COSTUMES BÍBLICOS: LEITURAS DE ESTÍMULO À FÉ

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Desfrutando a Palavra nos grupos familiares!



DESFRUTANDO A PALAVRA - Nos grupos familiares!

  1. As Escrituras é um excelente instrumento para que pequenos grupos familiares se reúnam, a fim de estudá-la e lê-la devocionalmente e compartilhar experiências do desfrute da Palavra. Nós os chamamos de grupos familiares por terem um caráter informal e de cuidado mútuo entre seus participantes.
  2. Um grupo familiar pode ser formado por familiares, vizinhos ou por amigos que morem próximos a você, ou por seus colegas de faculdade, de escola ou de trabalho.
  3. Procure reunir-se periodicamente com os membros de seu grupo familiar para lerem juntos e compartilhar um texto bíblico anteriormente ruminado por você!
  4. Em conjunto, leiam as passagens sugeridas para cada dia, e leiam com oração o versículo do dia.
  5. Compartilhem entre si o ponto-chave de cada um, e procurem aplicar essa palavra à sua vida cotidiana, às dificuldades, á sua vida familiar e profissional. Torne a Palavra de Deus prática para você. Dessa maneira, todos participam ativamente e são edificados mutuamente.
  6. Aproveitem a oportunidade para orarem juntos por necessidades ou problemas pessoais.
  7. Sempre que possível traga convidados para a reunião do grupo familiar. Dessa maneira, mais pessoas poderão ser supridas pela Palavra de Deus.
  8. Caso não tenha amigos e familiares próximos, não desista! Persevere na leitura e no estudo, na oração e no jejum. Buscando o crescimento no conhecimento da Palavra e o Espírito Santo, no momento oportuno, irá trazer as pessoas com as quais você deverá interagir e compartilhar sua vida com o Senhor! Ele sabe quem são as pessoas que iremos ajudar e com quem Ele [Espírito Santo] quer falar através de nossa vida!
Que todos recebam vida em abundância!

Fica na paz!
Até a próxima!

Desfrutando a Palavra individualmente!



DESFRUTANDO A PALAVRA - Individualmente

  1. Encontre-se com o Senhor de manhã cedo.
  2. Assim que se levantar, antes de qualquer outra coisa, faça uma respiração da vida, invocando profundamente o nome do Senhor Senhor Jesus: "Ó Senhor Jesus!". ( Dt 28.10; Sl 55.16; 116.13; 145.18; Rm 10.13; At 2.21; etc...) Ao fazê-lo, jogue fora todos os temores, medos, tristezas e pecados, e receba o Senhor Jesus como vida, alegria, paz e encorajamento. Invoque: "Ó Senhor Jesus!" várias vezes, durante todo o dia.
  3. Leia os textos propostos para cada dia a fim de ter uma ideia completa do assunto que você está lendo e que possa, provavelmente, comentá-lo com outra pessoa futuramente. Lembre-se de que a Bíblia explica a Bíblia; por isso, você poderá encontrar citações de muitos outros livros da Bíblia, além daquele que estamos apresentando neste artigo.
  4. leia com oração o versículo proposto para cada dia. Apegue-se à ele! Para isso, cada palavra deve ser repetida, enfatizada e proclamada sem pressa, como se a estivesse mastigando. Não leia o versículo todo rapidamente, mas gaste tempo em cada palavra. Não se preocupe em entender o versículo, [deixe para procurar entendê-lo, quando for fazer o estudo da Palavra. Lembre sempre: a leitura devocional é diferente da leitura de estudo!] mas em "comê-lo", em tomá-lo pela fé como alimento espiritual. Amém?
  5. Sublinhe e destaque as frases e palavras que mais o impressionam no texto explicativo. Procure resumir o texto do dia em poucas palavras, se possível, em uma só, anotando-a abaixo do ponto-chave sugerido. Essa palavra, ou palavras, funcionará como uma chave que lhe abrirá o significado espiritual do texto. "Rumine-a" durante o dia, repetindo-a e proclamando-a para si mesmo. Desse modo, o texto que você leu pela manhã servirá de alimento espiritual todo o dia.
  6. Compartilhe aquilo que você ganhou com as pessoas com as quais se relaciona em casa, na escola, no trabalho etc. Elas precisam da vida que você recebeu por meio da Palavra.
Que todos sejam ricamente abençoados com essa vida: SENHOR JESUS!

