COSTUMES BÍBLICOS

A Incrível História do Salmo 23

Enquanto a maioria dos estudiosos conhecem o Salmo do Pastor, há alguém, um único em numeroso grupo que conhecia, o Pastor do Salmo!
Talvez seja este o problema de muitos em nosso tempo. Eles até têm uma boa quantidade de informações técnicas sobre Deus. Mas pouco ou nenhum relacionamento com Ele. E por isso encontram-se tão perdidos.
Leiamos o que o Salmo 23 diz:

O SENHOR é o meu pastor: nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice trasborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida: e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Estabelecida a existência história de Davi, falta-nos agora conhecer o ambiente cultural em que ele viveu como pastor de ovelhas antes de assumir o trono sobre Israel. Foi nesse tempo, segundo a opinião de muitos, que Davi escreveu o Salmo 23.
O trabalho de um pastor de ovelhas no Oriente Médio é tremendamente interessante. Práticas típicas dos tempos bíblicos são ainda utilizadas hoje por grupos minoritários como beduínos e famílias de origem árabes. Devido ao clima seco da região desértica, as pastagens de ovelhas são feitas geralmente longe do curral nas poucas regiões de oásis onde há água e um puco de vegetação para alimentar o rebanho. As águas do En-Gedi diversas vezes citadas na Bíblia, são manancial que surgem em pleno deserto da Judeia e que serviu muitas vezes de paragem para de pastores nos dias de Davi. Um verdadeiro oásis no meio do nada. Isso significa que muitas vezes, especialmente naquele tempo, o pastor teria que preparar cedo o seu rebanho para atravessar o deserto em busca de um local com as características do En-Gedi aonde ele e o seu rebanho deveriam passar o dia. Essa travessia poderia durar horas e deveria ser feita todos os dias. As ovelhas deveriam sair bem cedo, na verdade, de madrugada. Um pouco antes do amanhecer. Isto é, antes do Sol se tornasse forte demais impossibilitando a travessia. Repetindo então, temos: o oásis, o curral e entre ambos o deserto a ser enfrentado diariamente.
Devido a sua natureza coletiva, as ovelhas não se dão bem com criações de isolamento. Elas vivem melhor em rebanho junto a companhia de outras ovelhas. Atravessar o deserto com esses animais, nem sempre é uma tarefa fácil devido a certas peculiaridades próprias das ovelhas que dificultam o processo. Como vocês sabem, as ovelhas são animais mamíferos com o peso médio de 50 kg na fase adulta podendo fornecer de 4 a 12 kg de lã a cada tosquia. Mas é aonde pára essa descrição técnica que inicia as peculiaridades vistas pelo pastor.
É comum ver no oriente médio, duas pessoas cuidando do rebanho. As vezes um jovem e um ancião,  uma moça e um rapazinho adolescente ou então uma criança. O motivo para esse comportamento está no fato de que a ovelha geralmente é um animal de que não aceita bem a troca de proprietário. Ela se acostuma tanto com o anterior, que fica deprimida com a sua ausência (ref. Jo 16.22). Recusando inclusive, a água ou comida que lhes seria dada pelo novo pastor que ainda lhe é um estranho. Por isso é costume vender ovelhas adultas, caso o pastor não esteja junto, para um matadouro. E nunca para outro pastor com o qual elas teriam dificuldades de se adaptar por melhor que sejam tratadas.
Para remediar esta situação, caso haja a necessidade do pastor de ovelhas se ausentar do rebanho por um tempo ou até mesmo definitivamente em caso de morte, a estratégia é colocar um segundo co-pastor frente do rebanho. Então as ovelhas, nesse caso, estariam acostumadas com esse e assim poderiam superar a ausência do primeiro. Como você vê, a relação pastor-ovelha, é bem mais forte do que poderíamos imaginar. Daí a beleza de sermos considerados, poeticamente, ovelhas que podem chamar o seu Deus, o Deus Altíssimo de O meu Pastor. Aquele que garante que nada me faltará. Aliás, uma breve análise na língua hebraica, o idioma original desse Salmo nos revela uma interessante surpresa. Quando o texto original diz Adonai Elohim está usando um título pra Deus, um pronome de tratamento, uma forma de chamá-Lo cujo sentido deveria ser vertido por Senhor o meu Pastor. E o complemento: nada me faltará, não tem originalmente o sentido de, terei tudo o que desejo conforme poderia se deduzir da tradução em português; mas sim de, de nada terei falta ainda que eu não tenha tudo.
