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Gênesis começa com o fato de que homens e mulheres foram criados iguais à vista de Deus e na presença um do outro. A criação de ambos é considerada muito boa (Gn 1.31).

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As Epístolas

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As Epístolas

As Epístolas compõem um terço do NT. Às vezes, os leitores têm dificuldades para entendê-las, e voltam aos Evangelhos com uma sensação de alívio. Mas as Epístolas contêm muitos ensinamentos de vital importância que foram transmitidos pelos apóstolos e seus colaboradores, e as dificuldades começam a diminuir quando conseguimos ver as Epístolas no contexto daquele tempo e entendemos o enredo por trás delas. Então, como a luz que passa repentinamente por um slide fotográfico, elas ganham vida, e podemos perceber a mensagem que tinham naquela época e que têm ainda hoje.

O mundo das epístolas

As epístolas foram escritas na época em que o cristianismo se expandia a partir da Palestina e chegava ao mundo mais amplo, que era dominado pelo Império Romano. Como era viver sob o poder romano naquela época?

Um mundo de prosperidade - Os romanos haviam trazido paz e prosperidade àquela região. Os piratas haviam sido expulsos do Mediterrâneo, e enormes frotas de navios mercantis transportavam grãos e artigos de luxo para a Itália. Os tentáculos do comércio e poder romanos se estendiam por toda parte, chegando até a África Ocidental e ao norte da Índia. Roma em si era uma cidade muita rica, e outras cidades às quais foram enviadas epístolas - Éfeso, Filipos e Corinto, por exemplo - havia enriquecido através desse comércio.

Muitas estradas foram construídas e viajar era fácil. A língua grega era falada na parte leste do Mediterrâneo, e o exército romano estava presente em todas as principais cidades, para assegurar os interesses de Roma.

No entanto, havia o lado sombrio de tudo isso. Em alguns lugares, especialmente na Palestina, o peso dos impostos era quase insuportável. Como sempre, os ricos ficavam mais ricos às custas dos pobres. Com paixão profética, a epístola de Tiago denuncia a exploração dos pobres pelos ricos, e adverte os comerciantes que administram sua riqueza sem se preocuparem com Deus. Paulo dedicou vários anos do seu ministério à arrecadação de fundos entre as igrejas mais ricas da Grécia e da Ásia Menor, para ajudar os cristãos pobres de Jerusalém.

A camada mais baixa da sociedade era formada pelos milhões de escravos que não possuíam propriedade e pertenciam inteiramente a seus senhores. O Império era mantido pelo trabalho escravo. Muitos escravos, como Onésimo (o escravo que é o tema da epístola de Paulo a Filemom), fugiam e se escondiam nas cidades grandes. Os escravos deviam adotar a religião de seu senhor, mas a boa nova do evangelho de Jesus Cristo, que nos faz filhos e herdeiros de Deus, trouxe uma sensação de liberdade a muitos. Paulo incentivou os escravos cristãos a não se rebelarem contra seus senhores, mas servi-los ainda melhor, por amor a Cristo.

Um mundo de medo - Todos os primeiros leitores das epístolas já haviam visto soldados romanos - como aquele no qual Paulo baseia sua descrição na Epístola aos Efésios, em que incentiva os cristãos a vestirem "toda a armadura de Deus". A presença do exército romano em todos os lugares lembrava a todos que o poder romano se baseava no medo e na sujeição. Havia constantes rumores de guerras nas fronteiras do Império e histórias da brutalidade romana com súditos rebeldes.

Mas havia outras causas de medo. A vida era curta e dolorosa. A escassez de alimento raramente afetava a Itália, porque em tempos de fome os grãos limitados eram enviados para lá, deixando a população local sem nada. A medicina era rudimentar e muito ineficaz.

Acima de tudo, para muitas pessoas, a vida era dominada pelo medo de forças invisíveis, muito mais ameaçadoras que o exércitos romano. A astrologia era amplamente praticada e associada à magia, e era nisso que muitas pessoas confiavam. Acreditavam que as fórmulas mágicas e os encantamentos certos lhes dariam poder e segurança: trariam a chuva, afastariam doenças, dariam riqueza, protegeriam dos demônios, derrotariam seus inimigos. Até judeus, que viviam nas cidades da Ásia Menor, foram influenciados por essa forma de pensamento e faziam uso do nome "o Senhor" como talismã mágico. Praticamente todos sabiam que os poderes do mal eram uma força terrível e contínua. Magia hostil podia matar. A feitiçaria muitas vezes estava ligada aos muitos templos de divindades gregas e romanas.

