COSTUMES BÍBLICOS: O APOCALIPSE

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A Mensagem do Anjo de Deus e o Livrinho

E VI outro anjo forte, que descia do céu,
vestido de uma nuvem;
 e por cima da sua cabeça
 estava o arco celeste (Ap 10.1a RC69)


Apocalipse 10.1-11

Quem é ele?

João viu um anjo descendo do céu com um livrinho aberto na mão. Nessa altura, Jesus já tinha aberto o livro e retirado os sete selos. O anjo posicionou-se com um pé sobre o rio e outro pé sobre a terra, veja que a visão combina com as visões de Daniel e Ezequiel.
Aparentemente, esse anjo não é Jesus, já que ele jurou por aquele que vive para todo o sempre (Ap 10.6). Caso se tratasse de Cristo, Ele não teria jurado por si mesmo (veja Hb 6.13). É possível que seja o arcanjo Miguel (veja Dn 12.1). Ele é provavelmente o mesmo anjo mencionado em Apocalipse 5.2; 7.2; 8.3; 18.2.
A posição do anjo com um pé na terra e outro no rio, simboliza uma posição de tomada de posse, estava chegando a hora em que o homem iria receber de Deus, pelos méritos de Jesus, a posse definitiva da terra que ele havia perdido no jardim do Éden quando Adão pecou.

O que o anjo diz?

Ele anuncia que não haveria mais demora até que a terra sentisse o martelo absoluto e aterrorizante do  julgamento furioso de Deus. Ele também manda que João coma o livrinho preto, prevendo que ele seria doce à sua boca, mas amargo ao seu estômago. Naquela hora Deus falou alguma coisa que João foi proibido de escrever (Apoc. 10:3-4). Existe algo para acontecer nesse tempo que Deus não permite que chegue ao nosso conhecimento, Deus também selou essas palavras com Daniel (Dan. 12:9). Até esse ponto, João havia visto [apenas] a primeira parte da tribulação, e ver os gentios ímpios recebendo sua justa punição havia sido realmente doce. Mas agora lhe é permitido vislumbrar os últimos três anos e meio da tribulação, que começariam com a chacina generalizada dos israelitas pelo anticristo.  Esse era um remédio verdadeiramente amargo para ele.

O Livrinho

É provável que seja o livro selado com sete selos de Apocalipse 5.1.
O profeta Daniel certa vez teve uma visão profética (Dn. 12:7). Ele viu um homem vestido de linho e estava sobre as águas do rio. Este homem levantou a sua mão ao céu e fez um juramento dizendo que depois de três anos e meio, quando todo o povo santo tiver sido morto, a promessa de Deus estará cumprida.
E de fato, no apocalipse já vimos que na primeira metade do período, os que permaneceram fiéis a Deus foram martirizados pela besta, e agora faltam ainda mais três anos e meio, que é o segundo período para terminar a tribulação. Aqui estamos vendo as profecias de Daniel concordando com a visão de João no apocalipse.
O profeta Ezequiel também teve uma outra visão (Ez 2:8-10 e Ez 3:1-3). Ezequiel viu uma mão que entregava a ele um livro e ordenando que ele comesse aquele livro. O livro estava escrito por dentro e por fora e continha suspiros e ais. Ezequiel comeu aquele livro e a sua boca ficou doce como o mel.
Combinando essas duas profecias, vemos um anjo com aquele livro que era o mesmo livro que Jesus tinha na mão, selado com sete selos, e que continha o plano de toda tribulação para cumprimento das profecias. O homem de pé no rio, disse que só faltavam três anos e meio para cumprir o que estava escrito no livro. 
Enfim, quando profeta comeu aquele livro, estava simbolizando exatamente o fim do cumprimento das profecias. Quando todo plano escrito no livro já estará completado, quando a iniquidade entre os homens estará extirpada, quando a terra estará definitivamente na posse dos homens, e então Jesus estará sentando no trono de Davi, como anunciou o anjo a Maria (Lucas 1:32-33).

A medição do Templo de Deus (Ap 11.1,2).

Aqui, João é incumbido de medir o templo da tribulação com uma régua de seis côvados [cerca de 3,2m] (veja Ez 40.5). Ele também é encarregado de registrar a identidade dos adoradores. Deus está sempre interessado naqueles que o adoram. Contudo, João não deveria medir o átrio exterior, porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses (Ap 11.2 ARIB).
Veja também Lucas 21.24, onde Jesus prevê isso. O período final de 42 meses da tribulação é mencionado em Daniel 7.25; 12.7; Apocalipse 12.6,14; 13.5.

GOG E MAGOG - ESCATOLOGIA JUDAICA

A Garganta de Darial antes de 1906.
FOTO: As Portas de Alexandre foram uma barreira lendária construída por Alexandre, o Grande no Cáucaso visando impedir os bárbaros não-civilizados do norte (associados tipicamente com os personagens bíblicos Gog e Magog) de invadir as terras ao sul. As Portas eram um tema popular na literatura de viagem medieval desde o Romance de Alexandre, em versão que data provavelmente do século VI.
A muralha frequentemente é identificada com as Portas Cáspias de Derbent, na Rússia, e com a Garganta de Dariel (ou Darial), e até mesmo com a chamada "Muralha de Alexandre", a Grande Muralha de Gurgã, na margem sudeste do mar Cáspio, dos quais 180 quilômetros ainda existem nos dias de hoje, embora em mau estado de conservação. [Continue lendo]⟱

Magog é mencionado (Gn 10.2; 1Cr 1.5) como o segundo filho de Jafé, entre Gomer e Madai. Gomer representando os cimérios e Madai, os medos, Magog parece ter sido algum povo que habitava à leste dos cimérios e a oeste dos medos. Mas na lista de nações (Gn 10) o termo conota o complexo de povos bárbaros que residiam no extremo norte e nordeste do levantamento geográfico coberto pelo capítulo. Josefo ("Ant." Ii. 6, § 1) identifica-os com os "citas", um nome que entre escritores clássicos representa um número de tribos ferozes desconhecidas. De acordo com Jerônimo, Magog estava situado além do Cáucaso, perto do mar Cáspio. É muito provável que o nome seja de origem caucasiana, mas as etimologias advindas do persa e de outros dialetos indo-europeus não são convincentes. Em Ez 38.2 "Magog" ocorre como o nome de um país (com o artigo definido); em Ez 39.6 como a de um povo do norte, cujo líder é Gog.
Gog tem sido identificado, de variados modos, com Giges, rei da Lídia, que é chamado Gügu nos registros de Assurbanipal, e com o nome geográfico, Gagaia, referido nas cartas de Tell el-Amama como país de bárbaros. Nos escritos de Ras Shamra achou-se um deus, Gaga, identificação esta que também tem sido sugerida (Emuna Elish, III: linha 2). Outros têm visto em Gog uma personagem histórica tal como Alexandre Magno. A sugestão mais provável é a primeira, mas a origem do nome é menos relevante do que aquilo que simboliza, a saber: o cabeça personificado das forças do mal que intentam a destruição do povo judeu. O nome Magog é desconhecido nas Escrituras Judaicas senão pela referência em Gênesis 10.2 (= 1 Cr 1.5), onde é um filho de Jafé e o fundador de uma nação. Em Apocalipse 20.8, Magog é uma pessoa associada a Gog, mas em Ezequiel apalavra quase certamente visa representar o país onde morava Gog. A descrição de Gog como príncipe-chefe de Meseq e Tubal é uma tentativa de dar sentido a um trecho hebraico difícil. Se pudesse ser confirmado um topónimo "Rosh", a melhor tradução seria: "príncipe de Rosh, Meseq e Tubal", mas na falta de qualquer identificação satisfatória, e tendo em vista  a frequente ligação entre os nomes Meseq e Tubal (Gn 10.2 = 1 Cr 1.5; Ez 27.13; 32.26), devemos supor que rosh (= "cabeça", "chefe") está em aposição à palavra príncipe, ou mesmo é uma glosa sobre ela. As tribos mencionadas são Moscoi e Tibarenoi.
Como dissemos, este "Gog" já foi identificado com "Giges da Lídia", mas é evidentemente uma invenção livre de "Magog", da tradição popular ou do autor do capítulo. A descrição vívida da invasão indica que o escritor, seja de conhecimento pessoal ou de boato, estava familiarizado com um desastra do tipo. Provavelmente, os estragos cometidos pelos citas sob Josias (comp. Heródoto, i. 103, iv. 11) forneceram-lhe seu material ilustrativo. Como contido em Ezequiel, a profecia faz parte do caráter da predição apocalíptica; isto é, não é descritivo de eventos, mas preditivo de um modo m´stico de acontecimentos ainda por ocorrer, de acordo com a teologia especulativa do escritor. A teoria de Winkler ("Alt-Oriental. Forschungen, ii. 137, iii. 36) é que Alexandre, o Grande, e sua invasão são o pano de fundo. Mas isso antecipa o desenvolvimento da lenda de Gog da profecia bíblica.

