COSTUMES BÍBLICOS: A CRIAÇÃO

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Deus e o Universo

Deus e o Universo 
Embora nem todos os cristãos concordem quanto ao mecanismo da criação, a posição da Bíblia sobre o relacionamento entre Deus e o universo é clara, em princípio.

Um só Criador

Deus é o único Criador do universo. Seja qual for o mecanismo usado ou o período de tempo que se tem em vista, a Bíblia enfatiza que tudo no universo deve sua existência à vontade soberana de Deus (veja, p.ex., Gn 1.1; Jo 1.3; Cl 1.16).
Portanto, a Bíblia desafia o "cientismo", isto é, a crença de que a ciência tem a única explicação sobre a origem do universo. A ciência pode descrever como Deus o fez, mas não responde por que o universo existe.
A Bíblia questiona todas as formas de adoração da natureza, seja no animismo ou em alguns ramos da Nova Era, ao enfatizar a distinção entre Deus e a criação.
Também nos desafia em termos de preocupação pelo meio ambiente. O mundo não existe para ser usado da forma que bem entendemos, mas é a criação de Deus que nos foi entregue para que dela cuidemos.

Ordem

Deus é a fonte da ordem no universo. É Deus quem mantém o universo em existência, e a sua fidelidade é o fundamento daquilo que achamos de leis da ciência (Cl 1.17). Isto, na verdade, forneceu uma base para a ciência moderna e hoje permite que se considere a ciência uma atividade cristã legítima. A ciência revela a ordem do universo ou, como disse Keple, a ciência pensa os pensamentos de Deus depois que ele já os pensou.
(*)Entre a vida arbórea no Éden estava “a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2: 9). Ao ler a frase "bem e mal", pode-se pensar em termos de moralidade - em outras palavras, "certo e errado". No entanto, o termo traduzido como “bom” ( טוב ; tov ) em Gênesis 1-3 nunca tem a ver com bondade moral ou retidão ética; em vez disso, “bom” se refere a funcionalidade, qualidade e organização. Portanto, em vez de descrever "bem e mal" morais, o sentido do hebraico está mais próximo de "a árvore do conhecimento da ordem e da desordem".
Na criação, as Escrituras afirmam: “Deus viu que a luz era boa ( טוב ; tov ) e Deus separou a luz das trevas” (1: 4). “Luz” ( אור ; 'ou ) não pode ser moralmente bom ou mau; é “bom” como um contraponto às trevas - sua bondade é baseada em sua função organizacional (cf. 1:10, 12, 18, 21, 25, 31). Deus também faz brotar árvores que são "boas ( טוב ; tov ) para alimento" (2: 9; cf. 3: 6), e a terra de Havilá tem ouro "bom" (2:12) - tanto a comida como ouro são “bons” na medida em que Deus os construiu para a mais alta qualidade ou função. Finalmente, Deus cria a mulher como uma contraparte igual porque “não é bom ( טוב ; tov ) que o humano esteja só” (2:18); em vez de fazer um julgamento de valor moral, Deus vê a mulher como um “equilíbrio relacional” e a cria para alcançar a igualdade e o equilíbrio de gênero humano.
Com base nos dados linguísticos em Gênesis 1-3, seria impreciso pensar em "bom" ( טוב ; tov ) como o mesmo que "direito" ou "justiça" em inglês - para o qual a palavra hebraica צדק ( tsedeq ) significaria ser mais apropriado. No Éden, "bom" significa "ordenado". Em vez de entender “a árvore do conhecimento do bem e do mal” como o nexo da moralidade, o leitor israelita original a teria visto como o local simbólico das capacidades criativas de Deus, onde os humanos acessam a capacidade de trazer ordem ao caos. Quando Adão e Eva transgridem o mandamento de Deuse comer da árvore, eles tentam obter o entendimento organizacional de Deus sem recorrer ao relacionamento com o Senhor. O evento Eden adverte contra os seres humanos que encontram sua função e criatividade em si mesmos ; Gênesis encoraja as pessoas a descobrirem seu propósito, não por meio da árvore, mas por meio da Divindade. (*Por Dr. Nicholas J. Schaser-Israel Bible Center)

Relacionamentos

Deus coloca os relacionamentos no centro do universo. Ao contrário das histórias babilônicas de criação, nas quais os seres humanos são criados apenas como escravos dos deuses, a Bíblia indica que o ápice da ordem criada é a oportunidade de homens e mulheres se relacionarem com o Deus Criador. Só eles foram criados à imagem de Deus, receberam intimidade de relacionamento e a responsabilidade da administração (Gn 1.26-28; 2.4-25; Sl 8.3-8).
O mundo não deve ser adorado como se fosse um organismo divino, nem abusado como se fosse uma máquina impessoal; deve ser usado para o bem, sob a responsabilidade pelo Criador que quer estar bem próximo dos seres humanos.

Adoração

O Deus do universo quer ser adorado. A Bíblia não
discute o relacionamento de Deus com o universo em termos puramente acadêmicos. Como Sl 8 e Sl 19 deixam claro, quando contemplamos o universo de Deus somos inspirados a adorar a admirar a originalidade, o cuidado e a beleza do Criador. 

Salvando o universo

Deus realiza a sua obra de salvação dentro do universo. O mesmo Deus que é maior que o universo, que cria e sustenta o universo em cada momento de sua existência, também age nele. A salvação foi realizada pela ação do Deus eterno em pontos determinados da história do universo, especialmente na vida, morte e ressurreição de Jesus (Cl 1.15-20). 

Transformando o universo

O propósito de Deus não se limita a este universo. Embora a Bíblia insista que a criação seja boa (Gn 1.31), também reconhece que, por causa da queda da humanidade, o universo não é como deveria ser. Isto representa um tema central que se cumprirá quando Deus criar um novo céu e uma nova terra, conforme descrição de Ap 21.1. A segunda vinda de Cristo significa uma transformação no próprio universo. 

