Costumes Bíblicos: MULHERES DE FÉ - Apresentação

Israel Institute of Biblical Studies

MULHERES DE FÉ - Apresentação

Logo Design by FlamingText.com

A BÍBLIA DO PONTO DE VISTA FEMININO
Gênesis começa com o fato de que homens e mulheres foram criados iguais à vista de Deus e na presença um do outro. A criação de ambos é considerada muito boa (Gn 1.31).
LEIA MAIS ↓
A Bíblia
Durante séculos, a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé, os pais ou patriarcas do povo de Israel. De uns tempos para cá, no entanto, houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. Há mais histórias sobre homens, mas, no passado, as mulheres eram, muitas vezes, marginalizadas ou ignoradas, mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. Desse modo, o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado.
As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. É claro que a Bíblia nos vem em e por meio de uma cultura e uma história. Diante disso, é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo, ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias; se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres, ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares.
Sempre de novo aparecem, nas histórias dos patriarcas, indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. Em Gn 16.5, por exemplo, Agar é maltratada por Abraão e Sara. Eles a tinham na conta de uma simples escrava, ao passo que o anjo do Senhor a chama pelo nome. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir, dentro dos próprios textos, um status mais elevado para as mulheres. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus.
A aliança que Deus fez 
O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15-17) ocupa um lugar central na promessa de salvação, tanto para os descendentes de Abraão quanto, em termos de missão mundial, para todas as nações.
Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. Ela foi feita também com Sara, que, a exemplo de Abraão, recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque, o filho da promessa. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens).
"As experiencias tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelo de fé..." 
Entretanto, embora não houvesse circuncisão para as mulheres , não há nenhum indício de que, devido a isso, elas deveriam ser consideradas, dentro da aliança, como membros de segunda categoria. E o NT enfatiza que a fé, e não a circuncisão, sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. O rito do batismo, no NT, insere os homens e as mulheres na igreja cristã.
Mulheres que não podiam ter filhos 
No AT, uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. Mas, um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara, Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16.1-2;25.21;30.1,2).
Em muitas culturas, as mulheres são, injustamente, acusadas de serem as únicas culpadas por isso. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. Nos casos de Sara e Raquel, eram elas que não podiam conceber, ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. Entretanto, o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos, mesmo que o marido ou mulher não possa, tecnicamente, tê-los.
Marginalização 
Segundo Gn 46.7,27, Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos, as filhas e netas, mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal, mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens, com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sea. Se todas as mulheres tivessem sido contadas, a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas, mas, nas culturas do antigo Oriente Próximo, as mulheres não contavam, literalmente. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos, mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas.

DESTAQUE NO SITE

MARIA MADALENA

MARIA MADALENA FOI  UMA PROSTITUTA? Maria Madalena é definitivamente um dos mais conhecidos personagens femininos do Novo ...

MAIS ACESSADOS