Costumes Bíblicos: Isaías caps. 40 ao 50 Página "D"

Isaías caps. 40 ao 50 Página "D"

Is 40--50
Esperança para os exilados; O Servo do Senhor
Até este ponto o livro de Isaías preocupou-se mais com a ameaça da Assíria. O cap. 39 faz uma transição para o grande período seguinte, o tempo de domínio babilônico.
Em 587 a.C., Judá foi devastada pela segunda vez (a primeira foi em 598). O Templo foi destruído. A falsa esperança de que Deus protegeria Jerusalém em toda e qualquer circunstância foi desmascarada. Milhares foram exilados (Jr 52.28-30).
Is 40--55 dirige-se a estes exilados abatidos. Embora Deus os houvesse castigado, como tantas vezes advertira e como eles bem mereciam, ele ainda os amava. Eles podiam confiar nele.
Ao contrário dos outros "deuses", ele tinha o poder de ajudá-los e cumpria as suas promessas. (A Babiblônia foi conquistada por Ciro, rei da Pérsia, em 538 a.C.; veja 44.28--45.1.)
Estes capítulos são tão repletos de esperança e consolo que são conhecidos como "O Livro da Consolação de Israel". Também vislumbram uma realidade que transcende em muito as circunstâncias de Israel no século 6 a.C. Os capítulos anteriores falavam de um rei que havia de vir; estes falam de um "Servo" futuro que realizaria os propósitos de Deus, tendo que pagar um alto preço para tanto. O NT e os cristãos consideram a quarta "Canção do Servo" (52.13--53.12) uma notável descrição de Jesus.
Toda esta seção (Is 40--55) fala de forma tão enfática a respeito da salvação que Deus vai realizar que os cristãos entendem que aqui se tem em vista algo bem mais abrangente do que o resgate de Israel num determinado momento da história. Aqui aparece o firme propósito divino de salvar a humanidade da escravidão do pecado. Aqui Deus faz a promessa de uma nova vida para todos os que vêm a ele.
Is 40: Mensagem de consolo
Na angústia, há consolo para o povo de Deus: ele vem, como havia prometido (1-11; veja cap.35). Diante dele, os seres humanos mortais são como a erva do campo (6-8). No entanto, ele é manso e bondoso, cuidando do seu povo como um pastor cuida do seu rebanho (11).
O Deus de Israel é o Criador: incomparável, eterno (12-26). No entanto, jamais deixa de cuidar do seu povo (27-31).
Recebeu em dobro (2) Talvez no sentido de "plenamente".
Vs. 3-5 Estes versículos resumem a missão de João Batista (veja Lc 3.1-6). O v. 3 é citado (a partir do texto grego) em Mt 3.3.
Vs. 6-8 Veja Tg 1.10-11; 1Pe 1.24-25 (citando o texto grego).
V. 11 Veja também Ez 34. Jesus recorreu a esta ilustração, quando se apresentou como o bom pastor (veja Jo 10.11 e sua parábola da ovelha perdida em Lc 15.4-7).
Is 41: "Não fiquem com medo... eu os ajudarei"
Deus fala como se fosse um advogado severo ou oficial de justiça convocando as nações a comparecer no tribunal (1). Mas com o seu próprio povo ele é infinitamente amoroso e gentil (8-20). Ele está pronto para ajudar e o povo nada tem a temer.
Do oriente (2)... do norte (25) Is 44.28 dá o nome do novo conquistador: Ciro, o persa. (Para Israel, a rota era para o norte, depois para o leste).