Voltando a falar da ovinocultura oriental, outra coisa bastante marcante as ovelhas de um modo geral, é o seu constante senso de medo, de terror. Elas praticamente não possuem elementos naturais de auto defesa como garras, dentes afiados ou venenos. Logo é provavelmente em virtude disso, que elas tem medo praticamente de qualquer coisa. Nalgum casos, até do seu próprio reflexo na água. O barulho das correntezas também pode assustá-las. E é por isso que após a estafante travessia pelo deserto, o pastor deve conduzi-las às águas de descanso, isto é, águas que descansam e ao mesmo tempo, águas que sejam tranquilas para não assustá-las a ponto de impedir que saciam a sua sede. Que curioso! Imagine um animal que mesmo na frente de um manancial de água, morre de sede apenas porque tem medo! Pois este é o comportamento muito semelhante ao de todos nós. Exatamente. É semelhante ao comportamento humano. Afinal de contas, quantas pessoas há que perde a oportunidade de amor, carinho, vitória da vida apenas porque tem medo. Medo de amar, medo de servir, medo de se arriscar. Medo de Deus. São como ovelhas. Ovelhas sedentas, porém medrosas. Se tornam infelizes de tanto querer ser felizes.
Certo beduíno uma vez explicou que nalguma ocasiões, o pastor tem de pegar água com as próprias mãos e trazer até a boca da ovelha, para que a mesma possa beber e não morrer de sede! Isso aumenta ainda mais o sentido do pastor aplicado a Deus. Quando é dito que Ele nos leva à águas tranquilas e refrigera a nossa alma mesmo em meio aos nossos infernos existenciais. Mesmo em meio aos nossos temores.
Imagine agora a aparente monotonia de um dia de atividade pastoril do Oriente Médio! Os típicos pastores palestinos, a sua tarefa é vigiar as ovelhas. Não deixando que nenhum mal lhes aconteça e cuidando para que não passem necessidade. As roupas de um pastor, não são as mais bonitas que uma pessoa pode ter. E o sol escaldante do deserto castiga-lhes a pele todos os dias. Ele sabe que essa será novamente a sua rotina na manhã seguinte. Mas o pastor não se importa. Ele gosta do que faz e ama o seu rebanho.
Esse comportamento ilustra muito bem algumas comparações que Cristo faz a Sua Pessoa e a figura de um pastor de ovelhas. Através desse contexto, amplia-se mais o sentido profundo das palavras de Cristo que certa vez declarou na Bíblia: "Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor da a vida por suas ovelhas. (Jo 10.11)
Cristo com certeza conviveu com muitos pastores de ovelhas numa sociedade que era predominantemente artesã e pastoril. O povo que o ouvia, compreendeu de modo bem claro a comparação que Ele fez ao equiparar o Seu amor pela humanidade ao de um pastor pelo seu rebanho.
Chega finalmente a tardinha e é hora de todos voltarem para o curral. O ideal é sair no momento em que não se pegue o escaldante sol do dia, nem o gelado vento da noite, que, pasmem, permeia as madrugadas do deserto obrigando todos a se agasalharem muito bem.
Foi talvez imaginando o caminho de volta ao aprisco, que Davi compôs "ele me guia pelas veredas da justiça por amor do seu nome". Isto quer dizer que Ele  me leva por caminhos retos, não tortuosos. Com Ele, estamos seguros de estarmos voltando para casa. Estar de volta para o lar.
O Deserto da Judeia
Mas o texto abre espaço para a possibilidade de provações ao longo do caminho. Noutras palavras, a companhia do bom pastor, oferece conforto e segurança. Mas não garante uma paisagem constantemente tranquila. Existe a possibilidade de andar pelo vale da sombra da morte. Alguns comentaristas supõe que o vale da sombra da morte descrito no Salmo, seria um lugar real, geograficamente parecido com este da foto ao lado.
Caminhos íngremes, e apertados em meio as rochas que oferece muitos riscos para a vida do rebanho desde o ataque de animais que ficavam nos penhascos até mesmo a queda em meio ao terreno bastante escorregadio. Por isso o nome "vale da sombra da morte". Isto é, os vales em que há constante riscos de morte.
Mas, se esse trajeto era inevitável, para poder voltar então pra casa, por que não enfrentá-lo? E como fazer pra que animais tão medrosos como as ovelhas, atravessassem uma região tão difícil e tão perigosa como esta? Bem, neste ponto, alguns pastores desenvolveram uma técnica de adestramento, bastante curiosa; bastante inusitada. Eles cantam ou tocam para que as ovelhas ao som de sua voz, se acalmem. Elas então formam uma fila indiana, exatamente como essa da foto ao lado, e passam através do lugar perigoso. Isto não é incrível?!
Elas simplesmente reconhece a voz do seu pastor, e, tal fenômeno nos faz lembrar aquela outra comparação feita por Cristo ao dizer certa vez: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem" (Jo 10.27).
