Costumes Bíblicos: Isaías caps. 15 ao 27 Página "B"

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Isaías caps. 15 ao 27 Página "B"

Is 15--16: Moabe
Os moabitas eram descendentes de Ló, o sobrinho de Abraão. Eles ocupavam o planalto a leste do mar Morto. Rute era moabita. Houve momentos em que os moabitas se davam bem com os israelitas, mas eles não compartilhavam a fé de Israel. Isaías ficou comovido ao prever o sofrimento de Moabe (15.5), que chegaria depois de três breves anos (16.14). Moabe pediu ajuda a Jerusalém e Deus incentivou seu povo a acolher os refugiados (16.1-5).
As cidades de Moabe caíram nas mãos da Assíria em sucessivas campanhas militares e voltariam a ser conquistadas por Nabucodonosor da Babilônia.
15.1-9 Estas são todas cidades dos moabitas. "Nebo" é a montanha da qual Moisés viu a terra prometida; "Zoar", cidade na extremidade sul do mar Morto, poupada na destruição de Sodoma. "O riacho/as torrentes dos Salgueiros" provavelmente era a fronteira entre Moabe e Edom, ao sul.
As cabeças se tornam calvas/rapam a cabeça (15.2) Veja comentário sobre 3.24.
Sela (16.1) "A rocha", uma fortaleza de Edom na Jordânia; hoje faz parte do sítio de Petra. Os moabitas em fuga se esconderam ali.
Arnom (16.2) Um desfiladeiro profundo que formava a fronteira entre Moabe, ao sul, e Amom, ao norte.
16.3-4a O apelo de Moabe a Judá. Os vs. 4b e 5 são um pensamento do autor.
Vinha de Sibma (16.8-9) Região famosa por seu vinho. Aqui, é um símbolo de prosperidade nacional.
16.14 Uma pessoa obrigada por contrato só trabalha pelo período para qual foi contratada. Assim, "três anos, tais como os de jornaleiros" significa "daqui a exatamente três anos" (NTLH) e nem um dia mais.
Is 17: Damasco Esta é uma profecia do início do ministério de Isaías - veja cap. 7. Em resposta ao apelo do rei Acaz, que pediu ajuda para fazer frente à aliança entre Israel e Síria, os assírios fizeram uma série de ataques, saquearam Damasco e mataram o rei Rezim. Esta profecia também critica Israel por aliar-se à Síria contra a sua própria parentela, a nação de Judá.
Postes-ídolos (8) Altares e imagens do culto cananeu.
Os heveus e os amorreus (9, NTLH) Tribos destruídas pelos israelitas na conquista de Canaã.
Is 18: Etiópia Este é o atual Sudão. Na época de Isaías, o Egito era governado por uma dinastia sudanesa. A ameaça assíria trouxe mensageiros de longe. Mas Deus lidaria com o invasor na véspera da vitória (5-6; veja 37.36-38). E a nação distante enviaria ofertas de gratidão a Deus (7; veja 2Cr 32.23).
Is 19: Egito Esta profecia prevê a desintegração do Egito: disputas internas, seguidas por conquista, uma economia arruinada e a desintegração da liderança (1-15).
O Egito foi derrotado pela Assíria quando o exército de Senaqueribe sitiou Jerusalém (701 a.C.). Outras derrotas culminaram no saque de Tebas em 663 a.C., quando os assírios pilharam os tesouros dos templos, reunidos ao longo de séculos.
Mas Deus usa a espada para curar, não para promover anarquia. Os vs. 16-24 revelam seu propósito final: a revelação de si mesmo ao povo egípcio. Por incrível que pareça (23-25), o Egito e a Assíria (as nações que mais se opunham aos propósitos de Deus) seriam unidos com Israel na adoração a Deus, trazendo benção a todo mundo. "Aquele dia" (isto é, o dia do juízo, tanto temporal como final; e expressão é frequente no livro de Isaías) é o dia da intervenção final de Deus para julgar e salvar em escala mundial. No AT, "aquele dia" é o dia da vinda de Cristo.
