Costumes Bíblicos

A Sinagoga de Cafarnaum

Sinagoga de Cafarnaum
(foto 1 interior da sinagoga)
Começando por...
Uma etapa ministerial quase completa do Salvador, no princípio do seu ministério em Cafarnaum e em outras cidades da Galileia, é descrita por Marcos e Lucas e, em parte, por Mateus (Mt 8.14-17; Mc 1.21-39; Lc 4.31-44). Foi um período laborioso de oração, pregação e realização de boas obras. Graças a essas quatro breves narrações, cheias de vida e suficientemente detalhadas, podemos imaginar como era a vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo naquela fase.
Era um dia de Sábado pela manhã, e ele foi à sinagoga de Cafarnaum. Depois do estudo religioso, retirou-se com seus quatro discípulos para a casa de Simão Pedro, onde permaneceram durante as primeiras horas da tarde. Quando o Sol se pôs, Jesus curou todos os enfermos que lhe vieram da cidade. No dia seguinte, muito cedo, vemos ele orando às margens do lago, e dali começou sua primeira viagem missionária.
Nenhum dos evangelhos sinópticos indica o lugar exato em que ocorreu o episódio que terminou com a convocação dos seus primeiros discípulos. Mas deve ter sido bem próximo de Cafarnaum, pois Marcos fala, logo em seguida, de Jesus entrando nessa cidade em companhia dos discípulos que acabara de convocar. O dia seguinte era Sábado. O Mestre e seus discípulos foram à sinagoga participar do culto matutino.

AS SINAGOGAS NA PALESTINA

Conforme já falamos, as sinagogas tinham grande importância para o judaísmo. Na época de Jesus, não havia na Palestina nenhum lugar habitado pelos judeus que não tivesse a sua própria sinagoga. Eram construídas com a suntuosidade proporcionada pela riqueza de cada cidade ou povoação e, quando possível, era erguida de tal maneira que, quando a pessoa orava, olhava para Jerusalém.
Nos fundos da sinagoga, havia uma espécie de armário, provido de uma cortina, o tebah, ou arca, onde os livros sagrados eram guardados. No meio do salão, tinha uma plataforma, onde se encontravam a cadeira do presidente da sinagoga e os livros mais respeitáveis da assembleia. Era nesta mesma tribuna que ficava o púlpito. Os demais móveis eram as lâmpadas, as caixas para as ofertas e as estantes para se guardar as trombetas e outros objetos usados no culto.
Os fiéis se sentavam diante do púlpito; os homens de um lado, e as mulheres do outro, separados por um corredor. Em ocasiões especiais, as mulheres ficavam nas galerias. As reuniões eram celebradas várias vezes por semana, mas principalmente nos dia de Sábado e de festas.
Em nossos dias, foram descobertos preciosos restos de algumas sinagogas na Galileia setentrional e, de modo mais interessante para nós, na própria Cafarnaum. Estudando as esplêndidas ruínas da sinagoga de Cafarnaum, ficou comprovado que ela media cinquenta e quatro metros de comprimento por dezoito de largura. Por meio de outro portal, entrava-se em uma grande nave, rodeada por uma galeria pelos lados leste, norte e oeste.
