Costumes Bíblicos: Isaías caps. 28 ao 39 Página "C"

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Isaías caps. 28 ao 39 Página "C"

Isaías
Is 28--31 Mais advertências ao rebelde povo de Deus 
Is 28: Ai de Samaria e dos líderes de Judá 
As atenções se voltam mais uma vez aos pecados da época de Isaías. Os vs. 1-6 são dirigidos a Israel. (A tribo de "Efraim" representa todas as 10 tribos do reino do Norte.) Eles pertencem ao período anterior à queda de Samaria, a capital, em 722/1 a.C. A cidade que gostava do prazer e do luxo era como um figo maduro, pronto para ser colhido, e a mão da Assíria estava estendida para apanhá-lo. Mas um "remanescente" (veja 10.20 da página "A") haveria de sobreviver.
Uma palavra especial de censura é dirigida aos líderes (7-14). Os líderes religiosos e os governantes, em vez de liderarem, desviaram o povo. No v. 14 o profeta se volta para Judá e os governantes em Jerusalém. Eles haviam feito um acordo com o Egito e nisto depositavam a sua confiança. O profeta, em tom de deboche, se refere a esse acordo com um acordo com a morte (15). Os líderes haveriam de descobrir quão errados estavam (18), pois segurança real só se encontra em Deus.
O vs. 23-29 trazem um ensinamento de sabedoria. O lavrador sabe o que fazer porque Deus o instrui e ensina. O povo de Deus poderia aprender esta mesma lição.
V. 9-13 A tradução francesa em linguagem de hoje traduz o v. 10 ( e parte do v. 13) da seguinte forma: "Escutem o blablablá-blablablá, e o patati-patatá". Os ouvintes de Isaías estavam deliberadamente ridicularizando a mensagem de Deus, e os vs. 9-10 parecem ser sua resposta irônica ao profeta (conforme indicado na NTLH). Isaías garante aos que pensavam que a palavra de Deus não passava de um amontoado de palavras sem sentido que a próxima mensagem de Deus seria transmitida em língua assíria!
Morte (15) A palavra era idêntica ao nome do deus dos mortos entre os cananeus, e que era adorado no Egito sob nomes diferentes.
Pedra angular/principal do alicerce (16) Veja também 1Pe 2.4-8. Aqui o significado da pedra tem a ver com confiança em Deus. A fé pode esperar pacientemente, confiante na segurança em Deus. Não há necessidade de ação precipitada nem pânico.
V. 21 Refere-se às vitórias de Davi; veja 1Cr 14.8-17.
Is 29: Ai de Jerusalém
"Ariel" (1) representa o monte Sião ou Jerusalém (8). (A palavra hebraica "Ariel", que ocorre em Is 29.1-2,7, tem vários significados, sendo o mais provável "o Altar de Deus". ARA traduziu por "Lareira de Deus".) A cidade seria sitiada (3) e depois poupada (5-8; veja 37.36). A palavra de Deus se tornara, para o seu povo, um livro fechado, porque eles só o adoravam da boca para fora (11-16). Mas em pouco tempo (17-23) os que estavam surdos e cegos para a mensagem de Deus tornariam a ouvir e ver, ou seja, o povo de Deus voltaria a temê-lo e ser obediente a ele.
V. 14 Paulo cita estas palavras em 1Co 1.19 segundo a versão grega.
V. 17 Aqui se descreve uma repentina transformação: as matas vão virar jardins e os jardins vão virar matas. O mesmo pensamento continua nos versículos seguintes.
Mansos, pobres (19, ARA) O povo leal a Deus, não apenas as vítimas da injustiça social (veja Mt 5.3,5).
Is 30--31: Ai dos rebeldes que confiam no Egito
Judá havia feito aliança com o Egito (veja 28.15) e o povo acreditava estar seguro diante das ameaças da Assíria, apesar de todas as advertências anteriores de Isaías. Mas quando a situação ficasse apertada, o Egito não se moveria (30.7), deixando os assírios invadirem Judá (caps. 36--37). Quem o salvaria no final (30.27-33; 31.5-9; 37.36) seria Deus, aquele em que não queriam confiar (30.9-12). Como leão diante da sua presa, como ave protegendo o seu ninho, Deus com certeza defenderia o seu povo. (31.4-5). Mais uma vez ele suplica que voltem para ele (31.6).
Zoã (30.4) Veja 19.11.
30.6 Os tesouros foram levados ao Egito através do deserto do Neguebe.
"O Dragão Manso" (30.7, NTLH) No hebraico, "Raabe", que é um nome poético para o Egito. ARA traduziu por "Gabarola que nada faz".
30.33 O opressor seria totalmente destruído. No hebraico, a palavra traduzida por "fogueira" é Tofete. Esta "fogueira" ficava no vale (em hebraico, "ge-") do Hinom, junto a Jerusalém, onde nos dias mais sombrios da história de Israel crianças eram sacrificadas ao deus pagão Moloque. Mais tarde esse vale gerou o nome para inferno: "Geena".

