Costumes Bíblicos: A Israel falsa

A Israel falsa

A ISRAEL FALSA
3- Julgar e punir a Israel infiel.
No livro de Romanos, o grande apóstolo Paulo faz duas afirmações importantes sobre a sua amada nação Israel (Rm 11.5,6,26).
a. Com a frase inicial, Paulo queria dizer, obviamente, que toda a Israel fiel será salva. Como vimos anteriormente, esse evento abençoado acontecerá durante a tribulação.
b. Com a segunda frase, Paulo escreve acerca da Israel infiel. Em outras palavras: "nem tudo que reluz é ouro"! A partir desse exato momento, Deus começou a trabalhar por intermédio de Abraão (o primeiro hebreu), Satanás também começou a trabalhar por intermédio de membros dessa mesma etnia. Assim, como a Bíblia tem ratificado a fiel Israel ao longo da história, ela também tem comprovado a oposição à infiel Israel igualmente.
Assim, quando o Mestre de toda a Israel retornar, Ele será especialmente gracioso com a Israel verdadeira, mas especialmente duro com a Israel falsa. A Israel falsa tem um trágico registro.
a. Seus pecados contra o Pai.
(1) Rebelião (Nm 14.22,23).
(2) Rejeição (1Sm 8.7).
(3) Furto (Ml 3.2-5).
b. Seus pecados contra o Filho.
(1) Ela recusou-o (Jo 1.11).
(2) Ela crucificou-o (At 2.22,23; 3.14,15; 4.10,30; 1Ts 2.14-16).
c. Seus pecados contra o Espírito Santo.
Resistência obstinada (veja At 7.51).
d. Seus pecados contra o Reino.
(1) Ela recusou-se a usar suas habilidades dadas por Deus para promovê-lo (Mt 25.24-30; Lc 19.20-24).
(2) Ela menosprezou a festa de casamento (Mt 22.5).
(3) Ela recusou-se a vestir os trajes de casamento adequados (Mt 22.11-13).
e. Seus pecados contra o próprio povo.
(1) Ela roubou de viúvas (Mt 23.14).
(2) Ela matou os próprios profetas (Mt 23.31,34,35; At 7.58).
f. Seus pecados contra o mundo.
(1) Ela guiou o próximo em sua própria cegueira (Mt 23.16,24).
(2) Ela estava cheia de hipocrisia (Mt 16.6,12; Rm 2.17-23).
(3) Ela blasfemou o nome de Deus entre os gentios (Rm 2.24).
g. Seus pecados contra o evangelho.
(1) Ela opôs-se a ele em Jerusalém (At 4.2; 5.28; 9.29; 21.28; 23.2,12).
(2) Ela opôs-se a ele em Damasco (At 9.22-25).
(3) Ela opôs-se a ele em Antioquia da Pisídia (At 13.45,50).
(4) Ela opôs-se a ele em Icônio (At 14.2).
(5) Ela opôs-se a ele em Listra (At 14.19).
(6) Ela opôs-se a ele em Tessalônica (At 17.5).
(7) Ela opôs-se a ele em Bereia (At 17.13).
(8) Ela opôs-se a ele em Corinto (At 18.6,12).
(9) Ela opôs-se a ele em Cesareia (At 25.6,7).
O apóstolo Paulo amava muito a sua nação e, sem dúvidas, descreveu a Israel infiel e o seu julgamento futuro com um coração pesado e em prantos (1Ts 2.15,16).
Dessa forma, a trágica profecia de Ezequiel será cumprida sobre a Israel infiel um dia (Ez 11.21; 20.38).
4- Separar as ovelhas dos bodes (Mt 25.31-46).
a. as falsas visões acerca desse julgamento.
Que esse julgamento de ovelhas e bodes é o mesmo que o julgamento do grande trono branco, de Apocalipse 20.11-15. Eles não são o mesmo, pois um acontece ao final da tribulação e o outro, ao final do milênio.
Que o julgamento das ovelhas e dos bodes lida somente com nações inteiras. Alguns imaginaram as nações do mundo, em fila, diante de Deus. Ao Seu comando, a Rússia dá um passo à frente e é julgada - depois, os Estados Unidos, Cuba etc. Esse não é o caso. A palavra traduzida como nações, em Mateus 25.32, significa gentios.
b. A base desse julgamento.
O teste desse julgamento é como esses gentios que sobreviveram à tribulação trataram a Israel fiel (aqui, referida por Cristo como meus irmãos). Na Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus fugitivos, em algumas ocasiões, tornaram-se amigos e foram protegidos por várias famílias alemãs que, apesar da nacionalidade, não concordavam com Adolf Hitler. Aparentemente, a mesma coisa acontecerá durante a tribulação. Gentios de todas as nações ouvirão a mensagem da Israel fiel e acreditarão nela e, arriscando a própria vida, protegerão os mensageiros. Essa, então, será a natureza do julgamento dos bodes e das ovelhas. *veja também Gn 12.1-3; Mt 13.38-43,47-50).