Ainda permanecem em seus devidos lugares muitas das bases das dezesseis colunas que sustentavam o teto dessa sinagoga. Os restos do acabamento e do friso, adornados com profusões de esculturas, e os enormes materiais de pedra amarela que jazem no solo, impressionam muito qualquer espectador. Conforme o parecer de muitos estudiosos, não é improvável que esses restos sejam aqueles daquela sinagoga que o centurião romano havia construído por sua própria conta e despesas, para testemunhar o grau de estima que tinha por Israel e pela religião dos judeus (Lc 7.4,5).
As sinagogas destinavam-se tanto à realização do culto propriamente dito como ao ensino religioso. Eis por que Jesus falava frequentemente nelas, e nesse ambiente fez várias de suas mais importantes pregações (Lc 4.16,17; Jo 6.59). Ali, sobretudo aos Sábados, Jesus tinha certeza de que falaria diante de um público numeroso, normalmente bem disposto a ouvir, reunido para honrar e invocar a Deus.
Mesmo sem ter o título do doutor, Jesus podia pregar facilmente nas sinagogas, pois os judeus, neste ponto, concediam grande liberdade a qualquer pessoa que tivesse algo a transmitir. Todo israelita bem conceituado e suficientemente instruído obtinha facilmente do líder da sinagoga a licença necessária. Os estrangeiros que ocasionalmente assistiam à reunião costumavam ser convidados para falar aos irmãos algumas palavras de edificação (At 13.14-15). E os apóstolos, a exemplo de seu Mestre, aproveitavam-se amplamente desse costume para semear o grão do evangelho.
Jesus ocupou, pois, naquele dia, o púlpito da sinagoga de Cafarnaum. Os escritores sagrados não nos dizem qual foi o tema de sua pregação, mas, com uma linguagem expressiva, destacam a impressão que os ouvintes sentiram. "Grande foi a admiração", dizem Marcos e Lucas. Jesus ensinava "com autoridade" e "não como os escribas", acrescenta Marcos, como que comparando a pregação de Jesus com a pregação daqueles homens que falavam com frequência ali.
Sinagoga de Gamla-Israel
Século 1 d.C.
Que diferença entre os métodos de ensinamento de Jesus e os daqueles homens! De um lado, o divino Legislador, que interpretava suas próprias leis, o Verbo encarnado, a Sabedoria incriada que falava diretamente às almas para instruí-las,convencê-las, consolá-las e incentivá-las ao bem. Do outro, os frios legalistas, homens com características impessoais, de uma tradição muitas vezes puramente humana e de nenhum valor, que, em vez de vivificarem os textos sagrados que pretendiam explicar, afogavam-nos debaixo da massa de seus comentários minuciosos, precedidos quase sempre de trivial fórmula: "O rabi tal diz isto", ou "O rabi tal disse aquilo".
Apesar de já ter transcorrido mais de vinte séculos, a doutrina do Salvador continua sendo espírito e vida nos escritos sagrados que nos foram transmitidos. A dos escribas e fariseus, reproduzida pelo Talmud em todas as formas, não ilumina as mentes e muito menos toca os corações; ao contrário, é necessário coragem para ler algumas páginas seguidamente. [O Talmud é o resultado da junção de tratados de sábios judeus sobre a tradição oral e sua interpretação.]

