Costumes Bíblicos: A pesca no mar da Galiléia

A pesca no mar da Galiléia

pesca
A tarrafa - rede de pesca circular
 com pesos nas bordas e uma corda no centro
 para retirá-la da água, fechada -
 aparentemente era a rede mais usada.
A longa rede de arrasto, que pega todo tipo de peixe,
só é mencionada em Mt 13.47,
onde se compara o reino dos céus com ela
.
A PESCA NO MAR DA GALILEIA
O mar da Galiléia é o lago de água doce situado no nível mais baixo do mundo. A superfície fica 207 m abaixo do nível do mar (Mediterrâneo), e a profundidade máxima da água é de 45 m. Ele mede aproximadamente 20 km de comprimento por 11 km de largura.
Boa parte do ministério de Jesus se desenvolveu ao redor do lago, e pelo menos sete dos doze discípulos eram pescadores da Galiléia. Pedro, André e Filipe moravam na cidade de Betsaida, às margens do lago. A palavra "Betsaida" significa "lugar de redes" ou "lugar de pesca".
Na época do NT, havia muitos peixes no lago, sendo a principal espécie, ao que tudo indica, a tilápia ou o "peixe de São Pedro", que se adapta bem a viveiros e açudes de águas mornas em várias partes do mundo.



Em 1985, o nível do lago desceu tanto
 que apareceu o casco de um barco antigo.
 Seu estilo, e os objetos encontrados dentro dele,
 juntamente com testes feitos com Carbono 14,
 revelaram que o barco tinha 2.000 anos,
 datando da época de Jesus.
É possível que tenha sido afundado quando
 os romanos devastaram a área em 67 d.C.
O casco foi retirado do lago e o "barco de Jesus",
 como veio a ser chamado,
pode ser visto hoje em Ginosar, a norte de Tiberíades
Jericó no rio Jordão para se espraiar
 pelo Lago Tiberíades, o Mar da Galileia
 onde há dois mil anos,
Jesus Cristo lançava as redes para
pescar peixes e para pescar homens.
( Ref. (Mt 13.47).
 







O Povo da Galileia

Mulheres da área de Ramallah(רמאללה) com
jarros de água na cabeça - início século 20
Os israelitas estavam separados dos que os cercavam pela religião, formando, até certo ponto, uma nação à parte. Nesse sentido, as particularidades das diversas regiões da Palestina foram influenciando, no decorrer do tempo, o caráter do povo. No tempo de Jesus, os habitantes da Judéia haviam-se assemelhado à sua região. De Jerusalém, centro político e religioso, o partido dos fariseus exercia a soberania.
Como ainda hoje no mundo muçulmano,  não existe nenhuma diferença entre as determinações religiosas e as leis políticas. E era justamente isso que se observava entre os judeus daquela época. Tudo era regrado pela lei divina dada a Moisés. Sob a influência dos doutores, esta lei tinha sido decomposta em milhares de minuciosas determinações, à semelhança das montanhas da Judéia, cobertas de inúmeros blocos de rochedo.
A dependência religiosa envolvia também outra: a econômica. De grande importância era a obrigação do dízimo que se devia pagar no templo. Toda e qualquer resistência a isso era considerada como uma resistência à própria lei.
Os estranhos representavam na Judéia um papel de pouca importância. O governador romano costumava residir em Cesaréia, junto ao mar, e só ia a Jerusalém por ocasião das grandes peregrinações. Essas festas eram, então, como ainda hoje, uma ótima ocasião para as revoltas políticas e religiosas.
O dominador da Galiléia, Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, inclinava-se mais para uma vida de prazeres e luxo do que para empreendimentos sérios e/ou religiosos.
A população, por sua vez, tinha suas próprias particularidades. Os galileus, em contraste com os habitantes das montanhas da Judéia, eram muito mais intrépidos, francos, afáveis e abertos. Daí um antigo provérbio: "Os galileus valorizam mais a honra do que o ouro; os da Judéia, mais o ouro do que a honra".
No entanto, se os moradores da Galiléia desejassem observar à risca os preceitos dos fariseus com relação aos relacionamentos com os gentios, em breve deveriam renunciar a qualquer espécie de negócios com eles.
Ao sul e, em parte, a leste do lago, os gentios moravam em povoações separadas. Tariquéia, a cidade de maior exportação de peixe, tinha de ser visitada, por bem ou por mal, por todos os pescadores, porque ali passavam também as antigas estradas de caravanas da Síria - Babilônia e Filistéia - indo ou vindo do Egito. Assim, os guias de camelos e jumentos, bem como as outras pessoas, achavam naquela cidade meios de ganhar a vida.
Pescadores galileus-Israel
A pronúncia dos galileus era tida, já em escritos muito antigos, como deficiente. Notável era a confusão que faziam das consoantes. No meio de todos os tristes acontecimentos da noite da Paixão, surge uma alusão às particularidades da pronúncia dos galileus. Disseram a Pedro: Verdadeiramente, também tu és deles, pois a tua fala te denuncia (Mt 26.73).
Sobre o ponto de vista religioso, os galileus também formavam um grupo à parte: vizinhos dos gentios, não se orgulhavam menos de pertencer ao povo escolhido. Em Jerusalém, entretanto, os galileus eram considerados como israelitas de segunda classe, porque estavam sempre em contato com os gentios e separados da Judéia pela cidade de Samaria.

