Costumes Bíblicos: Problemas de natureza sexual na Igreja de Corinto

Problemas de natureza sexual na Igreja de Corinto

Problemas de natureza sexual na Igreja de Corinto

Alguns membros da igreja de Corinto eram judeus, criados sob regras claras contra incesto, adultério e práticas homossexuais. Agora, porém estava claro que os cristãos não precisavam guardar toda a lei judaica. Jesus trouxera liberdade e mudança na vida de seus seguidores. A questão era esta: quanta liberdade se podia ter em assuntos como sexo?
Em Corinto aparentemente havia "abstêmios", que acreditavam que os cristãos já haviam ressuscitado dos mortos para uma nova vida na qual estavam livres do sexo. Essas pessoas haviam optado por não mais dormir com o marido ou com a esposa. Alguns estavam se separando ou se divorciando (1Co 7.5-11). Também havia "libertinos", que pensavam que os cristãos tinham a liberdade de ter relações com prostitutas, para satisfazer uma necessidade física semelhante à fome (1Co 6.13-15). Paulo usa cinco grandes temas cristãos para indicar os limites da liberdade cristã.
•Criação - Deus criou a relação sexual para ajudar o homem e a mulher a formarem, no casamento, um vínculo que é como um organismo, "uma só carne" (1Co 6.16). É um relacionamento de igualdade. Cada um tem poder sobre o corpo do outro (1Co 7.4) no sentido de ter liberdade, não controle. Se concordarem em não ter relações por um período, isso deveria ser por um breve tempo.
•Redenção - Embora criada para o bem, a sexualidade tem o potencial de machucar e prejudicar. Pecados de natureza sexual, juntamente com coisas como a ganância e a embriaguez, faziam parte do passado de muitos dos cristãos de Corinto (1Co 6.9-11). (Paulo inclui as práticas homossexuais entre aquilo que é prejudicial.) Os cristãos foram salvos do pecado por alto preço. O Espírito Santo vive neles. Ter uma relação sexual na qual o corpo está dizendo: "eu amo você e me entrego a você", mas o coração não se compromete, não é apenas pecado contra a outra pessoa; é pecado contra o próprio corpo (1Co 6.18), porque isso prejudica a integridade do corpo e da mente. Desvaloriza aquilo que é precioso para Deus.
•Ressurreição - A ressurreição é outro sinal de que o corpo não pode ser separado do coração e da mente. O Jesus que ressuscitou tem um corpo e Deus ressuscitará o seu povo para a vida, após a morte, dando-lhes um novo tipo de corpo (1Co 6.14; 15.12-50).
•Comunidade - Enquanto isso, os cristãos pertencem a uma comunidade. Cada pessoa está ligada a Cristo e a outros cristãos como os membros de um corpo (1Co 6.15; 12.12-27). Se um membro se une sexualmente num relacionamento errado, isto afeta o bem-estar do corpo de Cristo num sentido mais amplo. Houve um péssimo exemplo disso na igreja de Corinto. Eles deviam ter lamentado o fato, não se orgulhado dele (1Co 5.1-6).
•O chamado e os dons de Deus - Assim, os cristãos não querem saber de sexo fora do casamento. Eles dão valor à sexualidade, mas isso não significa que todo o potencial de cada pessoa precisa ser realizado. As circunstâncias da pessoa, como, por exemplo, ser escravo (1Co 7.21), muitas vezes impõem limites dolorosos. Mas dentro desses limites cada cristão tem a liberdade de considerar a sua vida como um chamado a viver para a glória de Deus. O celibato também pode ser visto como um dom de Deus e vivido ao máximo dentro da comunidade cristã. Paulo não vê maior significado espiritual na abstinência de sexo, mas ele defende com veemência o celibato (1Co 7.32-35), sempre que o mesmo representa liberdade para servir ao Senhor.

CORREÇÃO DE PAULO: ESTAIS INCHADOS (1Co 5.1--6.20)-As áreas específicas dos problemas.