JESUS E AS AUTORIDADES DA JUDEIA (*CURIOSIDADE DO HEBRAICO BÍBLICO)

A autoridade que Jesus demonstrou na ação profética de limpeza do Templo estava mais uma vez destacando a questão básica que foi implicitamente colocada – “ Quem é e quem deve estar no comando do povo de Deus, Israel? ” A resposta do Evangelho, previsivelmente, é o Rei Jesus. O evangelho de João 2, versículos 23-25, não deve ser separado dos versículos anteriores 13-22, que descrevem a mesma coisa – Jerusalém durante a Páscoa. Devemos ver o versículo 23 continuando o que foi iniciado em Jerusalém alguns versículos anteriores. Em grego, “Jesus, por sua vez, não se confiava a eles, porque conhecia a todos”, poderia e deveria (por causa do contexto geral) ser traduzido: “Jesus, por sua vez, não acreditava neles, porque os conhecia. tudo." (João 2:24) Com este pequeno ajuste de tradução, o que vem antes e o que segue no relato do Evangelho se encaixa muito melhor, especialmente com a continuação do versículo 25 (“não precisava de ninguém para dar testemunho”).
Esse tipo de fórmula, “mostre-nos/diga -nos ” ( 18 “Que sinal você nos mostra para fazer essas coisas?”), será levantada novamente pelos Ioudaioi (geralmente traduzidos como "judeus") em várias ocasiões. Em cada ocasião, o ponto era que eles estavam formalmente encarregados da vida religiosa no antigo Israel sob ocupação romana. A resposta de Jesus não poderia ter sido mais explícita do que o que ele diz em 2:19: “Destruí este templo, e em três dias o reerguerei”. As autoridades não poderiam estar mais desvalorizadas. Este era o caso, quer eles entendessem ou não como entenderam (2:20), ou como deveriam (2:21). Sem se preocupar em explicar o que ele realmente quis dizer, Jesus negou a autoridade dos Ioudaioi .
Um dos exemplos mais claros dessa dinâmica “mostre-nos/eu recuso” é encontrado em João, capítulo 10. Os Ioudaioi desafiaram Jesus a apresentar sua candidatura ao messianismo a eles – a liderança de Jerusalém. Jesus recusou, dizendo que seu Pai e seus próprios atos eram suficientes para provar sua autoridade, rejeitando assim a autoridade deles:
Os Ioudaioi se reuniram ao redor dele, dizendo: 'Por quanto tempo você vai nos manter em suspense? Se você é o Ungido, diga-nos claramente.' Jesus respondeu: 'Eu lhe disse, mas você não acredita. Os milagres que faço em nome de meu Pai falam por mim, mas vocês não acreditam porque não são minhas ovelhas.' (João 10:24-27)
Este texto é mais frequentemente lido como um exemplo da falta geral de clareza de Jesus ao declarar sua messianidade . No entanto, acho que isso é injustificável. Não se deve ler o pedido dos Ioudaioi : “Até quando nos manterão em suspense ? Se você é o Ungido, diga-nos claramente ” , mas sim: “Por quanto tempo você nos manterá em suspense? Se você é o Ungido, diga -nos claramente.” Do ponto de vista dos Ioudaioi,sua autoridade para validar a candidatura de Jesus ao messianismo não estava sendo honrada. Jesus atraiu grandes multidões que o seguiram. Os cegos viram, os coxos andaram, os leprosos foram curados, os surdos ouviram e os mortos voltaram à vida. (Mat. 11:2-5; Is. 29:17-21) A identidade de Jesus como Messias era evidente, mas ele não se declarou como tal às autoridades de Jerusalém. Este foi o raciocínio por trás de sua demanda. (Quanto tempo você vai nos manter em suspense?) Jesus, no entanto, afirmou consistentemente que seus milagres e, portanto, o testemunho de seu Pai sobre sua messianidade, foram suficientes para estabelecê-lo como o Servo Messiânico de Deus. (João 10:25-42) Ele se recusou a reconhecer a autoridade dos governantes de Jerusalém sobre ele e, por extensão, sobre todo o Israel. Jesus era aquele a quem o Deus da aliança de Israel havia confiado tal autoridade e, portanto, submeter-se à autoridade ilegítima, ou pelo menos de nível inferior dos Ioudaioi, estava fora de questão. (Mat. 26:63-64)
Vemos que os Ioudaioi assumiram que tinham o direito de aprovar ou desaprovar Jesus, e já estavam engajados no processo de julgá-lo. Eles o desafiaram naquela época, e mais explicitamente depois, a provar quem ele era. Jesus recusou.
(*Este texto é parte de um artigo publicado em Israel Bible Center pelo Dr.Eli Lizorkin-Eyzenberg na categoria de "Evangelhos Judaicos" - Editado aqui por Costumes Bíblicos)

NATAL E, finalmente, o Natal é um feriado pagão?

O NATAL É PAGÃO?
Vou começar este artigo com o anúncio do Anjo Gabriel a Zacarias!
A história do nascimento de Jesus tem como palco Jerusalém, capital da teocracia judaica, e o episódio que o antecede - o nascimento de seu precursor, João Batista - é anunciado no interior do Templo, ou seja, no próprio palácio do Deus de Israel, e durante uma das cerimônias mais solenes  do culto sagrado: o oferecimento do incenso (símbolo das orações do povo judeu) no Lugar Santo (Lc 1.8-20).
Nenhum lugar do mundo poderia ser mais apropriado para este glorioso acontecimento que, de maneira tão íntima, une o grande drama da Antiga Aliança com o drama muito maior da Nova! O anjo Gabriel, na função de embaixador celestial, anunciou ao sacerdote Zacarias um grande acontecimento: o nascimento de João Batista; e em breve anunciaria a Maria o maior de todos os acontecimentos: o nascimento de Jesus o Messias de Israel!!
Tudo começou...

