Costumes Bíblicos: As metáforas da apostasia

As metáforas da apostasia

 As metáforas da apostasia (Jd 1.12,13).
Mais uma vez, citamos S. Maxwell Coder:
Quanto mais minuciosamente examinamos essa grande epístola, mas impressionante se torna sua descrição da doutrina da apostasia. Judas agora já cobriu toda a criação, de anjos a homens e animais irracionais. Ainda resta um domínio da natureza; e, com cinco imagens reluzentes e inspiradas, ele apresenta-nos a terra, o ar, as árvores, o mar e o céu estrelado para completar o panorama necessário para fornecer à igreja um extraordinário sumário final das condições que estarão prevalecendo na cristandade imediatamente antes que sejam desvendadas as cenas do Apocalipse. (Jude, the Acts of the Apostates.p.75)
A. Rochas submersas, descrevendo os perigos invisíveis da apostasia (Jd 1.12 ARA).
A passagem sugere que essas rochas se escondia nas festas de fraternidade, uma referência à mesa do Senhor nos dias da Igreja primitiva. Como isso deve ser entendido? Paulo explica o contexto em 1Co 11.17-30. No primeiro século, a Igreja fazia uma refeição completa na ocasião da santa ceia. Entretanto, alguns desses apóstatas, (ou talvez alguns crentes influenciados pela apostasia) estavam participando dessas festas, durante as quais, eles praticavam a glutonaria e bebedice enquanto outros ficavam com fome. Em virtude disso, muitos desses indivíduos haviam morrido como consequência do julgamento divino.
B. Nuvens sem água, descrevendo as falsas promessas da apostasia (Jd 1.12; veja também Pv 25.14).
A passagem indica que essas nuvens são levadas pelos ventos. Sem dúvida, os ventos aqui são atividades demoníacas. Os apóstatas são cativos de Satanás. Para um contraste animador, veja 2Pe 1.21.
C. Árvores de outono, descrevendo a religião estéril da apostasia (Jd 1.12 NVI).
Em grego, a frase aqui é literalmente "árvores de fim de outono", sugerindo que a grande apostasia virá quando o outono da Era da Igreja estiver terminando e o inverno do julgamento estiver próximo (veja também Pv 2.22; Mt 13.30; 25.30).
D. Ondas impetuosas do mar, descrevendo o esforço desperdiçado da apostasia (Jd 1.13).
O mar, muitas vezes, é usado como um símbolo do mal na Bíblia (Is 57.20,21). A apostasia dos últimos dias será caracterizada por muito aprendizado (2Tm 3.7) e obras grandiosas (Mt 7.22), mas nada disso terá proveito algum.
E. Estrelas errantes, descrevendo o propósito incerto da apostasia (Jd 1.13).
Talvez, essa seja a característica mais assustadora da apostasia.
Aqui, uma citação de S. Maxwell Coder vem a calhar:
Em vez de pedras perigosas e sem vida, [os verdadeiros crentes] são pedras vivas (1Pe 2.5). Em vez de nuvens sem água, eles são fontes de água viva (Jo 7.38). Em vez de árvores mortas, eles são chamados de carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR (Is 61.3 ARA). Em contraste com ondas impetuosas, a paz deles é como um rio, e a sua justiça como ondas do mar (Is 48.18). Enquanto para as estrelas errantes está eternamente reservada a negrura das trevas, os verdadeiros crentes resplandecerão como as estrelas para sempre (Dn 12.3). (Jude, the Acts of the Apostates.p.82,83)
O julgamento da apostasia (Jd 1.14,15).
A. A fonte dessa declaração.
Em aproximadamente 100 a.C., um livro canônico intitulado O livro de Enque foi escrito. Ele continha 108 capítulos. Uma cópia dessa obra foi descoberta em 1773. Deus inspirou o apóstolo Judas a tirar daquele livro as palavras encontradas aqui. É claro que o livro não foi escrito por Enoque, mas aparentemente a declaração em Judas foi tirada do texto que usava o seu nome.
B. O locutor dessa declaração.
Tanto Enoque como Noé eram profetas e pregadores destemidos da justiça (veja também 2Pe 2.5). A fé extraordinária desse profeta que viveu antes do dilúvio pode ser vista no fato de ele ter previsto a segunda vinda de Cristo séculos antes de o nosso Senhor ter vindo pela primeira vez! Portanto Enoque prevê a volta de Jesus em Gênesis, enquanto João a proclama em Apocalipse (veja Ap 19.11-14). Ambos os homens referem-se ao mesmo evento.
  1. Ele vem com os Seus santos (Cl 3.4; 1Ts 3.13).
  2. Ele vem para julgar (Hb 9.26-28; 2Pe 3.7).
A proteção contra a apostasia (Jd 1.20-25).
A. Nós devemos ser edificados (Jd 1.20).
Isso deve ser feito por meio da Palavra de Deus (veja 2Pe 1.5-7; cf. At 20.32; Rm 10.17; 1Pe 2.2; 1Jo 2.5).
B. Nós devemos orar (Jd 1.20; veja Ef 6.18).
C. Nós devemos manter-nos no amor de Deus (Jd 1.21). Em Judas 1.1, os crentes são conservados para Jesus, mas aqui eles devem manter-se no amor de Deus. Como isso é feito? Embora o cristão não possa escapar do alcance do amor de deus (Sl 139.7-12), ele pode privar a si mesmo da plenitude das bênçãos desse amor (Jo 15.9).
D. Nós devemos esperar com expectativa pelo arrebatamento (Jd 1.21; veja também Lc 12.37; Tt 2.13).
E. Nós devemos estender a mão para os outros (Jd 1.22,23).
S. Maxwell Coder identifica três grupos :
Em um breve manual para a obra individual, três grupos de pessoas são colocados diante de nós:
  1. Pessoas que precisam de brandura e compaixão porque estão sendo atormentadas por dúvidas sinceras.
  2. Pessoas que requerem [uma intervenção] ousada e imediata para que sejam arrebatados de uma eternidade de juízo ardente.
  3. Pessoas que requerem compaixão cautelosa a fim de que seus pecados não contaminem o próprio ganhador de almas.
Pessoas que podem representar cada um destes três grupos:
O primeiro grupo: indivíduos afligidos pelo vício do álcool e das drogas.
O segundo grupo: pessoas não salvas que estão sendo fortemente influenciadas no sentido de aderirem a uma das seitas do cristianismo.
O terceiro grupo: uma linda mulher que está envolvida com o pecado da imoralidade.
Judas concluiu a sua carta com uma bênção gloriosa:
Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,
Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre.
Amém. (Jd 1.24,25). 
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