Depois da queda de Jerusalém, em 587 a.C., diversas e influentes colônias de judeus se estabeleceram no Egito e na Assíria. Inclusive uma réplica do Tempo de Jerusalém foi construída em Leontópolis, no Egito, por volta de 170 a.C. Mas tudo isto era apenas um pálido reflexo do que Isaías previu.
Vs. 5-10 Toda a economia do Egito dependia da cheia anual de Nilo que irrigava e fertilizava as terras próximas das margens. Uma cheia muito grande ou muito pequena ( como neste caso) significava desastre.
V. 16 A poesia se transforma em prosa até o final do capítulo e continua ainda  no cap. 20.
A comparação do povo de Deus
 com uma videira ou vinha é um tema
 recorrente nos profetas.
Zoã (11)... Mênfis (13) Zoã (Tânis), que ficava na região do delta, era a capital do Egito naqueles dias; Mênfis, um pouco mais ao sul, junto ao Nilo, havia sido a capital em tempos passados.
Cidade do Sol (18) Heliópolis ou Om; era centro da adoração ao sol, no Egito.

Is 21: Três oráculos
 O "deserto do mar" (1) é a Babilônia (9). Veja os caps. 13--14. A queda da Babilônia seria uma boa notícia para os cativos  de Israel (10). Mesmo assim, Isaías ficou horrorizado com o que previu. Ser "profeta" é uma profissão que traz dores e angústias (3-4).Is 20: Egito e Sudão Aquele "ano" (1) era 711 a.C., quando os assírios conseguiram conter a rebelião dos filisteus em Asdode. O apoio que esperavam do Egito não se materializara. Três anos antes, Deus havia pedido a Isaías que encenasse a condição de um escravo, tirando a roupa de pano grosseiro que vestia e as sandálias que tinha nos pés e andando meio nu e descalço (2). Foi uma surpreendente demonstração ou ilustração (como mais tarde seriam as dramatizações de Ezequiel) do futuro cativeiro do Egito, com a intenção de advertir o povo de Judá a não esperar ajuda dos egípcios. Em 701 a.C. (veja cap. 19 acima), o Egito foi derrotado pela Assíria.
Houve um adiamento temporário do castigo de Edom (Dumá, 11-12), mas o juízo com certeza viria. (veja 34.5).
Nem mesmo as remotas tribos da Arábia (13-17) escapariam do longo braço da Assíria. Esta profecia se tornou realidade quando Sargão atacou a Arábia em 715 a.C.
Quedar (16) Uma poderosa tribo beduína.
Um ano, tal como o de jornaleiro (16) Veja comentário sobre 16.14.
Is 22: "O vale da Visão" Isaías morava em Jerusalém. Foi lá que ele teve as suas visões. A cidade é rodeada por vales e montanhas. O "vale da Visão", que representa a cidade, é provavelmente o vale do Hinom. Apesar do adiamento do juízo na época de Ezequias (caps. 36--37), Isaías previu a futura destruição de Jerusalém. (Nabucodonosor II da Babilônia acabaria conquistando a cidade após um terrível cerco em 587 a.C. As muralhas foram derrubadas e o Templo foi destruído.).
A reação do povo diante do desastre iminente foi uma mistura de atividade frenética e puro escapismo (8-13). Eles checaram suas armas e armazenaram água para fazer frente ao cerco, mas não deram atenção ao que "há muito tempo já havia planejado todas essas coisas".
Os vs. 15-25 se referem ao tempo de Isaías. Sebna, um alto funcionário da corte de Ezequias (36.3), seria rebaixado, e Eliaquim, promovido. Mas seria incapaz de suportar o peso da parentela que viveria às suas custas e acabaria perdendo a sua posição.
Elão... Quir (6) Postos fronteiriços do Império Assírio que sem dúvida forneciam recrutas para o exército.
Casa do Bosque/Salão da Floresta (8) O arsenal da cidade; veja 1Rs 7.2; 10.17.