E se uma ovelha caísse? Como o pastor poderia resgatá-la? Bom, para isto, ele contava com um instrumento chamado cajado. Que normalmente se aparece como esse da foto, relacionada ao Antigo Oriente Médio. O que poucos sabem, é que o cajado poderia ter três funções; e duas delas estão relacionadas no Salmo. Daí a expressão: "a tua vara e o teu cajado". O cajado normalmente usado, era pra tocar o rebanho. Principalmente quando uma ou outra ovelha, começava a sair do grupo, dispersando-se. Aí, a sua função entrava como vara. O pastor batia na ovelha desobediente, fazendo-a voltar para o grupo. Devido ao fato de muitas ovelhas caírem em buracos de difícil acesso, a ponta teria a forma de um gancho [como na foto ao lado]. Literalmente, então, o pastor pescava a sua ovelha quando o seu corpo era machucado e estava fora do alcance da extensão do seu braço. Mas esta mesma ponta, guardava, muitas vezes, um segredo. Havia um encaixe embutido que a fazia se transformar rapidamente numa lança mortal que o pastor usaria em casos de perigo para o rebanho. Principalmente num ataque de um predador. Ao lado disso, é claro, havia um estilingue, ou funda, usado também, por muitos garotos palestinos até hoje na região do Oriente Médio. Como você ver, o mesmo instrumento tinha uma função protetora; a lança, salvadora; o cajado, e disciplinar; a vara. O mesmo Deus Pastor que acolhe e protege, também castiga aos que ama. Não para fazê-los sofrer, mas, para aprimorá-los. Sabendo que muitas vezes, a dor é o que nos ensina em certos momentos, que, de outro modo, não aprenderíamos. Essa afinal, é a dinâmica de nossa vida. Se sofrermos demais, não suportaremos. Mas se sofremos de menos, nunca saberemos quão mau é o mau e não desejaremos nos livrar dele. Por isso que Deus de maneira infinitamente sábia, administra a dosagem de varas, lanças e cajados em nossa caminhada pelo vale da sombra da morte, até chegarmos novamente ao lar que Ele prometeu. E por falar em lar, é emocionante ver a cena de um rebanho chegando ao aprisco. Elas parecem saber de algum modo, que estão chegando em casa. Que o deserto ficou para trás. Ali, o pastor costuma dar-lhes uma última refeição, que supri as suas energias, aquelas gastas na travessia do deserto. E elas estarão prontas pra dormir. Mas antes disso, o último trabalho deve ser feito. Uma recontagem das ovelhas. Todo pastor do Oriente Médio, conta várias vezes as suas ovelhas durante o dia. Sempre com o objetivo de verificar se não está faltando nenhuma. As condições adversas do lugar, somadas a falta de cercas, tornam o deserto, um local traiçoeiro para o rebanho, com possibilidade de extravio do grupo. Daí as constantes contagens e recontagens do rebanho. Aliás, Jesus também, lançou certa vez, mão desse costume, para contar a história ou parábola, de um pastor que tinha 100 ovelhas, e ao perceber que uma lhes faltava, deixou todas as outras no aprisco e voltou estrada a fora,, para encontrar aquela que havia ficado para trás no deserto. Ao encontrá-la, qual não foi a sua felicidade em festejar o achado do animal e comemorar com todos! Da mesma maneira, Ele nos diz que somos preciosos pra Deus. Poderia ser apenas uma ovelha. Porém, para Ele, ela era tão preciosa. Se tornava mais do que uma, ela era única em meio ao seu rebanho. Como o Próprio Cristo nos ensinou, tal parábola, ilustra o amor de Deus pelos seres humanos. Apesar de possuir bilhões e bilhões de filhos em todas as épocas e mundos, Ele nos trata como se fossemos os únicos de todo Universo. E comemora nossos acertos e conversões como se fossemos o mais precioso tesouro do Seu baú de riquezas!
Ter um pastor que nos cuida, é mais do que ter um pensamento positivo ou um otimismo mental. É sentir-se, literalmente amparado. Protegido por alguém que verdadeiramente nos ama. E como isso nos faz bem a alma e refrigera o nosso ser, ao atravessarmos o caótico deserto dessa existência!
Afinal, Ele nos fornece oásis que alivia nossa travessia e garantem que todo sofrimento, por mais duro que seja, será passageiro. Pois um dia habitaremos para sempre na casa que Ele mesmo, preparou para nós! Não será apenas por um tempo, mas será para todo sempre! NÓS AO LADO DO BOM PASTOR!
Creio que você, a partir de agora, não lerá mais da mesma forma este Salmo!
(Tema escrito sob o comentário de Dr.Rodrigo Silva-arqueólogo/Escrito, editado e modificado aqui por Costumes Bíblicos)

