COSTUMES BÍBLICOS

O terceiro templo: localização, localização

Thomas Ice e Timothy Demy citam três possíveis localizações do templo no monte do Templo:
Todos concordamos que o terceiro templo será construído em algum lugar dos 14 hectares do monte do Templo em Jerusalém. Mas o lugar exato do monte em que o templo, que é relativamente pequeno, será colocado é fonte de grande debate. Quais as opções?
Três locais receberam mais atenção como possíveis localizações para o templo: o local norte, o local tradicional e o local sul.

O local sul
O local menos provável é o local sul, proposto por um estudioso católico chamado Bellarmino Bagatti em 1979.[...]
A visão de Bagatti é a mais fraca dos três porque é baseada, nos pontos cruciais, em dados históricos falsos que foram usados para calcular suas conclusões. Uma de suas suposições falsas é a de que a rocha sagrada em cima do monte do Templo não é uma base para localizar o templo.

O local norte
O Dr. Asher Kaufman de Israel, no final dos anos 70, desenvolveu a visão de que o templo localizava-se no canto nordeste do monte do Templo.[...] Ele acredita que esse ponto é o ponto natural mais alto do monte do Templo, e onde o templo deveria localizar-se.
O arqueólogo israelita Dr. Dan Bahat levanta as seguintes objeções à visão de Kaufman:
Nós [arqueólogos] não aceitamos a visão do Dr. Asher Kaufman. A localização que sugeriu para o templo não concorda de forma alguma com o que sabemos hoje sobre o posicionamento do monte do Templo. Existe outro monte do Templo que data do período asmoneu ou o de Simão, o justo (não podemos precisar a data ainda), e era um monte do Templo confinado precisamente à topografia da área. Ele era formado de tal maneira que nenhum acréscimo poderia ser feito sem alterar as características topográficas. Por exemplo, o vale central de Jerusalém começa em um ponto que desce até onde se localiza o Muro das Lamentações hoje, e, a partir desse ponto, vai por baixo do monte do Templo para sair por baixo dele.
Por esse motivo, Herodes, o Grande, queria aumentar o monte do Templo, porque ele não poderia construí-lo sem alterações topográficas, e porque os asmoneus, ou Simão, o Justo, fizeram a maior expansão do templo possível dentro da estrutura da topografia em volta do monte do Templo. Herodes, o Grande, portanto, para fazer a expansão, teve de atravessar o vale central e outros vales dos arredores em Jerusalém. Dessa forma, conhecemos precisamente as condições de como o templo foi instalado antes da época de Herodes, o Grande. Se aceitássemos a teoria de Asher Kaufman sobre a localização do Santo dos Santos, isso forçaria todo o templo, mas isso é impossível por causa da grande profundidade do vale. Além disso, Charles Warren descobriu um enorme fosso na área norte, e, se formos aceitar a teoria de Kaufman, metade do templo teria sido construída dentro desse fosso.
Essa visão ganhou popularidade no meio evangélico estadunidense como uma solução que resolveria os problemas políticos associados com a reconstrução do templo. Alguns sugeriam que, se a visão do norte estiver correta, o templo poderia ser construído sem atrapalhar a Cúpula da Rocha. Entretanto, essa não é uma solução, pois nem judeus nem árabes permitiriam que a proximidade de seus edifícios profanasse seus lugares santos.

O local tradicional
A visão aceita pela maior parte dos judeus religiosos da Israel atual é a de que o local tradicional, preservado pela Cúpula da Rocha, é onde o próximo templo será construído. Essa visão é a que acreditamos estar correta [...] Embora muitos detalhes possam ser dados em apoio a essa visão, ela se resume a um simples fato - a Cúpula da Rocha preserva a rocha, e, portanto, o local de templos anteriores. Dan Bahat diz, inequivocamente:
Direi agora que o templo está exatamente no lugar do monte do Templo em que a Cúpula da Rocha fica hoje. Quero dizer, explicitamente e claramente, que acreditamos que a rocha embaixo da Cúpula é o local preciso do Santo dos Santos. O templo estendeu-se exatamente até onde a Cúpula está. A "Pedra Fundamental" é, na verdade, a pedra que continha o Santo dos Santos.
Chaimi Richman do Instituto do Templo diz:
Temos uma tradição, que foi passada adiante em uma corrente inquebrável, desde nossos pais de que a rocha, a pedra embaixo da Cúpula da Rocha, é a "pedra fundamental".
Dan Bahat concorda com isso quando acrescenta:
[...]Omar, o conquistador muçulmano de Jerusalém, foi levado por um judeu diretamente para essa pedra, não para outra. Então a tradição é bastante clara quanto à tradição do lugar. (The Truth About the Last Days'Temple.p.33,35-37).

