Costumes Bíblicos: Os persas

Israel Institute of Biblical Studies

Os persas

O Império persa no auge do seu poder.
 O exército dos persas e medos conquistou
 a Babilônia em 539 a.C. Alexandre,
 o Grande, e seu exército grego
 começaram a conquistar o
 Império persa em 333 a.C.



Os persas eram um povo nômade que, saindo da Ásia Central, se mudou para o Irã por volta de 1000 a.C. Eles se instalaram a leste do Golfo Pérsico numa área ainda chamada de Farsistão. O primeiro rei persa conhecido na história foi Ciro I, que reinou por volta de 640 a.C.
Ciro, o Grande - Os persas aparece de forma dramática nas páginas da Bíblia no momento em que Ciro II (o Grande), neto de Ciro, invadiu a Babilônia.
Em 550 a.C., Ciro assumira o controle de Ecbatana, capital do rei medo Astíages, seu sogro. Os medos dominavam grande parte da Pérsia e da região onde hoje fica a Turquia. Ciro conquistou o reino dos medos, derrotou Creso, rei da Lídia, na parte ocidental da Turquia, e depois foi para o Oriente, na direção do nordeste da Índia. Em 540 a.C. ele já estava pronto para desafiar o poder do grande império babilônico.
A queda da Babilônia inscrições em escritas cuneiforme registram que a Babilônia caiu sem oferecer resistência, isto é, sem que houvesse uma única batalha, em 539 a.C. A tradição posterior conta como o exército de Ciro entrou na cidade pelo leito do rio Eufrates, que fora desviado.
Política de paz Ciro foi um grande benfeitor. Na Babilônia, ele restaurou templos e devolveu a seus próprios santuários as imagens de deuses trazidos à Babilônia. Os assírios e babilônios haviam deportado muitos povos conquistados. Agora Ciro permitiu que os judeus saíssem da Babilônia e voltassem para Judá. Eles levaram consigo os tesouros saqueados do templo em Jerusalém, e tiveram permissão para reconstruí-lo.
Estas figuras aparecem na parede
 da sala do conselho do
 palácio, em Persépolis.
 
O Império persa Os livros de Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias, Malaquias e parte de Daniel pertencem ao período do Império persa sob Ciro, Dario, Xerxes (Assuero) e Artaxerxes. Eles refletem o poder e a riqueza dos reis persas.
Como o Oriente Próximo sob seu controle, Dario (522-486 a.C.) conquistou o norte da Grécia em 513. Após uma derrota em Maratona, seu filho Xerxes (486-465) chegou até Atenas antes de perder a batalha naval em Salamina. Apesar de rebeliões no Egito e ataques de Estados gregos, os persas mantiveram seu Império durante 200 anos. Então, em 333 a.C., Alexandre cruzou o estreito de Dardanelos e, dentro de alguns anos, a Grécia havia se tornado a nova potência mundial.
Rei Dario (o Grande)
 mata uma fera mística 
Governo iluminado/esclarecido Um governo e uma administração sábios possibilitaram aos persas o controle de nações distantes. Ciro, o Grande, dividiu o império em províncias, cada uma com seu próprio governador ou "sátrapa". Estes eram nobres persas ou medos, mas os nativos governados por eles retinham certo poder. As pessoas eram incentivadas a manter seus próprios costumes e suas religiões, e isto ajudou a manter a paz.
Dario I (veja Ed 6) aprimorou o sistema de governo. Ele também introduziu moedas e um sistema legal. Sua nova rede postal foi um auxílio vital à comunicação.
Outro fator de unificação foi o uso do aramaico como a língua diplomática do império desde a fronteira sul do Egito, em Assuã, até o rio indo, na parte mais oriental. O aramaico já era conhecido, mesmo na distante Judá, desde o período assírio. Os oficiais do rei Ezequias disseram ao mensageiro assírio: "Fale em aramaico, pois nós entendemos". As cartas oficiais conservadas no livro de Esdras estão escritas neste aramaico imperial.
Esta jarra adornada,
 é um belo exemplo
 da habilidade artística dos persas.
Arte e cultura O império gerou grande riqueza e artesões foram levados de todas as regiões às capitas. Dario I construiu um palácio magnífico em Persépolis e havia outros em Pasárgada, Susã e Ecbatana. Ouro e jóias revelam a riqueza e o luxo da corte persa., refletida no livro de Ester.
O Cilindro de Ciro foi encontrado há cerca de 100 anos. Ele registra como Ciro II, da Pérsia, tomou a cidade da Babilônia de surpresa, sem uma batalha, e como ele devolveu os deuses tomados de várias cidades babilônicas a seus lugares, juntamente com seus servos. Foi no contexto dessa política que os judeus puderam voltar a sua terra natal após os longos anos de exílio. 

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