O mito de Gog é provavelmente parte de um ciclo que remonta aos relatos da Criação Babilônico-Assíria (a luta e a derrota do Dragão) e, por outro lado, entra em grande parte na escatologia do Judaísmo e do Cristianismo (ver Bousset, "The Anti-Christ Legend", Londres, 1896; Gunkel, "Schöpfung und Chaos", Göttingen, 1895).

Na Tradição Islâmica:

Gog e Magog, ou Yajuj e Majuj entre os árabes, são mencionados no Corão e pela maioria dos geógrafos árabes como povos mais ou menos míticos. O interesse principal concentra-se em dois pontos: (1) o muro construído por Dhu al-Karnain (Alexandre, o Grande) para isolá-los do resto do mundo e (2) seu reaparecimento como um sinal do último dia. Geograficamente, eles representam o nordeste extremo e são colocados nas bordas do mar, que circunda a terra. Descendente de Jafé, filho de Noé, eles são vinte e quatro tribos. Seis destes são conhecidos pelo nome (sendo uma, os turcos); e o número de cada tribo é igual ao de todas as outras pessoas no mundo. Alguns dizem que pertenciam aos kazares, que são todos judeus (Yakut, ii. 440). Eles são de pequena estatura , atingindo apenas metade do tamanho de um homem (outro relatório, em Yakut, i. 113, os torna maiores). Muito  ferozes, eles têm garras em vez de unhas, dentes como um leão, mandíbulas como um camelo e cabelos que escondem completamente o corpo. Suas orelhas, peludas de um lado, são tão grandes que usam uma para uma cama e a outra como coberta. Eles vivem principalmente de peixes, que são milagrosamente fornecidos para eles. Eles se parecem com animais em seus hábitos; e Masudi os classifica entre os animais. Eles costumavam devastar o país, devorando todas as coisas verdes; e foi para evitar isso que os povos que moravam perto deles imploraram a Alexandre que construísse a muralha, fechando-as. Dizem até que eram canibais (Baidawi). Supõe-se que tal muro tenha existido em Derbent, embora em tempos posteriores parece ter se confundido com a Grande Muralha da China (Abu al Fida). Os geógrafos frequentemente citam um relato dado por Sallam, o intérprete. O califa Wathi Billah viu a muralha destruída em um sonho e enviou Sallam para investigar. Este último relata coisas maravilhosas dos países através dos quais ele passou a caminho para lá, e dá uma descrição minuciosa da própria muralha; ela foi construída em um desfiladeiro de 150 côvados de largura e alcançava o topo das montanhas. Construído de tijolos de ferro embebidos em latão fundido, tinha uma aparência peculiar de listras vermelhas e pretas. Nele havia um imenso portão provido de um ferrolho gigante, fechadura e chave, sendo que esta estava suspensa por uma corrente. Yakut observa nesta história que Deus, que conhece todas as coisas, também sabe se é verdade ou não, mas da existência do muro não pode haver dúvida, uma vez que é mencionado no livro sagrado.

Como um dos sinais do dia de julgamento vindouro, esta muralha será destruída e Yajuj e Majuj aparecerão no Lago Tiberíades, cujas águas seus guerreiros de vanguarda consumirão inteiramente, de modo que a retaguarda passará sobre a terra seca. Eles prosseguirão, comendo tudo o que encontrarem, até cadáveres e todo o verde, até que cheguem diante de Jerusalém. Aqui, até que Deus os destrua, eles incomodarão Nabi Isa (Jesus) e seus fiéis companheiros. Dizem que Maomé deu a Yajuj e Majuj uma oportunidade de abraçar o Islã na ocasião de sua jornada noturna a Jerusalém; mas eles se recusaram a fazê-lo e, consequentemente, estão condenados à destruição. (Leia mais sobre Gog e Magog, AQUI)

As Condições do FIM - Daniel 12

AS CONDIÇÕES DO FIM  - Daniel 12

[...] E haverá um tempo de angústia, qual nunca houve [...] (Dn 12.1)
AQUELE QUE AUXILIA EM MEIO À TRIBULAÇÃO
O arcanjo Miguel (12.1).
A EXTENSÃO DA TRIBULAÇÃO
Há três períodos de tempo especificados e listados abaixo, relativos à tribulação e eventos subsequentes.
1.260 dias (12.7) Uma referência ao pior momento da tribulação, seus últimos três anos e meio.



1.290 dias (12.11) Uma referência ao primeiro período e mais 30 dias adicionais,provavelmente necessários para conduzir os muitos julgamentos de judeus, gentios e anjos.
1.335 dias (12.12) Uma referência ao segundo período e mais 45 dias adicionais, provavelmente consumidos no preparo do governo milenar.
INTERESSE NA TRIBULAÇÃO
Tanto anjos como profetas do Antigo Testamento (12.5-8).
A SALVAÇÃO DURANTE A TRIBULAÇÃO
[...] Todo aquele que se achar escrito no livro (Dn 12.1). Muitos serão purificados, e embranquecidos [...] (Dn 12.10).
OS SINAIS PRENUNCIANDO A TRIBULAÇÃO
Um aumento na velocidade (12.4).
Um aumento no conhecimento (12.4).
AS RESSURREIÇÕES QUE SE SEGUIRÃO À TRIBULAÇÃO (12.2,3).
No começo do milênio.
A ressurreição dos santos do Antigo Testamento e da tribulação.
Ao final do milênio
A ressurreição de todos os mortos não salvos.

O Ministério de Miguel (Dn 12.1).

Miguel é o anjo da guarda de Israel.
Ele ajudará a libertar a nação israelita em meio ao pior momento da história humana desde a criação do mundo.
Jesus citou esse versículo ao falar sobre esse futuro momento infernal (veja Mt 24.21,22). Será Miguel quem expulsará Satanás dos céus durante a tribulação (Ap 12.7). Em seguida, esse herói celestial aparentemente ajudará um terço dos israelitas a escaparem do anticristo e a fugirem para Petra (veja Zc 13.8,9; Ap 12.14).
Esses israelitas já têm seus nomes no Livro da Vida do Cordeiro (veja também Êx 32.32; Sl 69.28; Mt 24.22; Lc 10.20; Ap 20.12).

As Duas Ressurreições (Dn 12.2,3).

Outras passagens do Antigo Testamento e do Novo Testamento deixam claro que essas duas ressurreições não ocorrem ao mesmo tempo, mas são separadas por um período de mil anos. (Veja O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO) Nenhuma dessas duas ressurreições refere-se ao arrebatamento. [Ou seja, ao encontro com o SENHOR nos ares! Veja O ARREBATAMENTO, na interpretação do Hebraico Bíblico)



  • A ressurreição daqueles que ganharão a vida eterna. Isso ocorrerá no começo do milênio e incluirá todos os santos do Antigo Testamento, bem como aqueles martirizados durante a tribulação (veja Jó 19.25,26; Sl 49.15; Is 25.8; 26.19; Os 13.14; Hb 11.35; Ap 20.4,6). A recompensa de todos os conquistadores de almas justos é mencionado em Daniel 12.3.
  • A ressurreição daqueles que serão punidos com a vergonha e o desprezo eternos. Isso acontecerá depois do milênio e incluirá todas as pessoas descrentes que já viveram (veja Ap 20.5). Nosso Senhor resume essas duas ressurreições em João 5.28,29.

As Duas Profecias (Dn 12.4).Os Três Períodos de Tempo (Dn 12.5-13).

1.260 dias (um tempo, de tempos e metade de um tempo; veja Dn 12.7). Daniel vê dois outros anjos que estiveram ouvindo essa conferência profética conduzida pelo poderoso anjo junto ao idoso estadista. Os anjos mostram-se muito interessado no plano de Deus para a salvação (1Pe 1.12), tanto que um desses dois anjos pergunta subitamente quanto tempo a terrível tribulação profetizada durará (Dn 12.6). Nenhum dos dois, aparentemente, escutou os detalhes da visão das Setenta Semanas em Daniel 9.24-27.
O anjo poderoso informa-os que metade dessa horrível tribulação durará o quanto for necessário para quebrantar o orgulho e o poder dos judeus, os três anos e meio (Dn 12.7).
1.290 dias (Dn 12.11).
Esse período refere-se ao mesmo mencionado acima, mas lhe adiciona 30 dias. Parece-nos razoável concluir que esse mês acrescido será necessário para realizar o julgamento que separará os bodes das ovelhas, mencionado em Mateus 25.31-46. Contudo, isso não é certo.
1.335 dias (Dn 12.12).
Adiciona-se uma vez mais uma quantidade de dias sobre o período anterior. Agora são 45 sobre os 30 anteriormente acrescidos. Que necessidade ocupará esse momento? Talvez seja o tempo necessário para organizar as agências governamentais que farão vigorar o domínio de Cristo. O Dr. Franklin Logsdon explica esses 75 dias acrescidos aos três anos e meio:
Nós aqui, nos Estados Unidos, temos uma analogia nacional. O presidente é eleito no começo de novembro, mas não assume o cargo antes de 20 de Janeiro. Há um intervalo de 70 dias, durante o qual ele dedica-se à escolha dos membros de seu gabinete, de emissários estrangeiros e de outros que comporão seu governo. No período de 75 dias, entre o término da grande tribulação e coroação, o Rei da glória tratará de questões similares. (Profiles in Prophecy.p.81)

As quatro conclusões finais.