Fica na paz!
Até a próxima!

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A fé ajuda-nos a responder ao sofrimento

 
Ruminando o livro de Jó

Como a fé ajuda-nos a responder ao sofrimento.

O livro de Jó convida-nos a examinar a base da nossa fé em Deus. A perda de bens e dos familiares, bem como a alienação de seus amigos, abalou a base da fé de Jó. No entanto, ele manteve sua fé em Deus e mostrou que as acusações de Satanás eram infundadas. Mesmo em suas queixas, Jó reconhecia que somente Deus poderia dar-lhe as respostas de que precisava. E quando ele desejou a morte, era, na verdade, para obter alívio, até que Deus pudesse lidar com ele em condições mais favoráveis (Jó 14.13). Quando Jó desejou um mediador, era para ajudá-lo a encontrar graça diante de Deus (Jó 9.33-35). E quando Jó queixou-se de que Deus não o ouvia, era porque ele sabia que suas respostas tinham de vir do Pai (Jó 19.25-27). Essa é a essência da fé. O pecado traz sofrimento, mas a acusação de Satanás de que quem sofre deve ter pecado não é necessariamente verdadeira (Is 54.17; Rm 8.1). Hoje, algumas pessoas cegamente agem como os amigos de Jó, que relacionam piedade à bênção. Contudo, em sua raiz, esta relação ignora que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18). E como o apóstolo Paulo lembra-nos, "é certo que com ele padecemos" (Rm 8.17). [Desde que esses sofrimentos, não sejam consequências de pecados. Principalmente por desobediência à Deus. O quê não foi o caso de Cristo e Jó. Que nossos sofrimentos sejam por amor à Verdade de Deus e por uma vida reta. (Fp 2.15; 1Co 1.8; Mt 5.10; 2Tm 2.3; 1Pe 2.19; etc...)] Não devemos saber ou entender tudo (ver Gn 2.17; Dt 29.29; At 1.7; 1Ts 5.1,2). Algumas coisas, só Deus sabe e opera segundo Sua vontade soberana. Nossa resposta deve ser aceitar pela fé o que Ele proporciona-nos. Portanto, mesmo quando sofremos, podemos confiar nele (veja Rm 8.26-39).

Estudando Jó 9.20,21

Jó sabia que Deus não lhe devia nada. Ele estava vivo pela graça divina, mesmo que estivesse sofrendo. E também acreditava que não havia pecado de maneira que merecesse tamanho sofrimento.Jó achava que sua vida não merecia tanta dor; então, quis que seu caso fosse apresentado diante de Deus (Jó 9.32-35). Entretanto, ele também reconheceu que discutir com o Senhor seria inútil e improdutivo (Jó 9.4). Jó sabia que se trouxesse seu caso contra Deus, pecaria por fazer falso testemunho contra Ele. "Se eu me justificar, a minha boca me condenará".
Quando enfrentamos dificuldades, grandes ou pequenas, podemos ficar indignados, acreditando que não fizemos nada pra merecê-las. Por isso, a atitude de Jó pode guiar-nos aqui. Devemos ser cuidadosos para não acusarmos Deus ou acreditar que estamos certos e Ele errado. Deus está sempre certo, mesmo se não compreendermos nossas circunstâncias. Deus está sempre certo. Ponto final.
Como Jó, devemos viver em temor ao Senhor. Essa sabedoria nos protegerá do pecado e cultivará humildade para os tempos em que os caminhos de Deus não fizerem sentido!
Basta ir até onde está Jesus. Jamais desanimar. Apresentar todos os problemas a Ele. Esperar a Palavra dele (Mt 9.1,2; 15.21-28).

Leia mais sobre Jó:

Você sabia?

