terrível maldição foi lançada sobre aqueles que o pregavam. O apóstolo continuou: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8). Com a ajuda de Deus, nos esforçaremos para explicar, ou melhor, para desmascarar este falso evangelho.
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem mesmo um programa de anarquia. Este evangelho não promove conflitos ou guerras, mas tem como alvo a paz e a unidade. Não procura colocar a mãe contra a filha, nem o pai contra o filho; ao invés disso, ele fomenta o espírito de fraternidade pelo qual a raça humana é considerada uma grande “irmandade”. Este evangelho não procura mortificar o homem natural, e sim aprimorá-lo e enaltecê-lo. O evangelho de Satanás defende a educação e a instrução, apelando ao “melhor que há no íntimo do ser humano”; tem como alvo fazer deste mundo um habitat tão confortável e agradável, que a ausência de Cristo não será sentida e Deus não será necessário. O evangelho de Satanás se esforça para manter o homem tão ocupado com as coisas deste mundo, que não tem ocasião nem inclinação para pensar no mundo por vir. Este evangelho propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade e da benevolência, ensinando-nos a viver para o bem dos outros e sermos bondosos para todos. Apela fortemente à mentalidade carnal, tornando-se popular entre as massas, porque ignora os solenes fatos de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, está alienado da vida de Deus, morto em delitos e pecados, e de que a única esperança se encontra em ser nascido de novo.
Em distinção ao evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina que a salvação se realiza por meio das obras; incute na mente das pessoas a idéia de que a justificação diante de Deus ocorre com base nos méritos humanos. A frase sagrada do evangelho de Satanás é: “Seja bom e faça o bem”; mas falha em reconhecer que na carne não habita bem algum. O evangelho de Satanás anuncia uma salvação que se realiza por meio do caráter, uma salvação que é o reverso da ordem estabelecida por Deus, em sua Palavra — o caráter se manifesta como fruto da salvação. As ramificações e organizações deste evangelho são multiformes. Temperança, movimentos de reforma, associações de cristãos socialistas, sociedades de cultura ética, congressos sobre a paz, todas estas coisas são empregadas (talvez inconscientemente) em proclamar este evangelho de Satanás — a salvação pelas obras. Cristo é substituído pelo cartão de apelo; o novo nascimento do indivíduo é trocado pela pureza social; e a doutrina e a piedade são substituídas por filosofia e política. A cultivação do velho homem é considerada mais prática do que a criação de um novo homem em Cristo Jesus, enquanto a paz universal é procurada sem a interposição e o retorno do Príncipe da Paz.
Os apóstolos de Satanás não são donos de bares e negociantes de escravos brancos; em sua maioria, eles são ministros do evangelho ordenados por igrejas. Milhares daqueles que ocupam os púlpitos das igrejas modernas não estão mais engajados em apresentar as verdades fundamentais da fé cristã; eles deixaram de lado a verdade e se entregaram a fábulas. Em vez de magnificarem a grande vileza do pecado e revelarem as suas eternas conseqüências, tais ministros minimizam o pecado, por declararem que este é apenas uma ignorância ou uma ausência do bem. Em vez de advertirem seus ouvintes a fugirem da “ira vindoura”, tais ministros tornam Deus um mentiroso, por declararem que Ele é muito amável e misericordioso e que, por isso mesmo, não enviará qualquer de suas criaturas para o tormento eterno. Em vez de declararem que, “sem derramamento de sangue, não há remissão”, tais ministros apenas apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a seguirem os passos dEle. Temos de afirmar a respeito desses ministros: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10.3). A mensagem deles talvez pareça bastante plausível, e seu objetivo, digno de louvor; todavia, lemos a respeito deles: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co 11.13-15).
Além do fato de que centenas de igrejas estão sem líderes que proclamem fielmente todo o conselho de Deus e apresentem o caminho de salvação dEle, também temos de encarar o fato de que a maioria das pessoas destas igrejas provavelmente têm de aprender a verdade por si mesmas. O culto familiar, onde uma porção da Palavra de Deus deveria ser lida todos os dias, é atualmente, mesmo nos lares de muitos crentes nominais, uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito, nem lida nos bancos das igrejas. As exigências de uma época repleta de atividades são inumeráveis, de modo que milhares de crentes têm pouco tempo e, menos ainda, inclinação de prepararem-se para o encontro com Deus. Por isso, a maioria dos que são muito indolentes para investigarem por si mesmos são deixados à mercê daqueles a quem eles pagam para examinarem as Escrituras no lugar deles; muitos deles negam a sua confiança em Deus, por estudarem e exporem os problemas econômicos e sociais, e não os oráculos de Deus.
Em Provérbios 14.12, lemos: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é uma ilusão do diabo — o evangelho de Satanás — um caminho de salvação por meio de realizações humanas. É um caminho que “parece direito”, ou seja, é um caminho apresentado de uma maneira tão plausível, que apela ao homem natural; e de uma maneira tão sutil e atrativa, que recomenda a si mesmo à inteligência de seus ouvintes. Multidões incontáveis são seduzidas e enganadas por este caminho, devido ao fato de que ele se apropria de uma terminologia religiosa, recorre, às vezes, à Bíblia, para sustentar a si mesmo (sempre que isto for conveniente aos seus propósitos), e defende ideais nobres diante dos homens, sendo proclamado por aqueles que foram graduados em nossas instituições teológicas.
O sucesso de um falsificador de moedas depende de quão parecida a moeda falsa se torna com a genuína. A heresia não é uma negação completa da verdade, e sim uma perversão da verdade. Esta é a razão por que uma mentira incompleta é mais perigosa do que uma mentira completa. Por isso, quando “o pai da mentira” sobe ao púlpito, ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais do cristianismo; pelo contrário, ele as reconhece astutamente e, em seguida, apresenta uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não manifestará uma tolice tão excessiva, a ponto de anunciar ousadamente sua incredulidade em um Deus pessoal; Satanás admite a existência de um Deus pessoal, mas, em seguida, apresenta uma falsa descrição do caráter deste Deus. Satanás anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, quando as Escrituras nos dizem claramente que somos “filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3.26) e que, “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12). Além disso, Satanás declara que Deus é extremamente misericordioso e jamais enviará qual- quer membro da raça humana para o inferno, quando Deus mesmo afirmou: “Se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lado de fogo” (Ap 20.15).
Satanás não seria tão medíocre, a ponto de ignorar o personagem central da História da humanidade — o Senhor Jesus. Pelo contrário, o evangelho de Satanás reconhece o Senhor Jesus como o melhor homem que já viveu. Este evangelho atrai a atenção das pessoas às obras de compaixão e de misericórdia realizadas por Jesus, à beleza de seu caráter e à sublimidade de seus ensinos. A sua vida é elogiada, mas a sua obra vicária é ignorada; a importantíssima obra de expiação na cruz nunca é mencionada, enquanto a sua triunfante ressurreição física, dentre os mortos, é considerada como uma das credulidades de uma época de superstições. Este evangelho não contém o sangue da expiação e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifestado na carne, e sim apenas como o Homem Ideal.
Em 2 Coríntios 4.3-4, temos uma passagem bíblica que oferece muito esclarecimento sobre o nosso tema. Esta passagem nos diz: “Se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século [Satanás] cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Satanás cega a mente dos incrédulos por ocultar-lhes a luz do evangelho de Cristo e por substituí-lo pelo seu próprio evangelho. Ele é apropriadamente chamado de “diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap 12.9). Apenas em apelar ao “melhor que existe no homem” e em exortá-lo a “seguir uma vida nobre”, Satanás fornece uma plataforma geral sobre a qual as pessoas de diferentes tons de opinião podem se unir e proclamar esta mensagem comum.

