Costumes Bíblicos: A CONSCIÊNCIA MESSIÂNICA DE JESUS

Israel Institute of Biblical Studies

A CONSCIÊNCIA MESSIÂNICA DE JESUS




Com que título Jesus se apresentava aos seus compatriotas quando lhes anunciava o advento do Reino dos Céus? Qualquer evangélico medianamente  informado sabe que, desde o primeiro instante em que apareceu no cenário histórico, o Mestre se revelou, com inteira e total convicção, como o Messias. Por isso, o Seu nome: Jesus Cristo e em hebraico: Yeshua Hamachiah.
A palavra Messias é de origem hebraica e significa ungido. Os gregos a traduziram literalmente por Cristo. Entre os antigos hebreus, os reis eram consagrados com uma unção religiosa, conforme nos ensinam diversas passagens da Bíblia (Jz 9.8; 1Sm 10.1; 16.1,13; 1Rs 1.39; 2Rs 9.1-10).
Quando Jesus foi pedir a João Batista que o batizasse e quando inaugurou sua pregação, que conceito ele tinha de si mesmo? Será que naquela época já estavam claras e bem determinadas suas ideias acerca da natureza e das condições da missão para a qual se preparava para cumprir? Será que Jesus possuía plenamente a chamada consciência messiânica?
Estas questões, por tratarem de um fato histórico, têm de ser estudadas, antes de tudo, à luz dos documentos históricos e, consequentemente, no caso atual, à luz dos evangelhos, cuja autenticidade e veracidade são extremamente comprovadas.
Pois bem, para quem os ler atenta e parcialmente, os evangelhos são conclusivos neste aspecto. Os relatos da infância têm por finalidade principal e imediata mostrar em Jesus o Messias, aquele que muito tempo atrás havia sido prometido a Israel. As duas genealogias, o anúncio do anjo a Zacarias e depois a Maria, os episódios dos pastores de Belém e dos magos, a apresentação de Jesus no templo, os quatro cânticos... tudo isso é uma afirmação solene da dignidade messiânica de Jesus.
Por sua especialíssima significação, é digna de nota a resposta de Jesus à sua mãe e ao seu pai adotivo, quando o encontraram em meio aos doutores: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lc 2.49). Esta resposta contém uma revelação, direta e muito clara, da consciência messiânica do Salvador.
Depois de longos anos de vida na obscuridade, Jesus deixou Nazaré para inaugurar o ministério que lhe estava proposto. Nesta nova situação, Jesus manifesta seu pensamento sobre a missão que o Pai lhe havia confiado. Para conhecê-lo, estudaremos suas palavras, seus atos e também a conduta de seus discípulos e das turbas em relação a ele.
Contudo, para que nada percamos de sua força, importa-nos distinguir, na ordem do tema que a partir de agora trataremos, duas fases sucessivas da vida pública de Jesus. A primeira se estende do seu batismo até a confissão de Pedro, e dura uns dois anos. A segunda abrange desde a confissão de Pedro até a ascensão do Salvador aos céus. Ainda que esses dois períodos a convicção messiânica de Jesus se manifeste de modo muito diverso, ela não sofre variação alguma.
Na primeira fase, ou seja, durante a parte mais notável de sua atividade na Galileia, é certo que Jesus evitou apresentar-se abertamente como o Messias. Na segunda, com atenção aos relatos sagrados, comprovamos facilmente que ele agiu com grande reserva quanto à sua missão especial. É por isso que vemos, algumas vezes, ele ordenar imperiosamente que os possessos recém-libertados se mantivessem em silêncio e não proclamassem a dignidade dele (Mc 1.24,25; Lc 4.34,35; Mc 3.10-12). O mesmo pedia aos enfermos a quem curava (Mt 8.4; 9.30; 12.16; Mc 5.43; 7.36,37; 8.26).

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Até a próxima!
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Filipenses 1:9-11

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