5- Prender Satanás (Rm 16.20; Ap 20.1-3).
6- Ressuscitar os santos do Antigo Testamento e da tribulação.
É a visão desse autor(de Limerique do fim dos tempos) que, no arrebatamento da Igreja, Deus ressuscitará apenas os cristãos que foram salvos desde o Pentecostes até o arrebatamento. De acordo com essa visão, todos os outros cristãos serão ressuscitados pouco antes do milênio.
a. O fato dessa ressurreição (Jó 19.25,26; Sl 49.15; Is 25.8; 26.19; Dn 12.2; Os 13.14; Jo 5.28,29; Hb 11.35; Ap 20.4,5).
b. A ordem dessa ressurreição.
Essa é a terceira das quatro principais ressurreições da Bíblia.
(1) A ressurreição de Cristo (1Co 15.23).
(2) A ressurreição dos cristãos no arrebatamento (1Co 15.51-53; 1Ts 4.16).
(3) A ressurreição dos santos do Antigo Testamento e da tribulação.
(4) A ressurreição dos não salvos (Ap 20.5,11-14).
Portanto, ressuscitar esses santos que não têm relação com a Igreja será um dos motivos para a segunda vinda.
Por muitos longos séculos, o pai Abraão esperou pacientemente pela cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11.10). Deus não o decepcionará.
O Dr. Clarence Mason diz que a humanidade desejou a ressurreição através da história:
Ressurreição! Que palavra mágica. Sempre foi o sonho do homem. Nos artefatos da tumba da rainha Shubad, no Museu da Universidade da Pensilvânia, estão os crânios esmagados de seus seguranças e de suas damas de honra. Esses servos foram, desta forma, presumivelmente enviados juntos para acompanhar a rainha da cidade natal de Abraão, Ur, até a vida futura. Isso aconteceu no terceiro milênio antes de Cristo.
7- Julgar os anjos caídos (1Co 6.3).
Todos os anjos caídos estão incluídos nesse julgamento, é claro. Mas eles cabem em duas categorias principais: livres e acorrentados.
a. Anjos caídos livres (Mc 1.23,24; Lc 8.30,31; Ef 6.12).
A questão dessas três passagens é simplesmente a seguinte - há um grupo de anjos caídos (demônios) que tem liberdade de movimento e é capaz, portanto, de possuir o corpo de homens e animais. Seu único pecado foi seguir Satanás em sua terrível rebelião contra Deus (veja Is 14.12-17; Ez 28.12-19).
b. Anjos caídos acorrentados.
Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;
No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;
Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;
1 Pedro 3:18-20
E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;
Judas 1:6
De acordo com as passagens acima, os anjos caídos não têm a liberdade que os anjos anteriores têm, mas agora estão em confinamento solitário, aguardando o seu julgamento ao final da tribulação. Por que a diferença? Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que esse grupo de anjo cometeu dois crimes terríveis - não só juntaram-se à revolta de Satanás, mas também cometeram perversão sexual com as filhas dos homens antes do dilúvio (veja Gn 6.2).
O intervalo de tempo após o Seu retorno.
De acordo com Daniel 12.11,12, haverá um período de 75 dias entre a segunda vinda de Cristo e o reino do milênio.
O Dr. S. Franklin Logsdon explica isso, comparando com as eleições presidenciais dos Estados Unidos e as inaugurações:
Temos uma analogia nacional nos Estados Unidos. O presidente é eleito no início de novembro, mas não é inaugurado até 20 de janeiro. Há um interim de mais de 70 dias. Nesse tempo, ele ocupa-se com compromissos com os membros do gabinete, com enviados estrangeiros e com outras pessoas que formarão o seu governo. No período de 75 dias, entre a finalização da grande tribulação e a coroação, o Rei da glória também tratará de certos assuntos. (Profiles of Prophecy. Zondervan.p.81)
Portanto, é possível que os 75 dias sejam utilizados para cumprir sete coisas básicas que já foram mencionadas no ponto "os motivos do Seu retorno".

ORA VEM SENHOR JESUS!

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