Citamos, novamente, Provérbios 14.12: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Alguém já disse, com considerável verdade, que o caminho para o inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no lago de fogo que recomendaram suas próprias vidas com boas intenções, resoluções honestas e ideais elevados — aqueles que eram justos em seus relacionamentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus procedimentos; homens que se orgulhavam de sua integridade, mas que procuravam justificar-se a si mesmos diante de Deus, por meio de sua justiça própria; homens de boa moralidade, misericordiosos, magnânimos, mas que nunca se viram como pecadores culpados, perdidos, merecedores do inferno e necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”; é o caminho que a si mesmo se recomenda à mente carnal e a multidões de pessoas iludidas em nossos dias. O engano do diabo afirma que podemos ser salvos por meio de nossas próprias obras e justificados por meio de nossos atos; enquanto Deus nos declara em sua Palavra: “Pela graça sois salvos, mediante a fé... não de obras, para que ninguém se glorie”; e: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou”.
Há alguns anos, conheci um homem que era um pregador leigo e obreiro cristão entusiasta. Durante sete anos, ele estivera engajado na pregação pública e em atividades religiosas. No entanto, por meio das expressões que ele utilizava, eu mesmo duvidei se ele era “nascido de novo”. Quando comecei a questioná-lo, descobri que ele tinha um conhecimento muito imperfeito das Escrituras e apenas uma vaga noção sobre a obra de Cristo em favor dos pecadores. Por algum tempo, procurei apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e encorajá-lo a estudar a Palavra de Deus, na esperança de que, se meu amigo ainda não era salvo, Deus se agradaria em revelar-lhe o Salvador que ele necessitava.
Uma noite, para nossa alegria, aquele que estivera pregando o evangelho por vários anos, confessou que havia encontrado a Cristo somente na noite anterior. Ele reconheceu (usando as suas próprias palavras) que estivera apresentando “o Cristo ideal”, e não o Cristo da cruz. Creio que existem milhares de pessoas semelhantes a este pregador, pessoas que, talvez, foram trazidas à Escola Dominical, aprenderam sobre o nascimento, a vida e os ensinos de Jesus Cristo; pessoas que crêem na historicidade da pessoa de Cristo; pessoas que esporadicamente se esforçam para obedecer os preceitos de Jesus e pensam que isso é tudo que é necessário para a sua salvação. Com freqüência, esse tipo de pessoa, quando atinge a maturidade e sai para o mundo, depara-se com os ataques de ateístas e infiéis, dizendo-lhes que Jesus de Nazaré nunca viveu neste mundo. Mas as impressões dos primeiros contatos com o evangelho não podem ser facilmente apagadas e tais pessoas permanecem firmes na confissão de que crêem em Jesus. Apesar disso, quando a sua fé é examinada, com muita freqüência descobre-se que, embora acreditem em muitas coisas sobre Jesus, tais pessoas realmente não crêem nEle. Em sua mente, elas acreditam que Ele realmente viveu neste mundo (e, por crerem nisso, imaginam que são salvas), mas nunca abaixaram as armas de sua guerra contra Jesus, sujeitando-se a Ele, nem creram nEle verdadeiramente, com todo o seu coração.
A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração haver sido conquistado por Ele e sem a vida Lhe ser consagrada, é outra fase do “caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”; em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.
E, agora, qual é a sua situação? Você está no caminho que “parece direito”, mas termina na morte, ou no caminho estreito que conduz à vida? Você abandonou verdadeiramente o caminho largo que conduz à perdição? O amor de Cristo criou em seu coração um ódio e horror por tudo aquilo que é desagradável a Deus? Você tem desejo de que Ele reine sobre você (Lc 19.14)? Você está descansando plenamente na justiça de Cristo e no sangue dEle para a sua aceitação diante de Deus?
Aqueles que estão confiando em formas exteriores de piedade, como o batismo ou a “confirmação”; aqueles que são religiosos porque isto é considerado uma característica de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma igreja, porque fazê-lo está na moda; e aqueles que se unem a alguma denominação porque supõem que esse passo os capacitará a se tornarem cristãos — todos esses estão no caminho que “ao cabo dá em morte” — morte espiritual e eterna. Não importa quão puros sejam os nossos motivos; quão bem intencionados, os nosso propósitos; quão nobres, as nossas intenções; quão sinceros, os nossos esforços, Deus não nos reconhece como seus filhos enquanto não recebemos o seu Filho.
Uma forma ainda mais ilusória do evangelho de Satanás consiste em levar os pregadores a apresentarem o sacrifício expiatório de Cristo e, em seguida, dizerem aos seus ouvintes que a única exigência de Deus para eles é que creiam no seu Filho. Por meio disso, milhões de almas que não se arrependem são iludidas, pensando que foram salvas. Mas o Senhor Jesus disse: “Se.... não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3). Arrepender-se significa odiar o pecado, sentir tristeza por causa do pecado e converter-se dele. É o resultado da obra do Espírito Santo em tornar o coração contrito diante de Deus. Ninguém, exceto a pessoa de coração quebrantado, pode crer de maneira salvífica no Senhor Jesus Cristo.
Afirmamos, mais uma vez, que milhares estão iludidos, ao supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, quando na realidade ainda não O receberam como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio ao mundo para salvar seu povo nos pecados deles, e sim para salvá-los “dos pecados deles” (Mt 1.21). Ser salvo dos pecados significa ser salvo do ignorar e do rejeitar a autoridade de Deus; significa abandonar o curso de vida caracterizado pelo egoísmo e pela satisfação pessoal; ou, em outras palavras, abandonar nosso próprio caminho (Is 55.7). Ser salvo significa sujeitar-se à autoridade de Deus, render-se ao domínio dEle, oferecer-nos a nós mesmos para sermos governados por Ele. Aquele que nunca tomou sobre si o jugo de Cristo; aquele que não está verdadeira e diligentemente procurando agradar a Cristo, em todos os aspectos da sua vida, e continua supondo que está confiando na obra consumada de Cristo, esse está iludido por Satanás.
Em Mateus 7, há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados entre o evangelho de Cristo e a falsificação de Satanás. Primeira, nos versículos 13 e 14: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Segunda, nos versículos 22 e 23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”.
Sim, querido leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo (até pregar em seu nome) e, embora o mundo e a igreja nos conheçam, não sermos conhecidos pelo Senhor! Quão necessário é que descubramos em que situação realmente estamos; que examinemos a nós mesmos, a fim de sabermos se estamos na fé; que nos julguemos pela Palavra de Deus e verifiquemos se estamos sendo enganados pelo nosso sutil inimigo; que descubramos se estamos edificando nossa casa sobre a areia ou se ela está construída sobre a Rocha, que é Jesus Cristo! Que o Espírito de Deus examine nosso coração, quebrante nossa vontade, destrua nossa inimizade contra Deus, produza em nós um profundo e verdadeiro arrependimento e faça os nossos olhos se fixarem no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Dons espirituais

Dons
Dons Espirituais
Após séculos de negligência, os "dons espirituais" estão em evidência outra vez, e o que Paulo escreve em 1Co 12--14 é essencial a esse debate.
Esses dons florescem nos séculos 2 e 3. Porém, dons espirituais não fazem parte da essência da vida cristã. Se não fosse o abuso desses dons em Corinto, não saberíamos quase nada sobre eles a partir das epístolas do NT, por mais que estejam em evidência no livro de Atos.
Paulo, que escreveu sobre dons do Espírito em 1Co 12--14, também escreveu sobre o fruto do Espírito em Gl 5.22-24. O Espírito Santo nos é dado para nos tornar eficazes para Cristo. Os dons do Espírito nos são dados para serviço, e o fruto do Espírito, para que tenhamos caráter. Precisamos de ambos.
"Fomos feitos para a complementaridade. Eu tenho dons que você não tem. Aí está! Isto significa que precisamos um do outro para sermos completamente humanos".
Desmond Tutu

Quais são esses dons espirituais? Paulo menciona aqui:

O dom da palavra da sabedoria.
O dom de "conhecimento", que significa discernimento numa situação da qual não se tem conhecimento prévio. Pode ser na forma de palavras ou de imagens mentais.
"Fé", que significa confiar em Deus, mesmo "no escuro" e apesar de tudo, isto é, contra todas as probabilidades.
"Dons de curar" - e esta cura inclui problemas físicos, espirituais, psicológicos e relacionais.
O Espírito Santo continua a curar hoje, mas é um mistério por que isso não é mais difundido, apesar de muito debate a respeito do assunto e também está relacionado ao dom de sinais. No entanto, leia AQUI mais detalhes.
"Milagres" (literalmente "atos de poder"), ou seja, provavelmente o ministério de livramento das forças espirituais do mal.
"Profecia". Altamente valorizado na igreja apostólica, este era o dom de trazer uma palavra vinda diretamente de Deus para dentro de uma situação. Podia ser uma palavra de predição (veja At 11.28), como podia ser um encorajamento (1Co 14.3). A profecia difere de uma palavra das Escrituras, embora ambas procedem de Deus. A profecia é para a situação específica, enquanto as Escrituras têm validade universal.
"Línguas", isto é, a habilidade de louvar a Deus e orar com palavras inspiradas pelo Espírito, embora seu significado seja desconhecido para quem fala. E caso necessário, falar com domínio, outros idiomas segundo o Espírito conceda.
"Interpretação de línguas", ou seja, a habilidade de entender o significado dessas palavras.
Esse dom aparece no final da lista de Paulo, porque, embora fosse uma benção para quem falava, não ajudava mais ninguém (a não ser que interpretado), e os dons espirituais não existem para a satisfação pessoal, mas para a edificação da comunidade cristã (1Co 12.7). É por isso que, no cap. 14, Paulo dá tanto valor à "profecia": ela beneficia os outros.
Outras passagens importantes que tratam deste assunto são Rm 12.3-8; 2Co 12.12; Hb 2.4; 1Pe 4.10-11, e o livro de Atos.
Com base nesses textos, fica evidente que não há número fixo de dons espirituais, que o Espírito Santo os distribui como lhe convém, que seu propósito é desafiar os incrédulos e incentivar a edificação e a interdependência dentro da igreja. O amor (1Co13) é o dom supremo.
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É interessante que, no NT, a palavra "dom" aparece quase que unicamente nas cartas de Paulo. Ele a usa para falar da vocação ao casamento ou ao celibato (1Co 7.4-7), e da nossa vida eterna (Rm 6.23). Ninguém pode sequer ser um cristão sem receber o dom gracioso, a unção, do Espírito Santo!

