Costumes Bíblicos: Predestinação





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Predestinação

Para entender Predestinação e de que maneira ela é diferente da eleição.
Predestinar é "marcar antecipadamente, determinar um limite". A palavra horizonte vem de horizo. Naturalmente, é o nosso horizonte que marca a divisória entre a terra e o céu. A palavra grega também é traduzida como determinação e declaração. O termo é usado em referência à:
A- Declaração da divindade de Cristo (Rm 1.4).
Enquanto Jesus estava na terra, Deus assinalou a verdadeira identidade e natureza do Seu amado Filho, Jesus Cristo.
B- A predeterminação da morte de Cristo pelas mãos de homens ímpios.
A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos (At 2.23; veja também Lc 22.22; At 4.24,28).
C- A predeterminação das fronteiras nacionais (veja At 17.24-26).
D- A predeterminação de que os crentes sejam conformados a Cristo (veja Rm 8.29,30; Ef 1.9-12).
"Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da Sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas."(Westminster).
Em contraste:
A eleição lida primariamente com aquele ato divino no passado pelo qual um pecador arrependido torna-se um crente.
A predestinação lida primariamente com aquele processo no presente pelo qual um crente é transformado à imagem de Jesus Cristo!
Muitas pessoas têm forte hostilidade à doutrina da predestinação. Entretanto, a predestinação é uma doutrina bíblica. O segredo é compreender, biblicamente, o que significa. As palavras traduzidas como "predestinou"/"predestinados" nas Escrituras citadas acima vêm da palavra grega "proorizo", que carrega o significado de "anteriormente determinado", "predestinar", "decidir de antemão". Então, predestinação é Deus determinando antes, o acontecimento de certas coisas. E o que Deus determinou antes que acontecesse? De acordo com Romanos 8:29-30, Deus pré-determinou que certas pessoas estariam em conformidade com a imagem de Seu Filho, sendo chamadas, justificadas e glorificadas. Essencialmente, Deus predetermina que certas pessoas sejam salvas. Várias Escrituras se referem aos crentes em Cristo como sendo escolhidos (Mateus 24:22, 31:Marcos 13:20, 27; Romanos 8:33; 9:11; 11:5-7,28; Efésios 1:11; Colossenses 3:12; ITessalonicenses 1:41; ITimóteo 5:21, IITimóteo 2:10; Tito 1:1; IPedro 1:1-2; 2:9; IIPedro 1:10).
Predestinação é a doutrina bíblica de que Deus, em sua soberania, escolhe certas pessoas para serem salvas. A objeção mais comum à doutrina da predestinação é que ela não é justa. Por que Deus escolheria certas pessoas e não outras? O que é importante lembrar é que ninguém merece ser salvo. Todos nós pecamos (Romanos 3:23) e todos merecemos punição eterna (Romanos 6:23). Como resultado, Deus seria perfeitamente justo em permitir que todos nós passássemos a eternidade no inferno. Entretanto, Deus escolhe salvar alguns de nós. Ele não está sendo injusto com aqueles que não forem escolhidos porque eles estão recebendo aquilo que merecem. Ao escolher ter compaixão por alguns, Deus não está sendo injusto com os outros. Ninguém merece nada de Deus: por isto, ninguém pode protestar se não receber nada de Deus. Uma ilustração seria se eu desse dinheiro a 5 pessoas em um grupo de 20. As 15 pessoas que não recebessem dinheiro ficariam aborrecidas? Provavelmente sim. Mas elas têm o direito de se aborrecerem? Não, não têm. Por quê? Porque não devia dinheiro a nenhuma delas. Eu simplesmente decidi ser generoso com algumas. Se Deus escolhe que é salvo, isto não enfraquece nosso livre arbítrio para escolher e crer em Cristo? A Bíblia diz que temos o livre arbítrio para escolher: tudo o que temos a fazer é crer em Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16; Romanos 10:9-10). A Bíblia nunca descreve a Deus rejeitando quem Nele crê ou mandando de volta alguém que O busque (Deuteronômio 4:29). De algum jeito, no mistério de Deus, a predestinação trabalha de mãos dadas com a pessoa sendo atraída por Deus (João 6:44) e crendo na salvação (Romanos 1:16). Deus predestina quem será salvo, e devemos escolher a Cristo para sermos salvos. Os dois fatos são igualmente verdadeiros. Romanos 11:33 proclama: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!"
Mais referências bíblicas:
(João 6:35,37 e 45/11:26 e Lucas 6:47/
 João 17:12 e 24/João 6:44)

Paulo falou da Predestinação em Rm 9.19-23?(*)

