Costumes Bíblicos: Acabe

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Acabe

Acabe (1Rs 16.28 -- 22.40; 2Cr 18.1-34).
Reinado: 22 anos (874 a.C. -- 853 a.C.).
Ele casou-se com Jezabel (1Rs 16.31).
Foi-lhe permitido derrotar os sírios por duas vezes (1Rs 20).
Foi denunciado por Elias:
  • Por estimular a adoração a Baal (1Rs 18.18,19).
  • Por sua atuação no assassinato de Nabote (1Rs 21.20-22).
Ele enganou o piedoso rei Josafá (quarto rei de Judá) com um duplo comprometimento:
  • Uma aliança matrimonial que uniu Atalia, a filha ímpia de Acabe, com Jourão, filho de Josafá (2Rs 8.18; 2Cr 18.1).
  • Uma aliança militar que uniu Acabe e Josafá em uma guerra contra a Síria (1Rs 22).
A morte de Jezabel, ímpia esposa de Acabe, foi profetizada por Elias (1Rs 21.23).
A morte do próprio Acabe também foi profetizada por Elias, bem como pelo profeta Micaías (1Rs 21.22; 22.17).
Ele foi assassinado em batalha contra os sírios (1Rs 22.29-38).

Detalhes

Acabe construiu um templo para Baal em Samaria (1Rs 16.32).
Ele foi mais perverso do que Onri, seu pai (1Rs 16.33, veja também 1Rs 21.25,26).
No começo de seu reinado, uma profecia de 500 anos de idade foi cumprida. Tratava-se da profecia relativa à reconstrução de Jericó (1Rs 16.34; compare com Js 6.26; confira aqui: O ESTÁGIO DA CONQUISTA).

ELIAS

Elias confrontou Acabe e avisou-o de que seus pecados bem como os dos israelitas trariam uma seca de três anos e meio (1Rs 17.1; Tg 5.17).
Acabe viu os sacerdotes de Baal derrotados e destruídos por Elias no monte Carmelo (1Rs 18.1-40).
Deus lhe permitiu derrotar os sírios arrogantes em duas ocasiões, tudo para provar que o SENHOR é o Senhor sobre todas as coisas (1Rs 20.23,28).
Nessa época, o rei Ben-Hadade, da Síria, declarou guerra contra Acabe, que primeiro tentou aplacar o ganancioso monarca sírio com um suborno. Todavia, tão logo esse artifício falhou, Acabe decidiu lutar (1Rs 20.1-11). Um profeta sem nome (possivelmente Elias) garantiu a vitória sobre os sírios ao rei israelita, predição que logo foi cumprida (1Rs 20.13-19). Os sírios, ao serem derrotados, acreditaram que isso ocorrera devido ao fator geográfico, dando a entender que a batalha ocorrera em terreno montanhoso, com as tropas israelitas adquirindo tremenda vantagem. Os sírios concluíram que o Deus de Israel era um Deus dos montes. Consequentemente, fizeram planos para lutar novamente, dessa vez, batendo contra os israelitas em terreno plano. Eles não poderiam estar mais equivocados.
Os sírios atacaram e foram, mais uma vez, derrotados inteiramente, perdendo 127 mil homens de infantaria. O vitorioso Acabe desobedeceu às ordens de Deus e poupou a vida de Ben-Hadade (tal como Saul fizera com Agague, 1Sm 15.8,31-33). O profeta de Deus, então, anunciou que Acabe, por consequência de seus atos, teria sua vida trocada pela de Ben-Hadade (1Rs 20.32-43),  profecia que se cumpriu três anos depois (veja 1Rs 22.29-37).