A Igreja e os cristãos

Quais são os dois tipos de cristãos que normalmente formam uma igreja local?
Os cristãos podem ser agrupados em duas categorias: bolas de gude e uvas. As bolas de gude são "unidades individuais que não afetam as outras, exceto em caso de colisão". As uvas, por outro lado, misturam-se: cada um faz "parte da fragrância" do corpo da igreja. (Anne Ortlund. Up with Worship. p. 67)
Os primeiros cristãos não quicavam por aí como bolas de gude soltas, ricocheteando em todas as direções. Imagine-os como um cacho de uvas maduras, espremidos juntos pela perseguição, sangrando e misturando-se uns com os outros.
A comunhão e a adoração e a adoração representam, então, o cristianismo genuíno livremente compartilhado entre os membros da família de Deus. É triste pensar em quantos cristãos hoje estão perdendo esse tipo de proximidade. Os sermões e os cânticos são edificantes e necessários, mas oferecem apenas parte de um encontro vital da igreja. Precisamos também do envolvimento com os outros. Se entramos e saímos da igreja a cada semana sem adquirir algumas manchas de suco de uva, na verdade, não temos provados do doce vinho da comunhão.
O que está envolvido na administração de uma igreja local? (1 Co 4.1,2; 1 Pe 4.10).
Nos dias do Novo Testamento, um despenseiro era o administrador de uma casa ou propriedade. Ele era nomeado e encarregado pelo proprietário para manter a propriedade funcionando perfeitamente. Pedro e Paulo escreveram com esse pano de fundo em vista, lembrando-nos de que somos despenseiros de Deus. São quatro as responsabilidades que nos foram confiadas:
Como empregamos nossos talentos.
Aqui, a referência é feita aos dons espirituais. Um dom espiritual pode  ser definido como uma capacidade sobrenatural para glorificar a Deus e edificar a igreja dada por Cristo ao cristão, por intermédio do Espírito Santo, no momento de sua salvação (Rm 12.6; 1 Co 12.4; Ef 4.8).
É opinião deste autor que alguns dos dons espirituais cessaram (como os dons de profecia, apostolado, línguas, milagres etc.), sendo considerados desnecessários após a conclusão do dom divino supremo: a própria Bíblia! Paulo parece confirmar essa posição em sua epístola final, pouco antes de sua morte (2 Tm 3.16,17).
Se isso for verdade, então 11 dons são atuais para hoje: (Veja também: A obra do Espírito Santo nos dons espirituais )
  1. Sabedoria: para aplicar de forma correta e concisa princípios espirituais a problemas contemporâneos (1 Co 12.8).
  2. Discernimento de espíritos: para fazer distinção entre as ações de demônios, de humanos ou de Deus na vida de outra pessoa (1 Co 12.10).
  3. Repartir: investir, sacrificialmente, grande soma de tempo (e/ou dinheiro) na vida de outra pessoa (Rm 12.8).
  4. Exortação: motivar um crente positivamente a agir de forma frutífera (Rm 12.8).
  5. Ministério: oferecer ajuda prática em assuntos físico e espiritual (Rm 12.7).
  6. Demonstração de misericórdia: ajudar o sofredor (Rm 12.6,8).
  7. Presidir: organizar, administrar e promover (Rm 12.8).
  8. Fé: crer e esperar grandes coisas da parte de Deus (1Co 12.8,9).
  9. Ensino: comunicar de forma efetiva e explicar os detalhes da Palavra de Deus, promovendo o crescimento espiritual no Corpo de Cristo (Rm 12.7).
  10. Evangelismo: (1) leva os pecadores a Cristo, (2) estabelece novas igrejas nos locais onde elas ainda não existem (Ef 4.11).
  11. Pastor/doutor: alimentar e guiar o rebanho de Deus (Ef 4.11).
Como empregamos nossos templos.
A referência aqui é ao corpo físico do cristão.
  1. Precisamos entender que nossos corpos são o templo do próprio Espírito Santo (1Co 6.19).
  2. Devemos, portanto, apresentar esses corpos a Deus (Rm 12.1,2).
  3. Devemos manter o corpo sob controle (1Co 9.27).
  4. Devemos glorificar a Deus em e por nossos corpos (Rm 6.19).
Como empregamos nossos tesouros.
Observações feitas pelo Dr.David Jeremiah:
No Novo Testamento, existem 38 parábolas. Delas, 12 falam sobre riquezas. A cada seis versículos em Mateus, Marcos e Lucas, um tem a ver com dinheiro. Como 100% do que temos vem de Deus, somos responsáveis por usar nossos recursos de forma sábia e de acordo com a vontade dele. Como todas as outras áreas da mordomia, o Senhor está interessado no quadro inteiro, não apenas na porcentagem. O que fazemos com todo o nosso tesouro é importante para Ele.
Talvez o termômetro mais acurado para medir a condição espiritual de um homem seja observar seu relacionamento com o dinheiro. Jesus tratou de assuntos referentes ao dinheiro porque este é importante.
Consideremos essa área vital entre as seguintes linhas de pensamento.
1- Como me sinto em relação ao dinheiro?
  1. Preciso reconhecer que o dinheiro vem de Deus (Dt 8.18; 1Cr 29.11,12; Tg 1.17).
  2. Preciso reconhecer que o dinheiro em si não pode satisfazer-me (Is 55.1,2). Dizem que existem dois tipos de pessoas neste mundo. O primeiro grupo é infeliz, porque não conseguiu as coisas que queria; enquanto o segundo grupo está triste, porque conseguiu.
  3. Preciso recusar-me a substituir o Salvador pela prata (Lc 16.13; 1Tm 6.10,17).
  4. Preciso crer que Deus graciosamente suprirá todas as minhas necessidades que não tenho condições de prover sozinho (Mt 6.31,32; Fp 4.19).
2- Como obtenho dinheiro? O dinheiro pode ser obtido de três maneiras.
  1. Por trabalho (Gn 3.19; Pv 14.23; 28.19; Ef 4.28; 2Ts 3.10).
  2. Por investimento (Mt 25.27).
  3. Por herança (Pv 13.22).