O anúncio do nascimento daquele que converteria muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e iria adiante dele no espírito e virtude de Elias [...] com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto (Lc 1.17), ocorreu à hora do sacrifício chamado perpétuo, que era oferecido duas vezes por dia: pela manhã, à hora terceira (9 horas da manhã), e à tarde, à hora nona (3 horas da tarde).
Lucas não informa se o episódio que ele narra aconteceu pela manhã ou à tarde; todavia, o mais provável é que tivesse acontecido pela manhã, porque nessa ocasião o sacrifício perpétuo revestia-se de maior grandiosidade. (Outros autores entendem que foi à tarde, como na ocasião em que o mesmo Gabriel aparecera a Daniel, predizendo o advento do Messias. Ver Dn 9.20-21.)
Mesquita erguida no lugar
 onde existiu o Templo de Jerusalém,
no interior do qual o anjo Gabriel
anunciou a Zacarias o nascimento
de João Batista (Lc 1.5-23)
Na aurora - cujo aparecimento era anunciado oficialmente por um sacerdote que subia e tocava o chifre de carneiro [shofar] no pináculo mais elevado do sagrado edifício -, reinava no átrio superior do Templo viva animação com os preparativos daquele ritual. Os sacerdotes que estavam de serviço naquele dia, em número de uns cinquenta, reuniam-se na sala chamada gazzith, e ali, para evitar competições e eleições arbitrárias, a sorte decidia qual haveria de ser a função de cada um.
O Talmude nos proporciona interessantes pormenores sobre essa distribuição dos ofícios. O mestre de cerimônias, depois que seus colegas se haviam colocado em círculo ao redor dele, escolhiam um número aleatoriamente (por exemplo, 12,25,32). Levantava em seguida, ao acaso, a tiara de um dos sacerdotes, com a qual indicava por quem começaria a contagem e, seguindo o círculo, ia contando até chegar ao sacerdote a quem correspondia aquele número; ele ficava designado para a cerimônia em questão.
O ritual de incensação foi mostrado a João no Tabernáculo celestial: E veio outro anjo e pô-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Ap 8.3,4)
[...]Esta bela cerimônia simbolizava, portanto, a adoração e as súplicas dos santos, do Israel de Deus, subindo à Sua Presença (Sl 141.2), e era parte do ritual de oferecimento do sacrifício perpétuo, [este ritual acontecia no interior do Lugar Santo, sobre o altar de ouro, e, como era uma honra tal acesso e tarefa, era algo mui desejado pelos sacerdotes].

E, finalmente, o Natal é um feriado pagão? (*Curiosidades do Hebraico Bíblico)

(*)Vamos começar com uma imagem um pouco escura. Em nenhum lugar das Sagradas Escrituras somos informados sobre uma celebração que comemora o nascimento de Cristo Jesus. Nada nas Escrituras nos dá qualquer evidência segura sobre a data desse magnífico evento. 
A falta de especificidade bíblica sobre os fatos que cercam o nascimento do Rei da Judéia contrasta fortemente com os detalhes disponíveis sobre sua morte (cada um dos quatro Evangelhos fornece o tempo exato da morte de Jesus).
No final do século II, o padre da Igreja grega, Orígenes, zombava das celebrações anuais dos aniversários de nascimento romanos, descartando-as como práticas profundamente pagãs. Isso sugere que as comunidades cristãs ainda não celebravam o Natal durante a vida de Orígenes (c.165-264) . A primeira figura da igreja a discutir a data do nascimento de Jesus foi Clemente (c. 200), um pregador egípcio de Alexandria. Porém, 25 de dezembro nem sequer foi mencionado. Em meados do século IV, no entanto, descobrimos que as igrejas ocidentais já estavam celebrando o nascimento de Cristo em 25 de dezembro, enquanto as Igrejas Orientais o fez em 07 janeiro th .
Como os primeiros cristãos chegaram a isso?
Surpreendentemente, a igreja primitiva seguia uma ideia muito judaica - que o início e o fim de importantes eventos redentores aconteciam frequentemente na mesma data (Talmud Babilônico, Rosh Hashaná 10b-11a). No início do terceiro século, Tertuliano relatou que desde que ele sabia exatamente quando Jesus morreu (14 th de Nissan ou 25 de março), ele também sabia exatamente quando ele foi concebido! Ele provavelmente estava errado em suas conclusões, mas pelo menos agora podemos ver como eles chegaram à data do Natal.
A lógica era a seguinte: Se Jesus foi concebido em 25 de março, então contando os 9 meses de gravidez de Maria colocaria Seu nascimento em 25 de dezembro. Isso é especialmente intrigante porque 1º de janeiro costumava ser celebrado como o Dia da circuncisão de Cristo (8 dias a partir da noite de 24 de dezembro).
É muito importante notar que não foi até a 4 ª -6 ª séculos da Era Comum que os cristãos começaram a “cristianizar” as celebrações pagãs locais dos povos que procuraram para evangelizar. Não há dúvida de que foi nessa época, mas não antes, que o Natal começou a adquirir algumas de suas tradições pagãs. Porque? Porque até c.300-320 EC, os cristãos travavam uma guerra contra-cultural com os pagãos do mundo romano e persa. Conseqüentemente, eles ainda não estavam com disposição para adaptações culturais.
Visto que 25 de dezembro, como a suposta data do nascimento de Cristo, circulou 100-150 anos antes do início da prática de “cristianizar” as celebrações pagãs, não é razoável concluir que essa data foi adotada para agradar aos pagãos romanos, como sugere a teoria da conspiração popular.
É verdade que em 274 EC um imperador romano declarou 25 de dezembro como “O Dia do Sol Invicto” ( Sol Invictus ). No entanto, isso aconteceu cerca de 70 anos depois que os cristãos estabeleceram o dia 25 de dezembro como sua data de Natal. (Além disso, o próprio decreto pode ter sido emitido para ajudar a erradicar a celebração cristã recém-criada). Antes de responder à nossa pergunta principal, acho que devemos responder algumas perguntas relacionadas:

O Natal é um feriado bíblico ?

Não. Não foi ordenado por Deus na Bíblia.

A celebração do Natal contém elementos de origem pagã?

Absolutamente. Não há nenhuma dúvida sobre isso.

25 de dezembro é a data correta para a celebração do Nascimento?

Possível, mas altamente improvável.

E, finalmente, o Natal é um feriado pagão?

Não há nada de pagão em especular que 25 de dezembro é o aniversário de Jesus.

Impreciso?

Provavelmente.

Pagão?

Não

COMO O NATAL SALVOU A FESTA DAS LUZES DOS JUDEUS; CONHECIDA TAMBÉM COMO HANUKKAH 

(*)No mês de dezembro, em países com considerável população cristã e judaica, dois feriados podem ser notados claramente. Natal, que comemora o nascimento de Jesus Cristo, e Hanukkah, que celebra o milagre que aconteceu por volta de 160 aC no Templo de Jerusalém na época da Revolta dos Macabeus.
O Natal como feriado não aparece no Novo Testamento porque o próprio feriado foi introduzido algum tempo depois dos eventos que comemora. Hanukkah não é mencionado na Bíblia Hebraica porque os eventos que ocorreram também aconteceram depois que a Bíblia Hebraica foi concluída. Ironicamente, embora o Hanukkah, também conhecido como Festa da Dedicação ou Festival das Luzes, não seja encontrado na Bíblia Hebraica, ele é encontrado no Novo Testamento. Em João 10:22, somos informados de que Jesus subiu a Jerusalém e “naquela época a festa da dedicação aconteceu em Jerusalém”.
Durante grande parte da história judaica posterior, o Hanukkah foi um feriado marginal e não foi amplamente comemorado. A razão para isso foi que o evento milagroso que celebrou foi ofuscado pela tragédia da subsequente e total destruição do Templo de Jerusalém há quase 2.000 anos.
Então, como é que Hanukkah voltou com tanto sucesso? Uma das respostas tem a ver com a comercialização do Natal. À medida que o Natal se tornou dominante em sua exibição comunitária, a comunidade judaica teve que apresentar sua própria alternativa para evitar a assimilação (para a qual a magia e a beleza do Natal sem dúvida contribuíram). Agora, para o bem ou para o mal, as cores branco e azul do Hanukkah competem e aumentam as cores tradicionalmente vermelhas e verdes da tradição do Natal ocidental . As histórias judaicas e cristãs estão conectadas mesmo quando tentam não estar.