A Sinagoga de Cafarnaum

Sinagoga de Cafarnaum
(foto 1 interior da sinagoga)
Começando por...
Uma etapa ministerial quase completa do Salvador, no princípio do seu ministério em Cafarnaum e em outras cidades da Galileia, é descrita por Marcos e Lucas e, em parte, por Mateus (Mt 8.14-17; Mc 1.21-39; Lc 4.31-44). Foi um período laborioso de oração, pregação e realização de boas obras. Graças a essas quatro breves narrações, cheias de vida e suficientemente detalhadas, podemos imaginar como era a vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo naquela fase.
Era um dia de Sábado pela manhã, e ele foi à sinagoga de Cafarnaum. Depois do estudo religioso, retirou-se com seus quatro discípulos para a casa de Simão Pedro, onde permaneceram durante as primeiras horas da tarde. Quando o Sol se pôs, Jesus curou todos os enfermos que lhe vieram da cidade. No dia seguinte, muito cedo, vemos ele orando às margens do lago, e dali começou sua primeira viagem missionária.
Nenhum dos evangelhos sinópticos indica o lugar exato em que ocorreu o episódio que terminou com a convocação dos seus primeiros discípulos. Mas deve ter sido bem próximo de Cafarnaum, pois Marcos fala, logo em seguida, de Jesus entrando nessa cidade em companhia dos discípulos que acabara de convocar. O dia seguinte era Sábado. O Mestre e seus discípulos foram à sinagoga participar do culto matutino.

AS SINAGOGAS NA PALESTINA

Conforme já falamos, as sinagogas tinham grande importância para o judaísmo. Na época de Jesus, não havia na Palestina nenhum lugar habitado pelos judeus que não tivesse a sua própria sinagoga. Eram construídas com a suntuosidade proporcionada pela riqueza de cada cidade ou povoação e, quando possível, era erguida de tal maneira que, quando a pessoa orava, olhava para Jerusalém.
Nos fundos da sinagoga, havia uma espécie de armário, provido de uma cortina, o tebah, ou arca, onde os livros sagrados eram guardados. No meio do salão, tinha uma plataforma, onde se encontravam a cadeira do presidente da sinagoga e os livros mais respeitáveis da assembleia. Era nesta mesma tribuna que ficava o púlpito. Os demais móveis eram as lâmpadas, as caixas para as ofertas e as estantes para se guardar as trombetas e outros objetos usados no culto.
Os fiéis se sentavam diante do púlpito; os homens de um lado, e as mulheres do outro, separados por um corredor. Em ocasiões especiais, as mulheres ficavam nas galerias. As reuniões eram celebradas várias vezes por semana, mas principalmente nos dia de Sábado e de festas.
Em nossos dias, foram descobertos preciosos restos de algumas sinagogas na Galileia setentrional e, de modo mais interessante para nós, na própria Cafarnaum. Estudando as esplêndidas ruínas da sinagoga de Cafarnaum, ficou comprovado que ela media cinquenta e quatro metros de comprimento por dezoito de largura. Por meio de outro portal, entrava-se em uma grande nave, rodeada por uma galeria pelos lados leste, norte e oeste.
Ainda permanecem em seus devidos lugares muitas das bases das dezesseis colunas que sustentavam o teto dessa sinagoga. Os restos do acabamento e do friso, adornados com profusões de esculturas, e os enormes materiais de pedra amarela que jazem no solo, impressionam muito qualquer espectador. Conforme o parecer de muitos estudiosos, não é improvável que esses restos sejam aqueles daquela sinagoga que o centurião romano havia construído por sua própria conta e despesas, para testemunhar o grau de estima que tinha por Israel e pela religião dos judeus (Lc 7.4,5).
As sinagogas destinavam-se tanto à realização do culto propriamente dito como ao ensino religioso. Eis por que Jesus falava frequentemente nelas, e nesse ambiente fez várias de suas mais importantes pregações (Lc 4.16,17; Jo 6.59). Ali, sobretudo aos Sábados, Jesus tinha certeza de que falaria diante de um público numeroso, normalmente bem disposto a ouvir, reunido para honrar e invocar a Deus.
Mesmo sem ter o título do doutor, Jesus podia pregar facilmente nas sinagogas, pois os judeus, neste ponto, concediam grande liberdade a qualquer pessoa que tivesse algo a transmitir. Todo israelita bem conceituado e suficientemente instruído obtinha facilmente do líder da sinagoga a licença necessária. Os estrangeiros que ocasionalmente assistiam à reunião costumavam ser convidados para falar aos irmãos algumas palavras de edificação (At 13.14-15). E os apóstolos, a exemplo de seu Mestre, aproveitavam-se amplamente desse costume para semear o grão do evangelho.
Jesus ocupou, pois, naquele dia, o púlpito da sinagoga de Cafarnaum. Os escritores sagrados não nos dizem qual foi o tema de sua pregação, mas, com uma linguagem expressiva, destacam a impressão que os ouvintes sentiram. "Grande foi a admiração", dizem Marcos e Lucas. Jesus ensinava "com autoridade" e "não como os escribas", acrescenta Marcos, como que comparando a pregação de Jesus com a pregação daqueles homens que falavam com frequência ali.
Sinagoga de Gamla-Israel
Século 1 d.C.
Que diferença entre os métodos de ensinamento de Jesus e os daqueles homens! De um lado, o divino Legislador, que interpretava suas próprias leis, o Verbo encarnado, a Sabedoria incriada que falava diretamente às almas para instruí-las,convencê-las, consolá-las e incentivá-las ao bem. Do outro, os frios legalistas, homens com características impessoais, de uma tradição muitas vezes puramente humana e de nenhum valor, que, em vez de vivificarem os textos sagrados que pretendiam explicar, afogavam-nos debaixo da massa de seus comentários minuciosos, precedidos quase sempre de trivial fórmula: "O rabi tal diz isto", ou "O rabi tal disse aquilo".
Apesar de já ter transcorrido mais de vinte séculos, a doutrina do Salvador continua sendo espírito e vida nos escritos sagrados que nos foram transmitidos. A dos escribas e fariseus, reproduzida pelo Talmud em todas as formas, não ilumina as mentes e muito menos toca os corações; ao contrário, é necessário coragem para ler algumas páginas seguidamente. [O Talmud é o resultado da junção de tratados de sábios judeus sobre a tradição oral e sua interpretação.]