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3- Como oferto meu dinheiro?
O pré-requisito da oferta. O ofertante deve, antes de tudo ofertar-se a si mesmo. Deus deseja a dedicação de nossa vontade antes da dedicação de nossa carteira (Rm 12.1; 2CO 8.5).
A porcentagem da oferta. No Antigo Testamento, havia dois tipos de oferta - a exigida (Lv 27.32 - 10%) e a voluntária (Êx 25.1,2; 36.5-7; 1Cr 29.9; Pv 3.9, no valor desejado). Mas, e quanto ao Novo Testamento? Discussões infindáveis têm sido levantadas se os cristãos do Novo Testamento ainda estão presos à lei do dízimo do Antigo Testamento. Independente do que possa ser dito, é impensável que uma pessoa sob a graça possa pensar em dar menos do que uma pessoa sob a lei possa ter dado.
O lugar para ofertar. A Bíblia ensina que o dízimo deve ser levado à casa do tesouro? Esse é outro assunto que tem levantado muitas discussões. Uma regra geral é que a pessoa deve pagar pelo local onde dorme e pela comida que come. Isso significa que se espera que eu sustente a igreja local de onde minha alma retira sua força semanal. Outros ministérios não devem ser negligenciados, mas ofertar, como para a caridade, ainda começa em casa.
O padrão da oferta.
O exemplo dos macedônios (2Co 8.1-3).
(a) Eles dedicaram seus corpos ao Senhor.
(b) Dedicaram sua vontade ao apóstolo.
(c) Com sacrifício, compartilharam sua riqueza com os santos.
O exemplo do Filho (2 Co 8.9).
O exemplo do Pai (2 Co 9.15).
O paradoxo da oferta. 
Um paradoxo é uma contradição aparente (mas não real). Eis um paradoxo. Se eu tiver 100 dólares e entregar 15 para Deus, ficarei com 85 dólares. Mas, de alguma forma, esses 85 dólares, em longo prazo, pagarão mais contas e atenderão a mais necessidades do que os 100 dólares originais poderiam ter feito. O exemplo clássico desse paradoxo ser visto nos cinco pães e dois peixinhos entregues a Cristo por um jovem rapaz. (Veja Jo 6.9-13; cf. Pv 11.24,25)
Os princípios da oferta.
(a) É iniciada pelo próprio Deus (2 Co 8.1; 9.8).
(b) Deve ser entregue conscientemente (2 Co 9.7).
(c) Deve ser voluntária (2 Co 8.3,4,8,12; 9.7).
(d) Deve ser liberal (2 Co 8.2; 9.6)
(e) Deve ser precedida pela entrega do eu ao Senhor (2 Co 8.5).
(f) Deve ser fruto de nossa alegria em Cristo (2 Co 8.2; 9.7).
(g) Deve estar baseada no que temos (2 Co 8.12).
(h) Está associada aos dons espirituais (2 Co 8.7).
(i) Deve, portanto, ser considerada como um ministério (2 Co 9.1).
O propósito da oferta.
(a) Serve como um exemplo para os outros (2 Co 9.2).
(b) Demonstra nosso amor por Deus (2 Co 8.8,24).
(c) Garante nosso próprio crescimento espiritual (2 Co 9.9,10).
(d) Garante-nos que nossas próprias necessidades serão supridas (2 Co 9.11).
(e) Resulta em Deus dando-nos mais do que poderíamos retribuir (2 Co 9.8).
(f) Atende às necessidades dos santos que são merecedores (2 Co 9.12).
(g) Resulta em Deus recebendo glória desses santos merecedores que foram ministrados (2 Co 9.12,13).
(h) Enriquece ao que oferta, uma vez que passa a ser o alvo das orações daqueles que ajudou (2 Co 9.14)
O privilégio de dar.
Quer percebamos ou não, Deus não precisa de nosso dinheiro (Sl 50.12-15). Mas Ele, graciosamente, permite-nos devolver-lhe -- e até receber o crédito -- aquilo que já é seu.
4- Como devo gastar o dinheiro?
(a) Devo pagar minhas dívidas (2 Rs 4.7; Mt 17.24; Rm 13.8).
(b) Devo sustentar minha família.
(c) David Jeremiah recomenda três bons hábitos financeiros:
  1. Devemos preparar-nos para o inverno no verão (Pv 30.25).
  2. Devemos investir nosso dinheiro onda ele possa render (Mt 25.27).
  3. Devemos planejar à luz do iminente retorno de nosso Senhor (Tg 4.13-16).
(Parte do material acima, nesta seção, foi retirado do livreto: JEREMIAH. Biblical Stewardship. Fort Wayne, IN: Private printing, 1977)
Em seu excelente livro intitulado A Biclical Theology of Material Possessions, o Dr. Gene A. Getz relaciona 126 princípios super culturais que resumem as verdades bíblicas a respeito dos bens materiais. A expressão super cultural foi usada para indicar aqueles princípios como quando foram escritos pela primeira vez séculos atrás.
No capítulo final do livros (40), Getz organiza os 126 princípios em 12 temas principais. São eles:
  1. Alcançar outros com o evangelho. Conforme os cristãos usam seus bens materiais em harmonia com a vontade de Deus, as pessoas são encorajadas a crer em Jesus Cristo (At 2.47).
  2. Manter o amor e a unidade no Corpo de Cristo. Conforme os cristãos usam seus bens materiais para atender às necessidades dos outros, o amor e a unidade são desenvolvidos no Corpo de Cristo (At 4.32).
  3. Ser modelo no ofertar. Os líderes espirituais devem ser modelos da forma que todos os cristãos devem usar seus bens materiais (At 4.37).
  4. Atender às necessidades humanas. Os cristãos devem estar dispostos a fazer sacrifícios especiais a fim de atender necessidades materiais especiais dentro do Corpo de Cristo (At 4.34,35).
  5. Ofertar com os motivos corretos. O que os cristãos ofertam deve sempre ser dado para honrar a Deus e não a si mesmos (At 4.34-36; 5.4).
  6. A responsabilidade e a prestação de contas da liderança. Deus planejou que as igrejas locais oferecessem o contexto principal no qual os cristãos possam usar seus bens materiais para o avanço da obra do Reino de Deus (At 2.6).
  7. As bençãos de Deus para a oferta fiel. Cristo deseja que os cristãos orem pelo sustento diário (Mt 6.11).
  8. O problema do materialismo. É possível que um cristão esteja escravizado pelos bens materiais (Mt 6.24).
  9. Sustentar líderes cristãos. Deus honra os cristãos de forma especial quando eles atendem às necessidades materiais daqueles que realmente servem a Deus (Mt 10.42).
  10. O plano específico de Deus para a oferta. Os cristãos precisam ter cuidado para não avaliar subjetivamente o que eles acreditam ser a direção do Espírito Santo quando o assunto é ofertar (Jo 14.25,26).
  11. Os cristãos e a questão da dívida. Os cristãos que têm dinheiro ou bens devem sempre pagar o que devem (Rm 13.8).
  12. A oferta e a vontade de Deus. A forma como os cristãos usam seus bens materiais é um critério importante para determinar se estão ou não vivendo de acordo com a vontade de Deus (At 2--6). (A Biclical Theology of Material Possessions. Moody Press, 1990.p.387,388)
Alguns pensamentos finais:
(1) Existem dois tipos de pessoas na terra. A primeira é infeliz, porque não conseguiu o que queria; a segunda, porque conseguiu.
(2) A filosofia materialista diz: o que há de bom na felicidade se ela não lhe traz dinheiro?
(3) O dinheiro pode comprar:
  1. Uma cama, mas não o descanso.
  2. Comida, mas não satisfação.
  3. Luxo, mas não o contentamento.
  4. Ações, mas não segurança.
  5. Uma casa, mas não um lar.
  6. Uma igreja, mas não um Salvador.
A membresia na igreja é um conceito bíblico?
A- Em Atos e nas epístolas, vemos os apóstolos estabelecendo igrejas distintas em diferentes cidades. Elas relacionavam-se com a igreja em Jerusalém e buscaram seu conselho, mas não eram dirigidas por Jerusalém.
B- Existem 27 igrejas distintas citadas no Novo Testamento em várias cidades.
C- Os apóstolos e líderes de igrejas aceitavam que cada igreja era um organismo organizado, e dirigiam-se aos cristãos nessas igrejas como um grupo, como membros, e não como indivíduos.
D- A responsabilidade e o padrão de participação nessas igrejas eram altos, muito mais altos do que as exigências membresia da maioria das igrejas de hoje. Pelo menos 18 ordens "uns aos outros" podem ser encontradas no Novo Testamento, onde grupos de cristãos são dirigidos para funcionar como um corpo.
E- Essas igrejas, da mesma forma que a igreja em Jerusalém, tinham as características de um organizado com membros, um processo de entrada, atividades semanais, espírito de grupo, grupo disciplinar para questões de comportamento, processo de seleção para liderança, normais para evitar a membresia no grupo, organização, a mobilização autônoma como um grupo e procedimento para resolução de conflitos.
  1. A entrada na membresia da família acontecia por intermédio do arrependimento para salvação e batismo. (At 2)
  2. A atividade de membresia incluída a comunhão diária, estudo e cuidado dos outros membros. (At 2)
  3. O espírito de membresia era de amor e atenção unificados. (At 4)
  4. A disciplina à membresia aconteceu quando a santidade de Deus foi ignorada por um membro, e foi praticada por outros líderes da igreja para alertar os outros membros. (At 5; 1 Co 5)
  5. A liderança da membresia foi confirmada pelos membros e apóstolos quando reconheceram e escolheram homens espiritualmente sábios para guiar o grupo no servir. (At 6; 1 Tm 3)
  6. Impedir a adesão à membresia partia dos líderes da igreja quando sentiam que alguém não era um verdadeiro discípulo de Jesus. (At 9)
  7. A organização da membresia ficou evidente com a clara distinção entre diferentes corpos da igreja em cada cidade, não como uma membresia geral em um corpo coletivo dirigido por Jerusalém. (At 11)
  8. A mobilização da membresia e seus missionários foi realizado por igrejas individuais, e relatórios do ministério eram mandados de volta para a igreja que enviava. (At 13_14)
  9. Os conflitos de membresia eram resolvidos com o envio de um representante da igreja de Jerusalém em busca de conselho. (At 15; 1 Co 1.10,11) (Material preparado para os líderes da igreja de West Ridge, Dr. Matthew L. Willmington, impressão particular, Hiram, GA)
B. Quando um cristão pode deixar sua igreja?
A- Por que e quando isso pode ocorrer.
1- Se e quando a igreja se afastar da sã doutrina, seja por diminuir ou de fato negar:
  1. O nascimento virginal de Cristo, sua divindade, vida sem pecado, morte vicária e ressurreição corporal.
  2. A inspiração das Escrituras
  3. O evangelho da graça e a necessidade do novo nascimento.
  4. A existência do céu, inferno etc.
2- Se ali se desenvolver uma respeitável discussão por doutrinas menores, como falar em línguas, mulheres pregadoras, traduções da Bíblia etc.
B- Como a pessoa deve sair da igreja.
Depois de informar o pastor por que está saindo da igreja, a pessoa deve partir da  forma mais silenciosa e rápida possível. Em resumo, se um cristão está considerando deixar sua igreja, a resposta a duas questões práticas irá ajuda-lo a tomar a decisão correta:
1- Se eu permanecer, serei capaz de receber regularmente uma bênção de minha igreja?
2- Se eu permanecer, serei capaz de contribuir regularmente com uma bênção para minha igreja?


Crescimento Espiritual

Buscar o crescimento espiritual, é o foco de todos os redimidos que desejam conhecer Deus e alcançar a intimidade com Ele. (veja Sl 25.14)
Texto base: Efésios 4.13

O QUE É CRESCIMENTO ESPIRITUAL?

