Costumes Bíblicos: O Estágio da Igreja Primitiva

O Estágio da Igreja Primitiva

O ESTÁGIO DA IGREJA PRIMITIVA
Se a história do panorama anterior (o estágio do evangelho) começasse com "Era a noite de véspera de natal", a frase que iniciaria esse estágio seguinte seria "Era o dia antes  do Pentecostes".
O Pai já enviara Seu Filho para conquistar a nossa redenção, o que Ele fez pagando com a morte na cruz. Ele então mandaria Seu Espírito para proclamar a gloriosa verdade por todos os lados! E ela foi realmente proclamada! Milhares e milhares de seguidores de Cristo se juntaria a um núcleo pequeno de 120 cristãos. Efetivamente, o historiador judeu, Josefo, ao descrever essa época, estimou que não menos de um terço das pessoas que viviam em Jerusalém haviam se tornado discípulas de Jesus. E isso apenas na Cidade Sagrada.
Com efeito, o período registrado no livro de Atos dos Apóstolos está entre 30 d.C. e 60 d.C. e bem que poderia ser conhecido como "Os 30 anos do destino divino"! Com exceção feita ao estágio do evangelho, esse período certamente testemunhou mais avanços do Reino de Deus do que qualquer outro período da história bíblica.
A ação nunca parece terminar - começa com o poderoso derramamento do Espírito Santo durante o Pentecostes, seguindo-se outros milagres, frutíferas viagens missionárias, fundações bem-sucedidas de novas igrejas e grandes cruzadas de pregação. Além disso, quase metade das epístolas do Novo Testamento foi composta nessa época , todas elas escritas por alguém que fora um dos piores inimigos da Igreja antes de se converter - Saulo de Tarso, o homem que se tornaria o apóstolo Paulo.
De fato, gloriosos são os caminhos de Deus!
Este estágio cobre um período de aproximadamente 38 anos, desde o milagre de Pentecostes até o martírio de Paulo. É uma maravilhosa história de testemunho cristão. A ação concentra-se nas duas grandes "cruzadas", a grande cruzada de Jerusalém (At 1 ao 12), liderada por Pedro, e a cruzada global (At 13 ao 28), liderada por Paulo. Os envolvidos em suas campanhas foram os apóstolos João, Estêvão, Filipe, Barnabé, Silas, Timóteo e Lucas.
O registro relata-nos os primeiros diáconos (At 6.1-5), mártires (Tiago e Estêvão; veja At 7.60; 12.2),e missionários (At 13.1-13). Fiéis eram inicialmente chamados de cristãos durante esse período (At 11.26).
O relato também expõe as duas últimas ressurreições de indivíduos na Bíblia: Dorcas (At 9.40,41) e Êutico (At 20.9-12). A pregação do Evangelho é cruelmente atacada pelo diabo durante esse período. Ele tentou bani-la (At 4.18; 5.28), impedi-la por meio de suborno (At 8.18) e, finalmente, ofuscá-la (At 16.16-18).
Tanto anjos como demônios são vistos em ação. Um anjo protege um apóstolo (Pedro - At 12.7,8) e aflige um rei (Herodes - At 12.23). Demônios possuem feiticeiros (At 8.9 - 13.6-10), donzelas (At 16.16-18), e vagabundos (At 19.13-16). Manifestações públicas (At 19.18-20) e revoltas (At 19.28-34) ocorreram.
O estágio da Igreja Primitiva lista três conversões importantes. O primeiro é o eunuco (At 8.36-38), um descendente de Cam (Gn 10.6-20); o segundo é Saulo (At 9.1-6), um descendente de Sem (Gn 10.21-31); e o terceiro é Cornélio (At 10.44-48), um descendente de Jafé (Gn 10.2-5).
O número de convertidos aumenta de 120 (At 1.15) para 3.120 (At 2.41), para 8.120 (At 4.4), para uma multidão incontável (At 5.14). Paulo prega diante de guardas de prisões (At 16.25-34), filósofos (At 17.16-31), fariseus (At 23.6) e potentados (At 24.24,25; 26.24-28). Finalmente, a história que se inicia com um encontro de oração no cenáculo (At 1.14) encerra-se com um encontro de louvor em uma prisão (2Tm 4.6-8,18).

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