O VINHEDO DE NABOTE

Acabe tentou, mas não conseguiu comprar o seleto vinhedo perto de seu palácio, o qual era possuído por um homem de Jezreel chamado Nabote. Antes, Samuel alertara contra o confisco de terras por parte dos reis israelitas (1Sm 8.14). Mesmo que o jezreelita desejasse vender seu vinhedo, a lei levítica o proibia (veja Lv 25.23; Nm 36.7; Ez 46.18). Acabe retornou para o palácio com o aspecto taciturno, e Jezabel foi informada acerca da recusa de Nabote. A rainha disse a seu tristonho rei que se alegrasse, pois ele logo possuiria aquele vinhedo. Então, ela escreveu uma carta com o nome de Acabe, usou o selo dele para fechá-la e a enviou aos líderes civis de Jezreel, onde Nabote vivia. Na carta, Jezabel ordenou que esses líderes convocassem os cidadãos jezreelitas em uma reunião de jejum e oração. Em seguida, deviam chamar Nabote à frente e ofertar dois testemunhos mentirosos sobre ele, acusando-o de amaldiçoar Deus e o rei. O possuidor do vinhedo desejado por Acabe deveria então ser levado para fora e assassinado. Essa ordem terrível foi cumprida à risca (1Rs 21.4-14). Os filhos de Nabote também foram apedrejados (veja 2Rs 9.26). A ímpia Jezabel, uma fanática adoradora de Baal, soube apelar à Lei Mosaica com sagacidade e obter assim dois testemunhos contra o acusado (Lv 24.16; Dt 17.6).
Esse tipo de julgamento simulado teria sua contraparte definitiva nove séculos depois, em abril, quando o Poderoso Criador seria julgado por suas criaturas miseráveis (veja Mt 26.59-68). Jezabel recebeu as notícias de Jezreel, e Acabe desceu alegremente até o vinhedo para reivindicá-lo (1Rs 21.15,16).

A PROFECIA DE ELIAS RELATIVA A PUNIÇÃO

Deus ordenou Elias a confrontar Acabe no vinhedo de Nabote e a pronunciar a maldição dos céus sobre o rei e sua descendência. Furioso e certamente aterrorizado, Acabe ouviu as severas palavras de Elias relativas à sua punição (1Rs 21.19,21-24). Posteriormente, todas as predições do profeta se cumpririam literalmente.

  • Cães lamberam o sangue de Acabe, tal como fizeram com o sangue de Nabote (1Rs 22.38).
  • Os descendentes dele foram destruídos. Acazias, seu filho mais velho,morreu devido aos ferimentos de uma queda do terraço de seu palácio (2Rs 1.2,17), e Jorão, seu filho mais novo, foi assassinado por Jéu (2Rs 9.24), tendo o corpo lançado sobre o mesmo campo onde Nabote fora enterrado (2Rs 9.25).
  • A perversa esposa de Acabe, Jezabel, foi comida pelos cães selvagens de Jezreel (2Rs 9.30-36).
Ao ouvir essas terríveis profecias, Acabe humilhou-se, obtendo de Deus a dispensa para não ver seus filhos sendo mortos. Todavia, esse arrependimento foi apenas temporário e superficial (1Rs 21.27-29).

