Costumes Bíblicos: Sara

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Sara



 Lá na Mesopotâmia ela era Sarai, meia-irmã e esposa de Abrão. O Senhor mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria, e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade, morando em tendas, sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas.
Ela era bonita, tão bonita que o marido se sentia inseguro. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. Assim, ele combinou com ela o seguinte: "É assim que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos, diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". Isso salvou a pele de Abrão, mas deixou Sarai exposta, num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. Duas vezes ela foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro, do Faraó do Egito; depois, do rei Abimeleque, de Gerar. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la, mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos - e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta.
Sarai era estéril. Deus havia prometido a Abraão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas, e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: Ainda não foi desta vez. Por fim, Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. Segundo o costume, o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. Assim, Sarai entregou a escrava a Abrão. O resultado foi que a escrava, grávida, passou a desprezá-la, e ela própria, Sarai, ficou braba com Abrão. Tratou de maltratar a escrava Agar e, quando nasceu o menino Ismael, Sarai ficou tudo menos realizada e feliz.
Ao que tudo indica, Deus também não estava contente com a situação. Quando tornou a falar com eles, mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão, ele também deu um novo nome a Sarai. Ela passaria a se chamar Sara, que significa "princesa". E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. Escutando a conversa na entrada da tenda, Sara riu também, mostrando-se descrente. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar?
Quando, por fim, Sara tinha o filhinho em seus braços, ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria, triunfo e satisfação. "Deus me deu motivo para rir", disse ela, imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. Deram ao menino o nome de "Riso", seguindo a orientação de Deus, que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. Depois disso, houve ciumeira entre sara e Agar por causa dos filhos, e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. Abraão chorou a morte de sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. Durante três anos, Isaque não se deixou consolar.
Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto, escrito séculos mais tarde, enfatiza, em detalhes, a beleza física de sara. O apóstolo Pedro, por sua vez, tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos, escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus.

A história de Sara é narrada em Gênesis, caps. 12-23. Veja, também 1Pe 3.3-6; Hb 11.11.

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