JESUS E AS AUTORIDADES DA JUDEIA (*CURIOSIDADE DO HEBRAICO BÍBLICO)

A autoridade que Jesus demonstrou na ação profética de limpeza do Templo estava mais uma vez destacando a questão básica que foi implicitamente colocada – “ Quem é e quem deve estar no comando do povo de Deus, Israel? ” A resposta do Evangelho, previsivelmente, é o Rei Jesus. O evangelho de João 2, versículos 23-25, não deve ser separado dos versículos anteriores 13-22, que descrevem a mesma coisa – Jerusalém durante a Páscoa. Devemos ver o versículo 23 continuando o que foi iniciado em Jerusalém alguns versículos anteriores. Em grego, “Jesus, por sua vez, não se confiava a eles, porque conhecia a todos”, poderia e deveria (por causa do contexto geral) ser traduzido: “Jesus, por sua vez, não acreditava neles, porque os conhecia. tudo." (João 2:24) Com este pequeno ajuste de tradução, o que vem antes e o que segue no relato do Evangelho se encaixa muito melhor, especialmente com a continuação do versículo 25 (“não precisava de ninguém para dar testemunho”).
Esse tipo de fórmula, “mostre-nos/diga -nos ” ( 18 “Que sinal você nos mostra para fazer essas coisas?”), será levantada novamente pelos Ioudaioi (geralmente traduzidos como "judeus") em várias ocasiões. Em cada ocasião, o ponto era que eles estavam formalmente encarregados da vida religiosa no antigo Israel sob ocupação romana. A resposta de Jesus não poderia ter sido mais explícita do que o que ele diz em 2:19: “Destruí este templo, e em três dias o reerguerei”. As autoridades não poderiam estar mais desvalorizadas. Este era o caso, quer eles entendessem ou não como entenderam (2:20), ou como deveriam (2:21). Sem se preocupar em explicar o que ele realmente quis dizer, Jesus negou a autoridade dos Ioudaioi .
Um dos exemplos mais claros dessa dinâmica “mostre-nos/eu recuso” é encontrado em João, capítulo 10. Os Ioudaioi desafiaram Jesus a apresentar sua candidatura ao messianismo a eles – a liderança de Jerusalém. Jesus recusou, dizendo que seu Pai e seus próprios atos eram suficientes para provar sua autoridade, rejeitando assim a autoridade deles:
Os Ioudaioi se reuniram ao redor dele, dizendo: 'Por quanto tempo você vai nos manter em suspense? Se você é o Ungido, diga-nos claramente.' Jesus respondeu: 'Eu lhe disse, mas você não acredita. Os milagres que faço em nome de meu Pai falam por mim, mas vocês não acreditam porque não são minhas ovelhas.' (João 10:24-27)
Este texto é mais frequentemente lido como um exemplo da falta geral de clareza de Jesus ao declarar sua messianidade . No entanto, acho que isso é injustificável. Não se deve ler o pedido dos Ioudaioi : “Até quando nos manterão em suspense ? Se você é o Ungido, diga-nos claramente ” , mas sim: “Por quanto tempo você nos manterá em suspense? Se você é o Ungido, diga -nos claramente.” Do ponto de vista dos Ioudaioi,sua autoridade para validar a candidatura de Jesus ao messianismo não estava sendo honrada. Jesus atraiu grandes multidões que o seguiram. Os cegos viram, os coxos andaram, os leprosos foram curados, os surdos ouviram e os mortos voltaram à vida. (Mat. 11:2-5; Is. 29:17-21) A identidade de Jesus como Messias era evidente, mas ele não se declarou como tal às autoridades de Jerusalém. Este foi o raciocínio por trás de sua demanda. (Quanto tempo você vai nos manter em suspense?) Jesus, no entanto, afirmou consistentemente que seus milagres e, portanto, o testemunho de seu Pai sobre sua messianidade, foram suficientes para estabelecê-lo como o Servo Messiânico de Deus. (João 10:25-42) Ele se recusou a reconhecer a autoridade dos governantes de Jerusalém sobre ele e, por extensão, sobre todo o Israel. Jesus era aquele a quem o Deus da aliança de Israel havia confiado tal autoridade e, portanto, submeter-se à autoridade ilegítima, ou pelo menos de nível inferior dos Ioudaioi, estava fora de questão. (Mat. 26:63-64)
Vemos que os Ioudaioi assumiram que tinham o direito de aprovar ou desaprovar Jesus, e já estavam engajados no processo de julgá-lo. Eles o desafiaram naquela época, e mais explicitamente depois, a provar quem ele era. Jesus recusou.
(*Este texto é parte de um artigo publicado em Israel Bible Center pelo Dr.Eli Lizorkin-Eyzenberg na categoria de "Evangelhos Judaicos" - Editado aqui por Costumes Bíblicos)