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A determinação do advento e a crucificação do Messias nas Setenta semanas

Desde a antiguidade, a importância em demonstrar a precisão da profecia de Daniel relativa ao advento e ministério messiânicos de Jesus tem levado estudiosos cristãos a produzirem uma cronologia histórica terminando com a sexagésima nona semana (a conclusão dos 483 anos), o tempo da crucificação de Jesus. A chave interpretativa dessa determinação cronológica aparece na frase inicial: Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém. A questão relativa ao terminus (a data na qual o período de 490 anos iniciaria) é essencial para uma interpretação de toda a profecia que seja historicamente correta. Essa determinação da data inicial para as Setenta semanas requer uma série complexa de escolhas:
Em primeiro lugar, não menos do que quatro diferentes contagens foram propostas para calcular as setenta semanas constituídas por anos.
Solar/tropical (365 dias);
Lunar (354 dias);
Solar/lunar (365 dias);
"Profética" (360 dias).
Qual desses esquemas foi empregado nessa profecia?
Além disso, o Antigo Testamento registra quatro ocasiões distintas em que os persas decretaram a ordem para reconstruir Jerusalém:
No primeiro ano de seu reinado, Ciro ordenou a reconstrução do templo em 538 a.C. ou 536 a.C. (dependendo se a referência é feita à sua corregência ou à regência exclusiva; 2Cr 36.22,23; Ed 1.1-4; 5.13-17).
O decreto de Dario l no segundo ao de seu reinado (confirmando o decreto de Ciro) em 520 a.C. ou 519 a.C. (Ed 6.1,6-12).
O decreto de Artaxerxes l Longímano no sétimo ano de seu reinado, em 457 a.C. (Ed 7.7-28).
O decreto de Artaxerxes l no vigésimo ano de seu reinado (445/444 a.C.), que permitiu a Neemias reconstruir as muralhas de Jerusalém (Ne 2.1-8,13,17).
Qual decreto foi escolhido como ponto de partida?
Por fim, ajustes adequados à contagem devem ser feitos com respeito aos anos bissextos e às diferenças entre os calendários gregoriano e juliano. O método da contagem, a data do decreto e como esses ajustes são realizados afetam significativamente o resultado calculado. A mais célebre tentativa de resolver essa equação foi a de Sir Robert Anderson, publicada em 1882 (The Coming Prince). Ele adotou o esquema profético de 360 dias e escolheu o vigésimo ano de Artaxerxes como ponto de partida  (presumindo que Neemias 2.1 menciona o primeiro dia do mês de nisã, equivalente a 14 de março de 445 a.C. no calendário juliano). A partir daí, ele adicionou 173.880 dias (483x360 dias por ano) a essa data atribuída ao decreto. Então, convertendo para anos reais (173.880 dividido por 365 igual 476,3836) e adicionando 24 dias, de 14 de março para 6 de de abril, mais os anos bissextos (116 dias), chegou-se à data do final da sexagésima nona semana e da crucificação de Jesus, no décimo dia do mês de nisã (6 de abril) de 32 d.C.
Outros cronologistas demonstraram que os cálculos de Anderson continham os seguintes erros:
Mistura dos calendários gregoriano e juliano em seu cálculo dos anos bissextos (menos 3 dias) e a identificação do décimo dia de nisã em 32 d.C. como um domingo, 6 de abril (no calendário juliano), quando, de fato, tratava-se de uma quarta-feira, 9 de abril. Isso teria levado ao cálculo do ano errado.Em 1973, Harold Hoehner tentou corrigir esses erros usando o mesmo esquema de 360 dias, mas ajustando o vigésimo ano de Artaxerxes para 5 de março de 444 a.C. Depois de adicionar os dias extras de 116 anos bissextos mais 24 dias entre 5 e 30 de março e também fazer ajustes ao calendário solar gregoriano, ele calculou que o período de 483 anos terminaria com a chamada "entrada triunfal" de Jesus em Jerusalém, no dia 30 de março de 33 d.C. (Chronological Aspects of the Life of Christ.p.135-138)
Recentemente, argumentos elaborados a partir de novas informações revelaram que o vigésimo ano de Artaxerxes adotado por Hoehner era, com efeito, 445 a.C. e não 444 a.C., e que o primeiro dia do mês de nisã seria 3 de abril e não 6. Pete Moore afirmou que Hoehner errou ao usar o ano juliano definido em 365,25 dias e multiplicar os 476 anos por 365,242100, o que teria resultado em um erro de cinco dias. O método adotado por Moore para obter os cálculos corretos dos 483 anos é compartilhado por outro cronologista bíblico chamado Floyd Nolen Jones. Jones tentou corrigir os erros dos cálculos do passado adotando o ano solar (365,2422 dias) como ano bíblico literal e escolhendo o ano de 473 a.C. como data da ascensão de Artaxerxes l (embora esse intérprete duvide que o Artaxerxes bíblico de Neemias seja o mesmo Artaxerxes Longímano) e o ano de 454 como o vigésimo ano de seu reinado (sobre os judeus). Com isso, o término dos 483 anos volta a ocorrer com a crucificação de Jesus, no décimo quarto dia de nisã em 30 d.C. (454 a.C. + 30 d.C.=484 anos - 1 ano da passagem entre a.C. e d.C.=483 anos; veja The Chronology of the Old Testament.p.205-221.).
Quanto ao decreto correto, o texto afirma que se trata de uma ordem para reconstruir Jerusalém com o foco em fortificá-la novamente com as novas ruas e muralhas de Jerusalém duração sessenta e dois anos vezes sete, mas será um tempo de muito sofrimento (Dn 9.25 NTLH). O único decreto que teve esse propósito e ocorreu durante os dias mais severos de turbulência Neemias (além disso, tomando as outras possibilidade -- os decretos de Ciro, Diario I ou Artaxerxes Longímano no sétimo ano de seu reinado -- como ponto de partida das setenta semanas, o resultado seria uma data muito prematura para corresponder ao tempo da crucificação. O decreto que obtém o resultado mais próximo é o de Artaxerxes para Neemias). Qualquer que seja a data do decreto adotada como terminus a quo, a adição de 483 anos (as sete semanas mais as 72 semanas) obtém um término no mês de nisã do calendário hebreu e por volta do ano 30 d.C. (a data geralmente aceita pelos historiadores como o tempo da crucificação de Jesus).
O ponto importante nessa questão, ainda que o método adequado do cálculo esteja em discussão, é que Daniel profetizou a chegada do Messias ao final do período do segundo templo, 483 anos depois do decreto ordenado para restaurar e reconstruir Jerusalém. Essa data, qualquer que seja precisamente , coincide com o período de tempo em que Jesus cumpriu Seu ministério messiânico de três anos. Levando em consideração apenas esse fato, compreende-se como Jesus -- que lembrara à nação de Israel o tempo determinado por Daniel (Mt 24.14; Mc 13.15) - pôde condenar a liderança nacional judaica de não reconhecer o tempo da tua [messiânica] visitação (Lc 19.44; confira At 3.17,18).