O Significado da Manjedoura (*)

De acordo com Lucas, Maria deita seu filho recém-nascido em uma manjedoura (2: 7). Enquanto os presépios tendem a representar esta manjedoura como um berço intocado, cheio de palha, uma manjedoura era na verdade um comedouro para animais como burros e bois - um lugar menos que intocado, na verdade. Lucas destaca a manjedoura não apenas para ressaltar o início humilde de Jesus, mas também para prenunciar a Última Ceia, quando o Messias realizaria um ato simbólico ao oferecer seu próprio corpo como alimento para aqueles que o seguem. A manjedoura serve como um objeto profético que apresenta Yeshua ao mundo e aponta para sua morte salvífica para a salvação daquele mundo.
Logo após o nascimento de Jesus, Maria “o envolveu em panos e o deitou numa manjedoura (φάτνη; phátne )” (2: 7). Quando o anjo do Senhor aparece aos pastores, o mensageiro de Deus diz-lhes: 'Porque hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Messias o Senhor. E isso será um sinal para você: você encontrará um bebê embrulhado em panos e deitado numa manjedoura (φάτνη; phátne ) '”(2:12). Em resposta ao anjo, os pastores declaram: “Vamos a Belém e vejamos isto que aconteceu, que o Senhor nos deu a conhecer. E foram com pressa e encontraram Maria e José, e o bebê deitado em uma manjedoura (φάτνη; phátne) ”(2: 15-16). Assim, a manjedoura de Jesus desempenha um papel importante na narrativa do nascimento de Lucas: é o primeiro local terreno que Jesus encontra depois de deixar o abraço de sua mãe e serve como um "sinal" (σημεῖον; semeion ) de Deus que os pastores usam para identificar seus Messias.
Posteriormente no Evangelho, a referência de Jesus a uma manjedoura revela sua função como comedouro de animais. Yeshua pergunta ao chefe de uma sinagoga: “Cada um de vocês, no sábado, não desamarra seu boi ou jumento da manjedoura (φάτνη; phátne ) e o leva para regá -lo?” (Lc 13,15). É apropriado que Jesus tenha sido colocado neste tipo de recipiente para comida ao nascer, visto que ele nasceu em Belém ( בית לחם ; Beit Lechem ) que, em hebraico, significa “Casa do Pão / Comida”. No entanto, a função da manjedoura também antecipa as palavras de Jesus na Última Ceia: “Ele tomou o pão (ἄρτος; artos), e quando ele deu graças, quebrou-o o deu [aos discípulos], dizendo: 'Este é o meu corpo, que foi dado por vocês ”(Lc 22:19). O menino Jesus se deita em uma manjedoura, e essa imagem se completa quando ele oferece um alimento que representa seu próprio corpo. Desta forma, Lucas encerra o Evangelho com alusões a Jesus como “alimento” que simboliza as boas novas de salvação para todos os que dele participam.
(*Estes artigos que você leu, faz parte de um artigo publicado pelo Dr.Eli Lizorkin-Eyzenberg, (*) e pelo Dr.Nicholas J. Schaser (*)  montado e editado aqui por Costumes Bíblicos e também foi inspirado por artigos maiores que oferece muitos detalhes sobre este e vários outros tópicos incrivelmente espetaculares que você pode estar ganhando em se matricular nos cursos do Hebraico Bíblico em Israel Bible Center. Para acessá-lo, clique aqui. )

A Advertência de JESUS "A menos que..."

A MENOS QUE...
No Sermão da Montanha há um contrate na justiça do Reino do céu com a justiça dos escribas e fariseus. De acordo com Jesus, a verdadeira justiça não pode ser definida seguindo-se uma lista de coisas que devem ou não ser feitas (Mt 5.20). Não só temos que evitar o assassinato, o adultério e a quebra dos votos. Precisamos também evitar as causas destes pecados: a ira, a lascívia, e o desejo de manipular a verdade (Mt 5.21-26; 28-30; 33-37).

