Costumes Bíblicos: O SINÉDRIO JUDAICO

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O SINÉDRIO JUDAICO

O SINÉDRIO JUDAICO
Não poderíamos dar suficientemente aqui informações sobre a organização política no tempo de Jesus sem mencionar o Sinédrio (nome alicerçado na palavra grega que significa lugar onde se está sentado, depois, por extensão, assembleia), espécie de senado ou assembleia superior nacional, que tinha autoridade considerável sobre assuntos religiosos e relativos à administração interna na nação judaica [tendo em vista que o governo judeu era teocrático, com base na Torá, com leis civis, religiosas/espirituais e cerimoniais].
A instituição do Sinédrio iniciou-se, ao que parece, no fim do cativeiro na Babilônia, quando os judeus que voltaram da Caldeia, depois do edito de liberdade de Ciro, sentiram necessidade de uma assembleia deste tipo que resolvesse certos casos relativos à reinstalação.
Os livros de Esdras e de Neemias nos dão a conhecer (Ed 5.5; 6.7; 10.8; Ne 2.16; 5.7; 7.5), um Senado semelhante, devidamente organizado, que mantinha relações oficiais com os funcionários persas, dirigia a construção do Templo e dava ordens aos seus correligionários, ameaçando com a excomunhão os recalcitrantes. Igualmente se fala desta assembleia durante a dominação grega.
Mais tarde, o procônsul romano Gabínio (57-55 a.C.), no tempo de seu governo na província da Síria, criou na Palestina até cinco sinédrios, encarregados da administração política e judicial em outros tantos distritos especiais da Palestina.
O Sinédrio criado em Jerusalém terminou eclipsando os outros quatro e conquistando jurisdição no ponto de vista religioso, sobretudo perante o povo de Israel. Essa jurisdição era muito ampla, mesmo durante a dominação romana. Abarcava as causas civis e religiosas de alguma importância, como, por exemplo, a acusação de idolatria em alguma cidade, as falsas profecias, a ampliação dos átrios do Templo.
Ptolomeu Filadelfo,
rei do Egito (287-247 a.C.),
que mandou traduzir o Antigo
Testamento do hebraico para
o grego (Septuaginta)
Desta maneira, o Sinédrio passou a ser um tribunal supremo de justiça, que velava sobre a pureza da doutrina. Por isto, foram seus delegados pedir explicações a João Batista com respeito à sua pregação e ao seu batismo (Jo 1.19-28); por isto mesmo, eles fizeram Jesus comparecer perante seu tribunal, condenando-o depois de  um simulacro de julgamento. Os romanos, ao despojarem o Sinédrio de toda a influência política, deixaram-lhe certos privilégios, entre outros o de pronunciar sentenças capitais, mas estas não podiam ser executadas sem a autorização expressa do governador. Pilatos, certo dia, lembrou os judeus disso com ironia (Jo 18.31).
O Sinédrio era composto de setenta e um membros, que pertenciam a três classes diferentes da sociedade judaica. Havia nele príncipes dos sacerdotes, ou seja, os principais membros da aristocracia sacerdotal; doutores da lei, de quem logo falaremos detidamente; e os "anciãos" ou "notáveis", que representavam a aristocracia civil. O sumo sacerdote em função era o presidente (Mt 26.57; Jo 18.13-14; At 5.21,27; 7.1; 23.2) oficial desta ilustre assembleia que celebrava suas sessões ordinárias num local situado na área do Templo (Mt 27.41; Mc 8.31).

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Filipenses 1:9-11

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