O exército do rei Senaqueribe da Assíria cercou Jerusalém na época de Isaías. Retratos destas bárbaras invasões aparecem nas paredes do seu palácio.
Is 32--35 Paz, justiça e salvação
Is 32: O rei futuro; o difícil caminho da paz
"Virá o dia..." Por um breve instante o profeta retorna ao tema de um rei futuro, de um tempo em que reinaria a justiça. Os vs. 6-8 ecoam os pensamentos dos autores de sabedoria. Os vs. 9-14 falam diretamente às mulheres da época de Isaías. Elas estavam levando uma vida tranquila, mas aqueles dias estavam contados. Elas deviam lamentar sua perda. O v. 15 prevê novamente uma época de paz, justiça e retidão duradouras realizadas pela ação do Espírito Santo de Deus no seu povo. E a criação em si sentirá o efeito disto. Quando o povo pecava, a terra sofria (12-13; compare Gn 3.17-18). Mas quando todos faziam o que era correto, a terra também revivia ( veja Rm 8.20-21).
V. 9 As mulheres mimadas de Jerusalém tipificavam a sociedade da época de Isaías.
Tirem as suas roupas (11b) Isto é, fiquem de luto.
V. 19 O significado não é claro; "floresta" e "cidade" podem referir-se a inimigos.
Is 33: Quando Deus intervém
Neste capítulo ocorrem muitas mudanças de narrador e de tom. O destruidor do v.1 não é identificado. Os vs. 2-4 são uma oração; 5-6, um hino; 7-9, um lamento que pode aplicar-se a muitas épocas, inclusive a de Isaías. Somente aqueles que vivem pela fé em Deus permanecem firmes em circunstâncias como estas (2-6; 15-16). Mais uma vez vislumbramos o rei futuro na visão gloriosa descrita nos vs. 17-24. Deus nunca abandona os seus; a cidade defendida por ele é inatingível. Onde Deus é rei, tudo está seguro, todos estão bem cuidados, os pecados estão perdoados, não há doença.
Is 34: Juízo sobre as nações
Um dia Deus vingaria o mal feito contra o seu povo (8; veja também cap. 24). Edom, o inimigo por excelência, foi escolhido como exemplo. A destruição é total e terrível: a terra se transforma num grande deserto.
34.4 Estas imagens do fim dos tempos reaparecem em vários lugares na Bíblia: veja Mt 24.29 e Ap 6.13-14, no NT.
Bozra (6) Em várias ocasiões, capital de Edom.
V. 16 Não sabemos que livro era aquele. Em outras passagens, o "livro do Senhor" é um registro dos salvos (Dn 12.1; Ml 3.16); é "o livro da vida" (Ap 20.12-15).
Is 35: Salvação para o povo de Deus
A seriedade profética dá lugar ao lirismo poético, num acentuado contraste com os horrores do cap. 34. Em lugar de destruição, recriação. Deus vem vindo para levar o seu povo para casa por um caminho seguro. À sua vista tudo se transforma. O deserto seco e sem vida exulta de alegria e se torna um paraíso com muitos riachos, árvores frondosas, e um tapete de flores... Há cura e plenitude (3-6), alegria e louvor, quando o povo de Deus retorna a Sião.
Is 36--39 A crise assíria
Depois das profecias dos caps. 1--35, estes três capítulos são um simples registro histórico. Há um relato quase idêntico em 2Rs 18--20, sendo que as principais diferenças são o fato de Isaías não mencionar (entre os vs. 1-2) que, no início, Ezequias se submeteu a Senaqueribe (2Rs 18.14-16) e a inclusão do poema de Ezequias (38.9-20). Veja também 2Cr 32.
A doença de Ezequias e a missão diplomática da Babilônia provavelmente precederam o cerco (por volta de 705-702 a.C.). Talvez a sequencia dos fatos tenha sido invertida aqui em Isaías para formar uma ponte  para os capítulos seguintes, que enfatizam a Babilônia como a potência mundial que mais tarde se tornou.
"Haverá paz e segurança enquanto eu viver": esta foi a reação de Ezequias à terrível previsão da conquista e do cativeiro (39.5-8). Isaías, contudo, não se consolou com este pensamento.

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