Costumes Bíblicos: A aliança de Deus

Israel Institute of Biblical Studies

A aliança de Deus


MONTE SINAI
A aliança de Deus
Então disse: Eis que eu faço uma aliança; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo. (Êx 34.10)
A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo de relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso em termos de uma aliança. (Êx 21-23)
No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes:
•Quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas de dilúvio (Gn 9.9-11)
•Quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4)
•Quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx 24.7).
Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Êxodo e Deuteronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em
•Uma introdução histórica
•Uma lista de estipulações
•Maldições e bençãos invocadas sobre as duas partes
•Um juramento solene
•E uma cerimônia religiosa para ratificar a aliança.
A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de aliança do Antigo Testamento.
Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico.
Com base na iniciativa de Deus.
Deus agiu em misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional de jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11).
Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído.
Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo e eu serei o Deus de vocês" (Êx 6.7)
Implicava uma nova revelação de Deus.
Deus apareceu a Abrão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Todo-Poderoso ("El Shaddai", Gn 17.1).
Apareceu a Moisés como  "Yahweh" ("Eu Sou o que Sou", Êx 3.14), e mais tarde como "Yahweh, o teu Deus, que te tirei da terra do Egito") (Êx 20.2).
Fazia exigências morais e rituais ao povo
As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gn 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êx 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos  e outras leis.
Apesar de parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não nada em comum, elas convergem na idéia da santidade de Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento.
Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. (Dt 4.13)
Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. Êxodo 20:1-17
 

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