Costumes Bíblicos

Israel Institute of Biblical Studies

A Ascensão


Quem previu a ascensão de Jesus Cristo?
Quando e como Ele ascendeu?
Quem previu que Ele ascenderia?
  1. No Antigo Testamento, Davi, o rei de Israel (Sl 68.18).
  2. No Novo Testamento, Jesus, o Rei dos reis (Jo 6.62; 16.28; 20.17).
Quando Ele ascendeu?
Exatamente 40 dias após a Sua ressurreição (At 1.1-3).
Como Ele ascendeu?
Acredita-se que a nuvem mencionada em Atos dos Apóstolos 1 refira-se à nuvem da glória shekinah de Deus, mencionada pela primeira vez em Êxodo 13.21,22. Essa ocasião em Atos dos Apóstolos, então, marcaria a quarta das seis principais aparições da nuvem de glória associada à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Estas são:

  1. No seu nascimento (Lc 2.8-14).
  2. Durante a visita dos magos (Mt 2.1,2,9,10). Muitas pessoas acreditam que a estrela especial aqui era uma referência à glória shekinah de Deus.
  3. Durante a Sua transfiguração (Mt 17.1-5).
  4. Na Sua ascensão (At 1.9).
  5. Na Sua vinda antes da tribulação (1Ts 4.17).
  6. Na Sua vinda após a tribulação (Mt 24.30; Mt 26.64; Ap 1.7).
De onde e para onde Jesus Cristo ascendeu?
De que lugar da terra Ele ascendeu (At1.12)?

Informações sobre o monte das Oliveiras.
  • Ele é 97m mais alto do que o monte Moriá.
  • Ele eleva-se até uma altura de 836m acima do nível do mar.
  • Seu nome é derivado das oliveiras plantadas ali.
  • Às vezes, ele é chamado de monte das Luzes.
A importância do monte das Oliveiras.
Essa montanha teve um lugar de destaque no ministério terreno de Jesus.
  • Segundo a tradição, ela teria sido o lugar onde o Senhor fez a oração do Pai-Nosso pela primeira vez (Mt 6.9-13). A Igreja do Pai-nosso,construída em 1868, tem a oração gravada em 32 línguas em 32 placas de mármore, cada uma medindo 90cm de largura por 1,80m de comprimento. A Bíblia diz que Jesus visitava esse monte com frequência (Lc 22.39).
  • Foi dali que Ele saiu para a entrada triunfal [em Jerusalém] (Mt 21.1,2).
  • Foi ali que Ele ensinou Sua longa lição profética (Mt 24.3).
  • É possível que Ele tenha passado as últimas noites antes da Sua morte ali (Lc 21.37,8).
  • É possível que Ele tenha feito Sua grande oração sacerdotal (Jo 17) ali (Mt 26.30).
  • Foi dali que Ele ascendeu (At 1.12).
  • É ali que, um dia, Ele retornará à terra (Zc 14.4).
Para onde Ele ascendeu no céu?
Para a destra de Deus, uma posição da mais alta honra. Por isso hoje o Senhor Jesus Cristo ocupa a posição mais proeminente, privilegiada e poderosa em todo o universo!
  • Conforme previsto. a) Por Davi (Sl 24.7-10; 110.1). b) Por Jesus (Lc 22.69).
  • Conforme cumprido. a) O testemunho de Pedro (At 2.33; 5.31; 1Pe 3.22). b) O testemunho de Paulo (Rm 8.34; Ef 1.20; Cl 3.1). c) O testemunho de Hebreus (Hb 1.3; 8.1; 10.12). d) O testemunho de Estêvão (At 7.55,56).
Por que Jesus Cristo ascendeu? O que Ele está fazendo agora?

Pause um pouco, tome seu fôlego, assista esse vídeo até o final!!! [Eu, todavia, não consigo conter-me e não reprimo as minhas lágrimas e dores fortes na minha alma.]

    
Agora com o coração contrito, continuemos nosso estudo!

Basicamente, Ele ascendeu para encarregar-se de determinados ministérios importantíssimos em favor do povo que remiu pelo Seu sangue.

