Costumes Bíblicos: Evangelho de Mateus caps. 12 ao 19

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Evangelho de Mateus caps. 12 ao 19

Evangelho
Evangelho de Mateus caps. 12 ao 19
Mt 12.1-14: Discussão por causa do sábado
Veja Mc 2.23--3.6. O v. 14 nos dá a primeira indicação do que estava por vir: o antagonismo era tão forte que a vida de Jesus estava ameaçada.
Mt 12.15-37: Emissário do diabo?
Os fariseus consideravam Jesus um agente do diabo (24), apesar da bondade manifestada em suas ações (22-23). Se eles tivessem razão, Satanás estaria em rota de autodestruição ou suicídio (25-29), que é onde se encontram todos aqueles que, a exemplo dos fariseus, chamam o bem de mal. Eles negavam obstinadamente a obra do Espírito de Deus, e isto tornava impossível o perdão de Deus (31-32). 
Mt 12.38-50; "Queremos ver um milagre"
Os mestres da lei e fariseus queriam ver Jesus fazendo um milagre, um "sinal" que confirmaria as suas reivindicações. Mas ele não daria espetáculo apenas para agrada-los. Um único sinal seria dado; a ressurreição de Jesus dentre os mortos, a prova incontestável de que a sua mensagem é verdadeira e que ele é quem afirma ser.
Vs. 43-45; Esta história é uma advertência para aqueles que se arrependeram e mudaram de vida diante do que viram e ouviram. Se não derem o passo seguinte, do comprometimento total, correm sérios riscos.
Vs. 46-50; A aparente falta de respeito para com a mãe deve ter chocado seus ouvintes, e esta era, com certeza, a interação de Jesus. Ele estava dizendo que o vínculo entre os que crêem em Deus é mais forte do que os laços de família.
Vs. 39-40 Veja Jn 1.17; 2.10. Para os judeus, uma parte do dia ou da noite podia ser considerada um dia inteiro. Assim, no caso de Jesus, o final da sexta-feira santa e a madrugada do domingo entram na contagem dos três dias e das três noites.
V. 42 A rainha de Sabá (1 Rs 10.1-10).
V. 49 Este texto parece indicar que Maria e José tiveram filhos (veja 1.25), embora a palavra hebraica e aramaica também inclua primos e parentes próximos (veja também 13.55-56). Acredita-se que José já havia morrido nesta época.
Mt 13.1-52
As histórias de Jesus sobre o reino
As parábolas sobre o reino de Deus formam a terceira seção de ensinamentos em Mateus. Ao usar histórias, Jesus podia ensinar em vários níveis diferentes. Para aqueles que estão dispostos a pensar, há camadas de significado além da lição óbvia. As parábolas faziam separação entre os que vinham apenas ver milagres e os seguidores sérios que realmente queriam entender o ensinamento de Jesus. Ele contava suas histórias às multidões, mas retinha a explicação para seus discípulos. Havia tanta falta de entendimento quanto à natureza do reino que, ao contar as suas histórias, Jesus só podia explicar um ponto de cada vez.
A primeira delas, do semeador (1-9, explicada em 18-23), descreve as diversas reações à mensagem de Jesus. As demais começam com as palavras: "O Reino dos céus é como..."
Vs. 24-30: O trigo e o joio (explicada em 36-43). Esta história tem a ver com a mistura do bem e do mal nesta vida, mas que serão separados no dia do juízo.
Vs. 31-33: O grão de mostarda e o fermento. Pequeno no seu início, de forma silenciosa e despercebida o reino terá grande crescimento.
Vs. 44-45: O tesouro e a pérola. O reino é tão valioso que vale a pena dar tudo que temos para obtê-lo.
Vs. 47-50: A rede de pesca. Descreve a separação dos bons e dos maus no fim dos tempos.
Veja também, "Jesus e o reino".
Mt 13.53--14.12 Nazaré rejeita Jesus; João é decapitado
Veja as notas sobre Mc 6.1-6 e 14-29.
Mt 14.13--17.27 Jesus ensina e faz milagres na Galiléia e no norte
Mt 14.13-36: Alimento para mais de 5.000; Jesus anda por cima das águas
Veja comentários sobre Mc 6.30-56. Veja também Lc 9.10b-17; Jo 6.1-21. As duas histórias revelam o poder sobrenatural de Jesus.
Mt 15.1-20: Os fariseus e a questão da tradição
Veja também Mc 7.1-23. Desde o início, o ensinamento de Jesus sobre religião (6.1-18) causou conflito com os fariseus. Para eles, a "tradição" (o ensinamento oral dos rabinos que completava e interpretava as Escrituras) tinha que ser seguida. Mas Jesus jamais hesitou em denunciar a tradição sempre que ela diluía ou enfraquecia os princípios bíblicos, como, por exemplo, no caso dos votos. As pessoas podiam ser isentas do dever de cuidar de seus pais se dedicassem o dinheiro a Deus. Assim ainda podiam desfrutar do lucro. Segundo Jesus, mais importante que ter as mãos limpas (2) era ter um coração puro (18).
Mt 15.21-39: A mulher estrangeira; outras curas; Jesus alimenta outra multidão
Tiro e Sidom (21) ficavam fora do território judeu. A mulher cananéia soube aproveitar a oportunidade. O caso do servo do centurião (8.5-13) deixa claro que a diferença de raça não é problema: o reino de Deus é abrangente (8.11). Assim, a resposta rude parece ser uma prova de fé. Rápida como um relâmpago, a mulher respondeu. E Jesus não recusou um pedido feito com uma fé tão robusta.