O poderoso anjo levanta suas duas mãos para os céus, atestando a veracidade de tudo o que foi dito (Dn 12.7). O gesto habitual de levantar a mão aos céus demonstrava solenidade e importância (veja Gn 14.22; Dt 32.40). Entretanto, nessa passagem, as duas mãos são erguidas (veja também Ap 10.1-6).
Muitos serão purificados (salvos) durante a tribulação (Dn 12.10); Isso inclui judeus e gentios (veja Ap 7.1-17).
Os ímpios, contudo, continuarão com seus hábitos pecaminosos (Dn 12.10; veja Ap 9.20,21; 11.9,10).
Daniel deveria preservar cuidadosamente seus escritos (Dn 12.4), mas o sentido pleno deles não lhe seria revelado até o glorioso dia em que o próprio profeta se levantasse ao lado dos jutos, à espera de sua herança (Dn 12.9,13). (Veja DANIEL)

Terra Estéril de Fé e Justiça - Extra-Bíblico

A TERRA ESTÉRIL!!! 
(EXTRA-BÍBLICO)
“Terra estéril de fé e justiça” - o quarto livro de Esdras é um exemplo vibrante da literatura judaica do século I dC (fora da Bíblia). Embora atribuído a Esdras bíblico, reflete a esperança apocalíptica provocada pela opressão da era romana, muito depois dos dias de Esdras, o escriba. Este trecho do livro prediz coisas semelhantes das quais Jesus falou em Mateus 24:12. Ressoa Lucas 91:20 e Hab 2:11 quando o autor chora por Israel e tem permissão para ver o futuro.
1 “Agora, quanto aos sinais: Eis que estão chegando os dias em que os que habitam na terra serão tomados com grande terror, e o caminho da verdade será escondido, e a terra será estéril de fé. 2 E a injustiça aumentará além do que você vê e além do que você ouviu anteriormente . 3 E a terra que agora vês governar será devastada e não pisada, e os homens a verão desolada. 4 Mas, se o Altíssimo conceder que você vive, você o verá confundido após o terceiro período; e o sol brilha de repente à noite e a lua durante o dia. 5 Sangue escorrerá da madeira, e a pedra proferirá sua voz; os povos serão perturbados, e as estrelas cairão.



6 E reinará a quem aqueles que habitam na terra não esperam, e os pássaros voam juntos; 7 e o mar de Sodoma lançará peixe; e aquele que muitos não conhecem, ouvirá sua voz de noite, e todos ouvirão sua voz. 8 Haverá também caos em muitos lugares, e freqüentemente brotará fogo, e os animais selvagens vagarão além de suas assombrações, e mulheres menstruadas criarão monstros. 9 E as águas salgadas serão encontradas no doce, e todos os amigos se conquistarão; então a razão se esconderá, e a sabedoria se retirará para sua câmara, 10 e será procurada por muitos, mas não será encontrada, e a injustiça e a falta de restrições aumentarão na terra.11 E um país perguntará ao seu vizinho: 'A justiça, ou alguém que faz justiça, passou por você?' E ele responderá 'Não'. 12 E naquele tempo os homens esperam, mas não conseguem; eles trabalharão, mas seus caminhos não prosperarão.
13 Estes são os sinais que tenho permissão para lhe dizer, e se você orar novamente e chorar como agora, e jejuar por sete dias, ouvirá coisas ainda maiores do que essas. ”14 Então eu acordei e meu corpo estremeci violentamente, e minha alma estava tão perturbada que desmaiou. 15 Mas o anjo que veio e falou comigo me segurou, me fortaleceu e me pôs de pé. (4 Esdras 5: 1-14) (Por Pinchas Shir/Israel Bible Weekly)

REVELAÇÃO JUDAICA - ABOMINAÇÃO NO TEMPLO (CÂNON)

Eventos recentes voltaram a reavivar a preocupação de que o mundo esteja chegando ao seu fim apocalíptico. Apesar das renovadas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia e a constante ameaça do Irã de vaporizar Israel, essa preocupação permanece prematura. Afinal, Yeshua disse: “Você ouvirá falar de guerras e rumores de guerras. Veja que você não está alarmado, pois isso deve acontecer, mas o fim ainda não está ”(Mt 24: 6). Então, quando chega o fim?
Yeshua responde a essa pergunta em Mateus 24: 15: “Quando você vê a abominação da desolação ... parada no lugar santo”. Neste versículo, Yeshua faz alusão a שִׁקּוּצִים מְשֹׁמֵם ( shikutzim meshomem ) traduzida como “abominação da desolação”, descrita em Daniel 9:27. Mateus 24: 15-28 descreve o aparecimento da abominação da desolação e o período de intensa tribulação que desencadeia sobre a nação de Israel. Os leitores de Mateus devem entender que esse período começa quando vêem “a abominação que causa a desolação” está no lugar santo (v. 15).
A previsão de Jesus tem uma realização próxima e distante. A destruição do templo em 70 EC serve como um padrão para os eventos que ocorrerão durante os “Dias dos Problemas de Jacó”, conforme descritos em Mateus 24:21. A profanação do local sagrado pelo exército romano será horrível, mas os eventos que cercam a profanação do anticristo pelo local sagrado durante a Grande Tribulação ocorrerão em uma escala ainda maior. No pensamento judaico, os eventos de 70 EC em Jerusalém não precisam esgotar a força da profecia de Daniel nos dias finais. É um padrão recorrente. As referências do fim dos tempos em Mateus 24 confirmam que Yeshua usou o termo שִׁקּוּצִים מְשֹׁמֵם ( shikutzim meshomem )“Abominação da desolação” para apontar para o conflito final com seus inimigos no momento de sua vinda. Mateus combina a tribulação da próxima Guerra Judaica de 66-70 EC com a final que ocorrerá no final dos tempos. Os eventos da tribulação final espelham os eventos da primeira, mas em uma escala maior.(Por  Dr. Noel Rabinowitz/Israel Bible Weekly) [!!!] (Edição geral por Costumes Bíblicos)

LEIA SOBRE:

A GRANDE TRIBULAÇÃO

O Reinado do Cordeiro

O REINADO DO CORDEIRO

Há aproximadamente 330 anos, Isaac Watts escreveu um hino baseado nas verdades encontradas  no Salmo 98. O nome desse hino famoso mundialmente é Joy to the World [Em português, Cantai que o Salvador chegou]. No Natal, esse hino é cantado em todo o mundo por cristãos e não cristãos.
Entretanto, um estudo cuidadoso da letra desse hino (tradução livre) revela que Watts não tinha em mente a vinda de Cristo a Belém, mas sim a Sua vinda no milênio.


Alegria para o mundo! Chegou o Senhor! 
Receba a terra o seu Rei. Preparei-lhe lugar cada coração, 
E o céu e a natureza cantem uma canção. 
O pecado e o sofrimento já não crescerão, 
e os espinhos, a terra, já não infestarão; 
Ele veio fazer Suas bênçãos fluir, onde quer que haja maldição. 
Com graça e verdade Ele irá governar 
e as nações Ele fará provar 
As glórias da Sua justiça, as maravilhas do Seu amor.