O Deus de Israel tem que lidar com várias entidades de oposição, incluindo deuses (chamados de "demônios" no NT), Satanás e pecado. Deus permite que seres espirituais "maus" interajam no conselho divino (por exemplo, o adversário em Jó 1-2) e até envia seres espirituais deletérios do conselho celestial para a Terra (por exemplo, Juízes 9:23) [Leia sobre Anjos de Destruição, AQUI]

CURIOSIDADE DO HEBRAICO-SALMO 23(*)

O que é o Salmo 23?
O Salmo 23, que começa com as palavras "Mizmor le David" ("Um cântico de Davi "), é sem dúvida o mais famoso de todos os Salmos . Nele, o rei Davi canta a proteção de D'us , referindo-se a Ele como pastor. Davi descreve como sua confiança em D'us nunca falha, e como, mesmo quando ele atravessa o vale da sombra da morte, D'us o protege do mal, derrota seus inimigos e o entroniza na casa de D'us .
Em todos os seis versículos, o salmo é uma prova atemporal da fé sólida do povo judeu em saber que D'us está sempre conosco, protegendo e guiando nosso caminho.

O Salmo 23 em hebraico

  1. מִזְמור לְדָוִד ה׳ רֹעִי לֹא אֶחְסָר.
  2. בִּנְאוֹת דֶשֶׁא יֵרְבִּיצֵנִי, עַל-מֵי מְנֻחוֹת יְנַהֲלֵנִי.
  3. נַפְשִׁי יְשׁוֹבֵב, יַנְחֵנִי בְמַעְגְלֵי-צֶדֶק לְמֵעֵן שְׁמו
  4. גַם כִּי-אֵלֵךְ בְּגֵיא צַלְמָוֶת לֹא-אִירָא רָע כִּי-אַתָּה עִמָדִי, שִׁבְטְךָ וּמִשְׁעַנְתֶּךָ הֵמָה יְנַחֲמֻנִי
  5. תַּעֲרֹךְ לְפָנַי שֻׁלְחָן נֶגֶד צֹרְרָי, דִשַנְתָּ בַשֶמֶן רֹאשִי כּוֹסִי רְוָיָה
  6. אַךְ, טוֹב וָחֶסֶד יִרְדְפוּנִי כָּל-יְמֵי חַיָי, וְשַׁבְתִּי בְּבֵית-ה׳ לְאֹרֶךְ יָמִים

Transliteração do Salmo 23

  1. Miz-mohr leh-dah-vid, ah-doh-noi roh-ee loh ekh-sar.
  2. Bin-oht deh-sheh yahr-bee-tzay-nee, ahl pode meh-noo-khoht yeh-nah-hah-lay-nee.
  3. Nahf-shee yeh-shoh-vayv, yahn-chay-nee veh-mah-geh-lay tzeh-dek leh-mah-ahn sheh-moh.
  4. Gahm keep ay-laykh beh-gay tzahl-mah-veht, loh ee-rah rah, mantenha ah-tah ee-mah-dee, shiv-teh-khah oo-mish-ahn-teh-khah ha-mah yeh-nah -khah-moo-nee.
  5. Tah-ah-rohkh leh-fah-nai shool-khahn neh-gehd tzoh-reh-rai, dee-shahn-tah vah-sheh-mehn roh-shee, koh-veja reh-vah-yah.
  6. Ahkh tohv vah-kheh-sehd yir-deh-foo-nee kohl yeh-may khah-yai, veh-shahv-tee beh-vayt ah-doh-noi leh-oh-rehch yah-mim.
(*Este texto é parte de um artigo publicado por Shlomo Chaim Kesselman no Chabado.org)

