Costumes Bíblicos: Samaria

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Samaria

Ruínas do Monte Gerizim
Samaria *(em hebraico: שומרון‎ – também conhecida como Jibal Nablus, “Montanhas Nablus”) é um nome histórico e bíblico usado para a região central da antiga Terra de Israel, delimitada pela Galileia ao norte e Judeia ao sul. Seu território corresponde em grande parte aos lotes bíblicos da tribo de Efraim e da metade ocidental de Manassés. Após a morte de Salomão e a divisão de seu império no Reino de Judá ao sul e Reino de Israel ao norte, esse território constituiu a parte sul do Reino de Israel. (*Fonte de informação: Noami Mayer,Israel)
Ao norte da Judeia, e separada dela por uma linha imaginária que, de maneira geral, passava por cima de Antipátris e Siló, começava a província de Samaria, cujas montanhas se estendiam até Djennin, no ângulo meridional do vale de Esdrelom. Já descrevemos sua configuração exterior. O que agora mais nos interessa é o caráter particular de sua população e a grande inimizade que havia entre seus habitantes e os judeus.(Veja SIQUEM)
"Dois povos aborrecem minha alma - escreveu o filho de Siraque -, e o terceiro que aborreço não é um povo: são os que habitam no monte de Seir, os filisteus, e o povo insensato que mora em Siquém", ou seja, os samaritanos.
Esta aversão recua até o tempo mais distante, em que o rei da Síria, Sargão, depois de ter se apoderado da cidade e deportado grande parte dos habitantes para as províncias orientais do seu império, instalou em seu lugar, conforme o bárbaro costumes da época, outros prisioneiros, conforme lemos no livro de 2 Reis 17.24: o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades.

A INIMIZADE ENTRE JUDEUS E SAMARITANOS

Essa mistura, à qual se juntaram mais tarde os judeus apóstatas, constituiu gradualmente a nação samaritana, cuja religião - uma verdadeira colcha de retalhos - assumiu depois certa forma que se aproximava do judaísmo. Assim mesmo, seus adeptos se atreviam a apresentá-la como culto ao verdadeiro Deus. A instalação no cume do monte Gerizim de um templo rival de Jerusalém inflamou ainda mais o ódio dos judeus. Tão grande era essa aversão que eles consideravam a província de Samaria impura. Por esse motivo, o Talmude não menciona Samaria entre as regiões da Palestina e denominou seus moradores com o infamante epíteto de cuetos, ou seja, gente vinda da cidade pagã de Cuta.
Os samaritanos devolviam aos judeus ódio por ódio, injúria por injúria, chamando-os de idólatras e enganadores. Vingavam-se recorrendo a procedimentos irados, molestando os judeus quanto podiam quando estes passavam por seu território para ir da Judeia à Galileia e da Galileia à Judeia. Suas violências tornaram-se, em certa ocasião, atos de morte. Por este motivo, os galileus, quando formavam grupos para ir em peregrinação a Jerusalém a fim de celebrar ali suas festas, preferiam muitas vezes prolongar a viagem passando pela Peréia.

UMA CIDADE DE ABOMINAÇÃO E BLASFÊMIA

Ruías Sinagoga antiga em Siló
A narração evangélica reflete fielmente, em vários lugares, esta aversão mútua entre ambos os povos. João conta que os inimigos do Salvador injuriavam-no, chamando-o de samaritano (Jo 8.48). Também registra que os judeus não se relacionavam com os samaritanos (Jo 4.9) e que o próprio Salvador se viu obrigado a distanciar-se do território de Samaria, desviando-se do caminho para chegar a Jerusalém (Lc 9.52-56; Mt 10.5).
Mantendo-nos sempre no ponto de vista da história de Jesus, só mencionaremos aqui algumas localidades samaritanas. A mais importante de todas é a antiga Siquém, chamada naquela época Neápolis (nome que mudou para Nablus). Esta cidade estava admiravelmente localizada no estreito vale que formava a seus pés os montes Gerizim e Ebal, no próprio coração da província. Não longe dali, estava a aldeia de Sicar, hoje El-Askar, em cujas proximidades ocorreu, perto do poço de Jacó, um dos episódios mais comovedores do evangelho (Jo 4.5-30).
Ruínas - Palácio de Herodes,
o Grande, em Sebaste
Um pouco mais ao norte, sobre uma bela colina rodeada de uma coroa de montanhas, levantava-se a antiga capital do reino cismático das dez tribos, chamada antes de Samaria, e depois Sebaste. Recentemente, foram descobertas as suas esplêndidas ruínas. Quanto à cidade de Cesareia, edificada às margens do Mediterrâneo, na altura de Citópolis, não pertencia a Samaria, e sim à Judeia. Josefo, o Talmude e os escritores romanos afirmam isto expressamente.
Depois de Jerusalém, Samaria era a cidade mais importante da Palestina e habitualmente servia de residência ao procurador que administrava a Judeia em nome do imperador romano. Esta circunstância e um grande número de pagãos que formava grande parte de sua povoação tornavam-na duplamente odiosa aos judeus. Os rabinos falavam dela como a cidade da abominação e da blasfêmia. Herodes, o Grande, a quem Samaria havia pertencido, aumentou seu território e embelezou-a. Foi ele quem, em honra ao imperador Augusto, mudou o seu nome de Torre de Estratom para Cesareia [cidade de César].

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Filipenses 1:9-11

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