Costumes Bíblicos: A escolha soberana de Deus

A escolha soberana de Deus

céu
A escolha soberana de Deus
Em Rm 9 e Rm 11 temos, talvez, a apresentação mais clara, em toda a Bíblia, do direito soberano que Deus tem de escolher o seu povo.
O ponto de partida de Paulo é que ninguém tem nenhum direito à misericórdia de Deus. Ele mostra como Deus, em seu amor, escolheu certos indivíduos no decorrer da história para desempenharem um papel especial no seu propósito para o mundo (Rm 9.6-13). E enfatiza a grandeza da misericórdia de Deus (Rm 11.28-32). O Deus Criador tem o direito de escolher, e nós não temos nenhum direito de questionar a escolha que ele fez, tampouco o direito de duvidar da justiça de Deus.
Se Deus escolhe alguns para agraciá-los com o seu perdão, será que ele escolhe outros para juízo? Paulo é bem mais cauteloso com relação a isso ("E se Deus...?" Rm 9.22). Ele se contenta em afirmar o direito que Deus tem de fazer isso, mas ao mesmo tempo enfatiza a paciência de Deus (Rm 9.22). Ele afirma que Deus endureceu o coração de certas pessoas (Rm 9.18; e veja 1.28), mas em todos esses casos se tratava de pessoas que exerceram a liberdade que Deus nos deu de não darmos ouvido a ele - nosso direito de nos voltarmos deliberadamente contra ele, se esta for a nossa decisão.
Paulo declara a triste verdade: "Nem todos os israelitas aceitaram a boa notícia do evangelho" (Rm 10.16). Deus jamais endurece o coração daqueles que querem conhecê-lo e fazer a sua vontade: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13).
Os seres humanos não são fantoches nas mãos de um deus excêntrico e imprevisível. A Bíblia ensina que Deus tem o direito soberano de escolher aqueles que ele salvará. Também ensina a responsabilidade humana.
Nosso entendimento limitado pode não entender como a "eleição" divina e o livre arbítrio humano operam simultaneamente (assim como é difícil de entender como cientistas podem descrever a luz em termos de ondas e partículas - duas idéias que parecem mutuamente contraditórias). Deus não está sujeito às coisas que limitam nosso entendimento. Assim, só nos resta aceitar a palavra de Deus, afirmando tanto a soberania de Deus quanto a nossa liberdade de escolha - sem tentar encontrar um meio termo entre as duas.

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