O fato do milênio  

A palavra milênio vem do latim, e significa "mil anos". E viveram e reinaram com Cristo durante mil anos (Ap 20.4). Nos primeiros sete versículos de Apocalipse 20, João menciona o período de mil anos não menos do que seis vezes. Mesmo assim, algumas pessoas argumentam que, como esse número se encontra apenas em uma passagem do Novo Testamento, não podemos insistir que o período de mil anos irá realmente acontecer. Para enfatizar sua posição, referem-se a 2 Pedro 3.8 - Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
O Dr. René Pache argumenta que o Antigo Testamento fornece uma base plausível para uma perspectiva do milênio:
Observemos mais uma vez o seguinte fato: o ensinamento do Antigo Testamento com relação ao milênio é tão completo que os judeus conseguiram desenvolvê-lo sozinhos no Talmude, sem possuir os dons fornecidos pelo Novo Testamento mais tarde. Por exemplo, antes do Apocalipse [ter sido escrito], eles já haviam afirmado que o Reino Messiânico duraria mil anos. Por isso, não devemos afirmar (como alguns têm feito) que, sem a famosa passagem em Apocalipse 20.1-10, a doutrina do milênio não existiria. (The Return of Jesus Christ. p. 380)
Durante a história da Igreja, os cristãos têm abraçado três opiniões principais sobre o milênio.
Pós-milenismo
Esta teoria diz que, por meio da pregação do evangelho, o mundo eventualmente abraçará o cristianismo e se tornará a sociedade universal dos santos. Depois de mil anos de paz e tranquilidade, Cristo será convidado a assumir o comando e a reinar sobre o planeta dos homens. Entretanto, a Bíblia ensina claramente que situação do mundo se tornará cada vez pior, e não cada vez melhor, antes da segunda vinda de Cristo (veja 1 Tm 4.1;2 Tm 3.1-5).
Amilenismo
Esta teoria ensina que não haverá nenhum reinado de mil anos, e que a Igreja neotestamentária herda todas as promessas espirituais e as profecias de Israel no Antigo Testamento. Segundo esta visão, a bela profecia de Isaías a respeito da vaca e da ursa deitando-se juntas e do leão comendo palha como o boi (Is 11.7) simplesmente não significa o que ela diz! Contudo, se o 11° capítulo de Isaías não pode ser entendido literalmente, por que o magnífico 53° capítulo não deveria ser de igual modo alegorizado?
Pré-milenismo
Ensina que Cristo irá retornar pouco antes do milênio e irá governar pessoalmente durante esse reinado glorioso de mil anos. Esta posição é a mais antiga das três e é a visão do autor deste livro. O pré-milenismo foi defendido pelos pais da primeira Igreja desde o período apostólico.
O céu será um local de aprendizado (1Co 13.9,10; Ef 1.15-21).
Na medida em que refletimos sobre a teologia da oração de Paulo aqui, fica evidente que todas essas gloriosas verdades espirituais não podem ser plenamente aprendidas pelos cristãos aqui na terra. Esses princípios preciosos certamente deverão encontrar sua consumação na eternidade. Isso também se aplica à sua oração posterior na mesma epístola (Ef 3.15,17-19).
O céu será um local de serviço (Ap 7.15; 22.3).
Enquanto a exata natureza do seu serviço não está clara, uma parte do trabalho dos crentes para o Cordeiro será exercer autoridade e juízo sobre os homens e os anjos (1Co 6.2,3; Tm 2.12; Ap 22.5).
O céu será um local de comunhão.
Uma pergunta feita com frequência é: "Os remidos conhecerão um ao outro no céu?". As Escrituras respondem com um enfático sim! Durante a sua transfiguração, o nosso Senhor conversou livremente com Moisés e Elias (Mt 17.3), séculos depois de esses dois heróis terem deixado esta terra. Entretanto, eles ainda são reconhecidos como Moisés e Elias. Além disso, o apóstolo João, durante a sua visão do Apocalipse, vê e reconhece as diferenças entre os anciãos, os anjos e os diversos povos redimidos de todas as nações da terra. Talvez o ápice desta linda verdade seja encontrado no capítulo do amor escrito por (1Co 13.12). Os crentes não apenas desfrutam da comunhão com os outros crentes, mas o que é ainda mais importante, os crentes conhecerão o Salvador e serão conhecidos por Ele de  uma maneira muito mais íntima do que jamais foi possível aqui na terra.
Segundo tradição judaica, e de acordo com a Bíblia Hebraica, este "Céu" é nada mais, nada menos, que o grande período de paz com Cristo Yeshua, aqui na terra no Reino Milenar. Ou seja, o Céu será sempre a habitação exclusiva do Altíssimo. Aos homens, o Senhor deu a Terra; que será restaurada e renovada!
Cidade Santa
A beleza do céu
Imagine a emoção de andar na camada mais baixa do céu e olhar para cima através dos 1.400 níveis  de estradas de ouro puro, brilhando como cristal, firme e glorioso - incalculáveis toneladas de ouro. Então, olhe ao seu redor e contemple as majestosas mansões e as magnificentes casas, tantas quanto os olhos podem ver, todas feitas do mesmo ouro purificado. Ela é, de fato, uma cidade de cristal sem nenhum impedimento para o fluxo da luz e das cores. Tudo é construído com materiais duradouros; nada que possa apodrecer, deteriorar-se, mofar ou enferrujar é usado, pois a cidade durará para sempre.
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O TEMPLO (O terceiro templo judeu)

O terceiro templo judeu será reconstruído? Se for o caso, onde será construído e por quê?. 
A. Ele será reconstruído? Sim!
A história de adoração de Israel pode ser compreendida estudando-se a estrutura de uma tenda e de duas construções permanentes:
São elas:
1. O Tabernáculo de Moisés.
a) Construído em 144.6 a.C. por Moisés (Êx 40).
b) Destruído em 110 a.C. pelos filisteus (1Sm 4).
2. O primeiro Templo.
a) Construído em 960 a.C. por Salomão (1Rs 5--8; 2Cr 2--3).
b) Destruído em 586 a.C. por Nabucodonosor (2Rs 25; 2Cr 36).
3. O segundo templo.
a) Construído por Zorobabel (primeira construção) em 516 a.C. (Ed 6) e ampliado grandemente em 4 a.C. pelo rei Herodes (Jo 2).
b) Destruído em 70 d.C. por Tito e o exército romano (Mt 24.1,2). Portanto, por mais de dois mil anos, os judeus não tinham templo, conforme profetizou Oseias, o profeta, há quase 2.700 anos (Os 3.4)!
Daniel, Jesus, Paulo e o apóstolo João profetizaram a construção do terceiro templo: 
Daniel (Dn 9.27). 
Jesus (Mt 24.1.15). 
Paulo (2Ts 2.4). 
João (Ap 11.1). 
B. Onde ele será construído?
A Bíblia não exige que o templo seja construído em uma localização específica em Jerusalém para que a profecia se cumpra. Entretanto, o ponto de vista dos judeus acredita que ele deve ser construído onde os templos anteriores estavam. Nessa época , a crença dominante nos círculos judeus é a de que ele será construído onde a Cúpula da Rocha encontra-se. Eles acreditam que, se o templo pudesse ser construído em outro lugar além do monte do Templo, teria sido, há muito tempo.
CÚPULA DA ROCHA 
Cúpula da Rocha ou Domo da Rocha é um edifício, situado no monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, construído no século VII, sendo um dos sítios mais sagrados do Islã e uma das grandes obras da arquitetura islâmica. Wikipédia
Endereço: Jerusalem
Inauguração: 691 d.C.
Altura: 35 m
Proprietário: Ministry of Awqaf Islamic Affairs and Holy Places
Função: Alminhas
Arquitetos: Raja ibn Haywah, Yazid Ibn Salam
Estilos arquitetônicos: Abbasid architecture, Arquitetura otomana, Arquitetura islâmica, Arquitetura bizantina, Arquitetura omíada 
Esse monte tem uma história cheia de eventos: 
O lugar em que Abraão ofereceu Isaque (Gn 22.2). 
O lugar em que a mão do anjo da morte foi parada no tempo de Davi (1Cr 21.15-19). Davi então comprou a área de um jebuseu chamado Ornã. 
O lugar em que Salomão construiu o primeiro templo (2Cr 3.1). 
O lugar em que o segundo templo foi construído. 
Iniciando por Zorobabel (Ed 3). 
Muito aumentado pelo rei Herodes (Jo 2.20). 
Em 135 d.C., o imperador romano Hadrian construiu uma estátua de Júpiter nesse local. 
Os primeiros cristãos consideravam Moriá um lugar amaldiçoado por Deus. 
Em 534 d.C. o imperador Justiniano construiu uma igreja dedicada à santa Maria. 
Em 639 d.C., Jerusalém foi tomada pelo islamismo, e Moriá tornou-se um templo muçulmano. 
Em 691 d.C., a famosa Cúpula da Rocha foi contemplada. Esse templo, o terceiro mais santo do mundo muçulmano, é uma construção octogonal. Cada lado tem 20 metros, sendo um total de 160 metros de circunferência. O diâmetro é de 53 metros e a altura é de 32 metros. Os muros têm 11 metros. Ele permanece até hoje. 
No século 20, os paladinos das cruzadas capturaram Jerusalém e adoraram a Deus nessa construção do monte Moriá, acreditando que fosse o segundo templo. Eles o chamaram de Templo do Senhor. 
Um século mais tarde, os árabes tomaram-no novamente, desta vez, para sempre. 
Em tempos antigos, Moriá cobria dez hectares. Ele fica a 747 metros acima do nível do mar. 
As lendas judaicas dizem que, no início, o Moriá foi erguido no ar e o resto do mundo criado à sua volta. As lendas muçulmanas ensinam que a pedra dentro da cúpula no Moriá é a porta para o paraíso. Eles dizem que os crentes podem ouvir o rugido dos cinco raios do jardim do Éden embaixo do Moriá. Eles acreditam que seja a rocha sobre a qual Adão foi criado e o local em que a arca de Noé pousou. O julgamento final acontecerá nele. Os crentes verdadeiros serão, nesse momento, anunciados pelo anjo Gabriel no paraíso. Muçulmanos acreditam que Maomé, montado em Burak (um cavalo alado com rosto de mulher e cauda de pavão), acompanhamento de Gabriel, saiu de Meca para essa rocha, antes de subir ao sétimo céu. Muçulmanos também acreditam que a alma dos mortos ora ali duas vezes por semana. O que acontecerá à Cúpula da Rocha, que deve ser removida para permitir a construção do terceiro templo? Obviamente, ninguém sabe. Talvez um terremoto a destrua ou possa ser bombardeada ou incendiada. Pode ser que o próprio anticristo a mude para um local nas proximidades. 
C. Quando será construído?
Desde a sua destruição, em 70 d.C., a alma judia sempre teve um desejo de reconstruir seu amado templo. Mas, nos anos atuais, uma nova e alarmante tendência foi descoberta, resultado na intensificação da determinação de reconstruí-lo.
Isso é relatado pelo estudioso evangélico Dr.Randall Price em seu livro Ready to Rebuild (1992). De acordo com Price, em 1964, 9% dos casamentos judaicos serão com não judeus. Em 1990, esse número pulou para quase 60%. Como resultado desses casamentos mistos, três em cada quatro crianças nascidas estavam sendo criadas em um ambiente religioso não judeu. Diante desse sério problema, alguns rabinos acharam que um templo judeu serviria para promover valores judeus entre os jovens (p. 19,20)!
Outro motivo importante que vários rabinos consideram é o conceito de que há 613 mandamentos para se cumprir, e um terço deles depende, de alguma maneira, do templo para ser cumprido (p. 96,97).
Há iniciativas de construção de um terceiro templo em Israel hoje em dia?
Sim, há de fato algumas iniciativas, por exemplo:
A. Os utensílios do templo.
O Instituto do Templo, uma organização judaica localizada em um prédio próximo ao Muro das Lamentações, foi criada com o propósito de construir os objetos necessários ao terceiro templo, incluindo um menorá de prata, cálices, facas de sacrifício ritual, vestes sacerdotais, trombetas etc.
B. Uma bezerra ruiva.
Muitas iniciativas foram criadas para se conseguir uma bezerra ruiva a fim de cumprir os requerimentos de purificação (Nm 19.1-10).
C. Novos sacerdotes.
Instituições de ensino do talmude (direito) treinam homens que acreditam ter ascendência sacerdotal para ministrar no novo templo.


