Costumes Bíblicos: A SALVAÇÃO VEM DOS JUDEUS

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A SALVAÇÃO VEM DOS JUDEUS

Samaria
as ruínas do Monte Gerizim
O POÇO DE JACÓ - Esse poço é o ponto central do episódio que analisar. É  um dos monumentos mais célebres da geografia evangélica e uma das mais apreciadas relíquias, tanto da história israelita como da história de Jesus Cristo. Sem contar as tradições judaica, cristã e maometana, sempre constantes neste particular, pode-se alegar, em abono de sua autenticidade, um argumento indiscutível de natureza física.
No Oriente, as fontes e os caminhos são pontos de partida extremamente seguros para as investigações históricas e geográficas. As fontes não mudam de lugar, e, nesses lugares cálidos e secos, onde a água é sempre rara, a direção do caminho está quase constantemente determinada pela possibilidade de se achar, no final de cada etapa, água abundante para os homens e os animais de transporte. Eis, pois, uma segurança a mais em favor da autenticidade do poço de Jacó.
A SAMARITANA - Inesperadamente, pelo caminho que conduzia do poço até a cidade de Sicar, chegou uma mulher, jovem ainda, com um cântaro de barro sobre a cabeça ou sobre o o ombro, indo buscar água, na hora da refeição principal do dia.

Provida de uma comprida corda, que fez deslizar pela abertura do poço, logo ela encheu o seu cântaro. Começando, então, a falar, Jesus lhe pediu: Dá-me de beber (Jo 4.7). Depois de uma longa e difícil viagem, ele estava realmente sedento.
Dá-me de beber (Jo 4.7) - com estas palavras tão simples teve início um dos mais sublimes diálogos da literatura sagrada.

A SALVAÇÃO VEM DOS JUDEUS

Depois de sua resposta geral, Jesus resolve diretamente o problema proposto pela samaritana:  Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus (Jo 4.22).
Até então, somente os judeus haviam praticado o culto de gratidão a Deus. O templo de Jerusalém era o único lugar legítimo. Ao aceitarem só o Pentateuco e rejeitarem todos os outros textos sagrados, os samaritanos haviam se afastado da vontade divina. Sua religião era um culto cismático, e o Gerizim não tinha direito à sua veneração supersticiosa.
A salvação vem dos judeus. Não eram, efetivamente, os judeus o povo escolhido por Deus entre todos para conservar o tesouro da revelação? Não foi por meio deles que a promessa da redenção foi transmitida? E, sobre tudo, não haveria de sair da linhagem judaica o Messias para salvar a humanidade? Privilégio glorioso de Israel, que também o apóstolo Paulo se compraz em recordar com nobre orgulho (Rm 1.16; 2.10; 3.1; 9.4,5).
Eis que a nova ordem de coisas anunciadas por Jesus já havia começado: Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem (Jo 4.23). Com que doce firmeza Jesus deve ter pronunciado estas proféticas palavras! O Cristo, com seu pequeno grupo de discípulos, havia inaugurado o culto verdadeiro, o culto dos verdadeiros adoradores, tão expressivamente enfatizado pelas palavras em espírito e em verdade.
Duas qualidades essenciais colocavam, pois, esse culto verdadeiro acima do de todas as demais religiões. Em espírito equivale a dizer que o culto era interior, espiritual, de sorte que, acima de qualquer coisa, consistia em uma adoração do espírito e do coração. Em verdade significa que não era figurativo, como ocorria comumente no culto judaico, onde as homenagens do povo a seu Deus eram expressas por meio de sacrifícios simbólicos.
A nova religião de Cristo possui a realidade, em vez de sombra, e imola o Cristo, que seria a vítima por excelência (Hb 10.1). Com essas condições, o novo culto se adequaria perfeitamente à natureza de Deus que, sendo Espírito, somente se satisfaz com uma oração totalmente espiritual.(Dê uma olhada AQUI)
Na Antiga Aliança, fora previsto, às vezes, este culto superior (Sl 39.7,8; Is 1.11-20; 29.13; Am 5.21-26; Jl 2.13); mas à Nova Aliança estava reservado a realização perpétua deste novo culto.
A mulher a quem Jesus se dignou de fazer estas observações era, certamente, incapaz de compreender todo o seu sentido. Ao menos, ela entendeu que esta grande restauração estava vinculada à vinda do Messias, pois também os samaritanos, como os judeus, esperavam por um redentor, a quem chamavam Taheb, ou seja, aquele que restabelece, imaginando-o, acima de qualquer coisa, como um profeta eminente, conforme as palavras de Deus a Moisés: Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar (Dt 18.18).
Por isso se contentou a samaritana em responder: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo (Jo 4.25). Disse-lhe Jesus,majestosa e simplesmente: Eu o sou, eu que falo contigo (Jo 4.26). (Leia mais sobre Jesus e a samaritana, AQUI). Sublime revelação, que serviu para honrar a fé nascente e a boa vontade daquela mulher!
Em seu trato com os judeus, Jesus evitou, durante muito tempo, aplicar-se a si mesmo, direta e claramente, o título de Messias, para se prevenir dos abusos aos quais os haviam induzido as extravagantes esperanças messiânicas deles. Como da parte dos samaritanos não existia tal inconveniente, Jesus não vacilou em apresentar-se a eles como o Messias. (Leia sobre o Messiado Escondido na visão o original Hebraico Bíblico, AQUI)

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