Desfazendo a Criação com as Pragas do Egito(*)

De acordo com Êxodo, Deus envia dez pragas contra o Egito (ver Êxodo 7: 14-12: 32). Você já se perguntou por que o Senhor envia dez pragas? Por que não nove ... ou sete ... ou quatro? Para entender a razão de Deus para o envio de dez pragas, precisamos voltar até Gênesis 1 e a descrição bíblica da criação. Cada um dos atos criativos de Deus em Gênesis encontra sua contraparte negativa nas pragas, o que nos mostra que Deus ama Israel o suficiente para desfazer temporariamente a criação a fim de resgatar o povo escolhido da escravidão.
Antes da sétima praga (granizo), Deus diz a Faraó, “Para este fim eu te levantei, para mostrar o meu poder ( כח ; koach ), para que o meu nome seja anunciado em toda a terra” (Êx 09:16 ) A palavra hebraica para “poder” ( כח ) às vezes descreve o poder que Deus exerceu na criação : “A voz do Senhor está sobre as águas ( על-המים ; al-ha'mayim ) ... o Senhor acabou ( al ; על ) muitas águas ( מים ; mayim ). A voz do Senhor é poderosa ( כח ; koach) ”(Salmos 29: 3-4). A referência do salmista ao Senhor estar "sobre as águas" lembra o início da criação, quando o Espírito de Deus pairava "sobre a superfície das águas ( על-פני המים ; al-penei ha'mayim )" (Gn 1: 2 ) Mais, a referência à poderosa voz de Deus sobre as águas lembra a voz de Deus na criação: “ Deus disse ( ויאמר אלהים ; vayomer Elohim ), 'Haja luz e houve luz' (Gn 1: 4).
Assim, as palavras de Deus ao Faraó nos mostram por que deveria haver dez pragas: As dez pragas lembram as dez palavras que a poderosa voz de Deus proferiu na criação . Gênesis 1 usa a palavra hebraica ויאמר ( vayomer ; “E [Deus] disse ...”) um total de dez vezes (cf. Gn 1: 3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26, 28-29) , de modo que para cada palavra poderosa e criativa que Deus profere para construir a terra em Gênesis 1, Deus profere uma palavra destrutiva contra o Egito em Êxodo . Deus está disposto a desfazer a criação sobre o Egito se isso significar que Faraó deixará o povo amado de Deus ir livre. (*Texto de Dr. Nicholas J. Schaser em Israel Bible Center)

Pessoas como Administradoras da Criação

Pessoas Como Administradoras da Criação!
O relato do Gênesis deixa bem claro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destruí-la.
Em meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15).
O verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destruí-la.
Segue-se que cuidar da criação é uma responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que Ele criou.
Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento".
É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista. Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra.
A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência, e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat.
Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o Sl 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação - até que Ele venha.

QUAL FOI O TRABALHO DE ADÃO NO ÉDEN? (*)

De acordo com a maioria das traduções em inglês, Gênesis 2:15 diz que Deus pegou “o humano” ( האדם ; ha'adam) e “colocou-o no Jardim do Éden para cultivá-lo e mantê-lo ( לעבדה ולשמרה ; le'avdah u'leshamrah ) . Nessa renderização, o primeiro ser humano é colocado no jardim para trabalhar a terra e cuidar de sua produção. No entanto, uma tradução alternativa das palavras hebraicas para “cultivar” ( עבד ; avad ) e “manter” ( שׁמר ; shamar ) seria “adorar e obedecer”. Com base no contexto de Gênesis, é razoável supor que os dois pares de significados estão em jogo:Deus colocou Adão no jardim não apenas para ajudar a terra a florescer, mas também para manter um relacionamento de adoração e obediência com o Senhor.
Deus pretendia que o primeiro humano supervisionasse a criação e a ideia de “cultivar e manter” o jardim se encaixa com a noção de adorar e obedecer ao Criador de tudo. Como um ato de serviço, Adão não apenas cultiva o jardim, mas também enriquece o vínculo entre ele e Deus. Os termos לעבדה ולשמרה também são usados ​​para a tarefa levítica do ministério no Templo (cf. Números 3: 8 ). O uso semelhante de linguagem em Gênesis 2:15 e Números 3: 8 sugere que o Jardim do Éden poderia ser visto como um templo de Deus no qual o primeiro ser humano servia em uma função sacerdotal.
Assim, Adão foi encarregado de manter um ambiente no Jardim do Éden que conduzisse ao seu bem-estar espiritual e físico. Em outras palavras, tanto “cultivar e manter” quanto “adorar e obedecer” são traduções apropriadas, pois revelam o papel crítico do primeiro ser humano no desenvolvimento e manutenção da comunhão divino-humana. (*Este texto é parte de um artigo publicado por Dra. Ashley E. Lyon em Israel Bible Center-Editado aqui por Costumes Bíblicos-Conheça os cursos do Hebraico Bíblico)

Introdução à história de Deus

Os 66 livros da Bíblia juntam-se em uma só história - a história de Deus e da humanidade. O Senhor criou um mundo lindo, repleto de criaturas incríveis, incluindo o homem. O primeiro homem e a primeira mulher rebelaram-se contra a autoridade de Deus, mas o Senhor graciosamente agiu para restaurar a humanidade, nascendo como um de nós, Jesus, o Messias. Por intermédio de Jesus, Deus iniciou o que Ele um dia completará: a restauração final da Criação.
A grande história da Bíblia começa no livro de Gênesis (cujo significado é "origem") e funciona como cenário para o restante dos eventos nas Escrituras. Começa com o relato da criação do mundo e de todas as criaturas por Deus. É registrado também o primeiro pecado e suas consequências - a separação das pessoas de Deus, do mundo, e de uns dos outros. Mas Gênesis também contém as primeiras pistas do plano de Deus para remir toda a humanidade: esse livro conta a história de Abraão e sua família - cujos descendentes se tornariam o povo de Israel. Um dia, um Redentor - Jesus - viria do meio desses descendentes. O Senhor já estava tecendo a história.
A história do início do povo de Israel continua nas livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. O povo foi liberto da escravidão no Egito, recebeu as leis que ajudariam a definir seu relacionamento com Deus e então, viajou rumo à Canaã, aterra natal prometida a eles. No livro de Josué, o povo conquistou a terra, e em Juízes e Rute, lutou para estabelecer-se.