Ainda que o Terceiro Templo não esteja de pé, os membros do Instituto do Templo conseguiram reunir cerca de 400 convidados para uma cerimônia modelo e voltam a fazer sacrifícios com animais! (Foto ⇒)
D. Instrumentos musicais.
Micah e Shoshanna Harrari fizeram diversas harpas baseadas em registros bíblicos para serem usadas pelos sacerdotes levíticos nos cultos de adoração do templo.
E. A pedra angular do templo.
A Fundação monte do Templo, liderada por Gershon Salomon, fez várias tentativas de criar uma pedra angular do templo de quatro toneladas, lapidada com uma pedra afiada especial da área desértica ao sul de Israel. Essa grande pedra é levada em um caminhão pela antiga cidade de Jerusalém anualmente pela fundação.
F. Vestes sacerdotais.
A súbita aparição de milhares de lesmas-roxas na beira do Mediterrâneo. O ex-rabino-chefe, Isaac Herzog, acredita que a tinta extraída dessas pequenas criaturas pode ter sido usada nos tempos bíblicos para produzir a cor azul exata especificada em Números 15.37-40 para a fabricação das vestes sacerdotais (resumido do livro: ICE, Thomas; PRICE, Randall. Ready to Rebuild. Havest House, 1992.p.95-176).

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Que descoberta em potencial poderia causar a reconstrução do terceiro templo?
A arca do concerto foi construída na base do monte Sinai no verão de 1446 a.C. (Êx 25.16-22).
A. Descrição.
Uma caixa de madeira de acácia medindo um metro e meio de comprimento, 90 centímetros de altura e de largura, coberta de ouro. Ela continha um pote de maná, a vara de Arão que brotou e as duas tábuas da lei de Moisés. A tampa era chamada de propiciatório. Dois anjos de ouro vigiavam o propiciatório.

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O ARREBATAMENTO

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SOBRE O "ARREBATAMENTO" NA
 INTERPRETAÇÃO DO HEBRAICO BÍBLICO
Qual é o significado da palavra arrebatamento?
Na verdade, a palavra arrebatamento vem do latim, repare, como na palavra arrebatados em 1 Tessalonicenses 4.17. Entretanto, se for necessário, o arrebatamento pode ser referido nas Escrituras como harpazo, que é a palavra grega traduzida como arrebatados em 1Ts 4.17. A frase idêntica é encontrada em Atos 8.39, onde Filipe foi arrebatado pelo Espírito Santo, e em 2 Coríntios 12.2,4, quando Paulo foi arrebatado ao terceiro céu. Ou, se preferir, o arrebatamento pode ser conhecido como allasso, da palavra grega traduzida como transformados em 1 Coríntios 15.51,52. Allasso é usado também para descrever o avivamento e transformação finais dos céus e da terra (veja Hb 1.12).