"Alguém está gritando: "Preparem no deserto um caminho para o Senhor".
O cap. 40 de Isaías transmite esperança ao povo de Deus.
V. 4 Deus como Senhor da história é tema que se repete em Is 40--66.
Meu servo (9, ARA) Israel como servo de Deus é tema recorrente em Isaías. Veja, p.ex., 43.10.
Vs. 21-24 Deus convoca os deuses das nações - que nem deuses são - para uma prestação de contas. Eles não podem prever acontecimentos futuros, nem explicar o passado. Só Deus, o único Deus verdadeiro, pode fazer isto.
Is 42: Uma luz para as nações
Um novo tema começa a se desenvolver ao lado da previsão da queda da Babilônia: Deus quer abrir os olhos do mundo inteiro e levar a salvação a todos. Esta deveria ter sido, desde o princípio, a missão de Israel (Gn 22.18).
O cap. 42 começa de forma abrupta com "Eis aqui o meu servo". Não se diz quem é, ficando para o leitor a tarefa de descobrir. O servo é "Israel", e ao mesmo tempo uma outra pessoa (49.3-5). À medida que a descrição é ampliada, nos quatro "Cânticos do Servo" (42.1-4 (7); 49.1-6; 50.4-11; 52.13-53.12, fica evidente que nenhum povo ou nenhuma pessoa comum se encaixa nessa descrição.
Os escritores do NT não tinha nenhuma dúvida de que o servo previsto por Isaías, aquele que salvaria toda a humanidade ao sofrer em seu lugar, é Jesus Cristo (Mt 12.15-21). Eles afirmam isso com a autoridade do próprio Cristo (Mc 10.45; Lc 4.16-21; 22.37). Veja também At 8.32-35; 1Pe 2.21-24.
Deus apresenta o seu servo (1-4) e depois o comissiona (5-9). Um novo cântico segue-se ao anúncio das "coisas novas" que estavam por vir (10-13). É um cântico de louvor e um hino de batalha. Depois, Deus continua o seu discurso com novas promessas de auxílio (14-17) e um apelo para que, desta vez, seu povo ouça (18-20). Os exilados precisavam aprender a lição que sua experiência lhes ensinava (21-25).
 Is 43 Deus nunca deixa de amar o seu povo 
Durante todo o tempo de sofrimento, Deus estava ao lado de seu povo (2). Ele tornaria a libertá-los, simplesmente porque os amava (4-7). No v. 8, o cenário é novamente o tribunal (como no cap. 41): tanto Israel quanto as nações estavam sendo julgadas. Por sua constante desobediência, o povo perdeu qualquer direito em relação ao cuidado de Deus (22-24), mas mesmo assim ele os perdoa (25).
V.1 O povo foi criado quando Deus o tirou do Egito e fez uma aliança com ele no Sinai.
V. 16-17 A travessia do mar Vermelho, por ocasião da saída do Egito.
Is 44--45: O Senhor é o único Deus; a predição do retorno de Israel
Estes capítulos dão continuidade aos temas que permeiam toda a seção: Israel como servo de Deus, objeto do seu amor (44.1-5); Deus como Senhor da história, o único capaz de revelar o futuro (44.6-8); a tolice de adorar deuses sem vida (44.9-20); a promessa de que Deus libertará o seu povo.
Em 44.26--45.8 entramos em um novo estágio. A promessa ampla de que Deus resgataria seu povo se torna específica. No reinado de Ciro, Jerusalém e seu Templo seriam reconstruídos (veja comentário de Ed 1.1-4 e seguintes). Is 45.9-13: Deus responde àqueles que o questionam. No v. 20, voltamos ao tribunal.
Ciro (44.28) Será que Deus revelou o nome do rei com tanta antecedência? Sem dúvida ele podia fazer isto, embora as previsões do AT raramente sejam tão específicas (veja Js 6.26; 1Rs 16.34, por exemplo). Aqui em Isaías ele já reivindicou a condição de Senhor da história, o único capaz de realmente prever o futuro ou saber o significado do passado.
45.22-25 O amor de Deus se estende para além de Israel e alcança o mundo todo. O NT aplica o v. 23 diretamente a Cristo (veja Fp 2.10-11).
Is 46--47: A queda da orgulhosa Babilônia
Sobre a Babilônia, veja também caps. 13--14, página "A". O desmascaramento dos deuses pagãos atinge seu clímax na submissão passiva dos deuses babilônios Bel e Nebo. Estes ídolos mudos eram um peso nas costas dos seus adoradores. O deus verdadeiro carrega os fardos do seu povo e tem poder, não só para falar, mas também para agir. O cap. 47 (a exemplo de 14.4-21) é uma canção de zombaria ao ritmo de uma procissão fúnebre. Babilônia haveria de provar de seu próprio veneno: a mesma falta de misericórdia que tivera em relação aos outros seria manifestada em relação a ela.
47.1 A "virgem filha" é a cidade da Babilônia. Sobre "caldeus", veja 23.13 página "B".
Is 48: O amor paciente de Deus para com o Israel infiel
Da Babilônia, voltamos a Israel. Este capítulo é o clímax do que aconteceu antes, nos caps. 40--47. É um marco divisório na seção como um todo: os caps. 49--55 são a "parte dois". Há palavras duras para o povo de Deus. Teimosos, surdos para com Deus, desleais e rebeldes (4,8), eles mereceram tudo que sofreram. Os vs. 1-11 referem-se principalmente ao passado; os vs. 12-22, ao futuro. Tudo que Deus previu na história passada do povo se realizou (3-6). Agora ele vai falar de coisas novas (6,14). Deus sempre quis a paz para o seu povo (18), mas "para os perversos não há paz" (22). O momento de libertação havia chegado. Deus diz: "Saiam da Babilônia, fujam de lá!" (20).
V. 16 A maioria das versões inclui a frase hebraica que segue a citação. Esta frase pode ser uma declaração do profeta a respeito de si mesmo. Ou, então, é o servo do Senhor se apresentando como porta-voz de Deus que fala a partir do v. 17.
Is 49--50: "Eu não me esquecerei de você!"
A segunda parte da seção (40-55) começa com o segundo "Cântico do Servo" (49.1-6). O servo de Deus é Israel (3), mas é também alguém que traria Israel de volta (5). Os temas dominantes em 49.8--50.3 são consolo, compaixão e restauração.
No terceiro Cântico do Servo (50.4-9), pela primeira vez vemos indício de seu sofrimento e rejeição (6-7; veja cap. 53). Mas nada pode desviá-lo de sua missão.
50.1 Deus não havia se divorciado de sua "esposa" infiel, Israel; ele a levou de volta para casa com amor (veja Os 3.1; nesta mesma época em que Isaías profetizava em Judá, Oséias estava profetizando em Israel, o reino do Norte).
50.10-11 Esta parte final do Cântico refere-se à reação do povo.

Deus promete a seu povo rios e fontes de água, mesmo no deserto (Is 41). A água é símbolo da vida, benção e prosperidade.




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