  • Para funcionar como nosso precursor (Hb 6.19,20). - Jesus é descrito como o nosso precursor. Essa palavra tem sido associada a um pequeno barco, chamado de precursor. No mundo antigo, grandes navios oceânicos, muitas vezes, tinham dificuldade de aproximar-se dos portos gregos que eram muito rasos. Para lidar com esse problema, um pequeno barco precursor, frequentemente, era enviado para ajudar a prender a âncora do navio ao porto. O Dr. Kenneth Wuest faz uma analogia: A âncora do crente, portanto, é afixada ao interior do véu do Lugar Santíssimo no céu. Aqui, temos algumas figuras riquíssimas. Nossa vida presente é o oceano: a alma [...] do crente, como um navio agitado pela tempestade, está presa pela âncora ao interior do véu, atada pela fé à realidade abençoada no interior do véu. (Hebrews in the Greek New Testament.p.125)
  • Para preparar um lugar para nós. 1) Esse lugar (na verdade, uma cidade) é prometido por Jesus em João 14 (Jo 14.2). 2) Esse lugar (cidade) é descrito em Apocalipse 21 (Ap 21.2,10,11,23).
  • Para conceder dons espirituais ao Seu povo (Ef 4.7,8,11-13). Um dom espiritual é uma habilidade sobrenatural concedida por Cristo ao cristão por intermédio do Espírito Santo (1Co 12.7-11) no momento da salvação, com um propósito duplo. a) Glorificar a Deus (Ap 4.11). b) Edificar a Igreja (Ef 4.12).
  • Para oferecer encorajamento ao Seu povo (Hb 4.14-16; 12.1-3).
  • Para fazer orações sacerdotais por nós. Muitos crentes consideram o apóstolo Paulo como o cristão mais importante e espiritual que já viveu até hoje. Certamente, ele era um guerreiro de oração poderoso e efetivo. Quando Paulo falava com Deus, prisões eram sacudidas, portas eram abertas, cadeias eram desatadas, e pessoas eram salvas (At 16.25-34)! Com tudo isso em mente, suponhamos que, no meio do seu momento mais obscuro de dor e aflição, o telefone toque, e o apóstolo Paulo esteja do outro lado da linha. "Querido irmão", diz ele, "eu queria que você soubesse que estou ciente dos seus terríveis sofrimentos e, por isso, planejo passar as próximas 24 horas de joelhos em oração, clamando exclusivamente por você!" Que consolo e segurança isso lhe traria! Imagine só - o grande apóstolo Paulo, escritor de metade do Novo Testamento, está orando por você! Mas espere! Em meio à sua angústia e às suas lágrimas, você escuta outra voz. "Filho amado, preciso que você saiba que eu estou plenamente ciente de toda a sua tristeza, angústia e desespero. Por isso, planejo fazer hoje aquilo que venho fazendo desde o momento da sua salvação e que continuarei a fazer por toda a sua vida, a saber, pretendo passar cada segundo de cada minuto de cada hora de cada dia à destra do Meu Pai, orando por você!" Isso não serviria como um bálsamo abençoado para aliviar a alma ferida? Isso não curaria o ferimento aberto do coração humano? Certamente que sim, e é exatamente isso que o Salvador está fazendo neste exato momento por cada cristão que está lendo estas palavras (Rm 8.34; Hb 9.25). Aqui, Ele opera de uma maneira dupla: 1) Agindo como nosso intercessor (por causa das fraquezas e fragilidades do cristão). Enquanto estava na terra, nosso Senhor disse a Pedro certa vez: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. (Lc 22.31,32) - De acordo com muitas passagens do Novo Testamento, o Salvador continua a exercer do céu Seu ministério abençoado pelo Seu povo (Hb 7.25). 2) Agindo como nosso advogado (por causa dos pecados do crente) (1Jo 1.9; 2.1; Ap 12.10).
  • Para enviar a promessa do Pai (At 1.4). Muita tinta já foi usada tentando explicar estas quatro palavras: A promessa do Pai. Várias passagens das Escrituras deixam claro que a promessa do Pai (Jl 2.28; At 2.16) e também a promessa do Filho (Jo 14.16-26; 15.26; 16.7) referem-se à chegada do Espírito Santo de Deus. Simão Pedro testifica isso durante o seu sermão no Dia de Pentecostes (At 2.32,33).
  • Para cuidar das Suas igrejas (Ap 1.10; 3.22). Nessa passagem extraordinária, o apóstolo João, na ilha de Patmos, vê o Cristo ressurreto e glorificado entre sete castiçais de ouro, vestindo trajes de sumo sacerdote. João é informado de que os castiçais simbolizam igrejas locais na terra. Essa maravilhosa passagem descreve a última das três posições, por assim dizer, do Cristo ressurreto no céu. Ele é visto: 1) Sentado (Hb 10.12). 2) De pé (At 7.56). 3) Andando (Ap 2.1).
    ORA VEM SENHOR YESHUA!
  • Para trabalhar por intermédio do Seu povo (Jo 14.12). É claro que, aqui, devemos entender que a palavra maiores refere-se à quantidade, e não à qualidade. Isso significa, simplesmente, que Jesus, agindo por intermédio do Espírito Santo, encarregaria o Seu povo de fazer aquelas coisas que Ele mesmo não fez enquanto esteve na terra. Essas tarefas incluiriam: 1) Escrever livros cristãos, artigos, folhetos etc. 2) Pregar o evangelho em todo o mundo por meio da televisão, do rádio, da internet etc. 3) Traduzir a Palavra de Deus para diversas línguas. 4) Organizar institutos, universidades e seminários bíblicos para treinar obreiros para o ministério.
  • Para esperar até que Ele esteja pronto para derrotar os Seus inimigos. a) Esse ministério conforme predito (Sl 2.8,9; 110.1). b) Esse ministério conforme cumprido (Ap 19.11-16).


