Costumes Bíblicos: Examinando o Novo Testamento

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Examinando o Novo Testamento

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EXAMINANDO O NOVO TESTAMENTO
O NT conta uma história que mudaria o curso de toda a história subsequente. Os quatro Evangelhos, que descrevem o ministério de Jesus, apresentam vários níveis da sociedade daquela que era a mais problemática província romana, destacando a administração imperial e dando claros indícios a respeito da situação que levaria, em 66 d.C., à mais terrível de todas as guerras que Roma fez contra uma de suas províncias.
Os Atos dos Apóstolos dão continuidade a este tema. É uma narrativa escrita por um grego culto, um grande historiador, e descreve a triunfante propagação do movimento que mudaria o mundo.
Esse movimento foi moldado por alguém que poderia, com razão, ser chamado de primeiro europeu. Trata-se de um rabino erudito chamado Paulo, que dominava a literatura e o pensamento filosófico gregos (como o discurso no Areópago demonstra), e que também era cidadão romano, plenamente consciente, como fica claro a partir de seu plano de evangelização, do valor, do poder e do significado do Império e da paz romana.
Se testarmos Lucas quanto a detalhes, como a arqueologia demonstrou que ele pode ser testado, veremos que era um historiador acurado e meticuloso. Quem lê a sua obra com cuidado, vê as cidades de Éfeso e Corinto ganharem vida diante de seus olhos. Quem presta atenção a determinadas palavras, como, por exemplo, o uso da forma plural "procônsules" no relato sobre o tumulto em Éfeso (At 19.38), encontra a explicação de um pequeno fato histórico...
As cartas de Paulo, que se inserem no contexto maior da epistolografia antiga, são, também, bastante esclarecedoras do ponto de vista histórico. A cidade de Corinto - corrupta, cosmopolita, pseudo-filosófica, poliglota, desordenada, amante das disputas, repleta de controvérsias - ganha vida na carta que Paulo escreveu à turbulenta igreja dessa cidade, na qual se haviam infiltrado o espírito irrequieto e a depravação urbana do lugar.
Outra opção é ler a poesia do Apocalipse - o último livro do NT - e que é um festival de símbolos, algo que em nosso tempo, mais do que qualquer outro, as pessoas deveriam saber apreciar. Aqui vemos Roma como ela nunca havia sido vista antes - através dos olhos de um provinciano amargurado que não está nem um pouco satisfeito com ela: a Roma tirânica, embriagada com sangue, perseguidora implacável... e condenada.
Quem estuda o NT em seu contexto, e contra o seu pano de fundo, tem acesso à mentalidade, à sociedade, aos problemas, e ao espírito do primeiro século. É possível perceber certas tempestades que já se aproximavam, como, por exemplo, a última revolta dos judeus. O mesmo vale para o estilo atrapalhado de administração, adotado no Oriente, que preparou o terreno para o desastre. O NT revela uma série de coisas a respeito do Império romano: as experimentações com reis fantoches, a legislação repressiva, os bolsões de administrações anacrônica (contrária aos usos da época, desalinhada, fora de ordem) nas cidades, a vida em regiões fronteiriças (como em Listra, por exemplo), suas divisões filosóficas, seus grupos colaboracionistas, os claros sintomas da catástrofe iminente.
Como coleção de documentos históricos, o NT é uma obra única, sem igual. 
(Texto pesquisado - E.M. Blaiklock - Manual Bíblico).

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