A Sua Advertência: (Ap 22.18,19)

(*)Jesus disse aos seus seguidores : “ … a menos que a vossa justiça ultrapasse a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus ”. (Mat.5: 20) Na reconstrução tradicional, as pessoas chamadas de “escribas e fariseus” estavam entre os judeus mais sagrados. Mas foi realmente assim?
Primeiro, a maioria dos escribas era conhecida por fazer alterações nos textos. Jesus até emitiu um aviso para preservar as palavras originais com precisão, pois os futuros escribas copiariam o texto: “ se alguém acrescentar ... e se alguém tirar as palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida ... ”(Apocalipse 22: 18-19). Mesmo que os escribas não fossem considerados de forma negativa como os cobradores de impostos, seu nível de retidão não era considerado alto por muitos.
Em segundo lugar, os fariseus também não eram considerados os mais justos de todos os judeus, pelo menos por alguns. Mais notavelmente por essênios cujos escritos, a coleção de Manuscritos do Mar Morto, em parte preserva. Os essênios acreditavam que os fariseus venderam Jerusalém aos gregos e conspiraram com os inimigos de Deus para comprometer a santidade de seu templo. Para deixar seus pontos de vista claros, eles chamavam os fariseus de “buscadores das coisas suaves” ( דורשי החלקות ) em vez de seu próprio nome preferido de “buscadores dos caminhos (de Deus)” ( דורשי ההלכות ). Em suma, esses judeus (essênios) também não se importavam muito com a justiça farisaica (4Q169).
À luz desses exemplos, devemos concluir que as palavras de Jesus devem ser interpretadas literalmente - o nível de justiça dos escribas e fariseus não era suficiente para entrar no Reino de Deus. Muito mais era necessário.(* este texto é parte de um artigo publicado pelo Dr.Eli Lizorkin-Eyzenberg em Israel Bible Center e editado aqui por Costumes Bíblicos - Conheça os Cursos de Hebraico Bíblico)
"A vida diária também daria às palavras de Yeshua mérito na verdade. Em meu país, {Inglaterra}os políticos de posição especialmente elevada parecem estar em um barco semelhante aos escribas e fariseus. Como fazem em muitos países, enganam e mentem e continuam a chamar isso de diplomacia ou política em nome do eleitorado. Essa atitude e suas estratégias dão continuidade ao processo e projetam as ações fora da política, para os outros, acreditando que sejam aceitáveis. Não importa se na política, negócios, saúde ou educação. Yeshua sugere que Deus se ofende com esses atos e, portanto, não devemos seguir tais atos."[Por Geoffrey Flather]
Mateus 5 ao 7 é chamado de sermão da montanha porque Jesus entregou-o em uma colina próxima a Cafarnaum. Este sermão provavelmente durou vários dias de pregação.
Quando Jesus anunciou que o Reino estava próximo (Mt 4.17), as pessoas naturalmente perguntaram: "Como posso qualificar-me para estar no Reino dos Céus?" No sermão da montanha, Jesus desafiou os orgulhosos e legalistas líderes religiosos da época. Isso relembrou-os das mensagens dos profetas do Antigo Testamento, que, assim como o Mestre, ensinaram que a sincera obediência é mais importante que a prática legalista.
Jesus também disse que o Reino de Deus tem prioridades diferentes das dos reinos mundanos. Os cidadãos do Reino celeste buscam bênçãos e benefícios diferentes e têm atitudes diferentes. No Reino dos Céus,riqueza, poder e autoridade não são muito importantes - mas a fiel obediência é.
Poucos comentários são necessários para descrever o triste estado da cristandade de hoje. Diversos grupos que descaradamente se autodenominam cristãos parecem preferir o comunismo à democracia, encorajar a imoralidade, apoiar a anarquia, minimizar todas as doutrinas bíblicas importantes, ridicularizar aqueles que creem na Bíblia e, de modo geral, cumprir a previsão de Paulo: tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2Tm 3.5)

Um breve artigo sobre a Torá nos Evangelhos Judaicos sobre os erros de interpretação de Hebreus 7.12; 18-19 (*)