NATAL E, finalmente, o Natal é um feriado pagão?

O NATAL É PAGÃO?
Vou começar este artigo com o anúncio do Anjo Gabriel a Zacarias!
A história do nascimento de Jesus tem como palco Jerusalém, capital da teocracia judaica, e o episódio que o antecede - o nascimento de seu precursor, João Batista - é anunciado no interior do Templo, ou seja, no próprio palácio do Deus de Israel, e durante uma das cerimônias mais solenes  do culto sagrado: o oferecimento do incenso (símbolo das orações do povo judeu) no Lugar Santo (Lc 1.8-20).
Nenhum lugar do mundo poderia ser mais apropriado para este glorioso acontecimento que, de maneira tão íntima, une o grande drama da Antiga Aliança com o drama muito maior da Nova! O anjo Gabriel, na função de embaixador celestial, anunciou ao sacerdote Zacarias um grande acontecimento: o nascimento de João Batista; e em breve anunciaria a Maria o maior de todos os acontecimentos: o nascimento de Jesus o Messias de Israel!!
Tudo começou...

O anúncio do nascimento daquele que converteria muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e iria adiante dele no espírito e virtude de Elias [...] com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto (Lc 1.17), ocorreu à hora do sacrifício chamado perpétuo, que era oferecido duas vezes por dia: pela manhã, à hora terceira (9 horas da manhã), e à tarde, à hora nona (3 horas da tarde).
Lucas não informa se o episódio que ele narra aconteceu pela manhã ou à tarde; todavia, o mais provável é que tivesse acontecido pela manhã, porque nessa ocasião o sacrifício perpétuo revestia-se de maior grandiosidade. (Outros autores entendem que foi à tarde, como na ocasião em que o mesmo Gabriel aparecera a Daniel, predizendo o advento do Messias. Ver Dn 9.20-21.)
Mesquita erguida no lugar
 onde existiu o Templo de Jerusalém,
no interior do qual o anjo Gabriel
anunciou a Zacarias o nascimento
de João Batista (Lc 1.5-23)
Na aurora - cujo aparecimento era anunciado oficialmente por um sacerdote que subia e tocava o chifre de carneiro [shofar] no pináculo mais elevado do sagrado edifício -, reinava no átrio superior do Templo viva animação com os preparativos daquele ritual. Os sacerdotes que estavam de serviço naquele dia, em número de uns cinquenta, reuniam-se na sala chamada gazzith, e ali, para evitar competições e eleições arbitrárias, a sorte decidia qual haveria de ser a função de cada um.
O Talmude nos proporciona interessantes pormenores sobre essa distribuição dos ofícios. O mestre de cerimônias, depois que seus colegas se haviam colocado em círculo ao redor dele, escolhiam um número aleatoriamente (por exemplo, 12,25,32). Levantava em seguida, ao acaso, a tiara de um dos sacerdotes, com a qual indicava por quem começaria a contagem e, seguindo o círculo, ia contando até chegar ao sacerdote a quem correspondia aquele número; ele ficava designado para a cerimônia em questão.
O ritual de incensação foi mostrado a João no Tabernáculo celestial: E veio outro anjo e pô-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Ap 8.3,4)
[...]Esta bela cerimônia simbolizava, portanto, a adoração e as súplicas dos santos, do Israel de Deus, subindo à Sua Presença (Sl 141.2), e era parte do ritual de oferecimento do sacrifício perpétuo, [este ritual acontecia no interior do Lugar Santo, sobre o altar de ouro, e, como era uma honra tal acesso e tarefa, era algo mui desejado pelos sacerdotes].

