Costumes Bíblicos: O êxodo do Egito

Israel Institute of Biblical Studies

O êxodo do Egito


A fuga foi noturna/Êx 12.37-13.22 
Como Deus havia previsto (Gn 15.13-14), após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito (Gn 15.16 diz "quarta geração"), mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. Começa a viagem em direção à fronteira.
Antes disso, porém, foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras:
•Durante um período de sete dias após a Páscoa as pessoas deveriam comer pães sem fermento, em lembrança da forma apressada como saíram do Egito.
•Como a liberdade de Israel havia sido comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios, os primogênitos da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados".
600.000 homens (12.37) Nm 11.21 dá o mesmo número. Contando mulheres e crianças, o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas - um número bastante alto. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos", sem  que tivesse feito um censo exato. Em capítulos subsequentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. Assim, Deus concedeu o maná. Às vezes também faltava água, embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem.
A partir de Gn 22, onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado em lugar de Isaque, fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho, apesar da tradição que havia em Canaã. E em Nm 3.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus".
O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar. O "mar Vermelho", numa tradução mais exata, é "mar de Juncos". O povo estava indo para o leste, afastando-se do delta do Nilo.
Perseguição e desastre 
Presos entre o mar e as montanhas, com água pela frente e o exército do faraó vindo ao encalço deles, os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. E entraram em pânico, clamando a Deus e acusando Moisés de traição. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos, fazendo as paredes de águas desabar sobre as tropas de Faraó. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o Senhor lutará por vocês" (14.14).
Não há menção do afogamento de Faraó, e nem todos os carros de guerra se perderam. A vitória foi ganha às custas de Faraó, e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído - um golpe duro o bastante.
O cântico de vitória Êx 15.1-21 
Se houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras, esta certamente era ela. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel; destruiu seu inimigo. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga.

   
Quando os israelitas deixaram o Egito, seus "despojos" incluíam jóias de prata e ouro.

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