LUTANDO CONTRA OS SÍRIOS

Nessa época, Acabe desejou fazer com Josafá (então rei de Judá) uma aliança contra o rei Ben-Hadade, que traíra um acerto feito três anos antes ao continuar posicionando tropas sírias em Ramote-Gileade (1Rs 22.1-4; confira 1Rs 20.34). Se Acabe tivesse feito como Deus ordenara-lhe, tal situação não teria surgido. Josafá não tinha absolutamente nada a ganhar em termos materiais, mas muito a perder em termos morais. Todavia, sua resposta ao chamado de Acabe foi trágica: Serei como tu és, e o meu povo, como o teu povo, e os meus cavalos, como os teus cavalos (1Rs 22.4).
Josafá evidentemente tinha segundas intenções relativas a essa aliança súbita, pois ele desejava que Acabe atendesse ao seguinte imperativo: Consulta, porém, primeiro hoje a palavra do SENHOR (1Rs 22.5; cf. 2Cr 18.4).
Acabe convocou 400 profetas. Para um homem, eles predisseram vitória (2Cr 18.5,6). Esses eram homens sobre os quais Jeremias falaria mais tarde (veja Jr 23.21). Josafá, ainda cheio de dúvidas, perguntou se haveria algum outro profeta por perto. Acabe respondeu nervosamente que sim: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim bem, mas só mal (1Rs 22.8). Talvez a maior realização de Micaías foi ser odiado por Acabe. O impiedoso rei odiava esse profeta tal como um homem tolo despreza o médico que o diagnóstica com câncer! Acabe relutantemente mandou chamar Acaías. O mensageiro preveniu o profeta a não contradizer o relato da maioria. Contudo, Micaías respondeu: Vive o SENHOR, que o que o SENHOR me disser isso falarei (1Rs 22.14).
Enquanto isso, um dentre os 400 profetas, Zedequias, fez e empregou trombetas de ferro para proclamar a vitória de Acabe sobre os sírios (esse procedimento deveria imitar o simbolismo de Dt 33.17). Por fim, Micaías chegou e levantou-se diante do rei israelita. O profeta imitou sarcasticamente os outros: Sobe e serás prósperos, porque o SENHOR a entregará na mão do rei (1Rs 22.15). Acabe, contudo, esganiçou-se: Até quantas vezes te conjurarei, que me não fales senão a verdade em nome do SENHOR? (1Rs 22.16).
Acabe provavelmente disse isso para impressionar Josafá. O escárnio de Micaías tornou-se, então, um juízo sóbrio: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa (1Rs 22.17).
Acabe explodiu novamente, dizendo a Josafá: Não te disse eu que ele nunca profetizará de mim bem, senão só mal? (1Rs 22.18).
Micaías continuou e afirmou que Deus permitiria que um espírito mentiroso enganasse os profetas de Acabe, para que este fosse enganado e levado ao campo de batalha para morrer. Zedequias, o profeta do ímpio rei, esbofeteou Micaías. Nosso Senhor (Jo 18.22) e o apóstolo Paulo (At 23.2) posteriormente enfrentariam um insulto mordaz como esse. Acabe ordenou que Micaías fosse aprisionado e colocado sob uma dieta de pão e água até que o próprio rei israelita retornasse da batalha em segurança até sua casa. Com o rei saindo para guerrear, Micaías afirmou que, se o monarca voltasse efetivamente seguro, isso significaria que Deus não teria falado por de si (1Rs 22.28).

SUA MORTE

Acabe e Josafá procederam às pressas para Ramote-Gileade. Às vésperas da batalha, o rei israelita sugeriu que o monarca de Judá vestisse suas roupas reais, enquanto o próprio Acabe usaria as roupas de um soldado de infantaria. O regente do sul concordou. Aparentemente, Josafá era, muitas vezes, totalmente estúpido (1Rs 22.29,30).
Josafá foi imediatamente alvejado no campo de batalha. Os sírios equivocadamente o tomaram por Acabe. O tolo e amedrontado rei judeu clamou a Deus por libertação e saiu ileso da luta contra os sírios, que então perceberam que ele não era o rei israelita (1Rs 22.31-33; 2Cr 18.30-32). Um dos soldados sírios, contudo, atirou uma flecha ao acaso contra as tropas israelitas e acabou atingindo o disfarçado Acabe na abertura entre as fivelas e as couraças.
O ferimento foi mortal. Ofegante, Acabe mal conseguia dar as ordens para que fosse colocado sobre sua carruagem e levado apressadamente para sua casa. Tão logo o sol se pôs no ocidente, ele morreu (1Rs 22.34-37; 2Cr 18.33,34).
Acabe foi enterrado em Samaria. Sua carruagem ensanguentada foi levada até um lavatório próximo, para que fosse limpa. Lá, o sangue do ímpio rei regente foi lambido pelos cães, tal como Elias predissera (1Rs 22.37,38). Acabe foi sucedido por seu filho mais velho, Acazias, que prolongou os costumes impiedosos de seu pai (1Rs 22.52,53).

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