Para os primeiros cristãos, adotar a fé cristã era realmente sair "das trevas para a maravilhosa luz" de Deus, nas palavras de Pedro. Agora estavam seguros , pois foram libertos por um Salvador que havia "despojado os principados e as potestades". Nada podia separá-los do amor desse Salvador. Mas ainda enfrentavam grandes desafios, vivendo nessa sociedade sombria e pagã.

As viagens de Paulo

Paulo viajou de navio para a província romana da Ásia (atual Turquia), onde fundou muitas igrejas. Quando partiu, ele manteve contato por carta. Algumas dessas cartas hoje fazem parte do NT.

Para se sustentarem, deviam participar de celebrações e rituais de seus "sindicatos", oferecendo sacrifícios aos deuses ou às deusas associados a suas profissões. Eles ainda podiam fazer isso, como cristãos? Alguns diziam que, como Jesus havia derrotado todos os poderes malignos, eles podiam participar, sabendo que o ídolo não tinha mais nenhum poder. Mas outros acreditavam que não deviam participar da adoração pagã, mesmo se isso implicasse em pobreza porque  não poderiam ser líderes do "sindicato".

Paulo concordou que "para nós existe somente um Deus, o Pai e Criador de todas as coisas, para quem nós vivemos; e existe somente um Senhor, que é Jesus Cristo, por meio de quem todas as coisas foram criadas e por meio de quem nós existimos" (1Co 8.6). Mas ele determinou que os cristãos não deviam participar das festas nos templos pagãos. "Eu não quero que vocês tomem parte nas coisas dos demônios", disse ele (1Co 10.20). Pelo contrário, os cristãos deviam aprender a viver pelo poder de Deus - cheios do Espírito Santo - entre esses poderes sombrios, brilhando como luzeiros no mundo e vivendo com amor, alegria e paz real em meio ao medo e às incertezas daquela sociedade.

Um mundo de confusão - Medo e confusão geralmente andam juntos. A confusão naquele mundo das Epístolas era muito real, produzindo um anseio espiritual, um desejo por verdade sólida num mundo cheio de mudanças e incertezas. A confusão era produzida em parte porque as pessoas podiam se deslocar com tanta facilidade, e então descobriam que havia muitas filosofias e religiões disponíveis, todas prometendo respostas às suas dúvidas. A grande variedade deixava as pessoas confusas.

Se andássemos por uma das ruas de Éfeso no tempo de Paulo, por exemplo, seríamos surpreendidos pela quantidade de pequenos templos para divindades diferentes, cuidados por devotos que acreditavam que o deus ou a deusa lhes havia prestado um favor. Ou poderíamos dar de cara com uma procissão - talvez em honra à deusa "Roma". O culto imperial a "Roma" era muito popular nessa época, por causa da paz e prosperidade geral. (Veja "O culto ao imperador e o Apocalipse".)

Passaríamos por grandes templos, dedicados a diversos deuses, e notaríamos a presença de prostitutas culturais, homens e mulheres, que trabalhavam em vários deles, oferecendo uma união com o poder da divindade através de relações sexuais. Porém, nos daríamos conta de que no enorme templo de Diana, no centro de Éfeso, atuavam centenas de sacerdotisas virgens, que promoviam a abstinência sexual e a superioridade das mulheres - e que ofereciam poder através de artes mágicas.

Continuando, veríamos alguns dos malakoi, jovens rapazes homossexuais com belos penteados, alguns deles na companhia de seus amantes mais velhos. Isso nos faria lembrar os ensinamentos do grande filósofo Platão, que acreditava que o homossexualismo era a forma mais sublime de amor humano. Ficaríamos sabendo que crianças eram atraídas regularmente a essas atividades, e ao serviço sexual nos templos.

Perto dali ficava o centro de culto de uma das muitas "religiões de mistério", que ofereciam experiência de poder divino através de conhecimento especial revelado apenas a membros da seita. Seríamos informados que muitos deles usavam drogas ou danças para produzir o êxtase.

Depois passaríamos pela sinagoga, e veríamos muitas pessoas comuns de Éfeso entrando ali. Eram atraídos pela antiguidade do judaísmo. Moisés, o legislador, vivera centenas de anos antes, muito antes mesmo que o poeta Homero! Para muitos, o judaísmo se tornara uma rocha sólida num mundo confuso, embora poucos chegassem a ponto de se deixarem circuncidar e se dedicarem de corpo e alma à religião. Muitos tentavam combinar o culto a vários deuses.