Os livros de 1 e 2 Samuel e dos Reis contam a história de como o povo de Israel tornou-se um reino. Sob Davi e Salomão, o reinado foi unificado e prosperou. Mas, por fim, o reinado dividiu-se, e décadas de decadência chegaram para o povo. Isaías, Oseias, Joel, Amós, Jonas e Miqueias foram profetas que falaram durante essa época de divisão dos Reinos, antes da queda do Reino do Norte, Israel.
A mesma coisa aconteceu posteriormente ao Reino do Sul - Judá. Assim como os primeiros profetas de Israel de Israel, Naum, Habacuque e Sofonias alertam Judá, e poucos reis demonstram esperanças, buscando obedecer a Deus, mas, por fim, o governo dos reis maus trouxe a queda de Judá também. Como consequências, o povo de Deus foi exilado para terras estrangeiras. A história de Deus e da humanidade estava desdobrando-se, mas os relacionamentos ainda estavam rompidos.
Mesmo assim, Deus não desistiu de Seu povo ou abandonou Seu plano. Os profetas Jeremias e Ezequiel começaram a clamar que o povo de Judá voltasse para Deus. Quando Jerusalém - a capital de Judá - foi destruída, esses profetas prometeram esperança aos exilados descrevendo visões de uma restauração futura. Foi durante esse exílio que o profeta Daniel serviu nos impérios da Babilônia e Medo-Persa.
Por fim, um pequeno grupo do povo de Deus retornou do exílio para Jerusalém e reconstruiu o Templo e os muros da cidade. Os livros de Esdras e Neemias relatam esses eventos, e os profetas Ageu e Zacarias estavam lá para encorajar o povo. Enquanto isso, o livro de Crônicas era compilado, para ajudar essas pessoas a lembrarem sua identidade como povo de Deus  - um povo que foi separado por Ele para ser uma bênção a todo mundo.
Ao longo de toda a história de Israel, profetas ofereceram pistas quanto à restauração do povo do exílio, mas também apontaram para um dia maior, o dia da restauração final de toda a criação. Tudo isso se tornaria possível com a chegada do Messias. Aqui termina o Antigo Testamento com uma promessa, uma esperança distante palpitando no coração do povo de Deus.
A maior história de Deus continua no Novo Testamento, com a chegada do Messias, Jesus de Nazaré. Deus veio em carne para restaurar Seu relacionamento com a humanidade. Mateus, Marcos, Lucas e João contam a história de Jesus com outros olhos. Eles contam como Deus tornou possível a redenção de todo o mundo por meio da vinda de Seu filho à terra - nascendo como um bebê, para mostrar às pessoas quem é Deus ao ensiná-las e servi-las, e, por fim, morrendo pelo pecado de todos de todos. Então, Jesus ressuscitou dos mortos para demonstrar Seu poder sobre o pecado, derrotar a morte e disponibilizar esse poder para todos que creem nele. A história de Deus e da humanidade teve uma reviravolta.
A história continua no livro de Atos dos Apóstolos. O Espírito de Deus uniu a comunidade de crentes e capacitou-os para espalhar pelo mundo as boas-novas do Deus em carne. Seguindo Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo, Pedro, João, Tiago e outros incentivaram essas comunidades e ofereceram sabedoria para os cristãos por terem a missão de representar o Messias vivo neste mundo decadente.
A Bíblia termina com o livro de Apocalipse, mas a história não chegou ao fim. Apocalipse aguarda o triunfo final de Deus sobre o mal no fim dos tempos. O Messias retornará para governar com justiça, e tudo que foi destruído pela queda em Gênesis será feito novo pelo poder de Deus. A história de Deus e da humanidade será completa, e Seu relacionamento conosco, restaurado. O próprio Deus estará conosco.
Quando lemos a Bíblia, deixemos que a história de Deus e da humanidade torne-se a nossa própria história também. Esta é uma história contínua, uma história da qual verdadeiramente podemos fazer parte. Quando conhecemos Deus por intermédio de Seu Filho, Jesus, tornamo-nos cheios do Seu Espírito. Quando seguimos a orientação do Seu Espírito, tornamo-nos agentes de transformação nesse mundo partido. E, no processo, somos transformados também.

BET(Lar)-Guematria e a Criação (Curiosidades Judaicas)

Significado

*O significado de bet é bayit, palavra hebraica para “lar”.
Por que D’us criou o mundo?
O Midrash nos diz que D’us desejava um lar na terra. Como alguém define um lar? Um lar é o local para onde você volta quando encerra seus assuntos mundanos. Tira os sapatos, coloca roupas confortáveis, e relaxa. Você não precisa se exibir ou “vender-se” para ninguém. É um lugar onde seu verdadeiro eu vem à tona. D’us também desejava um lugar onde Ele pudesse ser Ele mesmo e se unir com Sua noiva, o povo judeu. Este foi o objetivo da Criação. Este é o bet de bayit, a primeira letra da Torá, o projeto da Criação.
Com bet significando Criação, notamos que o radical da palavra Bereshit é rosh, que significa cabeça. O prefixo é um bet. As últimas duas letras da palavra são yud e tav. Juntos, o bet, yud e tav formam bayit – casa. No princípio, quando D’us criou o mundo, Seu taavá (desejo) era que a Cabeça (que é D’us) habitasse na bayit, Seu lar.
E como se faz uma morada para D’us? Vivendo a letra bet. As três linhas do bet são frequentemente interpretadas como representando os três pilares sobre os quais o mundo se apóia: Torá, tefila e tsedacá (Torá, prece e justiça (incluindo boas ações). Quando uma pessoa reza, estuda Torá e faz caridade diariamente, constrói uma morada para D’us. A palavra taavá tem a guematria de 412: tav=400, alef=1, vav=6 e hei=5. Se você somar as letras da palavra bayit: bet=2, yud=10, tav=400, elas também totalizam 412.
As três linhas acima mencionadas do bet – os pilares de Torá, prece e caridade (e boas ações) – também atendem às três direções originais de seu desenho. Como o bet também contém a direção aberta, o norte, que pressagia o mal, a própria estrutura da letra incorpora uma tensão interna. Sua falta de fechamento físico representa tanto um convite como um perigo em potencial, e ambos apontam para a obrigação do povo judeu de completar a Criação de D’us, terminar Sua morada e aperfeiçoar o mundo. Fazemos isso atraindo a Divindade ao mundo e agindo de acordo com o bet, a casa. Cumprimos nossa obrigação através dos 3 pilares já mencionados. Desta forma, D’us habitará em Sua morada, e mereceremos realmente um mundo de berachá, bênção.
(Este *texto é parte de um artigo sobre o alfabeto hebraico na categoria: Guematria publicado por Chabard.org - Edição do texto e de imagens: Costumes Bíblicos)

