Costumes Bíblicos: Joel



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Joel

Dia do Senhor
O livro de Joel recebe seu título do personagem principal. Nada se sabe hoje a respeito do profeta Joel, exceto que era filho de Petuel. As referências ao templo encontradas ao longo do livro (Jl 1.8-10,13,14,; 2.17) geraram especulações de que ele talvez tenha sido sacerdote também.
Não sabemos quase nada sobre este profeta, exceto o nome de seu pai (1.1). Além disso, a profecia contém alguns indícios da data em que foi escrita. Podemos estimar algumas datas - que variam entre o século 8 e 4 a.C., ou até mais tarde - mas o livro em si é atemporal.
Joel obviamente estava familiarizado com certos temas que também aparecem em Isaías, Amós e Ezequiel. Merece destaque o "Dia do Senhor", o dia em que Deus finalmente julgará o mundo e seu próprio povo. O que inspirou a mensagem do profeta foi uma terrível calamidade, uma praga de gafanhotos devoradores. As nuvens de gafanhotos taparam o sol e acabaram com o alimento, e o profeta viu nelas as trevas e o sofrimento que caracterizarão aquele Dia. Ele chamou o povo ao arrependimento, pois Deus ainda amava o seu povo e queria resgatá-lo e restaurá-lo.
Jl 1: Gafanhotos devastam a terra - Uma praga de gafanhotos como a que Joel descreve de forma tão nítida não é fenômeno incomum na região de Jerusalém, havendo registro de fenômeno semelhante nos últimos 100 anos. As nuvens de milhões e milhões de gafanhotos são trazidas para a Palestina pelo vento que sopra da região da Arábia.
Um gafanhoto passa rapidamente de larva para estado de adulto alado (4), e em cada fase seu apetite é insaciável. É pior que um exército invasor: quando chega e passa, não fica nada de verde para trás (6-12). Na situação descrita por Joel, não havia restado nada que pudesse ser oferecido a Deus em sacrifício (,13), ou tão pouco que o povo usava o que tinha para não morrer de fome. Para Joel, a praga de gafanhotos era um sinal, uma prefiguração do terrível Dia do Senhor, o iminente dia do juízo de Deus (15). Joel pediu que decretasse um dia nacional de oração (14).
Jl 2.1-11: Deus julgará o seu povo -
O que ficou da lagarta,
o gafanhoto o comeu,
 e o que ficou do gafanhoto,
 a locusta o comeu, e o que
 ficou da locusta,
 o pulgão o comeu.
Joel 1:4
O exército de gafanhotos se torna um retrato do exército invasor de Deus no dia do juízo: uma nuvem escura de insetos cobrindo o céu (2); um "deserto assolado" que fica para trás (3); sua marcha progressiva, inexorável e totalmente irresistível (4-9). O juízo de Deus seria assim. Quem poderia suportá-lo (11)?
Jl 2.12-17: Um chamado ao arrependimento - A boa notícia é que ninguém precisa passar pelo juízo de Deus. Ele ainda chama o povo a voltar para Deus e clamar por misericórdia (13-17).
Jl 2.18-32: A promessa do Espírito - Cheio de amor e compaixão, Deus promete devolver em abundância aquilo que os gafanhotos levaram. Ele livraria a terra dos gafanhotos que enviou contra ela (25).
Em sua misericórdia,
Deus restaura a fertilidade à terra. "Vou lhes dar cereais,
vinho e azeite" (Jl 2.19).
 A prensa de olivas voltaria a funcionar.

Além disso, Deus prometeu um grande derramamento do seu Espírito, não somente sobre sacerdotes e profetas, mas sobre as pessoas simples, independentemente de sexo, idade ou nível social (28-32). Em At 2.16-21, Pedro, dirigindo-se a uma multidão de judeus de "todas as nações do mundo" que estava em Jerusalém, anunciou que esta profecia de Joel estava sendo cumprida.
» Do Norte (20) As nuvens de gafanhotos geralmente chegam à Palestina a partir do sul ou do leste. Mas a ameaça militar vinha do norte. Assim, o invasor do norte deve indicar um inimigo hostil, e não a origem dos gafanhotos.
Jl 3.1-21: Deus julga as nações - As nações serão castigadas por tudo que fizeram ao povo de deus (3.2-8). Multidões serão reunidas para serem julgadas por Deus. Ali ele decidirá o destino delas (14).
Então Deus fará sua morada numa cidade e entre um povo santificado; e toda a terra terá participação nesta abundante bênção (16-18).
» Tiro, Sidom, Filístia (4) Veja Ez 25--28. Artaxerxes III vendeu os sidônios como escravos em 345 a.C., e, em 332 a.C., Alexandre Magno vendeu o povo de Tiro e os moradores da cidade filistéia de Gaza como escravos.
» Sabeus (8) Famosos comerciantes árabes.
» V. 10 Joel inverte as famosas palavras de Isaías (Is 2.4).
» V. 12 Algumas versões (ARA, NTLH) dizem "Josafá", que significa "o Senhor julga". Isto explica as traduções alternativas, "vale do Julgamento", "vale da Decisão".

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