É uma fase contínua de alteração na percepção, no discernimento, no entendimento com clareza nos assuntos relacionados a sua vida espiritual. É o conhecimento da vontade de Deus para a vida do cristão que está à buscá-lo (crescimento). Nesta fase, é quando os frutos do Espírito Santo começam a brotar. É quando as outras pessoas, começam a ver em nós, o caráter de Deus (Veja: O fruto do Espírito). É a fase do aumento de estatura da graça, o tamanho espiritual em desenvolvimento, como o foi em Jesus (veja Lc 2.40). É onde aumenta a sede de buscar o enchimento do Espírito Santo, alterando o seu amadurecimento como cristão. Nesta fase, o cristão decide, por si mesmo, levar à sério o plano de salvação de Deus para sua vida. É onde o cristão adquire a inteligência espiritual, que o fará ter uma boa percepção e discernimento espiritual que lhe darão as características de quem já possui a mente de Cristo. Entretanto, existem muitos cristãos que não conseguem identificar a voz de Deus e a voz do diabo por falta de conhecimento da Palavra e de comunhão com Deus por meio da oração. Consequentemente não adquiri o crescimento espiritual.
O cristão que cresce espiritualmente, já não valoriza sua vida da carne. Pois amadureceu. É nesta fase, que o Espírito Santo abre nossos olhos espirituais e nos dá uma visão ampla do Reino de Deus e de Cristo. O cristão e o Espírito Santo, mantém uma comunhão íntima e contínua, onde os desejos carnais e o mundanismo, já não fazem mais parte de nossa vida. Perdeu o valor que outrora tinha.

VAMOS A UMA BREVE DESCRIÇÃO DO "CRESCER"

Diferentes dimensões do crescer: 

  • Na graça: 2Pe 3.18. 
  • No conhecimento: 2Pe 3.18. 
  • Na santidade: Ef 2.21. 
  • Na fé: 2Ts 1.3. 
  • Em tudo: Ef 4.13-15. 

Crescer, o plano de Deus para cada um 

  • Crescer espiritualmente: Ef 4.13. 
  • Crescer no conhecimento e na graça: 2Pe 3.18. 
  • Crescer numericamente: At 2.41,42; 5.14; 6.1. 
  • Crescer qualitativamente: At 2.46; 4.20,24. 

Crescimento como crente 

  • E o jovem Samuel ia crescendo e fazia-se agradável...: 1Sm 2.26. 
  • E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo...: 2Sm 5.10. 
  • E o puro de mãos irá crescendo em força: Jó 17.9. 
  • Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor...: 2Pe 3.18. 
  • Frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus: Cl 1.10. 
  • Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo: 1Pe 2.2. 

Crescimento do Cristão 

  • Por meio da Palavra de Deus: Rm 15.4; 2Tm 2.15. 
  • Por meio da oração: Cl 1.9-11; 1Ts 5.17. 
  • Por meio da disciplina pessoal: Hb 12.10. 
  • Por meio do poder do Espírito Santo: Jo 14.26. 
  • Por meio do desenvolvimento da comunhão: At 2.42. 

Agora vejamos como alcançar o CRESCIMENTO ESPIRITUAL. 

  • Por meio do exercício do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo: Rm 12.9,10. 
  • Por meio de uma atuação diligente na comunicação, na fraternidade e na hospitalidade: Rm 12.10,13. 
  • Por meio da conservação da alegria (gozo espiritual) da salvação, na esperança e na tribulação: Rm 12.12. 
  • Por meio da paciência na tribulação: Rm 12.12. 
  • Por meio da perseverança na oração: Rm 12.12. 
  • Por meio da preservação da unidade: Rm 12.16 -- a unidade bloqueia a ambição; a unidade com humildade conduz a vitória. 

Características de um cristão maduro: (texto base: Epístola de Tiago)

O sofrimento
Torna o cristão maduro (1.1-20).
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações. Tg 1.2
O estudo das Escrituras
Torna o cristão maduro (1.13-17,19,20,22-25).
Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. Tg 1.21
A sinceridade
Torna o cristão maduro (2.1-13).
Porque qualquer que guardar a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos. Tg 2.10
O serviço cristão
Torna o cristão maduro (2.14-26).
Porque, assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta. Tg 2.26
As palavras saudáveis
Torna o cristão maduro (3.1-18; 1.26,27).
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. Tg 3.2 NTLH
A submissão a Deus
Torna o cristão maduro (4.1-17).
Sujeitai-vos, pois, a Deus. Tg 4.7
O sacrifício pessoal
Torna o cristão maduro (5.1-6).
A constância
Torna o cristão maduro (5.7-11).
As súplicas
Tornam o cristão maduro (5.12-18).
Ganhar almas
Torna o cristão maduro (5.19,20).
Desejos de um cristão em crescimento espiritual.
A- Viver uma vida de consagração. 
Em Romanos 12.1 lemos: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional". Muitos tomam este versículo como um momento especial de consagração: uma vez ao ano, há um reavivamento, quando, então, você se consagra ao Senhor. No entanto, essa palavra não fala de consagração anual, mas diária, pois as misericórdias de Deus, citadas no começo do versículo, são diárias. A maneira de praticar Rm 12 é apresentar-nos como um sacrifício contínuo a Deus, conforme o holocausto mencionado em Lv 1. Devemos nos apresentar sempre ao Senhor. Desta maneira, conheceremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 
A consagração deve ser a nossa primeira experiência de vida depois da regeneração, de nosso novo nascimento. Assim que uma pessoa é regenerada, ela deve consagrar-se ao Senhor. Numa condição normal, essas duas experiências, regeneração e consagração, estão intimamente relacionadas.
Uma vida de "santidade"; uma pequena descrição de "santidade" no hebraico:
As palavras que seguem o chamado de Deus à santidade são instrutivas para entender como a noção de “separação” funcionava no antigo Israel. Moisés é instruído a informar ao povo: “Guardareis os meus sábados: eu sou o Senhor vosso Deus. Não se voltem para os ídolos nem façam para vocês deuses de metal fundido: eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 19:3-4). As outras nações, exceto Israel, não guardavam o sábado e faziam ídolos de metal para representar seus vários deuses na adoração. Portanto, observar o sábado e abster-se de fazer ídolos ajudaria a separar Israel de seus vizinhos nacionais; eles seriam um povo santo para o Senhor seu Deus - e somente para esse Deus. De fato, a invocação do sábado é em si um aceno para a santidade, pois “Deus abençoou o sétimo dia e o santificou” .( קדושׁ )” na criação (Gênesis 2:3) – isto é, “separado” dos outros seis dias da semana.
Compreender a separação do Deus de Israel também pode ajudar a esclarecer o que a Bíblia quer dizer com “santo”. Quando Deus ordena que Israel seja santo porque “eu, o Senhor, teu Deus, sou santo” (Levítico 19:2), essa afirmação ressalta o fato de que o Deus de Israel foi “separado” dos deuses de outras nações. Leia mais sobre o significado de santidade no hebraico bíblico, AQUI
B- Conhecer a vontade de Deus. 
Vivendo uma vida de consagração contínua, de constante comunhão com Deus, conheceremos mais Sua intimidade e Sua aliança (Sl 25.14) e provaremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2). Estaremos tão unidos a Ele que o desejo de Seu coração passará a ser também o nosso anelo e Sua vontade passará a ser a nossa. Nossa vida não terá outra meta senão cumprir Seu propósito eterno. A verdadeira consagração implica deixarmos de viver por nós e para nós mesmos e viver por Deus e para Deus. Assim, a vida divina, pouco a pouco crescerá em nós e poderemos, cada vez mais, cooperar com o Senhor para levar Sua vida a outros. Isso apressará Sua volta, o estabelecimento de Seu reino na terra e nos qualificará a reinar com Ele na era vindoura. Aleluia! 
Por meio de uma consagração genuína ao Senhor, apressaremos Sua volta e, sem dúvida, seremos convidados por Ele para participar como reis de Seu reino vindouro! Meu desejo é que essas palavras aplicadas em sua experiência diária estabeleçam um novo marco em sua vida cristã de crescimento espiritual. Jesus é o Senhor! 
CONTINUE SEU ESTUDO:
MAIS CARACTERÍSTICAS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL













Depoimento do leitor Evangelista Marco Antonio-Santo André-SP-Brasil 

Paz do Senhor Jesus. 
É com grande satisfação que dou a minha nota de observação a este estudo de crescimento espiritual preparado pela serva do Senhor Maria Digna Cavalcanti.
Tenho certeza que este estudo levará a um despertamento a todos os que tem o desejo de um dia estar lá no céu, na presença de Jesus.
crescimento espiritual jamais deve ser deixado de lado porque: 
Vem de DEUS 1Co.3:6; 
É concedido por DEUS Col.2:19; 
Para salvação 1 Pe 2:2. 
Uma vez que o crescimento for deixado de lado logo seremos encontrados como a igreja dos Gálatas "que começou no Espírito, acabou na carne" Gl.3:3;ou como os laodicenses que eram morno.
Na parábola do semeador temos três exemplos da falta de crescimento, as sementes que caíram à beira do caminho não cresceu porque satanás tirou a palavra que foi semeada em seu coração Mc.4:15;a semente que caiu em terreno pedregoso não cresceu porque, quando veio as tribulações e perseguições, se desviaram MC.4:16-17;as sementes que caíram no meio dos espinhos também não cresceu porque foram levadas pelo engano das riquezas e ambições, são sufocadas ficando infrutíferas MC.4:18-19.
As sementes que tiveram um bom crescimento espiritual são aquelas que ouviram a palavra e a receberam dando fruto a 30,A 60 e a 100 por um.
Em Efésios 4:15 diz para crescermos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo.
Irmã Maria neste estudo encontra-se ensinamentos, notas temáticas básicas que vão orientar e encaminhar a muitos nas verdades bíblicas, louvo ao Senhor pelo seu ministério na Palavra, continua assim, lutas virão ,mas, seu galardão será muito grande.
Muito obrigado por esta oportunidade, agradeço a DEUS por esta oportunidade.
Ass: Ev. Marco Antônio Mazarin 

