Costumes Bíblicos: A paz de Deus

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A paz de Deus

A paz de Deus
A paz é uma das coisas mais importantes que os seres humanos buscam. Assim, não é de admirar que o Jesus ressuscitado tenha feito da paz o tema central de sua mensagem aos discípulos, ao encontrá-los reunidos, atrás de portas trancadas.
"Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20.21).
Jesus provavelmente usou a palavra hebraica shalom, que pode ser considerada simplesmente uma saudação. Mas também é provável que ele estivesse indicado que, com sua morte e ressurreição, obteve paz para os seus seguidores.
Jesus sabia que seus discípulos ficaram perturbados e preocupados com relação ao seu futuro e ele continuou a tranquilizá-los, dizendo que tudo acabaria bem (Jo 14.1,27; 16.33).
O conceito de paz, shalom, tem um rico significado à luz do AT. Pode significar simplesmente a ausência de guerra, mas em geral implica um sentido de plenitude e bem-estar geral. Às vezes, implica até prosperidade ou segurança. Isso geralmente tem vinculação com o relacionamento da comunidade ou do indivíduo com Deus.
A paz, tanto na esfera política como na espiritual, é dom de Deus. É essa paz divina que os sacerdotes deviam invocar sobre o povo, ao proferirem a bênção de Arão:
"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz" (Num 6.24-26).
PRINCIPAIS PASSAGENS SOBRE A PAZ

Jo 20.19-23;
Rm 5.1-11;
Ef 2.14-18;
Fp 4.6-7;
Num 6.22-27;
Jr 28

Jr 28 nos informa que os falsos profetas estavam tão cientes de quanto o povo ansiava por paz que chegaram a prometê-la mesmo quando o povo já não tinha mais nenhum direito a ela, por causa da sua desobediência. Jeremias deixa claro que pessoas que se rebelaram contra Deus não podem experimentar paz real.
Somente Deus pode de fato dar a paz: isto é o que nos ensina a presença de Jesus entre os seus discípulos após a ressurreição. Foi isso que a multidão de anjos prometeu quando do anúncio do nascimento de Jesus:
"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem" (Lc 2.14).
Paulo entendeu isso e associou o dom da paz à cruz de Cristo, na qual a humanidade é reconciliada com Deus. O pecado que separa a pessoa de Deus pode ser perdoado e essa pessoa pode se tornar amiga de Deus. Segundo Paulo, essa paz traz alegria mesmo em meio ao sofrimento, porque dela resultam perseverança, experiência e esperança.
Para cada cristão, a paz é um "fruto" do Espírito de Deus em sua vida à medida que depende de Deus  e vive para ele. Os cristãos  são considerados abençoados de modo todo especial quando assumem o papel de pacificadores. É evidente que a paz que eles próprios têm, em seu relacionamento com Deus, é uma boa notícia para outros também.
Assim como a cruz trouxe paz e reconciliação entre judeus e gentios (e a maior barreira racial do mundo antigo era esta entre judeus e gentios), as boas novas da obra de Cristo podem trazer paz e superar todas as barreiras que existem hoje em dia.
Os seguidores de Cristo têm a responsabilidade de divulgar essa mensagem. É por isso que Jesus acrescenta: "Assim como o Pai me enviou eu também vos envio".

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