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AS QUATRO NARRATIVAS DO EVANGELHO

Os quatro Evangelhos não são biografias resumidas de Cristo, mas sumários teológicos. Quase tudo sobre a vida prematura de Jesus, do nascimento aos Seus 30 anos, não é mencionado. Por que existem diferenças entre as quatro narrativas? O Dr. Van Dyke disse certa vez:

Se quatro testemunhas aparecem diante de um juiz para narrar um acontecimento e cada uma delas conta exatamente a mesma história, com as mesmas palavras, a provável conclusão do magistrado dirá que a única verdade indubitável a deduzir-se dos depoimentos é fato de que os depoentes entraram em acordo para fornecerem a mesma narração, e não que o testemunho deles possuía um valor excepcional. Mas, se cada pessoa diz o que viu, como viu, então, as evidências serão verossímeis. Ora, ao lermos os quatro Evangelhos, não é exatamente isso o que encontramos? Os quatro evangelistas contam a mesma história, cada um a seu modo.
(The Open Door. Filadélfia: Presbyterian Board of Publication,1903.p.54)




RETRATO DE CRISTO

MATEUS
Um Rei, semelhança de leão.

MARCOS
Um Servo, semelhança de boi.

LUCAS
Um homem perfeito, semelhança humana.

JOÃO
O Deus poderoso, semelhança de águia.

LEMBRETE ANGELICAL (Ez 1;Ap 4)

Primeira criatura, semelhante a um leão.

Segunda criatura, semelhante a um boi.

Terceira criatura, semelhante a um homem.

Quarta criatura, semelhança a uma águia.

ESTILO DO ESCRITOR

Professor

Pregador

Historiador

Teólogo

ÊNFASE POR ESCRITOR

Sermões

Milagres

Parábolas

Doutrinas

CULTURA DOS LEITORES ORIGINAIS

JUDEUS

ROMANOS

GREGOS

O MUNDO

REGISTRO GENEALÓGICO

Sim: Mt 1.1-17

Não

Sim: Lc 3.23-38

Não

Motivo
Um rei deve ter um registro assim.
Um servo não precisa desse registro.
Um homem perfeito requer esse registro.
Deus não tem registro genealógico.

Raiz
Traça a linhagem real de Davi por intermédio de seu filho Salomão.
Traça a descendência física de seu outro filho, Natã.

Fruto

Chega até José, padrasto legal de Jesus.


Chega até Maria, a mãe biológica de Jesus

LUGAR DA AÇÃO PRINCIPAL



CAFARNAUM NA GALILÉIA




JERUSALÉM, NA JUDEIA

DIVISÃO DUPLA
Evangelho Sinóticos-enfatizam a humanidade de Cristo.


O Evangelho de João – enfatiza a divindade de Cristo.


Até a próxima!
Fica na paz!

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