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OS NOMES DE DEUS


A Criação


A CRIAÇÃO
Na assembleia da eternidade passada, a decisão divina foi tomada.
E, até hoje, os anjos e os mortais tendem a se sobressaltar maravilhados ao ponderar sobre as implicações desse plano forjado insondavelmente. No tempo certo, o Filho de Deus, isento de pecados,visitaria um planeta amaldiçoado e derramaria Seu sangue por seus habitantes pecadores. Algo mais inesperado e imerecido poderia ser imaginado?
Mas muitas coisas devem primeiro acontecer e preparar essa jornada gloriosa dos céus para a terra. A começar, o homem e seu universo deveriam ser criados. Então, dentre muitas nações, uma em particular seria escolhida para servir de canal com Deus. Por fim, todos os eventos, lugares e personalidades que desempenhassem um papel nessa linda história deveriam ser cuidadosa e apuradamente registrados.
Na agenda divina, 30 autores humanos foram chamados para descrever detalhadamente essa história soberana. Moisés foi o primeiro, e Malaquias, o último escritor. Contudo, Deus não tinha pressa alguma para completar Seu maravilhoso manuscrito. Mil anos transpirariam entre o primeiro e o último dos livros do Antigo Testamento. Em seguida, mais 400 anos passariam antes do começo do Novo Testamento.

O estágio da criação

Há 1.189 capítulos na Palavra de Deus. Sem dúvida, os mais importantes entre todos são os 11 primeiros, pois eles servem efetivamente como uma fundação vigorosa sobre a qual estão assentados firmemente os 1.178 capítulos restantes. Se compreendemos corretamente a história divina apresentada nesses capítulos iniciais, então nos aparece uma imagem clara e concisa da origem, do propósito e do futuro de todas as coisas.
Não é possível insistir exageradamente sobre a necessidade de aceitar esses primeiros capítulos de modo literal, factual, real e histórico, caso se deva conhecer o passado e agradar a Deus adequadamente! Note as seguintes palavras de Jesus e do evangelista aos Hebreus:
Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
João 3:12
Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente [...]Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Hebreus 11:3,6
Quatro eventos estupendos transpiram durante esse estágio fundante. Todos eles deixam o pensamento maravilhado. Os três últimos alteram radical e eternamente o curso da história: 
  • A origem de todas as coisas. 
  • A queda do homem. 
  • O dilúvio universal. 
  • A torre de Babel.
Podemos sentir-nos confusos e deprimidos ao final desse estágio. Como uma história iniciada com tanta majestade se encerraria com tamanha idolatria em Babel?
Mas esse é apenas o primeiro estágio da história. Devemos continuar lendo em busca de respostas.
Gênesis é o livro dos começos. Ele conta a história do início da raça humana em geral e do início da raça hebraica em particular. A Bíblia hebraica intitula esse livro de bere'shith ("no princípio"), conforme a primeira palavra do texto hebraico. As páginas de Gênesis introduzem os conceitos básicos da mensagem bíblica. Deus é apresentado como um ser pessoal absoluto que se importa com Sua criação e com a luta humana no mundo caído.
Gênesis ofereceu a Israel uma explicação sobre seu lugar na história do mundo. Ali, Moisés explica como o plano original de Deus para a criação foi arruinado pelo pecado e como Israel foi separado para o propósito especial de mediar as bênçãos redentoras de Deus ao mundo. Como história divina do mundo, Gênesis abrange mais tempo do que qualquer outro livro bíblico.
Esse livro também enfatiza a importância da aliança abraâmica, que deu a Israel o direito à terra (Gn 12.1-3; 15.18-21). Uma vez que, em breve, teria de tomar a terra lutando contra os cananeus, Israel tinha necessidade de compreender que a vontade de Deus para a nação era que ela os exterminasse (Gn 9.25; 15.16). Sendo assim, o livro tinha por objetivo fazer com que a geração de Moisés confiasse em Deus ao entender melhor sua herança passada, seu propósito presente e seu destino futuro enquanto aguardava a entrada na Terra Prometida.

Criação (Gn 1--2)