Em seguida, chegaríamos ao mercado no centro da cidade, e veríamos os filósofos itinerantes e suas escolas de alunos. Poderíamos ouvir os cínicos, que ensinavam uma moralidade simples e realista - como levar uma vida boa. Não se importavam com os estóicos intelectuais que ensinavam ali perto. Os estóicos nos diriam que Deus está presente em tudo, e que é preciso aprender a viver em harmonia com Deus praticando "indiferença", para não sermos afetados por extremos de emoção, seja ela alegria ou tristeza. Eles não concordavam em nada com os epicureus, que também se encontravam ali. Estes não acreditavam na existência de deuses ou do sobrenatural e ensinavam que o prazer é o objetivo supremo da vida.

Onde poderíamos encontrar a verdade em toda essa confusão?

Numa rua menos movimentada encontraríamos a escola de Tirano, onde um judeu estranho chamado Paulo ensinava mais uma religião, centrada em Jesus que promete vitória sobre a morte e todos os poderes do mal a qualquer pessoa que simplesmente nele crer e confessar que ele é "Senhor". Parece interessante...

Não é difícil traçar paralelos entre o mundo das Epístolas e nosso mundo atual, com todas as suas culturas! A mensagem das Epístolas é tão relevante hoje quanto era naquela época.

Os leitores das Epístolas

Os leitores das Epístolas viviam no mundo que acabamos de descrever. Estamos tão afastados daquela época que, às vezes, nos é difícil de perceber que, naquele contexto, o cristianismo era algo novo e totalmente revolucionário. A mensagem cristã era completamente diferente de tudo que se oferecia nas ruas centrais de Éfeso.

Mas pelo fato de os membros das primeiras igrejas virem, muitas vezes, de várias culturas diferentes, era-lhes difícil estabelecer uma só comunidade nova. Em especial, o relacionamento entre judeus e gentios era, muitas vezes, marcado por tensões. Isso acontecia em parte porque não havia muita clareza quanto à importância e relevância da lei judaica. Os cristãos de origem judaica não viam razão para abandonar as leis alimentares e a celebração das festas, mas a obediência rígida a essas leis impossibilitava a comunhão profunda com cristãos de origem não-judaica. Por outro lado, os cristãos oriundos do mundo gentílico não viam motivo para começar a obedecer tais leis, especialmente se já participavam no culto na sinagoga sem fazer isso. Paulo entra nos detalhes dessa questão em Romanos e Gálatas.

A forte influência da cultura daquele tempo pode ser vista também no que segue:

 Práticas sexuais pagãs estavam se infiltrando na igreja de Corinto, e provavelmente o mesmo vale para estilos de adoração tirados de religiões de mistério.

 O medo de poderes malignos ainda era muito real para cristãos em Éfeso e em Colossos.

 Hebreus foi escrita para um grupo de cristãos de origem judaica alienados de sua comunhão, que achavam que precisavam um pouco mais das práticas antigas e menos daquilo que, para eles, era novo.

Eram pessoas de carne e osso, como os leitores das Epístolas hoje. Assim, cada epístola tinha um propósito específico,abordando as necessidades particulares dos leitores, que variavam muito de epístola para epístola.

A variedade das Epístolas

A variedade das Epístolas é enorme, como se pode verificar no que se segue. A maneira óbvia de agrupá-las é por autor, como o NT faz.

Há 13 epístolas de autoria de Paulo, uma carta anônima (Hebreus), uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas.

As cartas de Paulo dividem-se naturalmente em quatro grupos:

» 1 e 2Tessalonicenses provavelmente são as primeiras, e tratam do tema do retorno de Cristo.

» Romanos, Gálatas e 1 e 2Coríntios têm em comum a ênfase no evangelho que Paulo pregava.

» As "epístolas da prisão", nas quais Paulo afirma que está preso, são Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom. Alguns de seus ensinamentos mais profundos estão incluídos nessas epístolas.

» As "epístolas pastorais", 1 e 2Timóteo e Tito, lidam com questões práticas da liderança e organização das igrejas.

As outras epístolas geralmente são agrupadas sob o título de "Epístolas Gerais". São endereçadas a um público mais amplo e menos definido do que os destinatários das epístolas de Paulo, embora Hebreus e duas epístolas de João (2 e 3João) tenham sido escritas para igrejas ou indivíduos específicos.

Escritos de Paulo

As cartas de Paulo tiveram um papel essencial no seu relacionamento com as igrejas. Registradas para a posteridade, elas viriam a ser a base do ensinos da prática dos cristãos de todos os tempos.