Vs. 9,11 Suprimento de água era vital em caso de sítio. Veja 2Cr 32 e artigo sobre o túnel de Siloé, solução de Ezequias para o problema.
Is 23: Tiro Durante séculos Tiro e Sidom (duas cidades fenícias na atual costa do Líbano) dominaram o comércio marítimo no leste do Mediterrâneo. As colônias de Tiro, das quais Chipre era a mais próxima, se estendiam por uma vasta área. E os comerciantes da cidade se aventuraram até o Oceano Índico e o Canal da Mancha. Um produto importante eram os cereais que vinham do Egito (3).
Tiro era uma cidade corrompida pela sua riqueza e seu sucesso, e Isaías a advertiu do fim que se aproximava. Ele falou a verdade. Em 722/1 a.C., a cidade caiu nas mãos de Sargão, rei da Assíria. Em 701, o governador de Tiro fugiu para Chipre, quando Senaqueribe se aproximava. Com a decadência da Assíria, Tiro reconquistou seu poder, voltando a perdê-lo para os babilônios.
Társis (6) Provavelmente "Tartessos", na Espanha.
Caldeus/babilônios (13) A Caldéia era a parte sul da Babilônia, mas quando reis caldeus tomaram o poder na Babilônia o termo passou a ser usado em referência ao reino como um todo.
Setenta anos (15) Provavelmente um número arredondado, equivalente ao tempo de vida de uma pessoa.
Is 24--27 Juízo e salvação Do particular, isto é, do juízo de Deus sobre nações específicas, passamos ao universal: a época em que Deus julgará todo mundo e todos os seus habitantes. A vida não continuará para sempre do jeito que a conhecemos. Um dia Deus intervirá e porá fim a este mundo. A terra será sacudida e o mundo sucumbirá sob o peso do pecado (24.20). Isaías não tinha dúvida quanto a isto. Jesus também não tinha (veja Mt 24).
Mas o propósito de Deus não é apenas condenar. Depois de um capítulo (24) sobre o juízo vêm três capítulos (25-27) que tratam do resgate e da salvação, quando Deus "acabará com a nuvem de tristeza e de choro que cobre todas as nações" (25.7). A própria morte será destruída, e a tristeza deixará de existir (compare 25.8 com Ap 21.4). Os povos do mundo virão participar do banquete festivo que Deus vai dar (uma referência a este banquete inspirou a parábola de Jesus em Lc 14.15-24).
Uma canção de louvor a Deus, o protetor dos pobres e o defensor dos necessitados (25.1-5), leva a uma descrição das alegrias que esperam o povo de Deus após o julgamento (25.6-12). No cap. 26 aparece outro cântico. Seu tema é a confiança. A vida é feita de esperança (8-15), de sofrimentos e fracasso (16-18). Mas Deus salva os seus, mesmo da morte (19). A canção da vinha em 27.2-5 contrasta com o cap. 5. O dia virá em que o propósito de Deus para seu povo será cumprido. O juízo no tempo presente tinha intenção corretiva. O exílio teria fim. Na colheita final todo o povo de Deus será trazido de volta para casa.
Naquele dia (24.21, etc.) Veja cap. 19 acima.
Moabe (25.10) Inimigo do povo de Deus na época; representava todos os inimigos.
26.19 Esta clara descrição da ressurreição ( que alguns acreditam referir-se à nação) marca uma nova etapa na história da fé no AT. O "orvalho" expressa o poder que Deus tem de dar vida aos mortos, que habitam no pó.
Leviatã (27.1, NTLH) A figura do dragão ou da serpente que aparece na mitologia pagã. O juízo de Deus se estende ao âmbito super-humano ou sobrenatural (veja 24.21, onde os "poderes do céu" podem ser o sol, a lua e as estrelas, que eram adorados por outros povos). A mesma figura é usada em Ap 12.9 para descrever Satanás.
Poste-ídolos (27.9, ARA) Veja comentário sobre 17.8 acima.
27.10-11 Refere-se aos opressores, cujo sofrimento será muito maior que o do povo de Deus.

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