Não é incomum ouvir as pessoas dizerem que Hebreus ensina que os mandamentos mosaicos são fracos e inúteis, e que Jesus fez uma aliança melhor que substituiu as antigas leis de Moisés. Mas é esta a verdadeira mensagem de Hebreus? Um olhar mais atento à carta revela que o autor não descarta toda a Torá à luz de Yeshua; em vez disso, Hebreus mostra como Jesus representa os sacrifícios sacerdotais que não podiam mais ser feitos após a destruição do Segundo Templo.
É verdade que Hebreus menciona uma “mudança” na Lei de Moisés: “Porque, quando o sacerdócio é mudado, necessariamente ocorre uma mudança da lei…. Pois, por um lado, há uma anulação de um mandamento anterior por causa de sua fraqueza e inutilidade. (pois a Lei nada aperfeiçoou) e, por outro lado, há a introdução de uma esperança melhor, por meio da qual nos aproximamos de Deus ”. (Hebreus 7:12, 18-19 NASB)
Esses versículos são freqüentemente usados ​​para demonstrar que a Lei foi posta de lado como algo obsoleto. É simples, dizem alguns: Yeshua é um novo sacerdote que muda a Lei! Mas devemos esclarecer o contexto em que nosso autor se refere aos mandamentos. Aqui está uma dica ... Hebreus tem alguns mandamentos sacerdotais muito específicos em mente. Se perdermos ou ignorarmos esse contexto crucial, com certeza compreenderemos mal o significado do escritor. A passagem acima de Hebreus não discute a validade ou utilidade da Torá em geral. Esses versículos estão interessados ​​apenas no papel do Messias em relação ao sacerdócio levítico.
Uma análise do contexto mais amplo é útil. Hebreus 4 fala de entrar no descanso da aliança de Deus , o Shabat do tempo do fim de Deus, a presença do Senhor. O capítulo 5 afirma que Yeshua é um Sumo Sacerdote superior em comparação com os sacerdotes terrestres, e o capítulo 6 compara Jesus com o sacerdote real Melquisedeque. Finalmente, o capítulo 7 destaca como as tradições de Melquisedeque se relacionam com os ensinamentos sobre o Messias. Assim, Hebreus 4-7 não trata de toda a Lei de Moisés, nem estabelece uma dicotomia entre Jesus e a Torá. Em vez disso, esses capítulos enfocam uma discussão sobre o sacerdócio, que constitui apenas uma parte da Lei de Moisés.
O restante de Hebreus também destaca conceitos como sacerdócio e sacrifício. O Capítulo 8 explora as facetas do sacerdócio de Jesus e da Nova Aliança. Hebreus 9 e 10 proclamam a superioridade da Nova Aliança e delineiam os benefícios do sacrifício de Yeshua de seu próprio corpo. Toda essa discussão sacerdotal não questiona a validade da Torá, mas sim destaca o papel único de Yeshua como um sumo sacerdote eterno.
Portanto, aqui estão as perguntas que os leitores precisam fazer: “ Qual lei está sendo mudada em Hebreus 7:12?” e "Quais mandamentos são fracos em Hebreus 8:18?" Certamente, nem todos eles! Em vez disso, o escritor de Hebreus está preocupado em como Jesus se relaciona com os mandamentos para os sacerdotes de Israel. Quando o hebraico diz que Jesus “pôs de lado” (ἀθέτησις; ateteisis ) um mandamento anterior (7:18), a ordem pertence ao serviço sacerdotal. Hebreus menciona a “fraqueza” ou “falta de perfeição” (ἀσθενής, astheneis ) nesses mandamentos porque os sacerdotes humanos são humanos e, portanto, imperfeitos (ver Hb 10: 1).
Além disso, é provável que Hebreus tenha sido escrito após a destruição do Segundo Templo em 70 EC, o que tornou os sacrifícios não mais possíveis. Portanto, nosso autor de cartas está oferecendo aos leitores uma maneira de assegurar uma expiação contínua após o Templo terrestre: como exaltado sumo sacerdote celestial, Jesus ofereceu a si mesmo como um sacrifício “uma vez por todas” pelo pecado (cf. Hb 7:27; 9:26 ; 10:10). Dessa forma, Jesus realmente cumpre os mandamentos sobre o sacrifício e a expiação dados aos levitas; embora a cessação do sacerdócio após 70 tenha manifestado sua fraqueza e fragilidade, Yeshua fortalece e estende a longevidade do sistema sacrificial. Hebreus não descarta a Torá como obsoleta ou inútil, mas se dirige a um mundo sem os sacrifícios habituais e mostra como Jesus serve como um sumo sacerdote eterno no céu que faz expiação para sempre. (* Por Pinchas Shir)

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