Vs. 29-39: As pequenas diferenças que existem entre esta passagem e 14.13-21, bem como ofato de Marcos também registrar ambos os milagres, tornam improvável que este seja um segundo relato do mesmo evento, apesar da semelhança básica. O contexto (21-28,31) sugere que nesta ocasião os não judeus (gentios) foram alimentados.

Cachorrinhos (26) Termo que revela desprezo e que era usado pelos judeus em relação aos gentios.
Magadã (39) Lugar desconhecido.
Mt 16.1-12: Jesus adverte contra o fermento dos fariseus
Veja também Mc 8.11-21. Os fariseus haviam exigido um sinal em 12.38-42. Agora os saduceus, os ultraconservadores, se juntaram a eles para pôr Jesus à prova. Mas a resposta de Jesus continuava a mesma.
Fermento (6) Um influência maligna que atua secretamente. Os discípulos não deviam ser como aqueles fariseus e saduceus cuja hostilidade os impedia de reconhecer a obra de Deus.
Mt 16.13-28: " Tu és o Cristo"
Simão falou em que  nome de todos os apóstolos ao afirmar que Jesus é o Messias. E Jesus viu nele o homem de pedra (Pedro) que ele se tornaria após a traumática experiência da negação, que seria seguida de perdão (26-69-75). Era Pedro, o porta-voz natural,quem seria responsável mais que qualquer outro pela formação da igreja em Pentecostes (At 2--5).
Vs. 21-28: Jesus começou a prepara os seus discípulos para o sofrimento que o aguardava. Mas a promessa que Pedro acabara de receber lhe subiu á cabeça, e a pedra se torna um obstáculo. O porta-voz de Deus se tornou advogado do diabo.
V. 19 A autoridade dada a Pedro foi dada igualmente aos outros (veja 18.18). A figura das chaves é um eco de Is 22.22. Deus não estava preso ao que Pedro podia dizer. Mas tudo que um discípulo fizesse de acordo com a vontade de Cristo teria validade permanente.
V.28;Veja nota em 10.23.           
Mt 17: A transfiguração
Veja nota em Mc 9.2-13.
Vs. 24-27 Esse imposto se destinava ao serviço de Deus. Como Filho de Deus, Jesus era isento. Mas como ser humano, identificado conosco, ele pagou.
Mt 18
A vida na comunidade de Deus
Esta é a quarta seção didática em Mateus, e trata dos relacionamentos na nova comunidade. O reino de Deus opera segundo padrões totalmente diferentes dos padrões do mundo. A busca pelo status não cabe (1-4). O mesmo se aplica à lei do mais forte. Na verdade, os fortes são responsáveis pelos que são espiritualmente fracos (5-14). Na nova comunidade, ofensa é coisa séria e todo o esforço deve ser feito para recuperar aquele que errou (15-20). Perdão ilimitado é esperado daqueles que desfrutam do perdão sem limites de Deus (21-35).
Vs. 8-9 Veja Mc 9.44-45.
Vs. 24,28 O ponto aqui é o valor imensurável da nossa "dívida" para com Deus. Diante disso, qualquer coisa que tenhamos que perdoar a nossos semelhantes é como se fosse nada.
Mt 19
Da Galiléia a Jerusalém
Segundo o Evangelho de João, Jesus fez várias visitas a Jerusalém. Mateus relata apenas esta, que termina no ponto culminante da última semana de Jesus em Jerusalém. A região a leste do rio Jordão era a Peréia (veja o mapa Israel na época do NT").
