Costumes Bíblicos: POR QUE DEUS NÃO DÁ UMA SEGUNDA CHANCE AOS DESCRENTES APÓS A MORTE OU SIMPLESMENTE OS ELIMINA?

Israel Institute of Biblical Studies

POR QUE DEUS NÃO DÁ UMA SEGUNDA CHANCE AOS DESCRENTES APÓS A MORTE OU SIMPLESMENTE OS ELIMINA?


Não há dúvidas de que a verdade mais difícil de aceitar, mesmo para os cristãos, é a duração do inferno. Como um Deus justo pode punir, para sempre, os pecados que foram cometidos em um breve período de tempo na terra?
A resposta completa existe apenas na mente de Deus.
Entretanto, o inferno demonstra vividamente a santidade de Deus e Sua abominação ao pecado. Dessa forma, os pecados contra a eterna santidade de Deus só podem ser punidos pela justiça eterna de Deus.
A. Por que não há segunda chance?
  1. Porque isso enfraqueceria, se não anulasse completamente, o evangelho que exige arrependimento e crença em Cristo. Em outras palavras, o que faria um homem não salvo abandonar sua perversidade e buscar o Senhor se ele soubesse que poderia continuar vivendo sua vida como um diabo e, ao morrer, rapidamente pudesse "aceitar" Jesus como Salvador?
  2. Por causa da tremenda importância que Deus deu à fé em Sua Palavra (Hb 11.6). Portanto, um aspecto vital da fé é aceitar completamente, como fato, as promessas divinas, que não podem ser vistas por olhos mortais ou ouvidas por ouvidos mortais, incluindo a Pessoa de Deus, a existência do inferno e do céu etc. (2Co 5.7; 1Pe 1.8). Entretanto, na morte, essa fé que costumava estar disponível logo se transforma na terrível realidade do julgamento do Grande Trono Branco, onde os não salvos verão, ouvirão e viverão a aterrorizante ira de Deus, tornando, assim, a fé salvadora em uma impossibilidade!
B. Por que não aniquilação? Por que os perversos não são simplesmente consumidos?

1) Por causa da santidade e do amor de Deus. De todos os atributos divinos, esses dois são os mais importantes.
  • Sua santidade (Is 6.3; Ap 4.8).
  • Seu amor (1Jo 4.8,16).
  • Na verdade, o Calvário serviu para vindicar e demonstrar esses dois atributos. (a) Vindicou a santidade de Deus (Rm 3.24-26; 2Co 5.21). (b) Demonstrou o amor de Deus (Jo 15.13; Rm 5.6-8).
A questão do que foi dito acima é simplesmente a seguinte: o pecado da humanidade violou a santidade de Deus, de tal maneira, que somente o sacrifício supremo pôde pagar por ele, ou seja, a morte de Cristo na cruz! Mas, e se alguém recusar-se a aceitar o presente incalculável do amor divino? A resposta é dolorosamente clara. O pecador não arrependido deve, então, por toda a eternidade, pagar pelo próprio pecado contra o Deus eterno!

2) Por causa da natureza do homem (Gn 1.26).
Diante disso, parece inconsistente, talvez até impossível, que o Criador descrie, um dia, uma criatura feita originalmente à imagem divina, como era antes!

Os argumentos que apoiam o aniquilacionismo estão em quatro categorias:
  1. O argumento moral. O teólogo Clark Pinnock insistiu em que a ideia de um inferno eterno torna Deus maligno e cruel - "um monstro com sede de sangue que mantém um Auschwitz eterno para vítimas que sequer têm permissão de morrer" (Fire then Nothing. Cristianity Today. 20 de Março de 1987.p.40). Nenhum ser humano sensível faria isso, muito menos um Deus de amor. Entretanto, Pinnock esquece-se de levar em consideração que, embora Deus seja amor (infinitamente), Deus também é Santo. O mesmo argumento moral tem sido levantado contra Deus, que crucificou Seu único Filho. Mesmo assim, como esclarece Isaías, existe uma situação na qual Deus deve resolver se for necessário lidar com o pecado. Dessa forma, ao SENHOR agradou o moê-lo [...] as iniquidades deles levará sobre si (Is 53.10,11). A cruz apresenta, de uma só vez, a poderosa santidade de Deus e Seu infinito amor pelo pecador. Portanto, não podemos nos livrar da santidade de Deus sem livrar-nos, também, do Seu amor.
  2. O argumento legal. Alguns argumentam que um inferno eterno para pecados temporais é demais. A lei do Antigo Testamento prescrevia o olho por olho (Êx 21.24. Como qualquer delito cometido no tempo pode ser considerado digno de uma consequência tão extrema? Entretanto, o que não é considerado é o objeto do crime que foi cometido. Matar um animal indefeso por prazer não é tão terrível quanto matar uma criança indefesa. Matar a criança é um crime maior - então, a culpa e a punição são maiores também. Agora, aqueles que pecam contra Deus pecam contra um Ser infinito. Como a penalidade desse crime pode ser medida? Como, senão na eternidade? Como, senão em um inferno eterno?
  3. O argumento exegético. Argumenta-se que as passagens que descrevem o destino dos ímpios sugerem que eles serão destruídos (abade, em hebraico. Pv 11.10) ou desarraigados (carath, em hebraico. Sl 37.22,28), não diz que sofrerão tortura eterna. Está escrito que essas passagens combinam mais com aniquilação. O problema desse argumento é que esses termos têm vários significados. Por exemplo, abad também é usado para quem é vendido como escravo (Nm 21.29) e carath é o mesmo termo usado para o Messias sendo tirado (Dn 9.26). Certamente, nenhum desses casos envolve o fim da existência.
  4. O argumento teológico. Em Apocalipse 21.5, aquele que está sentado no trono diz: Eis que faço novas todas as coisas. Como pode haver um novo céu e uma nova terra se, em algum lugar dessa dimensão criada, existe um inferno eterno? Como Deus pode ser totalmente glorificado em todas as coisas se há criaturas que ainda estão vivendo e sofrendo pelos seus pecados ? Devemos ser cuidadosos aqui. Para não esquecermos, a visão tradicional do inferno tem origem no claro ensinamento das Escrituras (Ap 22.11) e de Jesus, que disse mais sobre o inferno do que qualquer outro na Bíblia (Mt 8.11,12; 13.41,42,49,50; 22.12,13; 24.50,51; 25.29,30; Lc 13.27,28). Devemos ter cuidado para não permitir que nossas questões teológicas façam-nos rejeitar o claro ensinamento da Palavra de Deus.
Este artigo é parte desse estudo:

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