Texto do Salmo 23 pintado
com um vale simbólico ao fundo,
 por Alyse Radenovic


Ruminando Filipenses 4:5-7

A certeza da presença do Senhor, a confiança em poder aproximar-se de Deus mediante oração e ações de graças e a consequente paz no coração se manisfestarão numa atitude de cortesia para com todos.
Fp 4.5 - A moderação inculcada aqui é traço do caráter cristão. Em 2 Coríntios 10.1, Paulo fala "mansidão" ou "benignidade" de Cristo, mediante a qual o crente consegue suportar com paciência até mesmo o abuso da parte de outrem (veja Ec 2.19). Mediante a moderação o crente sabe como parar pela graça, não insistindo em seus direitos. Matthew Arnold traduziu o termo grego por "doce razoabilidade", que se tornou termo de uso comum.
Os crentes devem manifestar esta virtude em seu relacionamento com as demais pessoas, e perante o Senhor. [É difícil...sim. Mas a graça do Espírito Santo, nos concede gerar um fruto chamado "longanimidade"!] Lembra? é um fruto do Espírito Santo! Veja aqui: O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO. Um velho comentarista do Evangelho escreveu que Jesus, antes de morrer, fez o seu testamento: para o Pai destina o espírito; o corpo fica com José de Arimatéia; as vestes vão para os soldados; Maria, a mãe, deixa aos cuidados de João. E para os discípulos, que largaram tudo e seguiram o Mestre, qual seria a herança? Cristo lega àqueles que o amam, a sua paz.
Perto está o Senhor. Pode significar que "a volta do Senhor está próxima", "o Senhor vai regressar em breve"; é algo que Paulo poderia ter dito (Fp 3.20), no espírito das instruções de Jesus a seus discípulos, que deveriam proceder como servos que aguardam a seu senhor (Lc 12.42-48). Entretanto, as palavras do apóstolo podem implicar perto quanto a lugar ou perto no tempo. "Perto está o Senhor" é certeza reiterada perante seu povo no AT (veja Sl 34.18; também Sl 119.151; 145.18). Se o único elemento em vista fosse o tempo, alguém poderia julgar que essa certeza seria mais válida para os que estarão vivos um pouco antes da data desconhecida do advento do Senhor, e menos válida para os que viveram muito antes; contudo, segundo o sentido provável das palavras de Paulo, aqui, o Senhor está sempre igualmente perto de seu povo, sempre "perto". "Cristo está, portanto, sempre à nossa porta; tão perto estava há dois mil anos como está agora".
Fp 4.6 - Visto que "perto está o Senhor", a exortação a seu povo é: não andeis ansiosos por coisa alguma. Isto se enquadra no ensino do próprio Jesus a seus discípulos: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haver de vestir...não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo" (Mt 6.25-34). Na Igreja primitiva, a existência cristã num mundo pagão é cheia de incertezas: perseguições de um tipo ou outro sempre constituía uma possibilidade, e tornar-se membro de qualquer associação patrocinada por divindades pagãs era algo impossível, o que resultava em desvantagem econômica. Entretanto, se o Senhor estivesse perto, não havia razão para ansiedade. Jesus havia estimulado seus discípulos a eliminarem a ansiedade porque o Pai celeste, que alimenta os pássaros e veste a erva do campo com flores, sabia de suas necessidades e podia muito bem supri-las (Mt 6.26-32; Lc 12.24-30). De modo semelhante Paulo ensina: mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. O apóstolo usa três palavras gregas para "oração", aqui. Há pequenas diferenças de sentido entre essas palavras mas o principal efeito no uso de todas as três é a ênfase na importância, na vida cristã, da constância na oração de fé, plena de expectativa. À semelhança de seu Mestre, Paulo age com máxima certeza de que um elemento essencial da oração é que peçam coisas a Deus com o mesmo espírito de confiança que as crianças demonstram quando pedem coisas a seus pais. Na oração que Jesus ensinou a seus discípulos, para que a usassem ao dirigir-se ao Pai celeste, o Senhor inclui o pão de cada dia ao lado da vinda do reino à terra. (Veja O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO) Acima de tudo, a lembrança de bênçãos passadas constitui salvaguarda contra a ansiedade quanto ao futuro: essa memória acrescenta confiança à oração que roga mais bênçãos. Eis aqui a importância das ações de graças na verdadeira oração. Fp 4.7 - Se os filipenses acatassem esse estímulo, em lugar da ansiedade eles gozariam de paz no coração. Jesus, em João 14.27, concedeu a seus discípulos "a minha paz", que ele deu não "como o mundo a dá." Portanto, aqui, a paz que os filhos de Deus recebem é a paz de Deus, que excede todo o entendimento. Paz que "ultrapassa toda imaginação"; vai além de tudo quanto a sabedoria humana consegue planejar. Esta paz será "fortaleza", guardará os vossos corações e as vossas mentes, mantendo do lado de fora a ansiedade e outros intrusos: guardará os crentes em Cristo Jesus.
A paz de Deus pode significar não apenas que Ele mesmo concede (Rm 5.1) mas a serenidade em que o próprio Deus vive: Deus não está sujeito à ansiedade. [Esta paz, contribui e acrescenta ao crente, capacidade de se manter sereno diante das mais inesperadas situações difíceis e lagrimosas.]

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