Costumes Bíblicos: A APARIÇÃO DO ANJO E O SUOR DE SANGUE

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A APARIÇÃO DO ANJO E O SUOR DE SANGUE


A APARIÇÃO DO ANJO E O SUOR DE SANGUE
Lucas é o único evangelista que se refere a dois episódios extraordinários, um de ordem sobrenatural, e outro de ordem natural, que parecem ter sido a conclusão da agonia do Getsêmani: a aparição do anjo, que foi consolar Jesus, e o suor de sangue, indício extremo da violência do combate. Lemos: E apareceu-Lhe um anjo do céu, que o confortava. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão (Lc 22.43,44).
A aparição do anjo foi um fato externo que os três apóstolos mais próximos do Salvador puderam comprovar por si mesmos. A expressão usada pelo evangelista - apareceu-Lhe (no original grego, foi visto) - indica que foi uma visão direta. Os anjos, de certo modo, haviam proclamado q presença de Cristo na terra. Anunciaram o seu nascimento aos pastores, assistiram-no depois da tentação, e logo seriam testemunhas de Sua ressurreição e ascensão. Não era natural que os encontrássemos ao lado de Jesus na hora de Sua terrível agonia, para confortá-Lo e encorajá-Lo?
A segunda informação, muito própria de um médico, causa impressão maior. Sob o domínio do medo e da ansiedade da luta espiritual, as palpitações do coração do Mestre tornaram-se tão rápidas e intensas e a circulação sanguínea de tal maneira se acelerou que produziram um verdadeiro suor de sangue, que lhe cobriu todo o corpo e correu em grandes gotas até o chão. Os apóstolos ainda puderam ver os sinais no rosto do Salvador quando Ele voltou a unir-se com eles.
Outros talvez tenham visto as marcas que ficaram no lugar em que o Salvador esteve ajoelhado. Muitos fatos, comprovados cientificamente, demonstram a possibilidade do suor de sangue em condições semelhantes àquelas pelas quais passou o Senhor.
Depois de recobrar o pleno domínio de si mesmo, o Salvador voltou pela última vez ao lugar em que se encontravam os discípulos. E, como alguém que já não precisava mais de socorro humano, disse-lhes: Dormi, agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores (Mt 26.45).

Espinhos do deserto da Palestina. Os soldados romanos usaram espinhos semelhantes a esses para tecer a coroa de Jesus.

Sob a vigilância afetuosa de seu Mestre, os discípulos voltaram, pois, a dormir. Passado um tempo, ao ouvir os passos da multidão que vinha prendê-Lo, despertou-os, dizendo: Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai (Mc 14.41,42). Jesus havia recuperado toda a Sua serenidade e o Seu ânimo, e saiu ao encontro de seus carrascos.

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