E, finalmente, o Natal é um feriado pagão? (Curiosidades do Hebraico Bíblico)

Vamos começar com uma imagem um pouco escura. Em nenhum lugar das Sagradas Escrituras somos informados sobre uma celebração que comemora o nascimento de Cristo Jesus. Nada nas Escrituras nos dá qualquer evidência segura sobre a data desse magnífico evento. 
A falta de especificidade bíblica sobre os fatos que cercam o nascimento do Rei da Judéia contrasta fortemente com os detalhes disponíveis sobre sua morte (cada um dos quatro Evangelhos fornece o tempo exato da morte de Jesus).
No final do século II, o padre da Igreja grega, Orígenes, zombava das celebrações anuais dos aniversários de nascimento romanos, descartando-as como práticas profundamente pagãs. Isso sugere que as comunidades cristãs ainda não celebravam o Natal durante a vida de Orígenes (c.165-264) . A primeira figura da igreja a discutir a data do nascimento de Jesus foi Clemente (c. 200), um pregador egípcio de Alexandria. Porém, 25 de dezembro nem sequer foi mencionado. Em meados do século IV, no entanto, descobrimos que as igrejas ocidentais já estavam celebrando o nascimento de Cristo em 25 de dezembro, enquanto as Igrejas Orientais o fez em 07 janeiro th .
Como os primeiros cristãos chegaram a isso?
Surpreendentemente, a igreja primitiva seguia uma ideia muito judaica - que o início e o fim de importantes eventos redentores aconteciam frequentemente na mesma data (Talmud Babilônico, Rosh Hashaná 10b-11a). No início do terceiro século, Tertuliano relatou que desde que ele sabia exatamente quando Jesus morreu (14 th de Nissan ou 25 de março), ele também sabia exatamente quando ele foi concebido! Ele provavelmente estava errado em suas conclusões, mas pelo menos agora podemos ver como eles chegaram à data do Natal.
A lógica era a seguinte: Se Jesus foi concebido em 25 de março, então contando os 9 meses de gravidez de Maria colocaria Seu nascimento em 25 de dezembro. Isso é especialmente intrigante porque 1º de janeiro costumava ser celebrado como o Dia da circuncisão de Cristo (8 dias a partir da noite de 24 de dezembro).
É muito importante notar que não foi até a 4 ª -6 ª séculos da Era Comum que os cristãos começaram a “cristianizar” as celebrações pagãs locais dos povos que procuraram para evangelizar. Não há dúvida de que foi nessa época, mas não antes, que o Natal começou a adquirir algumas de suas tradições pagãs. Porque? Porque até c.300-320 EC, os cristãos travavam uma guerra contracultural com os pagãos do mundo romano e persa. Consequentemente, eles ainda não estavam com disposição para adaptações culturais.
Visto que 25 de dezembro, como a suposta data do nascimento de Cristo, circulou 100-150 anos antes do início da prática de “cristianizar” as celebrações pagãs, não é razoável concluir que essa data foi adotada para agradar aos pagãos romanos, como sugere a teoria da conspiração popular.
É verdade que em 274 EC um imperador romano declarou 25 de dezembro como “O Dia do Sol Invicto” ( Sol Invictus ). No entanto, isso aconteceu cerca de 70 anos depois que os cristãos estabeleceram o dia 25 de dezembro como sua data de Natal. (Além disso, o próprio decreto pode ter sido emitido para ajudar a erradicar a celebração cristã recém-criada). Antes de responder à nossa pergunta principal, acho que devemos responder algumas perguntas relacionadas:

O Natal é um feriado bíblico ?

Não. Não foi ordenado por Deus na Bíblia.

A celebração do Natal contém elementos de origem pagã?

Absolutamente. Não há nenhuma dúvida sobre isso.

25 de dezembro é a data correta para a celebração do Nascimento?

Possível, mas altamente improvável.

E, finalmente, o Natal é um feriado pagão?

Não há nada de pagão em especular que 25 de dezembro é o aniversário de Jesus.

Impreciso?

Provavelmente.

Pagão?