A primeira menção do arrebatamento na Bíblia é encontrada em João 14.1-3. Embora os profetas do Antigo Testamento falassem em termos positivos sobre o futuro retorno do Messias a terra e a instituição do Seu Reino perfeito sobre a terra (Is 2.2-5; 9.6,7; 11.1-6; 32.1; 35.1-10 etc.), eles não sabiam absolutamente nada sobre o evento em que o próprio Deus iria, por um breve período de tempo, retirar Seu povo da terra. Entretanto, embora Jesus falasse de arrebatamento, isso permaneceria um segredo até os escritos do apóstolo Paulo mais tarde (1Co 15.51,52).
Para quem Jesus virá? Cristo virá novamente pela Sua Igreja, que é formada por todos os salvos desde o Pentecostes até o próprio arrebatamento. (Outras passagens que falam sobre o arrebatamento são 1Co 1.7; Fp 3.20; Tt 2.13; Hb 9.28)
Portanto, o próximo evento agendado previsto na Palavra de Deus acontecerá quando o próprio Salvador aparecer no ar para arrebatar os Seus!
O arrebatamento pode ser comparado a remover agulhas de um palheiro.
Um homem está limpando a garagem e descobre uma pequena caixa cheia de uma mistura de pequenas agulhas, farpas, serragem e pedaços de papel. Suponhamos que ele queira guardar as agulhas. Como ele poderia separá-las de forma rápida das farpas? Se tiver um ímã disponível, a tarefa seria bastante simples. Ele colocaria o ímã sobre a caixa. Imediatamente, todos os objetos possuindo a mesma natureza física seriam pegos para encontrar o ímã no ar.
Se a esposa dele, observando tudo, visse um objeto em particular na caixa, ela diria: "Olhe para a ponta afiada disso! Aposto que o ímã irá atraí-lo!". Mas ela não sabe que o pequeno item pode ser uma pequena lasca afiada de madeira que não será puxada. Ou ela pode concluir: "Aquele fragmento ali com certeza é madeira". Entretanto, na verdade, pode ser uma agulha com um pouco de ferrugem, começando a decair. Mas, sem ambos os casos, o ímã iria discernir rapidamente e precisamente o caráter da peça e agir de acordo.
Quando Cristo aparecer, Ele não virá especialmente para pessoas brancas ou negras, católicos ou protestantes, judeus ou gentios, mas apenas para os indivíduos que possuem a mesma natureza que Ele. Uma das coisas mais emocionantes que Deus faz por cada pecador arrependido é dar a ele a mesma mente que Cristo e uma criação completamente nova! (Veja 1Co 2.16; 2Co 5.17; Ef 4.24; 2Pe 1.4)
A visão do arrebatamento pré-tribulação.
Esta visão considera que todos os crentes serão arrebatados para encontrar Jesus no ar pouco antes da grande tribulação. O autor do livro Guia de Willmington Dr. Harold e a editora deste site crê na visão da pré-tribulação por diversos motivos:
  1. O anjo Gabriel explica a profecia das Setenta semanas para Daniel (Dn 9.24-27), ligando esse período de tempo (490 anos, sendo que os últimos sete anos são a grande tribulação) à nação de Israel! Assim como a Igreja do Novo Testamento não substituiu a Israel do Antigo Testamento (Rm 11.1,2,26,27; 1Co 1.32), podemos concluir que Deus irá usar esses sete anos de tribulação para lidar com Sua esposa infiel (A Israel do Antigo Testamento; veja Oseias), enquanto a pura e casta esposa de Cristo (A Igreja do Novo Testamento, 2Co 11.2) estará no céu, sem a necessidade de perdão e purificação (Ef 5.25-27).
  2. Paulo afirma em 1 Tessalonicenses 1.10; 5.9 que a Igreja deve escapar da ira de Deus.
  3. Jesus diz a mesma coisa em Apocalipse 3.10.
  4. João parece colocar o arrebatamento em Apocalipse 4.1 e o início da grande tribulação em Apocalipse 6.1.
  5. Jesus prometeu retornar e retirar Seu povo da terra (Jo 14.1-3), enquanto o Antigo Testamento profetiza que Ele voltará a terra (Zc 14.4), indicando assim que haverá duas aparições separadas.
  6. Paulo reafirma a promessa de Jesus, em 1 Tessalonicenses 4.16,17, dizendo que Ele será arrebatado nas nuvens. Talvez, a prova mais forte dessa afirmação é o fato de que até o capítulo 6 de Apocalipse a Igreja é mencionada muitas vezes, mas do capítulo 6 ao 19 (o período da tribulação) não há menção alguma à Igreja na terra. Na verdade, o único grupo santo que Satanás consegue encontrar para perseguir é a nação de Israel (veja Ap 12). Em Apocalipse 4.1 João declara: Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu: e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui [...]. Uma prática militar em tempos de guerra pode ilustrar isso claramente:
Domingo, 7 de dezembro, 1941, os japoneses bombardearam Pearl Harbor, causando danos nas forças americanas posicionadas ali.Na segunda-feira, 8 de dezembro, o presidente Franklin Roosevelt deu o seu discurso do Dia da Infâmia diante do congresso, cujo corpo então declarou guerra contra o Japão, a Alemanha e a Itália. Na terça-feira, 9 de dezembro, Roosevelt enviou telegramas para os embaixadores dos Estados Unidos servindo em Tóquio, Berlim e Roma, ordenando que voltassem para casa imediatamente. Certamente, é um procedimento padrão para um rei chamar seus embaixadores para casa antes de começar uma guerra. Com tudo isso em mente, pode ser dito que algum dia, Deus irá declarar uma guerra completa contra o mal que ocupa o planeta Terra, conhecido como A GRANDE TRIBULAÇÃO! Mas, antes de fazer isso, Ele irá chamar Seus embaixadores para casa! (Veja 2Co 5.20; Ef 6.20).
Quais são os fatos básicos sobre o arrebatamento?
As duas passagens mais importantes descrevendo o arrebatamento encontram-se em 1 Tessalonicenses 4 e 1 Coríntios 15.
A. 1 Tessalonicenses 4.13-17.
Nessa grande passagem, Paulo responde a uma pergunta que incomodava os tessalonicenses. Quando ele estava lá (At 17), eles sem dúvidas aprenderam muitas verdades preciosas sobre o glorioso retorno de Cristo a terra um dia e a instituição do Seu Reino. Na verdade, para alguns, isso tudo parecia estar muito próximo. Mas, desde a partida do apóstolo, um número de crentes morreu. Então eles obviamente não estariam na terra na época do retorno de Cristo. Isso significa que eles perderiam tudo? Esse é então o plano de fundo para uma grande passagem sobre o arrebatamento diante de nós aqui no capítulo 4. Esses seis versículos, então, nos apresentam:
  1. Uma realização: Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança (1 Ts 4.13). (Veja A solene instrução de Paulo, a seguir.)
    A SOLENE INSTRUÇÃO DE PAULO
    A ressurreição dos mortos é apenas uma das quatro áreas principais que Paulo não quer que ignoremos.
    a. Os eventos do Antigo Testamento (1Co 10.1).
    b. A restauração de Israel (Rm 11.25).
    c. A manifestação de dons espirituais (1Co 12.1).
    d. A ressurreição dos mortos (1Ts 4.13).
  2. Uma tranquilidade: Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele (1Ts 4.14). A morte de um crente é vista como um sono tranquilo (veja Mt 27.52; Jo 11.11; At 7.60; 13.36; 1Co 15.6,18,20,51; 2Pe  3.4). Entretanto, deve-se afirmar rapidamente que esse versículo não ensina de forma alguma sobre o sono da alma. Essa doutrina antibíblica é refutada por Mateus 17.3 e Apocalipse 6.9-11.
  3. Uma revelação: Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem (1Ts 4.15). A forma que Paulo usa o pronome na primeira pessoa do plural sugere que ele, aparentemente, esperava estar vivo quando Cristo voltasse. Depois ele descobriria o contrário (veja 2Tm 4.6).
  4. Um retorno: Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus (1Ts 4.16). Sugere-se com frequência que Miguel será esse arcanjo com base em Daniel 12.1,2. Entretanto, não é errado sugerir que Gabriel será o arcanjo envolvido nessa época por causa da parte vital que ele teve nos eventos envolvendo a primeira vinda de Cristo (veja Mt 1.20; 2.13; Lc 1.19,26).
    OS CLAMORES DE CRISTO
    Perceba a pequena expressão com grande voz. Esse é o final de três situações registradas em que Cristo gritou. Em cada uma dessas ocasiões, uma ressurreição aconteceu!
    O CLAMOR EM BETÂNIA (Jo 11.43,44).
    O CLAMOR NO CALVÁRIO (Mt 27.50-53).
    O CLAMOR NO SEU RETORNO (1Ts 4.16).
    (Veja Os clamores de Cristo, a seguir)
  5. Uma ressurreição: os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro (1Ts 4.16).
  6. Um arrebatamento: depois, nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens (1Ts 4.17).
  7. Uma reunião: a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor (1Ts 4.17).
  8. Uma segurança: Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1Ts 4.18).
B. 1 Coríntios 15.51-53.
Quatro frases de 1 Coríntios 15.51-53 merecem uma atenção especial:
