Costumes Bíblicos: A HOSPITALIDADE da sociedade judaica

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A HOSPITALIDADE da sociedade judaica

A HOSPITALIDADE da sociedade judaica 
Sempre que chegava uma visita a uma casa judaica era recebida com muita atenção. A hospitalidade era um dos traços marcantes da sociedade judaica, e tornou-se também uma característica dos cristãos primitivos. Isso não quer dizer que não houvesse indivíduos mal-educados e até insociáveis, mas a atitude mais comum entre eles era de franca generosidade. Jesus ensinou que devíamos abrir nossa casa aos pobres e aleijados (Lc 14.13). O lar de um judeu era um lugar acolhedor, onde tudo era compartilhado com os outros. Apesar de haver sempre aqueles que tinham intuito de se aproveitar dessa liberalidade, o fato é que, a hospitalidade ocupa uma posição importante, tanto na fé judaica como no ensino de Cristo. 
Se um forasteiro, um desconhecido, chegasse à porta de uma casa, era recebido como amigo. Ali lhe davam alimento, abrigo e até roupas, se necessário. O termo grego que expressa o sentido de hospitalidade, ao pé da letra significa “aquele que ama os forasteiros” (Rm 12.13; Tt 1.8; 1Pe 4.9). A quebra dos princípios da boa hospitalidade era considerada uma prática pagã (Lc 16.19-25). Os cristãos primitivos herdaram esse mesmo tipo de atitude, que se achava tão arraigada neles que na Bíblia há três livros pequenos que tratam do assunto: Filemom e 2 e 3 João.
Uma das principais regras da boa hospitalidade determinava que, quando alguém recebesse uma visita, deveria lavar-lhe os pés. Na casa dos mais ricos, havia sempre um escravo a postos para realizar a tarefa; nas famílias mais simples, isso era feito pela esposa do anfitrião. Jesus usou essa prática para ensinar-nos uma lição de profundo significado espiritual (Jo 13.3-16). O apóstolo Paulo atribuiu grande importância às viúvas que tinham prestado esse serviço (1Tm 5.10). Os judeus tinham o costume de tirar os sapatos, ao entrarem numa casa. Esse gesto, além de evitar que se trouxesse poeira para dentro, era uma preparação para o lava-pés (Lc 7.38,44). Tratava-se de uma tradição judaica que vinha desde os tempos antigos.

Até a próxima!
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E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento,
Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;
Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Filipenses 1:9-11

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