Não

COMO O NATAL SALVOU A FESTA DAS LUZES DOS JUDEUS; CONHECIDA TAMBÉM COMO HANUKKAH 

No mês de dezembro, em países com considerável população cristã e judaica, dois feriados podem ser notados claramente. Natal, que comemora o nascimento de Jesus Cristo, e Hanukkah, que celebra o milagre que aconteceu por volta de 160 aC no Templo de Jerusalém na época da Revolta dos Macabeus.
O Natal como feriado não aparece no Novo Testamento porque o próprio feriado foi introduzido algum tempo depois dos eventos que comemora. Hanukkah não é mencionado na Bíblia Hebraica porque os eventos que ocorreram também aconteceram depois que a Bíblia Hebraica foi concluída. Ironicamente, embora o Hanukkah, também conhecido como Festa da Dedicação ou Festival das Luzes, não seja encontrado na Bíblia Hebraica, ele é encontrado no Novo Testamento. Em João 10:22, somos informados de que Jesus subiu a Jerusalém e “naquela época a festa da dedicação aconteceu em Jerusalém”.
Durante grande parte da história judaica posterior, o Hanukkah foi um feriado marginal e não foi amplamente comemorado. A razão para isso foi que o evento milagroso que celebrou foi ofuscado pela tragédia da subsequente e total destruição do Templo de Jerusalém há quase 2.000 anos.
Então, como é que Hanukkah voltou com tanto sucesso? Uma das respostas tem a ver com a comercialização do Natal. À medida que o Natal se tornou dominante em sua exibição comunitária, a comunidade judaica teve que apresentar sua própria alternativa para evitar a assimilação (para a qual a magia e a beleza do Natal sem dúvida contribuíram). Agora, para o bem ou para o mal, as cores branco e azul do Hanukkah competem e aumentam as cores tradicionalmente vermelhas e verdes da tradição do Natal ocidental . As histórias judaicas e cristãs estão conectadas mesmo quando tentam não estar.

O Significado da Manjedoura 

De acordo com Lucas, Maria deita seu filho recém-nascido em uma manjedoura (2: 7). Enquanto os presépios tendem a representar esta manjedoura como um berço intocado, cheio de palha, uma manjedoura era na verdade um comedouro para animais como burros e bois - um lugar menos que intocado, na verdade. Lucas destaca a manjedoura não apenas para ressaltar o início humilde de Jesus, mas também para prenunciar a Última Ceia, quando o Messias realizaria um ato simbólico ao oferecer seu próprio corpo como alimento para aqueles que o seguem. A manjedoura serve como um objeto profético que apresenta Yeshua ao mundo e aponta para sua morte salvífica para a salvação daquele mundo.
Logo após o nascimento de Jesus, Maria “o envolveu em panos e o deitou numa manjedoura (φάτνη; phátne )” (2: 7). Quando o anjo do Senhor aparece aos pastores, o mensageiro de Deus diz-lhes: 'Porque hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Messias o Senhor. E isso será um sinal para você: você encontrará um bebê embrulhado em panos e deitado numa manjedoura (φάτνη; phátne ) '”(2:12). Em resposta ao anjo, os pastores declaram: “Vamos a Belém e vejamos isto que aconteceu, que o Senhor nos deu a conhecer. E foram com pressa e encontraram Maria e José, e o bebê deitado em uma manjedoura (φάτνη; phátne) ”(2: 15-16). Assim, a manjedoura de Jesus desempenha um papel importante na narrativa do nascimento de Lucas: é o primeiro local terreno que Jesus encontra depois de deixar o abraço de sua mãe e serve como um "sinal" (σημεῖον; semeion ) de Deus que os pastores usam para identificar seus Messias.
Posteriormente no Evangelho, a referência de Jesus a uma manjedoura revela sua função como comedouro de animais. Yeshua pergunta ao chefe de uma sinagoga: “Cada um de vocês, no sábado, não desamarra seu boi ou jumento da manjedoura (φάτνη; phátne ) e o leva para regá -lo?” (Lc 13,15). É apropriado que Jesus tenha sido colocado neste tipo de recipiente para comida ao nascer, visto que ele nasceu em Belém ( בית לחם ; Beit Lechem ) que, em hebraico, significa “Casa do Pão / Comida”. No entanto, a função da manjedoura também antecipa as palavras de Jesus na Última Ceia: “Ele tomou o pão (ἄρτος; artos), e quando ele deu graças, quebrou-o o deu [aos discípulos], dizendo: 'Este é o meu corpo, que foi dado por vocês ”(Lc 22:19). O menino Jesus se deita em uma manjedoura, e essa imagem se completa quando ele oferece um alimento que representa seu próprio corpo. Desta forma, Lucas encerra o Evangelho com alusões a Jesus como “alimento” que simboliza as boas novas de salvação para todos os que dele participam.
(O texto foi montado e também inspirado por artigos maiores, publicados em Israel Bible Center, que oferece muitos detalhes sobre este e vários outros tópicos incrivelmente espetaculares que você pode estar ganhando na continuação de sua leitura nas muitas outras páginas aqui no Site)

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