O contexto histórico das Epístolas

Nem sempre é fácil de reconstruir o contexto histórico das várias Epístolas. Como foram escritas em resposta às necessidades e dúvidas das pessoas, elas trazem muitos ensinamentos cristãos fundamentais, mas não de forma organizada. São vigorosas e dinâmicas, apresentando retratos bem nítidos da vida das primeiras igrejas.

Atos é nossa única fonte de informação sobre a Igreja primitiva. Mas Atos não é e nem afirma ser um registro completo dos acontecimentos. Assim, há várias lacunas no nosso conhecimento, e detalhes sobre os quais não podemos ter certeza. Porém as linhas gerais podem ser traçadas claramente.

As primeiras epístolas - 1 e 2Tessalonicenses foram escritas na época em que Paulo esteve em Corinto, conforme descrição de At 18. Uma inscrição encontrada em Delfos ajuda a fixar essa data por volta de 50-51 d.C.

Paulo já era cristão havia uns 15 anos, e já havia dedicado alguns anos à tarefa de ensinar e fundar igrejas. Assim sendo, essas primeiras epístolas foram escritas por alguém cujo pensamento e ministério cristãos já haviam amadurecido.

Mesmo assim, existe um frescor extraordinário naquilo que Paulo escreve sobre o seu ministério em Tessalônica, no seu incentivo a que os cristãos vivam em amor e santidade, e na explicação de seu revolucionário ensino sobre a segunda vinda de Cristo.

As epístolas do "evangelho" - O próximo grupo pode ser datado do período descrito em At 19--20 (embora Gálatas possa ter sido escrita antes, em Antioquia - At 14.26-28). 

Paulo havia deixado Corinto, navegando até Éfeso. Depois de algum tempo ali, ele ouviu relatórios sobre dificuldades na igreja de Corinto. Também recebeu uma carta da própria igreja.

Em resposta, Paulo escreveu 1Coríntios. É uma carta essencialmente prática, com a qual tenta sanar as divisões na igreja. Também reage a alguns dos problemas enfrentados pelos novos cristãos que viviam numa cidade pagã notória pela sua imoralidade.

Não é fácil ordenar os diversos contatos de Paulo com a igreja em Corinto. Parece que ele visitou Corinto depois de escrever a sua primeira epístola, e pode ter escrito outra que não chegou até nós. De qualquer forma, é evidente que ele não estava feliz com a resposta dos coríntios. Enviou Tito a Corinto, e pôde, finalmente, receber notícias mais animadoras sobre a situação.

Escreveu, então, 2Coríntios para expressar seu alívio, manifestar seu desejo de manter o bom relacionamento, e transmitir mais advertências e palavras de ânimo à igreja.

Logo depois Paulo visitou Corinto novamente e de lá (At 20.3) escreveu sua famosa carta aos Romanos, a mais longa de todas e a que mais se aproxima de um resumo da mensagem cristã. Nela, explica o evangelho de Deus, do qual não se envergonhava, e mostra as suas implicações para a missão e a vida cristã.

Não se sabe ao certo por que escreveu essa carta aos romanos. Ele nunca estivera em Roma, mas nessa época esperava viajar para lá em breve. Provavelmente queria apresentar à igreja seu ensinamento básico, talvez para que os romanos o apoiassem em seu projeto de viagem missionária à Espanha. Aparentemente ele também queria promover a reconciliação entre grupos judeus e gentios na igreja de Roma.

Mas as coisas não teriam o desfecho que Paulo havia previsto. Pouco depois ele viajou a Jerusalém, onde foi preso. Depois de dois anos na prisão em Cesaréia, sem ser julgado, ele valeu-se de seus direitos de cidadão romano e pediu para ser julgado perante o Imperador. E assim ele chegou a Roma - acorrentado.

As epístolas da prisão - Paulo desfrutou de relativa liberdade durante seus dois anos de prisão em Roma. Ficou em prisão domiciliar, mas não havia nenhuma restrição quanto a seus visitantes ou a sua correspondência. Assim, a tradição favorece Roma como lugar onde Paulo escreveu as epístolas da "prisão".

Efésios e Colossenses são semelhantes em conteúdo, assim como Éfeso e Colossos são bem próximas geograficamente. Apesar do seu título, Efésios deve ter sido uma epístola circular, enviada a várias igrejas pequenas em Éfeso e na área circunvizinha. Nela, o apóstolo dá ensinamentos gerais sobre Cristo, o mundo, e a igreja. Seu objetivo é ajudar os cristãos a resistirem à pressão da sociedade pagã à sua volta e viverem uma vida dedicada a Deus.

Colossenses tem um enfoque semelhante, mas nela Paulo ataca determinados ensinamentos falsos que ameaçavam as igrejas em Colossos e na cidade vizinha de Laodicéia.

