Costumes Bíblicos: Jesus aparece aos discípulos na praia

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Jesus aparece aos discípulos na praia

JESUS APARECE AOS DISCÍPULOS NA PRAIA
Certa tarde, Simão Pedro, que havia regressado para a sua casa em Cafarnaum, disse a seis de seus amigos que estavam com ele (os filhos de Zebedeu, Tiago, o Menor, e João, Natanael, que Bartolomeu, Tomé, chamado Dídimo, e outros que não são citados): Vou pescar (Jo 21.3).
Como sempre, é Pedro o promotor, o propulsor, digamos assim, do grupo dos apóstolos. Ele se nos mostra uma vez mais com seu ardor e temperamento impetuoso. Seus companheiros aceitam o seu convite: Também nós vamos contigo (Jo 21.3), responderam.



Subiram, então, em um barco, e trabalharam toda a noite. Porém, mesmo sendo aquele um tempo favorável para pesca, não conseguiram apanhar nenhum peixe, conforme haviam conseguido em outra ocasião solene (Lc 5.4-11).
Quando amanheceu, Jesus surgiu na praia, porém eles não o reconheceram a princípio (assim havia acontecido com Maria Madalena e com os discípulos de Emaús). Jesus familiarmente perguntou: Filhos, tendes alguma coisa  de comer? Responderam-lhe: Não (Jo 21.5). A resposta negativa deles indicava o seu trabalho noturno mal-sucedido. Jesus então replicou: Lançai a rede à direita do braco, e achareis (Jo 21.6).
Os discípulos seguiram o conselho de seu desconhecido interlocutor e, no momento em que puxaram a rede, esta veio cheia de peixes, de forma que eles não podiam levantá-la. Já falamos anteriormente sobre cardumes de peixes do lago de Tiberíades (Mais sobre Tiberíades, AQUI). Jesus, por sua presciência sobrenatural, sabia que à direita do barco passava um daqueles cardumes enormes naquela hora.
O discípulo amado, ao testemunhar tão grande prodígio que lembrava aquele que fora realizado no mesmo lago por Jesus, teve um lampejo repentino: É o Senhor (Jo 21.7). Justo era que entre todos os apóstolos fosse ele quem primeiro reconhecesse Aquele que agia com amor ilimitado.
Simão Pedro ouviu esta observação de seu amigo e vestiu a toda pressa sua túnica por respeito ao divino Mestre, pois estava seminu, ao estilo dos pescadores (ele esticara a túnica até a cintura) e, impetuoso como era, jogou-se no lago e nadou até chegar à praia, onde estava Jesus.
Os demais apóstolos permaneceram no barco puxando lentamente a rede cheia de peixes. O evangelista observou que os discípulos estavam a uma distância aproximada de duzentos côvados da praia, ou seja, 105 metros. Quando chegaram à praia, viram umas brasas, e sobre elas havia um peixe. Também viram pão (Jo 21.9). É evidente que Jesus havia preparado aqueles alimentos milagrosamente. Trazei dos peixes que agora apanhastes (Jo 21.10), disse o Mestre aos apóstolos.
É bom observar que o Salvador não pediu aqueles peixes para juntá-los ao que já estava sobre as brasas. A continuação do relato mostra, com efeito, que a comida consistia unicamente no pão e nos peixes que apareceram ali milagrosamente.
Os peixes que Jesus pediu eram para ele. Representavam as almas que seus apóstolos ganhariam pelo mundo e que trariam com alegria para o reino de Cristo. Por sua vez, a comida expressa, segundo alguns antigos escritores a graça celestial que seria derramada como fruto do ofício desses pescadores espirituais.