Destaque do hebraico 
Criar. Hebraico ליצור (bara). A palavra hebraica bara', tanto na modalidade ativa quanto na passiva, sempre transmite a ideia de "criar". Com Deus na posição de sujeito, ela aparece 48 vezes na Bíblia hebraica, das quais 21 encontra-se em Gênesis. O sujeito desse verbo nunca é o homem. Ele sugere a criação de algo novo (Jr 31.22). Bara', termo empregado em Gênesis 1.1, expressa a criação inicial. Está escrito que Deus criou os seres do mar (Gn 1.21), os corpos celestes (Is 40.26), o vento (Am 4.13), o coração puro (Sl 51.10), as palavras de louvor (Is 57.19), os novos céus e a nova terra (Is 65.17). Somente Deus é aquele que cria, e Ele o faz como expressão de Sua própria vontade soberana.
Os dois primeiros capítulos de Gênesis descrevem a obra original de Deus: a criação. Desde o versículo inicial, Gênesis pressupõe a existência de Deus (Elohim) e o fato da criação. O conhecimento da criação original também ajudaria a nação a compreender como o pecado impactou negativamente o mundo maravilhoso que Deus havia criado. O conhecimento dos seis dias de trabalho de Deus, bem como de Seu dia de descanso, ajudaria Israel a entender a base da semana de trabalho (Êx 20.8-11) e do descanso sabático como símbolo da aliança mosaica. O fato de o homem ser o ápice da obra criativa de Deus evidencia-se em sua designação como aquele que carrega a imagem de Deus (Gn 1.26,27). O homem e a mulher receberam o cargo de administradores teocráticos, devendo governar a criação de Deus em Seu nome (Gn 1.28; 2.8-20). O gerenciamento humano da criação (Gn 2.15), bem como a presença da árvore da vida e da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.9,17), lembrariam o público de Moisés de que eles também tinham a responsabilidade de obedecer a fim de experimentar as bênçãos de Deus (Lv 26; Dt 28).

PAPÉIS E RELACIONAMENTOS ENTRE O PAI E A SUA CRIAÇÃO

Qual foi o papel do Pai na criação?
A analogia:
Pergunta: quem criou o universo? De acordo com Davi, o Pai criou todas as coisas (Sl 19.1). Contudo, João declara que o Filho fez isso (Jo 1.3,4).
Finalmente, em outras passagens, a Bíblia diz que o Espírito Santo realizou o ato inicial da criação. No que devemos acreditar? A resposta evidentemente é que todas as três Pessoas da Trindade tiveram um papel a cumprir. Observe a seguinte ilustração: um importante executivo decide construir uma casa espaçosa e cara. Então ele contrata um arquiteto para fazer o projeto necessário para a sua casa. O arquiteto, por sua vez, contrata um empreiteiro competente para seguir sua planta. Nesta ilustração, o executivo é o Pai, o arquiteto é o Filho e o empreiteiro é o Espírito Santo. Os seguintes versículos referem-se à obra deste Empreiteiro divino:

  • Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra. (Sl 104.30)
  • Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça. (Jó 26.13)
  • O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida. (Jó 33.4)
As atribuições:
Na criação, o Pai aparentemente se responsabilizou pessoalmente em quatro áreas: 
  • A vegetação (Sl 104.14,16; Mt 6.28-30). 
  • A vida animal (Sl 104.14,16-18,20,21,27; Mt 10.29). 
  • O clima (Sl 135.6,7; 147.8,16-18; 148.8). 
  • As estações (Gn 8.22; At 14.17). 

A DOUTRINA DA CRIAÇÃO PERPÉTUA (JUDAÍSMO)

O que isso significa e o que isso significa para nós...
"No princípio, D'us criou os céus e a terra" ( Gênesis 1: 1) .
Um princípio básico do Judaísmo é que a totalidade da existência foi criado por D'us Yesh me-ayin , "algo do nada." Tudo - matéria e energia, espaço e tempo, até o próprio fenômeno "existência" - foi gerado a partir de um estado anterior de absoluto nada pelo Criador.
Esta não é apenas uma verdade factual - ela tem uma influência profunda em como percebemos a nós mesmos e a nossa existência. Isso significa que nada, exceto D'us, deve ser; que não existem axiomas, paradigmas, leis ou realidades que limitam a liberdade absoluta de D'us; que tudo o que é é apenas porque D'us o fez.
Além disso, a criação não é um ato único, após o qual o mundo existe por si só, como um carpinteiro que constrói um armário e se afasta dele. Em vez disso, D'us cria continuamente o mundo, forçando-o constantemente a sair de um estado inicial de absoluto nada para a existência e a vida. Se esse fluxo de vitalidade cessasse por um instante, D'us o proibisse, tudo voltaria ao nada absoluto. Como dizemos nas orações diárias, "Aquele que em Sua bondade renova a cada dia, constantemente, o primeiro ato da Criação". As grandes obras da filosofia judaica (como o Guia de Maimônides para os Perplexos , o Pardes Rimonim de Ramak , o Shaloh de R. Isaiah Horowitz e o R. Schneur Zalman de Liadi '.Tanya ) discute essa doutrina da "criação perpétua" e cita provas bíblicas, lógicas e filosóficas de que essa é realmente a natureza da existência.
A todo momento, o mundo é do jeito que é só porque D'us deseja ativamente criá-lo.
É claro que é uma ideia fascinante - pensar que nosso mundo, que parece tão sólido e contagioso para os nossos cinco sentidos, é realmente pulsando da existência para o nada e voltando a cada fração de tempo! Mas, além de estimular nossas mentes e inspirar nossa maravilha mística, isso faz alguma diferença real para nós em nossas vidas diárias? Quais são as implicações práticas da verdade de que D'us está criando o mundo de novo a cada momento?
Freqüentemente, ao viajar pela vida e enfrentar seus inúmeros desafios, vivenciamos momentos de desesperança e desespero. Nesses momentos, parecemos incapazes de ver algo de bom em nós mesmos ou em um ser humano próximo, nem de discernir qualquer propósito redentor no dilema ou na circunstância em que nos encontramos.
Mas a doutrina da criação perpétua significa que, em todo momento, o mundo é do jeito que é apenas porque D'us deseja ativamente criá-lo. Não pode haver situações "sem esperança", nem momentos "sem sentido", pois neste exato momento, com todas as circunstâncias que a acompanham, apenas agora foi criado um vazio absoluto por um Criador intencional que é a fonte última do bem.
(Por Yanki Tauber - Chabad.ogr - Editado por Costumes Bíblicos)

A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO - GÊNESIS 2 (HEBRAICO BÍBLICO)