Muitos leitores de Romanos entenderam que Paulo estava falando da predestinação em sua discussão de Deus como um “oleiro” formando barro (Rm 9: 19-23). O apóstolo declara: “Quem é você, ser humano, para discutir com Deus? O que é moldado dirá àquele que o moldou: 'Por que você me fez assim?' O oleiro não tem direito sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso? " (9: 20-21). Essa metáfora de moldagem soa como se Deus predestinasse algumas pessoas para um resultado negativo e outras para um resultado positivo, e os seres humanos não têm voz sobre como Deus os cria. No entanto, as palavras de Paulo reiteram as de Jeremias, e o contexto hebraico original do profeta aponta em uma direção diferente da predestinação.
Com base na referência de Paulo a Deus como um moldador de barro, o apóstolo conclui: “E se Deus, desejando mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com muita paciência vasos de ira preparados para a destruição, a fim de tornar conhecido as riquezas da sua glória para vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão (προητοίμασεν; proetoímasen ) para a glória ”(Rm 9,22-23 ). A alusão de Paulo ao Senhor preparando potes com antecedência parece sugerir predestinação: Deus escolhe algumas pessoas para bons resultados e outras para destruição. No entanto, a retórica do apóstolo vem do discurso semelhante de Jeremias sobre Deus como oleiro - e um olhar mais atento ao contexto original do profeta torna a predestinação paulina improvável.
Quando Deus diz a Jeremias para observar um oleiro trabalhando, o profeta vê um lote de barro estragado sendo transformado em um vaso útil. Então o Senhor declarou a Israel: “Não posso eu fazer de você o que este oleiro fez? […] Eis que como o barro na mão do oleiro, assim você está na minha mão…. No momento, eu declaro a respeito de uma nação ou reino que vou arrancar e quebrar e destruí-lo, se essa nação ... voltar do seu mal ( שׁב ... מרעתו ; shav ... mera'ato ), eu cederei ( נחמתי ; nahamti ) do desastre que eu pretendia causar a ele. Mas se neste momento eu declaro a respeito de uma nação ou reino que vou construir e plantar, [ essa nação] faz o mal aos meus olhos, não ouvindo a minha voz, então vou ceder do bem que eu pretendia fazer a ele ”(Jr 18: 5-10).
No contexto profético original, Deus descreve uma relação causal entre a diretriz divina e a conduta coletiva; o Senhor predetermina uma determinada postura em relação a uma nação mal comportada, mas se os cidadãos se arrependerem, Deus muda o curso. Da mesma forma, se as pessoas mudam da santidade para o pecado, então Deus reavalia o relacionamento. Isso é exatamente o oposto da predestinação. Deus faz uma avaliação com antecedência, mas os seres humanos têm a capacidade de alterar seu destino. É esse cenário bíblico que Paulo usa em Romanos, então o apóstolo não está sugerindo que tudo está predeterminado. Pelo contrário, Paulo recicla Jeremias para dizer que Deus estende muita “paciência” (μακροθυμίᾳ; makrothumía ) comoO céu avalia as ações humanas - claro, tal paciência seria desnecessária e ilógica se o Senhor já tivesse predeterminado o resultado! Assim, a retórica de Paulo não aponta para a predestinação ; antes, Deus espera misericordiosamente que as pessoas façam suas próprias escolhas, e então o Senhor ajusta o decreto divino em resposta às decisões da humanidade. (*Este texto é parte de um artigo publicado em Israel Bible Center pelo Dr.Nicholas J. Schaser/Editado aqui por Costumes Bíblicos)

SOBRE A ELEIÇÃO:

ELEIÇÃO - é aquele ato eterno de Deus pelo qual, em Seu bel-prazer soberano, e à parte de qualquer mérito individual, Ele escolhe algumas pessoas dentre os homens pecadores para serem recipientes da graça especial do Seu Espírito, e, portanto, tornarem-se participantes voluntários da salvação de Cristo. (Systematic Theology.p.779)

O que a eleição não é

Ela não é um ato arbitrário ou caprichoso de Deus. A eleição é baseada no propósito eterno e na presciência de Deus (Rm 8.28,29; 9.11; Ef 1.4-11; 1Pe 1.2).
Ela não é um ato pelo qual [Deus] escolhe algumas pessoas para serem perdidas, ou um decreto de reprovação. A eleição é para a salvação, e não para a condenação (1Ts 1.4; 2Ts 2.13).
Ela não é meramente o propósito de Deus de salvar aqueles que creem, embora seja verdade que apenas aqueles que creem serão salvos.
Ela não é o homem escolhendo a si mesmo, embora o próprio homem precise escolher se quiser ser salvo. A eleição é a escolha de Deus. Cristo disse aos Seus apóstolos: Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros (Jo 15.16).
Ela não está meramente [ligada a] um lugar para servir, embora Deus escolha homens para tarefas especiais. A eleição é para a salvação (2Ts 2.13).

O que a eleição é

Ela é uma escolha da parte de Deus que inclui algumas pessoas, mas não todas. Este fato é substanciado por tês evidências. O fato de que alguns indivíduos se perdem é uma prova de que nem todos foram escolhidos. A própria palavra eleger perderia o sentido se todos acabassem sendo salvos. [...] Em terceiro lugar, as Escrituras falam repetidamente daqueles que estão perdidos, de modo que estes definitivamente não estão entre os eleitos.
Ela é uma escolha que Deus fez antes da fundação do mundo (Ef 1.4). [...]
Ela é uma escolha baseada em algo que está em Deus, e não em algo que está no homem. [...] Assim como a salvação, a eleição é totalmente fundamentada na graça e não nas obras. Portanto, deveria ser evidente que Deus não escolheu algumas pessoas porque viu bondade ou mérito nelas.
Ela é uma escolha baseada na presciência, a qual, por sua vez, é baseada no conselho e no propósito determinante de Deus.[...]
Ela é uma escolha cujo cumprimento é absolutamente garantido; nenhum poder pode impedi-la. [...]
Ela é uma escolha que está em harmonia com a liberdade humana. A eleição não coage ou força o eleito a crer. Nenhum homem, ao crer no evangelho, tem a sensação de que foi forçado a fazê-lo contra sua própria vontade. (A Dispensational Theology.p.389,390)

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Filipenses 1:9-11

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