Obedecendo a Jesus, Pedro subiu no barco, desatou a rede e começou arrastá-la até a terra, ajudando os outros apóstolos. Contaram 153 peixes, todos grandes. Então, Jesus disse aos apóstolos: Vinde, jantai (Jo 21.12a). Eles não haviam comido em nenhum momento da madrugada. Aquela frugal refeição matutina era, pois, símbolo das forças que ele ia conferir a seus amigos para os árduos trabalhos que em breve empreenderiam em sua seara.
O evangelista ressalta que ninguém se atreveu a perguntar: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor (Jo 21.12b). Assumindo, pois, como antes de sua morte, o ofício do pai de família, o Salvador pegou o pão e o peixe, abençoou-os e os distribuiu entre os sete discípulos. Antes de comerem, Jesus deve ter pronunciado a bênção, mas o evangelista não a menciona.
Todos, e especialmente, Simão estavam envergonhados por causa de sua conduta durante a noite em que Jesus fora preso; eles o abandonaram. Depois que todos comeram, Jesus perguntou na presença dos outros apóstolos: Simão,filho de Jonas, amas-me mais do que estes? (Jo 21.15) Jesus queria que Pedro lhe dissesse que o amava de modo sublime e mais generoso do que todos os demais apóstolos. Era o que ele deveria responder quando Jesus lhe fizera esta pergunta tão eminente. O amor era algo justo para aquele que havia prometido que não abandonaria o Mestre ainda que todos o desamparassem, e que logo tão tristemente o negara.
Cristo exigiu um afeto maior, antes de conferir-lhe a honra de constar entre os líderes de sua Igreja. Por isso, perguntou pela segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? (Jo 21.16a) Ao fazer a pergunta pela segunda vez, Jesus empregou um verbo que denota o amor ágape, divino, que é mais firme e de natureza mais elevada. Pedro, no entanto, ao responder: Sim , Senhor, tu sabes que eu te amo (Jo 21.16b), empregou outro verbo que denota um afeto mais terno e ardente, porém mais humano. A conclusão é que Pedro não estava seguro de si mesmo, conforme queria o Mestre.
Contudo, quando Jesus perguntou pela terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? (Jo 21.17a), Pedro disse: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo (Jo 21.17b). A essa altura, o apóstolo, arrependido, não era o insensato petulante discípulo de outros tempos, mas um homem humilde e desconfiado de si mesmo. É provável que naquele momento tivesse sentido o peso de sua culpa por ter negado o Mestre por três vezes. E agora, também três vezes confessou publicamente que o amava com o amor ágape.
O que lhe disse então o Mestre? Apascenta (edifica, alimenta, defende, ergue, conforta, cura) as minhas ovelhas (Jo 21.17b). Jesus, naquele momento revestiu o apóstolo Pedro de graça e de autoridade do Espírito Santo para ele poder cuidar do rebanho. Estava agora preparando-o para torná-lo um dos líderes da Igreja, cujo fundamento inabalável é Cristo.
Mateus fala da aparição de Jesus ressurreto em um monte da Galileia (Mt 28.16-20), para onde provavelmente teriam sido convocados de antemão os discípulos, cujos nomes não são pronunciados. O narrador só menciona os onze apóstolos como testemunhas da aparição. Muitos exegetas identificam esta passagem com o trecho da primeira carta de Paulo aos Coríntios (1Co 15.6), onde ele fala que o Mestre foi visto uma vez por mais de 500 irmãos.