Sacerdócio no Antigo Testamento

O Sumo Sacerdote.
Era o responsável em cuidar do
 Tabernáculo,local onde as pessoas
 vinham para adorar a Deus.

SACERDOTES NO ANTIGO TESTAMENTO

Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade. Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência, mais ou menos positiva, que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. Israel não era diferente neste particular, embora houvesse também algumas diferenças significativas, em comparação com outros povos.
Os líderes religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. Eles eram especialistas em religião, responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo.

As funções dos sacerdotes

Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. Em Dt 33.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas.. Esse texto se refere à tribo de Levi, que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32.26-29). Diante disso, Deus pediu aos levitas que fossem em exemplo e se tornassem líderes religiosos:
  • Deveriam ensinar a Lei de Deus aos demais israelitas. Nisto se incluíam, não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4.1-6), mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17.8-12).
  • Eles cuidavam, também, dos lugares sagrados e santuários, onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo.
  • Outra responsabilidade era o Urim e Tumim, o meio oficial de se lanças sortes, levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não". O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote, e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei. (1Sm 23.9-12; 28.6).

Desenvolvimento histórico

O desenvolvimento histórico do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT:
  • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 32.54).
  • A tribo de Levi recebe um ministério sacerdotal específico (Êx 32.26-29).
  • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes, e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo).
  • Um grande conflito entre levitas  que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16--17).
  • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17--18).
  • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta do Templo em Siló (1Sm 1--2).
  • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. O sumo sacerdote era, em determinados momentos, um importante líder político, além de ser um líder religioso (2Rs 11).
  • Um grupo de levitas compondo salmos para uso do povo (Sl 50 e Sl 73--83 são da autoria de Asafe, um levita). Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo de Deus
  • Vários grupos de levitas cantores, instrumentistas e porteiros participando do culto no Templo (1Cr 15).

Esta estampa do sumo
sacerdote é baseada
na descrição em Êx 28.
Mostra a sobrepeliz azul
com os sininhos em volta
da borda;a estola sacerdotal
amarrada  com um cinto;
e o peitoral com as
12 pedras preciosas,uma para
 cada uma das tribos.
Na mão do sumo sacerdote
 está o bastão de Arão (Nm 17).
 

Uma visão fundamental para culto

A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo, Levítico e Números. Esses textos são, muitas vezes, atribuídos a uma fonte sacerdotal (P), que, segundo muitos eruditos , assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. No entanto, é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. Assim, outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é, de fato, antigo, por mais que admitam a possibilidade de que, com o passar do tempo, esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores.
Roupas cerimoniais do
  antigo templo israelita
usadas  no
Tabernáculo Mosaico
 e sucessivos templos
 israelitas de Salomão,
 Herodes e outros.
Seja como for, os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. Assim, tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8).
Quando oficiavam, Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. Em nome do povo, eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza, possibilitando, desta maneira, que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15.31; veja "Sacrifícios"). As ofertas pacíficas, que eram outro tipo de sacrifício,fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. Em nome de Deus, os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10.10). O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade, pois era quem chegava mais próximo de Deus. No Dia da Expiação, ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16; veja também "As grandes festas religiosas").

Um sacerdócio fora do padrão

Nos primeiros tempos, os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. ex., 1Sm 21). No entanto, nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos, e não o SENHOR. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém, onde ficava o templo nacional. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23).
Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto, levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes, porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18.18).
É claro que havia exceções, como podemos ver no caso de Ezequiel, que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas  (Ez 8; 22.26), mas, ao fazê-lo, se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. Depois da destruição de Jerusalém, suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40--48).

Um reino de sacerdotes

É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação, mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19.6). O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam, ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2.9).
O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. Entretanto, a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico, e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23).
O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo. Diante disto, a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal.  Mas o NT descreve, também, como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar, liderar e orientar. No AT, era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo, este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua liderança no NT. 

DESTAQUE NO SITE

Cananeus e filisteus

CANANEUS Os habitantes originais do litoral sírio-palestino, incluindo o sul da Fenícia, eram os descendentes de Canaã (Gn 10.15...

MAIS ACESSADOS