Não há segredo de que existem dois relatos diferentes da criação nas Escrituras: em Gênesis, capítulo 1, e em Gênesis, capítulo 2. 
Gênesis 2: 4 é o versículo de abertura do segundo relato: começa a segunda "história do céu e da terra quando Deus criou a terra e o céu". Após esse versículo, o idioma e o tom mudam drasticamente, e algumas diferenças muito significativas emergem. A mudança mais importante diz respeito aos nomes de Deus: o primeiro relato refere-se ao Criador como "Deus" ou "Elohim" em hebraico, enquanto o segundo refere-se ao Criador como o "Senhor Deus" ou " YHWH Elohim ".
Essa diferença foi observada há muito tempo e tem sido o ponto de partida para a crítica bíblica, que tem visto nos usos de diferentes nomes divinos, pistas importantes para a autoria de tais passagens. Por causa dessa diferença, as duas histórias da Criação foram vistas como decorrentes de duas tradições diferentes: a primeira é geralmente atribuída à fonte P , a segunda à fonte J , embora essa divisão seja contestada por alguns estudiosos. J é a designação dada pelos críticos bíblicos ao autor que usou o nome divino יהוה YHWH, e acredita-se que tenha vivido no reino do sul algum tempo após a morte de Salomão. Segundo essa teoria, ele foi responsável pela maior parte do Gênesis; enquanto P é designado como autor do primeiro capítulo de Gênesis, o livro de Levítico e algumas outras seções da Torá.
Não acho que minha tarefa aqui seja dar as respostas. Todos sabemos que, no final das contas, essa é uma questão da minha fé e da sua - como lemos este livro e o que fazemos deste texto. Tenho minha própria opinião e posição e, é claro, você não precisa aceitá-la. No entanto, espero enriquecer sua leitura da Bíblia, apontando os detalhes e nuances que estão sendo negligenciados por causa da tradução e fornecendo alguns comentários judaicos relevantes (incluindo o meu). O que você faz com esses detalhes, nuances e percepções dependerá de onde você está e do que acredita.

Dois lados de Deus

Muitas pessoas vêem o primeiro e o segundo relatos como contraditórios entre si e nem sequer estão conectados; eles os consideram representando duas versões completamente diferentes da história da criação, sugerindo assim que não havia um autor único dessa história - e não há um autor único deste livro! Pessoalmente, acho que há lugar para mais uma abordagem - ou talvez até para outras - para reconciliar os dois primeiros capítulos de Gênesis!
Antes de tudo, será que esses dois relatos refletem dois lados da natureza de Deus? Como mencionei anteriormente, temos nomes diferentes de Deus nos dois relatos. No capítulo 2, o Criador é referido como Senhor Deus (Adonai Elohim), enquanto no primeiro capítulo, o Criador é chamado Deus (Elohim). Elohim ((אלוהים - "Deus" ou "deuses") - é o termo genérico para Deus que encontramos na Bíblia. Ele pode ser usado como um substantivo plural se aplicado aos deuses de outras nações, ou um substantivo singular quando se refere a Deus de Israel Por outro lado, Adonai יהוה)) é o nome absolutamente único e pessoal do Deus de Israel - o nome mais freqüentemente usado na Bíblia [1] .
A tradição judaica interpreta os nomes Elohim e Adonai como reflexos dos dois lados da natureza de Deus: Elohim representando a qualidade da justiça; Adonai refletindo a qualidade da misericórdia. Por exemplo, em Gênesis 22 , é Elohim que ordena que Abraão sacrifique Isaque, mas foi o SENHOR Adonai (o anjo do Senhor) que parou a mão de Abraão no final. Midrash diz que o mundo foi originalmente criado por Deus como Elohim (Gênesis 1 ), mas depois ele é chamado Adonai Elohim (Gênesis 2 ) porque viu que, sem Sua misericórdia, Sua criação não sobreviveria.

Direções opostas

Existe outra abordagem ou explicação possível - uma explicação que é vista até mesmo no primeiro versículo do segundo relato: " Tal é a história do céu e da terra quando eles foram criados no dia em que o Senhor Deus criou a terra e o céu ". O segundo relato começa imediatamente com a terra e os que pertencem aqui - antes de tudo, um homem. Vamos ouvir os comentários de Rashi. Sua explicação para as diferenças entre Gênesis 1 e 2 - por que 2: 7-23 parece repetir a história já contada em 1: 26-27 - é que, primeiro, a Torá nos apresenta a imagem geral da história da criação, e depois nos mostra detalhes específicos da criação da humanidade, que, é claro, é a mais importante das criações.
Assim, o homem que vemos no segundo capítulo ainda é o mesmo Adão, mas agora a foto é tirada de um ângulo completamente diferente - um ponto de vista diferente. Não é por acaso que mesmo a ordem das palavras nos dois relatos é completamente oposta: enquanto o primeiro capítulo começa com o famoso " No princípio, Deus criou o céu e a terra " (1: 1), é dito no capítulo 2 : “ O Senhor Deus fez a terra e os céus” (2: 4). Vemos o mesmo vav aqui, ele conecta novamente o céu e a terra - mas os conecta em direções opostas. Em certo sentido, o capítulo 2 é como uma câmera lenta daqueles versículos do capítulo 1, onde Deus está lidando com o homem.

Natureza dupla do homem 

Portanto, no capítulo 2, vemos todo o processo em câmera lenta - e, graças a essa câmera lenta, pela primeira vez percebemos um fato que poderia ser facilmente esquecido na rápida mudança de episódios no capítulo 1: esse homem, a quem Deus declarou ser criado “ à Sua imagem e de acordo com Sua semelhança ”, não é algum tipo de ser angelical e espiritual, sem desejos ou preocupações carnais e ocupado com assuntos puramente espirituais. Não, ele é um homem muito material - uma criatura de carne e osso. Lembramos que durante toda a história da Criação, no primeiro relato, Deus continuou nos mostrando, através de diferentes sugestões - pelos nomes e combinações das letras - que essa criatura especial que Ele criou tinha uma natureza dupla. Agora, não é mais uma dica: as escrituras dizem claramente que Adão é"Formado ... do pó da terra" ! Acredito que esses dois relatos da criação de alguma forma refletem esses dois aspectos diferentes de Adão: sim, ele é criado à imagem de Deus - mas também é "formado ... do pó da terra" ! A partir de agora, essa incrível tensão entre o pó do solo em que somos formados e a imagem de Deus em que somos criados marcará todas as páginas deste livro - e todos os passos da vida humana.