Mt 19.1-12: Casamento e divórcio
Veja também 5.31-32; Mc 10.2-12; Lc 16.18. Os rabinos discordavam sobre o divórcio. Alguns o permitiam por qualquer motivo, qualquer coisa que desagradasse o marido; outro, apenas em caso de infidelidade. Jesus apela para o propósito original de Deus, quando, no princípio, criou homem e mulher. Moisés, lidando com uma situação que estava longe do ideal, colocou uma restrição ao divórcio. Jesus disse que o que adultério era a única razão legítima. Veja 5.31-32.
Os discípulo reagiram, dizendo que o padrão era muito elevado (10). Jesus concordou (11): realmente é difícil demais sem a ajuda de Deus. Mesmo assim, o celibato não era a solução para a maioria das pessoas (era muito raro entre os judeus). Jesus foi um dos que abriram mão do casamento para realizar uma tarefa especial de Deus.
Mt 19.13: No reino de Deus
Mt 19.13-30: veja também Mc 10.12-31; Lc 18.18-30.
O v. 12 reintroduz o assunto do reino de Deus, cujos
valores viram o mundo de ponta cabeça. Ao contrário de seus discípulos, Jesus dava valor às crianças. Ao abençoá-las, aproveitou para falar sobre a questão do status no reino de Deus.
A primeira resposta de Jesus à pergunta do jovem rico sobre boas obras e vida eterna (16) seria a mesma de qualquer rabino ou mestre da Lei. E o homem, um líder da sinagoga , podia afirmar que obedecia aos mandamentos. Mas Jesus detectou a raiz do problema desse homem. Sua obediência não era sincera. Seus bens eram importantes demais para ele. Isso o impedia de amar a Deus e a seu próximo sem reservas. Assim, Jesus mandou que vendesse tudo e o seguisse. É melhor não possuir nada do que amar as coisas mais do que se ama Deus.
Os discípulos ficaram surpresos (25), porque achavam que as riquezas eram recompensa pela bondade, um indicador da saúde espiritual da pessoa. Assim sendo, eles continuaram a conversa, perguntando sobre recompensas (27-30).
Mt 20.1-16: Esta história, que ilustra as palavras de Jesus em 19.30, aparece apenas em Mateus. Ele não estava dando orientações sobre pagamento de salários, muito menos dizendo que no céu todos serão iguais. Ele está dizendo que muitos que esperam um tratamento especial terão uma surpresa no reino de Deus. Deus honrará gente que ninguém pensava que pudesse estar na lista. A vida eterna é para todos os que a recebem: "bons" e "maus", jovens e velhos. O que se destaca é a generosidade do proprietário (Deus), não o fato de ter sido "injusto" em relação a alguns.
19.24 Há várias "explicações" para o "fundo de uma agulha". Mas ao que parece Jesus estava deliberadamente sugerindo algo impossível.
19.28 Os apóstolos têm um lugar especial no novo reino. Apenas Mateus registrou estas palavras.
19.29 Aqueles que seguem a Cristo serão recompensados em muitas vezes, aqui e agora - mas "com perseguições" (veja Marcos).

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