Anjos na Bíblia


ANJOS - na Bíblia

Os anjos aparecem em toda a Bíblia, Gênesis a Apocalipse, sendo que há cerca de 300 alusões a ele no AT e NT. (Veja Anjos na História Judaica)
A palavra "anjo" (malak, no hebraico; angelos, no grego) descreve a função de um mensageiro, e não a natureza de um anjo.
Há anjos santos como os querubins e serafins, que servem diante do trono de Deus.
A "assembléia dos santos/deuses" que aparece no AT é um conceito semelhante ao panteão dos povos da Mesopotâmia e dos gregos, um conselho de deuses.
O "anjo do Senhor" que aparece no AT é uma figura enigmática, que às vezes fala como mensageiro e outras vezes como o próprio Deus (Êx 3.1-6). Muitas vezes interpretado como prefiguração de Cristo, o anjo do Senhor provavelmente é um arcanjo, membro de um grupo especial de anjos que transmitem a palavra de Deus e guiam o seu povo na história da salvação (Êx 23.20-22).
Os únicos arcanjos chamados por nome, na Bíblia, são Miguel e Gabriel. No NT, os anjos aparecem no início da vida e do ministério de Jesus e no final, proporcionando uma "moldura de mistério" para a pessoa e obra sem igual de Jesus.
Embora o Espírito Santo tenha vindo como testemunha interna da presença e do poder de Deus, os anjos continuaram a aparecer na história e missão da Igreja (At 8.26-40).
O NT claramente ensina que os anjos cuidam do povo de Deus (Lc 15.10). Não fica muito claro se cada crente tem um anjo da guarda pessoal ou não (Mt 18.10; At 12.15).
Nas Epístolas, os anjos são mencionados principalmente para destacar a filiação de Jesus Cristo. O Cristo ressuscitado foi exaltado acima dos "principados e potestades" deste mundo mau, e nenhuma criatura terrena ou celestial pode nos separar de seu amor (Ef 1.20-23; Rm 8.38-39).
Na Carta aos Hebreus, os anjos aparecem como pano de fundo para confirmar a plena divindade humanidade de Cristo (Hb 1--2).
Quando Jesus ensinou os seus discípulos a orar, "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu", ele claramente deu a entender que existe uma comunidade celestial que louva e faz a vontade de Deus. Um dos rolos do mar Morto que foi publicado recentemente descreve uma detalhada "liturgia angelical" no céu, e Paulo fala sobre a presença de anjos, quando os cristãos se reúnem para o culto de adoração (1Co 11.10).
Os anjos aparecem na literatura apocalíptica (veja notas em Apocalipse). A visão da vinda do Filho do Homem que aparece em Daniel teve grande influência sobre o ensino do NT a respeito do fim dos tempos (Dn 7.9-13; 12.1-3). Os anjos anunciam a chegada e acompanham Jesus Cristo na sua segunda vinda, e executam o juízo divino (1Ts 4.16; Mt 24.31). Eles também foram um grupo ou uma comunidade que dá testemunho e exalta a obra da salvação que Cristo realizou (Ap 4--5). 
Na Bíblia Sagrada não existe o relato da existência de anjos na faixa-etária infantil.
Os anjos seguem ordens hierárquicas (Colossenses 1.16)
Deus se mantém no céu, é o Soberano, o Criador de todas as coisas.
Na questão dos anjos, está revelado que eles foram criados antes do mundo que conhecemos e vivemos, eles são em número incontável e que existe entre eles uma hierarquia estabelecida por Deus (Jó 38.6-7; Hebreus 12.22).
As classes conhecidas de anjos seguem o plano divino de autoridade. A classificação é: arcanjos, querubins e serafins.
Segundo Colossenses 1.16 e 1ª Pedro 3.22, a organização angelical segue uma hierarquia distinta em cinco principais representações: tronos (thrónoi); domínios (kyrioótetes); principados (arkai); potestades (exousiai) e poderes (dynámeis). Essa classificação refere-se à esfera do governo, com a finalidade de distingui-los dos demais anjos que somam exércitos e atuam diante de Deus, do Universo e do ser humano, em particular.
Na organização dos anjos, a Bíblia fala mais: primeiros príncipes (Daniel 10.13); anjos da guarda de todos e de crianças (Hebreus 1.14; Mateus 18.10); e, anjos eleitos (1ª Timóteo 5.21).
O princípio de autoridade que Deus criou sofreu uma tentativa de rebelião, por parte de Satanás, diante do fracasso o mesmo foi precipitado do céu (Ezequiel 28.1). (Veja: OS ANJOS PODEM PECAR?  Interpretação Judaica)

• Os anjos Miguel e Gabriel

Entre os anjos, apenas dois são citados nominalmente, Gabriel e Miguel. O fato de haver a revelação apenas de dois nomes não dá margem para crer que os outros anjos não tenham os seus.
Os anjos têm intelecto, emoções e vontade, ou seja, uma personalidade, um indício de que cada um deles tenham nomes próprios (1ª Pedro 1.12; Lucas 2.13; Judas 6).
Gabriel significa poderoso, herói de Deus. E Miguel é uma variante de Miqueias e Micaías, e significa “quem é como Deus?”. Não nos é revelado o porquê deste significado, mas ponderamos que seja em oposição às disposições hostis de Satanás, que tentou ser igual a Deus (Isaías 14.14).
Miguel é descrito como arcanjo, o anjo patrono e guardião do povo de Israel, que lutou contra o diabo (Daniel 10.13, 21; 12.1; Judas 9; Apocalipse 12.7).
Na Bíblia, Gabriel não tem classificação definida. Não temos a informação que ele seja um arcanjo, querubim ou serafim. Foi portador de mensagens muito especiais (Daniel 8.16; 9.21; Lucas 1.19, 26). Porém, no livro de Tobias, um apócrifo, ele está arrolado como um dos sete arcanjos que estão na presença de Deus.

• Arcanjos

O termo “arch” quer dizer “sumo”, “chefe”. Trata-se de uma categoria de anjos que exercem função superior aos demais, a expressão designa algum poder altíssimo. Em todo o Novo Testamento, ele aparece apenas em Judas 9 e 1ª Tessalonicenses 4.16.
Existe uma corrente de estudiosos da Bíblia que alegam haver apenas um arcanjo, que é Miguel. Mas, embora haja apenas uma citação bíblica, o contexto das Escrituras dá a entender que hajam outros.
No dia do arrebatamento o Senhor será acompanhado dos arcanjos: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus” - 1ª Tessalonicenses 4.16. Se houvesse apenas um arcanjo, a preposição viria articulada “do” arcanjo, porém a preposição é “de”, passando a ideia que haja mais de um. Pode-se observar isso no idioma original.
Os “principados” (Colossenses 1.16), para os escritos pós bíblicos são tipos de arcanjos. As explicações judaicas dadas sobre este tema indicam que tais anjos têm sob suas ordens, vasto número de seres angelicais. Naturalmente, todos estão sujeitos a Deus.
No livro de Daniel, Miguel é citado como “um dos primeiros” e mencionado por Gabriel (10.13, 21). Na carta de Judas, ele é citado para disputar o corpo de Moisés (versículo 9), em Apocalipse ele aparece acompanhado de outros anjos lutando contra Satanás (12.7).
O livro de Enoque, apócrifo, dá o nome de sete arcanjos, a saber: Uriel, Rafael, Raquel, Saracael, Miguel, Gabriel e Remiel. Segundo é dito ali, a cada um deles Deus entregou uma província sobre a qual reina. Os livros apócrifos não são considerados inspirados pelo Espírito Santo.