[1] A pronúncia original provavelmente era Yahweh, mas como a tradição judaica permitia que o nome fosse dublado apenas pelo Sumo Sacerdote, tornou-se habitual, após a destruição do segundo templo, dizer a palavra Adonai (meu Senhor) ao ler יהוה

(Este texto é parte de um artigo publicado por Julia Blum no Israel Institute Of Biblical Studies - Editado aqui por Costumes Bíblicos)

Gênesis e a História da Criação


GÊNESIS E A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO
Gênesis é uma epopéia, uma coleção de histórias grandiosas. O título significa "princípio" e este é o livro dos começos na Bíblia - o princípio do mundo e o princípio de uma nação. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como uma narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo, uma história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo, não em pedaços. Se levarmos em conta a natureza do material, muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. 
A formação do livro
Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão, com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a.C.
Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. Será que Moisés, com sua formação na corte egípcia, começou a escrevê-las? [Com certeza. A Bíblia é bem clara: Deuteronômio 4:44/31.24/33.4 - Lucas 24:44 - Esdras 3:2 - Estas são algumas das muitas referências bíblicas, de que foi Moisés quem escreveu os 5 primeiros livros da Bíblia, chamados de Pentateucos.].Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate, mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador, que é totalmente bom, e que ama e se importa com sua criação. O povo de Deus precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria.
Conteúdo
O "prólogo" (caps. 1-11) passa rapidamente do mundo como Deus o criou para o mundo assim como o conhecemos. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resultado do pecado humano de rejeitar o Criador e ignorar suas advertências. Desde o início, as pessoas decidiram seguir seu próprio caminho, com resultados desastrosos.
Em seguida, ocorreu o grande dilúvio, destruindo tudo. Deus age para julgamento e também para salvação. Noé e sua família são resgatados. Há um novo começo. Porém estes capítulos terminaram com o erro de Babel: as nações são divididas e dispersas.
No cap. 12, deixa-se de lado o cenário mais amplo da história humana e a atenção se volta para um único indivíduo, Abraão, e seus descendentes. O mundo não melhorou depois de Noé, mas Deus não irá destruí-lo. Ao invés disso, Deus começa, por intermédio de uma pessoa e nação específica, a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos.
Gênesis leva adiante essa narrativa, passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse.
Gn 1.1-2.3 Uma boa criação
O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. A linguagem é simples, mas vívida. Ela evoca a maravilha e variedade da criação, começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida.
Mas do que isso, esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. A história, ordenada e moldada num padrão lógico, deixa claro que
» a origem do mundo e da vida não foram acidentais; há um Criador, a saber, Deus;
» Deus fez tudo que existe;
» tudo que Deus fez era bom;
» em meio a toda criação maravilhosa de Deus, os seres humanos são especiais: só eles foram feitos à "semelhança" de Deus e receberam autoridade sobre as demais criaturas;
» os seis "dias" de atividade criativa de Deus, seguidos de um "dia" de descanso, estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos.
A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias. 
Oito vezes Deus fala e algo novo é criado:
  • Dia 1 A luz é separada das trevas:
  • há noite
  • Dia 2 A separação dos "céus"
  • (atmosfera da terra)
  • Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores
  • Dia 4 Sol, lua e estrelas
  • Dia 5 Criaturas marinhas e aves
  • Dia 6 Animais que vivem na terra
  • Pessoas
  • Dia 7 A criação está completa.
  • Deus descansa
Veja também :
Este não é um registro cronológico. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida. Não nos é dito quando a criação ocorreu. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida - nem quanto tempo isto levou. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. Ele se preocupa com coisas mais importantes.
»Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus, a organização e majestade simples da maneira pela qual Ele criou todas as coisas.
»A "imagem" ou "semelhança" de Deus (1.27) De toda a criação, apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. É uma afirmação que separa as pessoas dos animais, colocando-as num relacionamento especial com Deus. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. A "semelhanças" é tão básica á natureza humana que até a posterior decadência da humanidade _ a "Queda"_ não a destruiu. O pecado certamente a deteriorou e manchou, mas as pessoas ainda são racionais, moralmente responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. Também temos liberdade para escolher, embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa.
Gn 2.4_3.24
A degradação
Gn 2.4-25: Homem e mulher
Se o mundo que Deus fez era bom, como ficou do jeito que é agora?
Esta segunda história, após a criação, explica tanto as coisas ruins como as boas no nosso mundo. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. É significativo que agora Deus tem um nome diferente. Na primeira história era Elohim, Deus o Criador, o Altíssimo. Agora ele é Yahweh Elohim [Senhor Deus] o nome pessoal pelo qual ele pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus").
"No princípio, Deus criou os céus e a terra.
A terra estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo...
Então Deus disse:
Haja luz." Gn 1.1-3 
Em hebraico, "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Éden, no Oriente. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa, e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. Então Deus cria a mulher, que compartilha a própria natureza do homem. Aqui está a parceira ideal. "Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria, dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". Estavam nus, em perfeita transparência de um para o outro. E tudo era perfeito. Nunca mais seria assim.
Esta samambaia gigante, é apenas um exemplo do crescimento exuberante e extraordinário das plantas desde o início da criação. 
Em 2.24, o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo.
» As duas árvores O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra, o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" - todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". Eles serão afastados da presença de Deus. Verão a morte. Mas ainda resta uma esperança. No último livro da Bíblia, a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém", onde Deus e seu povo viverão juntos novamente - e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22.2).
»Um rio(2.10) Este é um lugar real e geográfico. Embora Pisom e Giom não sejam conhecidos, os rios Tigre e Eufrates deságuam no Golfo Pérsico.
O nome Cuxe (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele.
Gn 3: Uma escolha fatal Entra em cena a serpente - criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa de passar adiante a culpa e, no final, a vergonha.
A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois O chama de mentiroso.