  1. Eis aqui vos digo um mistério. _ Qual é esse segredo ou mistério? Suponhamos que você comece a ler a Bíblia em Gênesis 1 até 1 Coríntios 14. Se você parasse de ler ali, já teria aprendido muitos fatos importantes, como a criação, o pecado do homem, o dilúvio, Belém, Calvário, a ressurreição e a existência do céu e inferno. Mas você seria forçado a concluir que um cristão pode ir para o céu apenas depois de morrer fisicamente. As duas exceções são Enoque (Gn 5.24) e Elias (2Rs 2.11), mas, além desses dois, seria claro que os crentes precisam andar o caminho da cova para alcançar o objetivo da glória. Mas agora o segredo foi revelado, e aqui está: milhões de cristãos um dia irão alcançar o céu sem morrer! Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados (1Co 15.51). Isso é, então, o mistério do arrebatamento!
  2. Todos seremos transformados [...] num abrir e fechar de olhos.
  3. Ante a última trombeta. Em pelo menos três passagens bíblicas envolvendo o arrebatamento, uma trombeta é mencionada (1Co 15.52; 1Ts 4.16; Ap 4.1). Como devemos entender isso? O Dr.J.Dwight Pentecoste escreve: A frase "a trombeta de Deus" é significativa, pois, no Antigo Testamento, a trombeta era usada para duas coisas - convocar para a batalha e para a adoração. (Prophecy for Today.p.30). Qual dos dois significados, entretanto, está envolvido no arrebatamento? Ambos os significados estão em mente, um direcionado aos anjos e outro aos crentes.
    1. Para os anjos, o toque da trombeta significará "Preparem-se para a batalha!". De acordo com várias passagens do Novo Testamento (Jo 14.30; Ef 6.12; 1Jo 5.19), esse mundo atual jaz nas mãos do maligno, o diabo; e a atmosfera, em si, está repleta do seu perverso poder e presença. Satanás, obviamente, irá resistir aos crentes sendo arrebatados em seu domínio, que estão sendo libertos do seu perverso sistema mundial. Portanto, a trombeta comanda aos anjos "Preparem-se para a batalha! Abram caminho para o arrebatamento dos corpos ressurretos e dos crentes que vivem!".
    2. Para todos os crentes, o toque da trombeta significará "Preparem-se para adorar!" (Nm 10.1-3). [...] Em relação à trombeta do arrebatamento, Números 10.4 parece ser especialmente significativo: Mas, quando tocar uma só [trombeta], então, a ti se congregarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel. No arrebatamento, uma trombeta é tocada, sugerindo que, na visão de Deus, todos os crentes ocupam uma posição de suma importância! Somos todos príncipes na mente de Deus.
  4. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
    1. Incorruptibilidade: o ato supernatural em que o corpo dos crentes que se foram será ressuscitado.
    2. Imortalidade: o ato supernatural em que o corpo dos crentes que vivem será transformado.
Há alguma coisa que precisa acontecer para que o arrebatamento ocorra?
A surpreendente resposta parece ser sim! Um evento final deve acontecer, e esse evento é o acréscimo do último pecador arrependido à Noiva de Cristo pelo Espírito Santo. Portanto, quando a Noiva estiver pronta, o Noivo irá aparecer. Todo o livro de Efésios parece sugerir isso (veja Ef 1.10,22,23; 2.21; 4.4,13,16; 5.22-33).
Uma verdade bastante prática pode ser vista aqui. De acordo com Atos 2, o primeiro convertido foi acrescentado ao Corpo de Cristo no Pentecostes. Que ocasião deve ter sido, com 3 mil pessoas respondendo ao "apelo no altar" de Pedro. E Deus providenciou 120 "obreiros pessoais" para atendê-los (At 1.15; 2.1).
Sabemos que o próprio Deus registra tudo. Talvez, um dia, no Tribunal de Cristo, um desses 120 ouça o Mestre dizer: "Bem está, bom e fiel servo. Colocaste o primeiro ser no corpo espiritual!". A qualquer momento, um dia, um ganhador de almas irá apontar algum pecador perdido para o Salvador, e tudo estará terminado!
Existe diferença entre o arrebatamento e a segunda vinda?
Embora esses dois estejam unidos de forma inesperável, eles não são o mesmo. Em essência, o arrebatamento introduz a grande tribulação, enquanto a segunda vinda conclui.
A. O arrebatamento.
  1. Cristo vem nos ares (1Ts 4.16,17).
  2. Ele vem pelos Seus santos (1Ts 4.16,17).
  3. O arrebatamento é um mistério, ou seja, uma verdade desconhecida nos tempos do Antigo Testamento (1Co 15.51).
  4. Nunca é dito que a vinda de Cristo para os Seus santos é precedida por sinais no céu.
  5. O arrebatamento é identificado com o Dia de Cristo (1Co 1.8; 2Co 1.14; Fp 1.6,10).
  6. O arrebatamento é apresentado como uma época de bênção (1Ts 4.18).
  7. O arrebatamento acontece em um momento, no piscar de olhos (1Co 15.52). Isso implica que ele não será testemunhado pelo mundo.
  8. O arrebatamento parece envolver, primeiramente, a Igreja (Jo 14.1-4; 1Co 15.51-58; 1Ts 4.13-18).
  9. Cristo virá como a brilhante estrela da manhã (Ap 22.16).
B. A segunda vinda.
  1. Ele vem a terra (Zc 14.4).
  2. Ele vem com os Seus santos (1Ts 3.13; Jd 1.14).
  3. O apocalipse não é mistério; é o assunto de muitas profecias do Antigo Testamento (Sl 72; Is 11; Zc 14).
  4. A vinda de Cristo com os Seus santos será anunciada por sinais celestiais (Mt 24.29,30).
  5. O apocalipse é identificado com o Dia do Senhor (2Ts 2.1-12).
  6. A ênfase do apocalipse é o julgamento (2Ts 2.8-12).
  7. O apocalipse será visível por todo o mundo (Mt 24.27; Ap 1.7).
  8. O apocalipse envolve, primeiramente, Israel, e, depois, envolve também as nações gentias (Mt 24.1; 25.46).
  9. Cristo vem como o sol de justiça, com a cura em suas asas (Ml 4.2).
Os crentes do Antigo Testamento serão ressuscitados no arrebatamento?
É a visão do Dr. Harold Willmington e da editora deste site que somente os indivíduos salvos entre o Pentecostes e o arrebatamento (ou seja, a Igreja) serão ressuscitados nessa época. Portanto, todos os santos do Antigo Testamento e os que foram martirizados durante a grande tribulação serão ressuscitados ao final do milênio. Essa ressurreição referida como a primeira ressurreição em Apocalipse 20.6, em contraste com a segunda ressurreição (época em que os mortos não salvos serão ressuscitados), que ocorre ao final do milênio (Ap 20.11-15).
O que acontecerá aos corpos dos crentes que se foram e dos que ainda estão vivos durante o arrebatamento?
Paulo descreve uma mudança dupla em 1 Coríntios 15.51-53.
A. Sobre os corpos deteriorados dos crentes que se foram, isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade.
B. Sobre os corpos de carne e osso dos crentes que estão vivos, isto que é mortal se revista da imortalidade.
Para compreender esse conceito, vamos comparar um ser humano a um automóvel. Nessa metáfora, o carro representará o corpo, e o motorista representará a alma. Embora o motorista/alma, carro/corpo estejam bastante conectados, eles não são um e o mesmo! O motorista possui um carro, mas ele é uma pessoa. A alma tem corpo, mas ele é uma pessoa. Para continuar essa analogia, quando o carro para de funcionar, o motorista sai dele, fazendo com que o automóvel seja colocado em um ferro velho. Quando o corpo para de funcionar (morte física), a alma (pessoa) sai dele, fazendo com que a carne seja colocada em um cemitério. Na metáfora do corpo/alma, o cristão parte para estar com Cristo, esperando a ressurreição de um novo corpo. Na verdade, há sugestões bíblicas de que ele talvez receba um corpo temporário até que o antigo seja ressurreto (veja 2Co 5.1; Ap 6.9-11).
Portanto, para recapitular o que Paulo diz em 1 Coríntios 15.51-53 sobre o corpo dos crentes que se foram e os que ainda vivem: isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
O que acontecerá a crianças que ainda não nasceram (que estão no ventre de mulheres salvas), bebês e crianças pequenas no arrebatamento?
A. Crianças que ainda não nasceram.
As Escrituras ensinam claramente que Deus vê os que estão para nascer como verdadeiros seres humanos! (Veja Sl 139.13-16; Jr 1.5; Lc 1.41-44; Gl 1.15)
B. Bebês.
Davi testemunhou sobre a salvação de bebês (compare a última frase de 2 Samuel 12.23 com a última frase de Salmo 23.6).
C. Crianças pequenas.
Jesus reconheceu e exaltou a percepção de crianças pequenas. (Veja Mt 18.1-6,10; 19.13-15; 21.15,16)
Portanto, conclui-se que todos essas três classes de indivíduos subirão no arrebatamento!
Aqueles que não aceitaram a Cristo terão outra oportunidade após o arrebatamento?
Nessa questão, há três opiniões:
A. Sim, com base em Atos dos Apóstolos 2.21; Romanos 10.13; 1 Timóteo 2.4; 2 Pedro 3.9; Apocalipse 7.9-14.
B. Não, com base em 2 Tessalonicenses 2.8-12.
C. Depende.
Alguns fazem distinção entre os que, por quaisquer motivos, simplesmente foram negligentes em receber Jesus como Salvador e aqueles que o rejeitaram categoricamente (veja 2Pe 3.5)!