• Os querubins

O vocábulo querubim ou querubins, acha-se pela primeira vez em Gênesis 3.24. Tem raiz no verbo “querub”, que significa “guardar”, “cobrir”, “proteger” e, também, “celestial”. A palavra “querubim” não ocorre no grego secular; é uma transliteração do hebraico, ou aramaico, e daí a variedade de terminação no plural.
Eles representam a classe dos adoradores, tanto pela função quanto pela aparência de animais. São associados ao trono de Deus e mencionados tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Cogita-se que o Criador honre a criação animal por intermédio deles.
No Salmo 18.6-10, Davi escreveu em seu cântico que angustiado clamou ao Senhor e Ele desceu cavalgando sobre um querubim e voou, deslizando sobre as asas do vento.
Os querubins constituem uma ordem muito elevada entre os anjos. Eles exercem a função de guardiões. Quando o homem pecou, o Senhor fechou o jardim do Éden, e, para protegê-lo, pôs um querubim e uma espada flamejante ao oriente e ocidente (Gênesis 3.24).
Sem nenhuma conotação com a idolatria, Deus ordenou que se pusessem na tampa da arca da aliança, o propiciatório, estátuas de dois querubins feitas em ouro, voltadas uma de frente para a outra (Êxodo 25.17-18; 2º Reis 19.15; Salmo 80.1). Não era para idolatrá-los, apenas o sumo sacerdote, uma vez ao ano, entrava no local onde a arca estava para fazer o cerimonial de expiação pelo povo.
Salomão também usou a figura de dois querubins de madeira, revestidos de ouro, como ornamento na construção do templo (1º Reis 6.23-28).
Os querubins têm definições de aspectos variados. Podem ter rosto de águia, de touro e de homem. Às vezes aparecem descritos como “cheios de olhos”, com quatro asas e em outras com seis (Ezequiel 10; 16; Apocalipse 4.8). Em outra situação, têm a aparência dos serafins (Ezequiel 1.10; Isaías 6.2; Apocalipse 4.7).
O profeta Ezequiel descreve as plantas dos pés dos querubins como de uma bezerra, têm quatro cabeças, sendo que seus pés seguem em direção para onde suas cabeças olham (1.7; 10.11-12). O profeta ainda revela que rodas são movidas pela força desses anjos (10.16-17).
A expressão “zoon”, encontrada no livro de Apocalipse (4.6-11) significa “o que vive”. Diferente de “therion”, que significa “uma fera”. Os querubins não devem ser considerados animais, e, sim, criaturas viventes.
Antes de sua queda, Satanás era um querubim ungido (Ezequiel 28.14,16). Andava no meio de pedras afogueadas (Ezequiel 28.13,14). Como os outros querubins, Satanás é representado na Bíblia pela figura de animais: a serpente no jardim do Éden, e nos livros de Isaías e Apocalipse como um mitológico grande lagarto, um dragão (Gênesis 3.1-6; Isaías 27.1; Apocalipse 12.9; 20.2). No original Hebraico Bíblico: Satanás sendo chamado de "serpente"( ophis ; ὄφις) pode nos lembrar da criatura que engana Adão e Eva (veja Gn 3: 1-6, 13). No entanto, enquanto a Septuaginta grega também chama a serpente do Jardim de um ophis (Gen 3: 1 LXX), o escritor do Apocalipse não está se referindo à serpente que encontramos em Gênesis. No entanto, uma vez que os "filhos de Deus" nunca são chamados de "anjos" ( מלאכים ; malakhim) ), esta interpretação vai além dos dados textuais.
Sabemos que o Apocalipse não está lembrando a cobra no Éden porque a fonte da linguagem de João não é Gênesis, é Isaías. Além de chamar o diabo de uma "serpente" ( ophis ; ςις), Apocalipse primeiro descreve Satanás como um "dragão" ( drakon ; δράκων).
Descobertas arqueológicas na Palestina têm trazido alguma luz às representações antigas dos querubins. Em Samaria, painéis de marfim apresentam uma figura composta com um rosto humano, corpo de animal quadrúpede, e duas asas elaboradas e vistosas.

• Os serafins

O vocábulo “serafim” deve vir da raiz hebraica “sarafh”, cuja raiz primitiva queria dizer “consumir com fogo”. Hebraístas a traduzem como “queimadores”, “ardentes”, “brilhantes”, “refulgentes”, “amor”, “nobres”.
Apenas na chamada ministerial de Isaías é que encontramos os serafins destacados. Segundo a visão do profeta, eles são agentes de purificação pelo fogo, têm forma humana, apesar de possuírem seis asas. Veja: Isaías 6.1-7.
Na classe dos anjos, os serafins desempenham função no coro celestial, entoando “Santo, Santo, Santo”, incessantemente. Intérpretes bíblicos afirmam que o louvor seja dirigido ao Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, à Trindade, considerando o “nós”, encontrado em Isaías 6.8.
Eles são a classe que menos está mencionada na Bíblia.

MULHERES DE FÉ - Apresentação

"Do lado de fora,
as mulheres da Bíblia
 parecem desempenhar
apenas um papel de apoio
 em um drama
dominado pelos homens."
Mulheres de Fé
Gênesis começa com o fato de que homens e mulheres foram criados iguais à vista de Deus e na presença um do outro. A criação de ambos é considerada muito boa!
Durante séculos, a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé, os pais ou patriarcas do povo de Israel. De uns tempos para cá, no entanto, houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. Há mais histórias sobre homens, mas, no passado, as mulheres eram, muitas vezes, marginalizadas ou ignoradas, mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. Desse modo, o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado.
As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. É claro que a Bíblia nos vem em e por meio de uma cultura e uma história. Diante disso, é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo, ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias; se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres, ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares.

A Bíblia
LEIA SOBRE: A BÍBLIA
NO PONTO DE VISTA
FEMININO
Sempre de novo aparecem, nas histórias dos patriarcas, indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. Em Gn 16.5, por exemplo, Agar é maltratada por Abraão e Sara. Eles a tinham na conta de uma simples escrava, ao passo que o anjo do Senhor a chama pelo nome. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir, dentro dos próprios textos, um status mais elevado para as mulheres. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus.

A aliança que Deus fez 

O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15-17) ocupa um lugar central na promessa de salvação, tanto para os descendentes de Abraão quanto, em termos de missão mundial, para todas as nações.
Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. Ela foi feita também com Sara, que, a exemplo de Abraão, recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque, o filho da promessa. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens).
"As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelo de fé..." 
Entretanto, embora não houvesse circuncisão para as mulheres , não há nenhum indício de que, devido a isso, elas deveriam ser consideradas, dentro da aliança, como membros de segunda categoria. E o NT enfatiza que a fé, e não a circuncisão, sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. O rito do batismo, no NT, insere os homens e as mulheres na igreja cristã.

Mulheres que não podiam ter filhos 

No AT, uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. Mas, um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara, Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16.1-2;25.21;30.1,2).
Em muitas culturas, as mulheres são, injustamente, acusadas de serem as únicas culpadas por isso. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. Nos casos de Sara e Raquel, eram elas que não podiam conceber, ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. Entretanto, o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos, mesmo que o marido ou mulher não possa, tecnicamente, tê-los.

Marginalização 

Segundo Gn 46.7,27, Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos, as filhas e netas, mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal, mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens, com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Será [Serach no Hebraico - ela era neta de Jacó de seu filho Aser-Asher no Hebraico]. Se todas as mulheres tivessem sido contadas, a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas, mas, nas culturas do antigo Oriente Próximo, as mulheres não contavam, literalmente. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos, mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas.

MULHERES DA BÍBLIA INTERIOR(*)

Existe uma Bíblia externa - uma história de homens e mulheres, de guerras e maravilhas. E há uma Bíblia interior, de acordo com tradições antigas, na qual cada palavra descobre uma sabedoria, beleza e luz insondáveis.
Do lado de fora, as mulheres da Bíblia parecem desempenhar apenas um papel de apoio em um drama dominado pelos homens.
Do lado de dentro emerge uma história de homens manipulados por mulheres poderosas e alimentados com valores femininos. Uma história que revela a qualidade interior da feminilidade que transcende a mente dos homens.
A luz interior da feminilidade é de uma qualidade essencial, de um lugar que a mente não pode tocar
Este é o segredo das palavras da sabedoria de Salomão : "Uma mulher de valor é a coroa de seu marido". Como uma coroa está acima da cabeça e além dela, a luz interior da feminilidade é de uma qualidade essencial, de um lugar que a mente não pode tocar.

1) Chavah (Eva)

Então Adão chamou sua esposa de Chavah, pois ela era a mãe de toda a vida. ( Gênesis 3:20)
Ela era o outro lado da imagem de D'us . Pois D'us não é apenas uma luz sem limites, além de todas as coisas. D'us é algo que está aqui agora, dentro de todas as coisas, dando-lhes vida, sendo o que elas estão sendo. Em sua fonte acima, ela é "a Shechiná " - a presença divina que habita em seu interior.
Foi isso que levou a Chava terrena a comer a fruta: esse desejo de estar dentro, de experimentar o gosto da vida, de estar imerso nela. Com isso, ela transgrediu - ela se transportou do reino do divino para um mundo onde tudo o que é real é o aqui-e-agora, onde não há ponto de vista para discernir o bem do mal, nem luz para discernir os frutos. de sua casca. E ela levou consigo a Shechiná e a aprisionou também, de modo que o caos se seguiu por todo o cosmos.
Mas o desejo por trás de sua transgressão era o iene sagrado da Shechiná de permear tudo. E no final, ela terá sucesso, e a vida interior também será Divina.
Enquanto o drama desse universo permanecer incompleto, a Shechiná fica em silêncio, ela não canta. Vemos o mundo que ela vitaliza, mas não ouvimos sua voz dentro dele. Na mente de todas as pessoas, ela desempenha um papel secundário - pois o marido conquista e subjuga, enquanto ela, dizem eles, apenas fornece vida e nutrição. Essa é a mentalidade de um mundo imaturo.
Ainda há um tempo em que o segredo da Luz Interior será revelado. Então a Mãe da Vida cantará alto sem limite.