Os Nomes de Deus

Os Nomes de Deus
Três termos hebraicos são traduzidos para "Deus":
•El, "A Divindade", Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina.
•Elohim, uma forma plural que, também, significa "deuses" e, Deus Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos.
•Adonai, O Nome sagrado do ETERNO, não se sabe as vogais dele. Então todas as vezes que os judeus viam nos textos esse Nome "Adonai", eles perceberam que se tratava do Nome de Deus, o Eterno. (Transliterado: Yhvh)
Além destes, na tradução alemã, pelos cristãos dos anos 600 a 900, existe os nomes Yahweh, Yhovah, Jeová ou Javé, na tradução alemã.

Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado, os judeus, em leitura pública, diziam Adonai, "Senhor", quando chegavam a esse nome, Senhor. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática, traduzindo Yahweh por "Senhor" ou colocando "Senhor Deus" ou "Senhor, meu Deus" onde o hebraico traz apenas Adonai (O SENHOR, O Eterno). Na verdade essa palavra "Jeová" não existe no hebraico. Por que não existe? Porque são as letras Yud He Vav He do nome do Senhor e as vogais de Adonai. O que aconteceu? Quando os massoretas dos anos 600 a 900 da nossa era cristã chegaram, eles introduziram as vogais do nome Adonai nas consoantes do Nome do Senhor, para lembrar aos judeus a não pronunciar o Nome do Senhor nas leituras e sim, Adonai. E isso é feito até o dia de hoje nas leituras da Torá e nos textos judaicos.
Ao declarar o seu nome ao povo, Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo. Em termos linguísticos, o nome SENHOR se relaciona com o verbo "ser/existir". Este verbo não significa simplesmente "existir", mas "estar ativamente presente". Senhor é o Deus ativamente presente entre o seu povo. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos, pois se encontravam na situação de escravos condenados. (Êx 3.15-16)
Em outras palavras, a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco, mas não nos diz que tipo de Deus Ele é. Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome, O Senhor se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários.
Na base de sua auto-revelação como O Senhor (Êx 3.5) está a santidade de Deus, que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (Êx 12).
Textos como Êx 34.6-7, Sl 103, Sl 111, Sl 146, Mq 7.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que, no tempo do AT, se tinha sobre o caráter que esse nome revela.

O nome eterno

Entenda o verdadeiro significado da resposta de Deus
A fonte imutável
No topo de Horebe, o Monte de Deus, Moisés fica face a face com o Senhor e ousa perguntar seu nome. A resposta enigmática de Deus é “Eu Sou o que Sou”. Esta é uma resposta estranha porque não é um nome, está mais para um lema. No original em hebraico, o que Deus realmente diz é ehiyeh asher ehiyeh אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה. Imediatamente você pode notar a semelhança entre o som da palavra ehiyeh (“Eu sou”) e o nome mais sagrado do Senhor יהוה (Yahweh). As duas palavras têm a ver com o ser. Mas vamos aprofundar um pouco mais.
Tecnicamente, esta frase significa “Eu serei o que serei”. É no futuro, não no tempo presente. A mensagem é que a natureza de Deus é para sempre imutável. Ele é estável e confiável, exatamente como anunciado: “é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8). Para entender mais sobre o verdadeiro significado das palavras de Deus, matricule-se hoje mesmo no nosso curso de Hebraico Bíblico on-line e em tempo real e descubra a profundidade da Bíblia!

Revelação progressiva

O nome Adonai (SENHOR) aparece na Bíblia desde o início (Gn 4.1). Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. ex., Gn 4.26; 14.22). Como pôde, então, Deus dizer a Moisés (Êx 6.2-3) que "pelo meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido" (isto é, aos patriarcas)?
Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão, dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus. Segundo uma tradição, o nome divino era conhecido desde o início; segundo outra, oposta à anterior, esse nome só foi revelado a Moisés.
Por mais influente que seja essa teoria, ela não é nem irrefutável nem necessária. No AT , "conhecer" vai além do simples acesso a informações; envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida. Por exemplo, os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus, mas "não se importavam (literalmente "não conheciam") o SENHOR" (1Sm 2.12; compare 1Sm 3.7; Êx 33.12-13). Assim sendo, Êx 6.2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador", um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele, havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome, a saber, que ele é o Santo Redentor e o Juiz Santo, aquele que sempre se faz presente entre o povo .
Esta interpretação de Êx 6.2-3 é confirmada pelo Gênesis. Se alguém tivesse perguntado a Abraão, "quem é Adonai?", ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso", ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo", "Deus Eterno", "Deus, o Deus de Israel", etc.
Assim, quando, em Êx 3.6,13,15,16), se diz que o Senhor é "o Deus de vossos pais", essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor Santo.
Deus de toda a humanidade
Mas Deus que se revela de modo especial a um povo, o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida, o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. Ele é o "Criador" (Is 40.28), "Juiz" (Gn 18.25) e "Rei" (Jr 10.7) - o Deus de toda a humanidade (Nm 16.22; Jr 32.27).
"Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas, que estão sendo escravizados pelos egípcios, e lembrei da aliança que fiz com eles. Portanto, diga aos israelitas o seguinte:
EU sou o SENHOR. Vou livrá-los da escravidão do Egito... Farei com que vocês sejam o meu povo e eu serei o seu Deus".
Palavra de Deus a Moisés, Êx 6.5-7

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YESHUA/Jesus
ישוע
Yeshua Hamashia - O nome Yeshua é derivado de uma raiz hebraica de quatro letras: Yod, Shin, Vav e Ayin, cujo significado é “salvar”, também originando “salvação”. Também é o nome hebraico Josué, citado diversas vezes na Bíblia, e que acabou se tornando o grego Iesous, que nos trouxe o nome transliterado, Jesus. Ο Ιεσιούα (no grego)

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