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O CASAMENTO DO CORDEIRO

Quais são os fatos acerca do casamento do Cordeiro?
A. As referências das Escrituras envolvidas.
a) Esse casamento é descrito por meio das parábolas de Jesus (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35,36).
b) Esse casamento é descrito pela visão de João (Ap 19.7).
B. O Anfitrião envolvido.
O Novo Testamento apresenta muito claramente o Pai como o anfitrião divino que realiza esse casamento. Ele é retratado como alguém preparando, depois enviando seus servos para chamar os seletos convidados (Lc 14.16-23).
Casamentos da Bíblia
Vários casamentos são descritos na Bíblia. O primeiro casamento foi realizado por um ministro convidado muito especial. Independentemente da cerimônia religiosa que ele tenha escolhido, ela não inclui as famosas palavras: "Se qualquer um dos presentes opor-se a este matrimônio, fale agora, ou cale-se para sempre". Essa frase era desnecessária, pois o ministro era o Próprio Deus, e o casal era Adão e Eva (Gn 2.18-25).
Então houve um casamento muito incomum em que o noivo descobriu na manhã seguinte, à luz do dia, que se casou com a mulher errada (Gn 29.21-25).
Uma das mais belas histórias de casamento começou em um campo de cevada fora da pequena cidade de Belém (Rt 2).
Talvez a história de casamento mais trágica tenha sido entre Acabe, rei de Israel, e Jezabel, uma ímpia adoradora de Baal. Esse casamento resultaria em muita tristeza e sofrimento pelo povo de Deus (1Rs 16.29-31).
Por fim, o Salvador dos homens escolheu um casamento na cidade de Caná para realizar Seu primeiro milagre (Jo 2.1-11).
Entretanto, o casamento mais fantástico e maravilhoso de todos os tempos ainda irá acontecer. 
C. O Noivo envolvido.
O amado Filho do Pai (Mt 3.17; 17.5), o Senhor Jesus Cristo, é o Noivo.
a) Como afirmou João Batista (Jo 3.27-30).
b) Como afirmou o Senhor Jesus Cristo (Lc 5.32-35).
D. A noiva envolvida.
Em duas passagens importantes, o apóstolo Paulo deixa bem clara a identidade da noiva (2Co 11.2; Ef 5.25).
E. A agenda do culto envolvida.
O casamento de Cristo com a Igreja terá os padrões dos rituais orientais de casamento conforme nos é descrito no Novo Testamento. Ele é constituído de três estágios separados:
1) O estágio do noivado.
Os contratos de casamento do Novo Testamento, geralmente, eram iniciados quando o casal era muito jovem (às vezes, antes do casamento) pelo pai do noivo. Ele assinaria um contrato legal diante do juiz, oferecendo o filho para uma jovem escolhida. O pai então ofereceria o pagamento do dote. Assim, mesmo que a noiva nunca tivesse visto o noivo, ela já estaria noiva ou casada com ele. Um exemplo no Novo Testamento desse primeiro passo é o casamento de Maria e José (Mt 1.18).
Maria e José vieram de Jerusalém e, provavelmente, tivessem sido noivos, ou prometidos um ao outro, desde a infância. Mas agora Maria descobriu estar grávida antes que o casamento pudesse ser consumado, e é claro que José podia ter apenas uma conclusão - ela foi infiel. Então, o anjo do Senhor explicou para José as glórias do nascimento virginal.
Dessa forma, o estágio do noivado consistia de dois passos: a escolha da noiva e o pagamento do dote. Com isso em mente, podemos afirmar que o casamento do Cordeiro ainda está na fase do noivado.
  1. A Noiva foi escolhida (Ef 1.3,4).
  2. O dote foi pago (1Co 6.19,20; 1Pe 1.18,19)
2) O estágio da apresentação.
No tempo propício, o pai enviará servos com o contrato legal para a casa da noiva. A noiva então será levada para casa do pai do noivo. Quando tudo estiver pronto, o pai da noiva irá colocar a mão dela na mão do pai do noivo. Ele então colocará a mão dela na do seu filho. Aplicando esse contexto ao casamento do Cordeiro, a Igreja ainda espera por essa segunda fase, o estágio da apresentação, que conhecemos como arrebatamento! (Ef 5.25,27; Jd 1.24; Ap 19.7,8).
Como no estágio do noivado, o estágio da apresentação também consiste de dois passos: a apresentação dos papéis legais e a busca da noiva para a casa do pai do noivo.
Portanto, o estágio de apresentação acontecerá no arrebatamento.
  1. Os papéis legais serão apresentados (2Tm 2.19).
  2. A Noiva será levada à casa do Pai (Jo 14.2,3).
3) O estágio da celebração.
Depois que a cerimônia privada de casamento foi feita, a ceia pública de casamento começaria. Muitos serão convidados para essa celebração. Foi durante uma ceia assim que o nosso Senhor realizou Seu primeiro milagre, o de transformar água em vinho (veja Jo 2.1-11). Jesus depois se refere a esse terceiro passo (Mt 22.2,3; Lc 12.35-37; 14.16,17).
F. O tempo envolvido.
Quando acontecerá o casamento? Em vista do que já foi dito, parece que a cerimônia de casamento (o estágio da apresentação) será realizada secretamente no céu, talvez um pouco depois do Tribunal de Cristo. A ceia de casamento (o estágio da celebração) será realizada publicamente na terra pouco depois da segunda vinda de Cristo.
Não é por acidente que a Bíblia descreve o milênio como um evento que ocorrerá logo depois que a ceia de celebração começar. (A ceia é descrita em Apocalipse 19, e o milênio é descrito em Apocalipse 20). Na época do Novo Testamento, a duração e custo dessa ceia eram determinados pela riqueza do pai. Portanto, quando o seu amado Filho se casar, o Pai de toda graça (cuja riqueza é ilimitada) estará à altura da situação, oferecendo a Seu Filho e à Noiva uma celebração de aleluia que durará por mil anos!
A preconização do Antigo Testamento envolvida:
Salmo 45, escrito por Corá, geralmente era referido como "O salmo do casamento do Rei". Ao lê-lo, podemos imaginar Corá sendo convidado para esse glorioso evento futuro - o casamento do Rei! Ele descreve-nos, vividamente, a glória do Noivo (Sl 45.2-8), os presentes de casamento caros (Sl 45.12), a amabilidade da Noiva (Sl 45.13,14) e a alegre multidão jogando arroz (Sl 45.15).
Por que o casamento do Cordeiro será completamente diferente de todos os casamentos da terra?
Casamentos terrenos podem ser evitados  por causa de diversos problemas inesperados.
A- Em um casamento terreno, pode haver uma recusa de último minuto por parte do noivo ou da noiva. Mas não no casamento celestial.
  1. O Noivo já expressou Seu grande amor pela Noiva (Ef 5.25), e Ele nunca muda (At 1.11; Hb 13.8).
  2. A Noiva já foi glorificada e não tem pecado, portanto, não pode ser tentada a mudar de ideia ou perder seu amor pelo Noivo (Ef 5.27; Hb 10.14).
B- Em um casamento terreno, um problema legal sério pode surgir, como idade insuficiente ou até de um casamento anterior - mas não no casamento celestial (veja Rm 8.33-39). Em um casamento terreno, a tragédia da morte pode intervir - mas não no casamento celestial.
  1. A Noiva nunca morrerá (Jo 11.26).
  2. O Noivo nunca morrerá (Ap 1.18).
Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Ct 2.10
 
     
    Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; Ct 6.2a

O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO

Quem são o juiz, o júri e os julgados no julgamento do Grande Trono Branco? O que é esse julgamento? (Ap 20.11-15)
A. O fato desse Trono (Dn 7.9,10; Hb 9.27).
B. O juiz nesse Trono - o próprio Cristo! (Jo 5.22,27; At 10.40,42; 2Tm 4.1).
C. O júri nesse trono - cinco livros. 
1.O livro da consciência (Rm 2.15). 
Embora a consciência humana não seja um guia infalível, mesmo assim ele será condenado pelas ocasiões em que deliberadamente a violou. 
Agir deliberadamente contra a consciência é sempre pecado.



A consciência do cristão é sujeita e vinculada apenas àquilo que a Bíblia ordena ou proíbe”, diz Sam Storms, “ou ao que pode ser legitimamente deduzido de um princípio bíblico explícito.” A nossa consciência deve sempre ser informada com o que Deus disse. Mas, e se estivermos enganados sobre o que a Bíblia ordena ou proíbe? E se, por exemplo, eu acredito que a Bíblia proíbe qualquer forma de dança — e ainda assim vou à dança de quadrilha todo sábado à noite? Isso é pecado?
Nesse caso, seria um pecado dançar quadrilha, já que eu estaria agindo de acordo com o que eu penso ser errado.
Imagine se eu fosse na casa de um vizinho e visse uma carteira no chão. Pensando ser a carteira do meu vizinho, eu rapidamente tiro o dinheiro de dentro dela. Mais tarde eu percebo que não era a carteira do meu vizinho — era a minha carteira, que tinha caído do meu bolso. Será que eu ainda seria culpado de roubo, mesmo que fosse o meu próprio dinheiro que eu peguei? Sim, eu seria, já que eu tive a intenção de fazer o mal. Eu tive a intenção de roubar — a intenção de violar os mandamentos de Deus — mesmo estando enganado sobre o objeto do meu roubo.
Como Paulo diz: “Tudo o que não provém da fé é pecado” (Rm 14:23).” R. C. Sproul comenta sobre este verso dizendo:
Se fazemos algo que achamos que é pecado, mesmo se estivermos mal informados, somos culpados do pecado. Nós somos culpados de fazer algo que acreditamos ser errado. Agimos contra as nossas consciências. Este é um princípio muito importante. Lutero estava correto em dizer: “Não é nem certo nem seguro agir contra a consciência.”
Sproul acrescenta que “a consciência pode desculpar quando deveria acusar, e também pode acusar quando deveria desculpar.” Enquanto deveríamos desafiar percepções equivocadas sobre o que a Bíblia ordena e proíbe, deveríamos ter cuidado ao incentivar pessoas que ainda não estão maduras na fé, ou são ainda pouco desenvolvidas no conhecimento das Escrituras, a agir de maneira a violar sua consciência ainda sem forma ou imatura.(Trecho copilado de http://www.thegospelcoalition.org/)
2.O livro das palavras (Mt 12.36,37; Jo 12.48). 
3.O livro das obras secretas (Rm 2.16; Ec 12.14). 
4.O livro das obras públicas (Mt 16.27; 2Co 11.15). 
5.O livro da vida (veja Êx 32.32,33; Sl 69.28; Dn 12.1; Fp 4.3; Ap 3.5; 13.8; 17.8; 20.12,15; 21.27; 22.19). 

D. Os julgados nesse Trono.

Como foi discutido anteriormente (veja as notas de O TRIBUNAL DE CRISTO), apenas os não salvos ficarão diante desse Trono (Sl 9.17). (Leia mais sobre esse Julgamento, AQUI)

E. O julgamento nesse Trono.

O lago de fogo eterno (Mt 7.22,23; 25.41,46; Ap 20.14,15).

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