2) Sarah

“Tudo o que Sarah disser”, D'us disse a Abraão , “ouça-a.” ( Gênesis 21:12)
A primeira a curar a ferida que Eva fez foi Sarah. Ela desceu ao covil da cobra, ao palácio do Faraó. Ela resistiu à atração dele e se levantou. Enquanto vivia dentro, ela permaneceu ligada Acima.
Foi Abraão quem autorizou Sara a fazê-lo. No entanto, o próprio Abraão não era capaz de tal coisa. Esse é o papel de um homem - ativar o poder que está adormecido em uma mulher. Sem uma mulher, um homem não tem vínculo com a Shechiná . Sem um homem, a mulher não pode ser a Shechiná . Uma vez que há um homem, a mulher se torna tudo.
Sarah é a personificação do poder cósmico da purificação e cura das almas. O que Chavah confundiu e mexeu juntos, Sarah peneira e refina; onde Chavah entrou na escuridão, Sarah acende a luz. Seu trabalho continua através de cada geração: quando a alma de Abraão atrai almas e retém.
Onde Chavah entrou na escuridão, Sarah acende a luz perto da Luz Infinita , a alma de Sara discerne as manchas que devem ser limpas e a escória que deve ser rejeitado. Quando qualquer alma ou centelha de luz é curada e retorna à sua fonte, você saberá que o toque de Sarah estava lá.

3) Rebeca

"Beber . . . e também tirarei água para os teus camelos beberem. ” ( Gênesis 24: 17–18)
Com essas palavras, Rebeca se comprometeu com Isaac e levantou-se para ser mãe de duas grandes nações. Não por seu ato de doar sozinho, mas por sua ânsia, porque ela perseguia qualquer oportunidade de fazer o bem, buscando-o com alegria e prazer, com toda a sua alma e ser.
E ela implantou isso dentro de nós como nossa herança. Só precisamos despertá-lo e encontraremos a Rebeca lá dentro.
Existem poucas histórias tão detalhadas na Bíblia quanto a narração da união de Rebeca e Isaac - é contada e recontada duas vezes. Pois nesta história reside o nascimento de nosso povo e nosso propósito. Nele reside o segredo interior para o qual todo o cosmos foi criado: a fusão de opostos, o paradoxo e a beleza da vida. Para isso, estamos aqui - para unir o céu e a terra. E na união de homem e mulher é encontrado tudo isso.
E quem é o casamenteiro neste drama cósmico? É o simples servo de Abraão, que fala com o Mestre do Universo a partir da sinceridade de seu coração, que é obcecado por sua missão e se deleita em cada passo. É cada um de nós.

4) Rachel e Leah

Ouve-se uma voz alta,
lamentando, chorando amargamente.
Rachel chora por seus filhos
Ela se recusa a ser consolada
Pois eles se foram.
"Impeça sua voz de chorar", D'us diz a ela. “Afaste os olhos das lágrimas deles.
"Pois seu trabalho tem sua recompensa, e seus filhos retornarão."
( Jeremias 31:14)
Raquel é a personificação da Shechiná enquanto desce para cuidar de Seus filhos, até para viajar com eles pelo caminho do exílio. E assim ela garante que eles retornem.
Sua irmã, Leah, também é nossa mãe, a Shechiná . No entanto, ela é o mundo oculto e transcendente; aquelas coisas ocultas da mente divina, profundas demais para os homens entenderem. Ela é a esfera da realeza, como ela se eleva para receber em meditação silenciosa.
Rachel é o mundo das palavras e ações reveladas. Ela possuía uma beleza que Jacob podia perceber e desejar. Mas Leah era muito alta, muito além de todas as coisas, e assim Jacob não podia se apegar a ela da mesma maneira.
No entanto, é de Léia que quase toda a nação judaica desce.

5) Serach

Se a Shechiná é um diamante e cada mulher é uma faceta diferente, Serach é a centelha da esperança
Quando os filhos de Jacó voltaram para casa com suas notícias sobre José , eles temeram que seu pai não acreditasse neles. Então Serach, filha de Asher , pegou a harpa e ficou do lado de fora da tenda de Jacob. Ela compôs uma balada sobre Joseph e suas viagens, concluindo cada uma com o coro “ e Joseph ainda vive." "Sim!" seu avô finalmente exclamou: "Joseph ainda vive!"
E então seus filhos puderam falar com ele.
Por isso, Jacó abençoou Serach com vida. Ela ainda estava viva para mostrar a Moisés onde estava o túmulo de José. Ela ainda estava viva como uma mulher sábia que salvou a cidade de Abel nos tempos do rei Davi . E ela ainda vive, pois foi uma das poucas a entrar no paraíso com vida.
Se a Shechiná é um diamante e cada mulher é uma faceta diferente, Serach é a centelha de esperança que brilha em cada uma e emana do fundo. A centelha que nunca se destacou, que permanece acima e além, mesmo enquanto a Shechiná que a contém afunda abaixo. Uma faísca resiliente que todos os rios do exílio não podem lavar e os oceanos de lágrimas não podem extinguir. Serach vive, ela vive no paraíso, e o paraíso vive dentro de nós.

6) Miriam

Sua irmã ficou de longe, para saber o que seria dele.
( Êxodo 2: 4)
Uma jovem garota fica no meio dos juncos que abraçam a margem do rio, imóveis e quietos, observando de longe. Ela é a guardiã da promessa, de todo o seu povo ansiava, e ela não permitirá que essa promessa abandone a vista.
O nome dela é Miriam, e Miriam significa "amargo", pois é uma amargura que a leva, toda a amargura nascida do duro sofrimento de seu povo. Somente sua visão pode amenizar essa dor ardente, e ela sozinha sustenta seu pulso. É uma visão poderosa, que transformará o amargo em doce, a escuridão do exílio na grande luz da liberdade.
Em seu mérito, fomos redimidos da escravidão. E no mérito das mulheres de fé hoje, o mundo inteiro será redimido de suas trevas.

7) Deborah

“Eles deixaram de viver em cidades não muradas em Israel , até que eu, Débora, se levantou; Eu nasci como mãe em Israel. ” ( Juízes 5: 7)
Débora não via grandeza emular as qualidades da masculinidade
À sombra pacífica de uma tamareira antiga nas colinas de Efraim , lá você encontraria uma mulher sábia, uma profetisa a quem todo o Israel procurava conselhos, orientação e esperança.
Ela convocou Barak , um poderoso guerreiro, e instruiu-o a travar uma batalha contra os opressores de seu povo. Mas Barak insistiu que ele não iria a menos que Deborah fosse com ele, e por isso ela o desprezou.
Pois Deborah não via grandeza emular as qualidades da masculinidade - em lutar, vencer e conquistar -, mas como mãe em Israel, como doadora de vida, alimentando seu povo com bondade e fé.

8) Rute

“Onde você for, eu irei. Onde você mora, eu vou morar. Seu povo é meu povo, e seu D'us é meu D'us. ( Rute 1:16)
Ela é o paradigma daquelas almas antigas que descobrem que estão perdidas e desejam voltar para casa. Eles devem lutar uma jornada árdua, repleta de sacrifícios e desafios, por caminhos tortuosos e até bizarros, mas apenas porque o pacote é muito precioso e sua entrega, vital.
Nesse caso, foi uma centelha de pura santidade perdida desde Abraão, destinada a aparecer como o bisneto de Rute, Davi , redentor de Israel. E, muitos milênios depois, como o redentor final.

9) Batsheva

Existem almas que viajam por uma estrada aveludada pela vida, encontrando sua companheira e se aproximando de seu destino de acordo com um roteiro cósmico.
Outros viajam por um labirinto de passagens obscuras, batendo a cabeça contra as paredes em repetidas resoluções falsas, ocasionalmente abrindo outra passagem secreta para o desconhecido.
De acordo com a sabedoria antiga, esta é a única maneira pela qual a mais elevada das almas pode ser espremida em nosso mundo firmemente amarrado, onde as forças das trevas têm tanta influência. E foi assim que, a partir da união de Batsheva e Davi, uma união provocada por escândalo e desgraça, nasceu um filho, Salomão, para construir o Templo , um portal em Jerusalém para a Luz Infinita.

10) Ester

Ester contém a redenção final, pois ela se casou com um milagre com coisas mundanas.
“Então irei ao rei, ao contrário do protocolo. E se eu perecer, eu perecerei. ( Ester 4:16)
Uma mulher de segredos, de mistério, ocultando sua verdadeira identidade dentro de muitas vestimentas - até sua hora chegar. Uma mulher como a estrela da manhã - naquele lugar impossível em que a noite fica tão escura que não resta mais que revelar o amanhecer.
Aquele que ousou pôr os pés na câmara mais interna do mal, elevando Hamã , seu príncipe, ao auge da glória - apenas para que ele fabricasse sua própria morte.
Quando ela arrancou a máscara e a luz interior irrompeu, a fachada do acaso, da coincidência e da intriga do palácio se abriu como uma cortina para revelar maravilhas e milagres em seus bastidores. Dessa maneira, Esther contém a redenção final, pois ela casou-se com um milagre com o mundano e descobriu a luz ilimitada dentro de uma nuvem de escuridão.
(*Este texto é parte de um artigo publicado por Tzvi Freeman em Chabad.org - Editado aqui por Costumes Bíblicos)

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