Paulo escreve para tratar  dos problemas morais da igreja. Primeiro, respondeu ao relato que tinha vindo a ele concernente à imoralidade na igreja: um homem estava vivendo com uma das esposas de seu pai, um pecado que nem os gentios permitiam (5.1-13). A raiz do problema era a arrogância deles. Estavam orgulhosos de sua tolerância. Ao invés de lidar com o problema, eles o permitiram. Paulo deu instruções específicas. Eles deveriam colocar o homem para fora da assembleia protetora da igreja, entregando-o ao domínio de Satanás, que poderia levar não só à destruição de sua carne, mas também da salvação de sua alma. O princípio e o padrão para tal disciplina veio de Israel, que se abstinha completamente do fermento na Páscoa. Os corintios deveriam se abster completamente do pecado como resultado de terem aceitado a Cristo, o Cordeiro da Páscoa. Deus irá julgar adequadamente os que são desobedientes, arrogantes sem fé e sem compromisso com a Igreja. Os coríntios não deveriam ter comunhão com o irmão da igreja que deliberadamente peca sem arrepender-se.
Segundo, na questão do litígio entre cristãos (6.1-11), Paulo estava surpreso de que os fiéis estivessem levando seus vizinhos cristãos aos tribunais civis para julgamento. Se os santos serão, um dia, responsáveis para julgar tanto o mundo e os anjos, então os cristãos certamente são competentes para julgar essas pequenas causas também. Eles deveriam escolher um homem sábio de sua própria assembleia para julgar a questão. Aliás, seria melhor não processar o irmão de forma alguma . Em vez disso, eles deveriam estar dispostos a sofrerem o dano e serem defraudados para não correrem o risco de prejudicar ou defraudar um irmão. Finalmente, Paulo disse aos coríntios que se apresentarem diante de um tribunal de lei pagã era inconsistente com a posição deles diante de Deus. Tendo uma vez sido parte daquele grupo de injustos que não herdarão o Reino de Deus, eles agora eram diferentes por causa da salvação. Eles precisavam agir de acordo.
A terceira área problemática era a imoralidade sexual com prostitutas (6.12-20). Em Corinto, onde a prostituição era comum, alguns pensavam que não era errado satisfazer seus prazeres físicos dessa forma. Entretanto, tanto o comportamento quanto a perspectiva estavam errados. Aparentemente, alguns pensavam que uma vez que não estavam debaixo da Lei, [esqueceram-se da Lei Moral.Como também nos dias atuais modernos] todas as coisas eram permitidas. Mas, eles precisavam ver que nem todas as coisas são benéficas para o cristão. Entregar-se ao pecado é tornar-se um escravo dele (6.12-14). Porque o nosso corpo pertence ao Senhor, e assim como o corpo de Jesus foi ressuscitado, o nosso corpo físico também será ressuscitado para a vida eterna (1Co 15). Paulo, então, deu três argumentos contra a imoralidade (6.15-20). Primeiro, um corpo que é membro de Cristo nunca deve tornar-se membro de uma meretriz. Segundo, a imoralidade cria divisões dentro da pessoa. O corpo da pessoa se torna um com a prostituta, enquanto que o espírito da pessoa é um com o Senhor. Numa situação dessas, a pessoa está pecando contra seu próprio corpo. Terceiro, o cristão não pertence a si mesmo, e, portanto, não está livre para fazer o que quiser com seu corpo. Seu corpo é o templo do Espírito Santo, comprado por um preço. A responsabilidade é glorificar a Deus com o corpo, não entregá-lo para a realização de luxúrias. O egoísmo e a gratificação imediata devem dar lugar ao uso justo do corpo no serviço de seu Senhor.

3 comentários:

  1. Boa tarde. Ótima a sua explanação, é muito bom ler sobre culturas que diferem da nossa e principalmente quando estão relacionadas ao evangelho. Gostaria de saber se você tem bibliografia para os costumes libertinos da igreja de Corinto?

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  2. Provavelmente! Buscaremos e em breve publicaremos por aqui! Obrigado por comentar. Que bom que tenha gostado! Graciosa paz! Nos siga para não perder atualizações!

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Obrigado por comentar! Fica na paz!
E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento,
Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;
Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Filipenses 1:9-11

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