Conhecer, é o melhor caminho, para melhor entender as escolhas de Jesus!

É provável que tenham tido mais verdadeiro respeito interior pela autoridade religiosa em Jerusalém do que os próprios judeus, que só se curvavam por temor servil. Podemos observar que os discípulos, prudentes como eram, nunca usaram uma expressão qualquer contra os doutores da lei.
A situação da Galiléia tornava a instituição das sinagogas particularmente importante. Depois do cativeiro babilônico, os israelitas haviam renunciado seriamente a toda e qualquer inclinação ao culto dos deuses. Agora já não imolavam debaixo de cada árvore frondosa e em cima de todas as montanhas. Os sacrifícios eram somente oferecidos no templo de Jerusalém, para onde costumavam peregrinar em todas as grandes solenidades.
Na Galiléia, porém, a devoção nas sinagogas aos Sábados foi-se desenvolvendo até se criar o sistema do culto divino. Toda e qualquer comunidade israelita construía uma casa de reunião, onde, aos Sábados, todos se encontravam. Na ocasião, traziam consigo as circunstâncias e o respeito em vez de sacrifícios. A explicação da lei ocupava o primeiro lugar.
Cada sinagoga tinha uma diretoria, uma comissão e um ministro. Ao ministro, competia a guarda dos livros sagrados, bem como o cuidado dos leitores e explicadores. Havia também, em cada grupo, pessoas de maior autoridade que, como tais, na maioria das vezes, tomavam a palavra. Mas todos tinham o direito de falar.
Notadamente, os participantes eram convidados a uma palavra . Os homens assentavam-se voltados para o púlpito, onde estava a Torá. Os nobres, porém, sentavam-se em cadeiras e bancos próprios, virados de modo que pudessem ver as pessoas do púlpito. São estes primeiros assentos a que Jesus se refere (Mc 12.38,39).
A vida de Jesus, como Filho do Homem, submetia-se às leis da evolução humana. Os lugares, por natureza apropriados às instruções religiosas, eram as sinagogas de cada lugar. Foi, pois, em uma sinagoga que Jesus começou a pregar. Somente quando os ouvintes foram se multiplicando é que ele passou a falar ao ar livre.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Amém!Graciosa paz! Siga-nos para não perder atualizações!

      Excluir
  2. Passando hoje para falar sobre Lançar a Rede, porque é tempo de pesca. Obrigada pelo aprofundamento nos relatos da minha pesquisa. Grata. Deus abençoe

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar! Fica na paz!
E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento,
Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;
Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Filipenses 1:9-11

DESTAQUE NO SITE

As grandes festas religiosas

As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O...