A pequena epístola a Filemom foi escrita nesse mesmo período. Paulo revela todo o seu tato, ao apelar em favor de Onésimo, um escravo fugitivo. Por uma grande coincidência divinamente planejada, Onésimo fugiu da casa de Filemom, um velho amigo de Paulo, e acabou encontrando Paulo em Roma, a centenas de quilômetros de distância. Ele se tornara cristão, e agora estava retornando ao seu antigo dono tendo em mãos essa bela carta. Ele voltava, não mais um como um simples escravo, mas como um irmão em Cristo.

Filipenses lida com uma situação diferente. Paulo queria agradecer aos cristãos de Filipos pela preocupação que haviam demonstrado ao lhe enviar donativos. O apóstolo escreveu principalmente para encorajá-los a continuarem unidos e alegres diante de oposição e ameaças de todo o tipo. Mas ele também queria preparar o caminho para uma futura vista de Timóteo.

A característica mais marcante dessas "epístolas da prisão" é a profundidade da reflexão cristã revelada por Paulo, principalmente em Efésios. Talvez isso tenha resultado de longas horas de reflexão e oração, numa situação em que estava privado da liberdade de ir e vir.

As Epístolas Pastorais - Se Paulo escreveu essas cartas na sua velhice, como parece ser o caso, ele deve ter saído da prisão em Roma e realizado outra viagem missionária que não foi registrada em Atos.

1 e 2Timóteo e Tito mostram seu cuidado e sua preocupação por suas igrejas e a organização delas, bem como o desejo de deixá-las em boas mãos. 2Timóteo foi escrita um pouco antes de sua morte, para incentivar Timóteo a permanecer fiel ao evangelho.

Hebreus - A Epístola de Hebreus também pode ter conexões com a igreja em Roma. Ela foi escrita, não a uma igreja toda, mas a um grupo de cristãos vindos do judaísmo que, aparentemente, estavam se separando da Igreja e procurando recuperar a paz e a segurança no judaísmo. O autor anônimo - possivelmente Apolo - estava muito preocupado com isso, pois sabia que Jesus, o Messias, não era apenas um acréscimo ao judaísmo, mas o foco de todos os planos de Deus para o mundo. Assim, ele escreveu um texto vigoroso, em que apresenta um retrato vívido da grandeza de Jesus, e incentiva os "hebreus" a permanecerem fiéis, mesmo em meio a eventuais perseguições.

Epístolas de outros apóstolos - 1Pedro foi escrita a cristãos dispersos que viviam em cinco distritos provinciais da Ásia Menor e estavam sendo ameaçados de perseguição. Pedro queria incentivá-los com o exemplo de Jesus, e com a lembrança de sua vitória na cruz, que nos trouxe a salvação. 2Pedro supostamente foi enviada ao mesmo grupo de leitores, mas dessa vez Pedro adverte contra determinados ensinamentos falsos que promoviam a imoralidade.

É possível que os últimos textos do NT a serem escritos tenham sido as três epístolas de João, datadas, possivelmente, da última década do primeiro século. Segundo a tradição, João vivia em Éfeso, o que faz com o contexto dessas epístolas seja a vida nas igrejas da Ásia Menor. Ali, estava começando a se difundir o "docetismo", uma teoria segundo a qual "o Cristo" era um ser celestial incapaz de sofrer e, portanto, não poderia realmente ter se encarnado e morrido na cruz.

Essas epístolas se opõem vigorosamente a esse ensinamento, e enfatizam amor e união na verdade.

A Epístola de Tiago, por outro lado, provavelmente é o escrito mais antigo do NT, tendo sido escrita no final da década de 40 d.C., em Jerusalém, onde Tiago era o líder da Igreja. Ele escreveu a cristãos de origem judaica espalhados pelo mundo inteiro, numa época em que muitos deles ainda estavam ligados à sinagoga. Seu objetivo é motivá-los a serem discípulos distintos de Jesus.

Finalmente, a breve epístola de Judas está intimamente ligada a 2Pedro, já que boa parte do material sobre ensinamentos falsos aparece em ambas, muitas vezes em liguagem semelhante. Judas se apresenta como irmão de Tiago, e há razões para supor que ambos eram irmãos de Jesus.

Pela sua variedade, as Epístolas nos incentivam a ver que sempre é possível ser fiel na vivência da fé cristã, quaisquer que sejam as circunstância ou por mais difíceis, estranhas, ou diferentes que sejam das circunstâncias de outros. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo está conosco, através de seu Espírito.

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