Os apóstolos são enviados ao mundo

No decorrer dos quarenta dias que transcorreram entre a ressurreição do Salvador e sua ascensão gloriosa, Jesus consolou os seus discípulos e continuou a educação que o Espírito Santo havia de coroar no dia de Pentecostes.
Advertidos por seu Mestre, os apóstolos voltaram da Galileia para Jerusalém. Foi lá que, poucas horas antes de subir ao céu, Jesus fez as suas últimas recomendações e deu as suas ordens posteriores, segundo escreveu Lucas no final de seu evangelho e no início do Atos dos Apóstolos (Lc 24.44-49; At 1.4-8). Lucas não nos poderia ter dado notícia mais espetacular do que esta.
O Salvador, recordando o tempo que vivera com seus apóstolos, trouxe-lhes à memória o que havia repetido para eles com tanta frequência: que se cumpririam as profecias do Antigo Testamento referentes a Ele. São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.( Lc 24:44)
A Lei, os Profetas e os Salmos representam todo o Antigo Testamento, em  suas três grandes seções que contêm as profecias messiânicas. Sendo as Escrituras Sagradas de tanta importância e consideradas o fundamento para a doutrina cristã, Jesus, segundo escreveu o evangelista, citou-as com a finalidade de abrir o entendimento (Lc 24.45) de seus apóstolos para que eles fossem capazes de interpretar por si mesmos os Textos Sagrados.
E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,
E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
E destas coisas sois vós testemunhas.
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc 24.46-49)
Nesses versículos, vemos que Jesus continuou insistindo na necessidade de sua Paixão e morte, preditas com tanta claridade pelos profetas de Israel. Ele indicou que os apóstolos teriam de pregar em seu nome mensagens de arrependimento e remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. A capital judaica, considerada o centro da verdadeira religião, teria direito a este privilégio. A mensagem de salvação seria pregada dentro dos muros desta cidade e seria acompanhada de curas divinas, libertação espiritual e batismos com o Espírito Santo.
Alguns dos discípulos, então, fizeram a Jesus uma pergunta que naquele momento parecia inoportuna e estranha: Senhor, restaurará tu neste tempo o reino a Israel? (At 1.6) Eles se referiam ao reino do Messias tal como então sonhavam, segundo temos lido nos evangelhos.
TARSO. Antiga porta que os cristãos chamam de
porta do apóstolo Paulo. O apóstolo dos gentios foi o
responsável pela mais ampla e diversificada
internacionalização da mensagem de Cristo.
Era um reino puramente exterior e político, brilhante e fabuloso, cujos principais súditos seriam os descendentes de Abraão. Os pagãos só teriam direito de cidadania neste reino caso entrassem para o judaísmo, obedecendo às leis e às tradições desse povo. Só assim, eles conseguiriam escapar das sangrentas batalhas que libertariam os judeus.
Que entendimento imperfeito tinham aqueles discípulos sobre as instruções tão preciosas do Mestre! Jesus, então, respondeu: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At :7,8) [Leia sobre A Morte de Jesus, AQUI]

CHAVES PARA LIGAR NA TERRA E NO CÉU 

(*UMA CURIOSIDADE DO HEBRAICO BÍBLICO)

Em Mateus 16:19, Yeshua diz a seu discípulo Pedro que ele receberá as chaves do reino dos céus. Eles permitiriam que ele “ligasse” (ou proibisse) e “soltas” (ou permitisse) coisas na terra e isso seria feito no céu também.
“Eu te darei as chaves do reino dos céus; tudo o que você ligar na terra será ligado no céu, e tudo o que você soltar na terra será solto no céu. ” (Mateus 16:19)
Por trás do texto judaico-grego está um conceito hebraico do מַפְתְּחוֹת מַלְכוּת הַשָׁמָיִם (maftechot malchut hashamaim) - “chaves do reino dos céus”. O que essas chaves fazem? Nesse caso, “uma chave” eachתֵּחַ (mafteach) é uma ferramenta que abre a porta para o domínio de Deus. Em hebraico, פֶּתַח (petach) é "uma abertura". Em Mishna, פְּתִיחָה (peticha) é "uma introdução" (também uma abertura de algo que se segue). Ambas as palavras vêm do verbo "abrir" פָּתַח (patach). Por outro lado, o verbo hebraico “fechar” é סָגַר (sagar) e “travar” ou “prender” é נָעַל (naal). Nenhuma das palavras está relacionada à idéia de uma chave em hebraico, porque o principal objetivo de “uma chave” מַפְתֵּחַ (mafteach) não é trancar, mas “abrir” פָּתַח (patach) .
O apóstolo Pedro (sozinho ou como principal representante dos doze) tem o poder das chaves, mas essas chaves não são usadas para "trancar" o Céu, mas para abri-lo.(*Texto de Dr. Pinchas Shir - Publicado no Israel Bible Center - Categoria: Evangelhos Judeus)

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Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Filipenses 1:9-11

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